Vampires Today! - Fall

2 Capítulo 1: Worsnop high dairy school



Era um dia qualquer. O sol raiava, isso não era uma bom sinal, pelo menos não para um jovem vampiro .

Meu dia começou de uma maneira estranha aquela manhã. Despertei um pouco assustado, o quarto estava repleto de vultos que se moviam com extrema velocidade, de um lado para o outro, demorei certo tempo para perceber que aquilo nao era um sonho, e sim só mais um dia em que todos os moradores do apartamento 11 acordaram atrasados.

Depois que percebi oque toda aquela movimentação significava tive um reflexo involuntário tirei o cobertor de cima de mim e levantei da cama com um pulo. E em instantes também me converti a um vulto apressado .

Em meio aquela confusão ninguém se comunicava, as vezes alguns esbarrões ocorriam, mas não havia tempo para se preocupar com isso. Eu corria de um lado para o outro, a correria não acabava, precisava naquele momento fazer diversas coisas: tirar o pijama, colocar o uniforme, lavar o rosto, escovar os dentes, pentear o cabelo entre outras coisas .

Depois de certo tempo (mais exatamente 6 minutos) a correria parecia ter acabado. Os 4 moradores do apartamento 11 finalizavam suas produções em frente ao espelho .

O uniforme de nosso colégio era extremamente formal . Ele era composto por: um paletó preto com alguns detalhes brancos nas mangas e golas, uma camiseta social branca por baixo do blazer, uma gravata de escolha do aluno (no caso das meninas uma lenço ao invés da gravata) e uma calça social (ou uma saia no caso das garotas) . Havia também um uniforme alternativo, nele, ao invés de um paletó o aluno poderia usar um suéter (de mangas compridas ou regatas) , também com detalhes brancos .

Bruce fazia os últimos ajustes no cabelo, Guibyson ajeitava a gravata e Frankie terminava de se perfumar. Após fazerem isso os três me encararam, com aquela expressão de “ Eai ta pronto pra sair ?”

Instintivamente confirmei com a cabeça.

Bruce era loiro tinha os olhos verdes (irritantemente verdes) pele muito clara, era um esportista cabeça oca assumido, mas era muito engraçado e também um ótimo ouvinte.

Bruce possui poderes de linhagem sanguínea, pois vem do clã Carter. Seus poderes são vocais (pelo que ele me relatou), mas nunca os vi pessoalmente.

Guibyson possui olhos castanhos e um topete, que hoje em dia são poucos que tem coragem de usar. É muito forte para seu tamanho . Guibby (apelido) é fascinado por computação e tecnologia. Todos as conversas que se tem com ele tem a ver com o assunto tecnologia ou... seu irmão, que ele diz ser um grande gênio .

Frankie ou Frank como todos os chamam, tem os olhos puxados (orientais) mas afirma não ter nenhum parentesco com pessoas asiáticas (suspeito), tem os cabelos lisos pretos, tem a irritante mania de arrumar o cabelo a todo momento. Frank é de certa forma infantil em alguns critérios.

Nós quatro estávamos atrasados, sabíamos que não daria tempo de passar na cantina ou na lanchonete, Guibby parecia ser aquele que mais sofria por isso. Atravessamos a porta e esperamos Guibby trancar a porta, em seguida nós quatro nos entreolhamos, novamente eu sabia oque aquilo significava, era a hora da “corrida para morte” .

Em menos de um segundo nós quatro desaparecemos , correndo em velocidade sobre-humana em direção ao prédio principal da escola, a morte para qualquer tipo de diversão .

Descemos as escadas (alguns pularam), e quase quebramos as portas ao abri-las (arromba-las)

O bloco em que morávamos ficava a certa distância do prédio principal.

Estava frio do lado de fora, não estava bem agasalhado, além do uniforme (suéter de mangas compridas) só usava um cachecol .

Nós realizavamos a corrida para morte de vez em quando (quase sempre quando estávamos atrasados).

Eu não gostava muito da corrida (pra falar a verdade não gosto de esportes em geral), mas tenho que admitir quer passar por todos os obstáculos até a escola era de certa forma emocionante, era como fazer um tipo de parkour. Eu não me esforçava muito durante a corrida, pois nunca consegui chegar em primeiro a escola de qualquer forma.

Na velocidade normal humana do bloco a escola demoraríamos aproximadamente 5 minutos, mas na velocidade vampírica o percurso não demorava mais do que 2 minutos (isso durante o dia, pois creio que durante a noite o percurso não demoraria nem 1 minuto).

Aquela hora não haviam muitos alunos nas ruas, pois todos já estavam no prédio principal da escola .

Durante o caminho pude perceber que o sol (um dos piores inimigos de um vampiro) havia acabado de raiar, sua luz ainda estava com um tom pérola muito traquilizante.

Finalmente cheguei a Fonte dos fundadores. A linda Fonte dos fundadores. Um monumento com mais de 3 metros de altura, aonde se encontravam os dois grandes fundadores da V.F.T. Worsnop High Day School , Demetrius Worsnop e sua irmã Cirius Worsnop com lindas roupas elegantes, na forma de imensas estátuas de bronze. As estátuas estavam entrelaçadas, em um grande abraço fraternal . Vários esguichos de água se levantavam das laterais da fonte circular e banhavam os dois fundadores com a mais pura água cristalina.

A fonte ficava em frente ao pátio do prédio principal, nossa linha de chegada .

O grande prédio imponente, com mais de 6 andares, e tinha mais de 3 quarteirões de comprimento. Sua fachada era toda amarela, o prédio era rodeado por lindos gramados verdes com canteiros de flores por todos os lados, e uma grande placa de bronze presa a parede na entrada para o pátio principal, aonde estava escrito : “V.F.T. Worsnop High Dairy School“ .

Olhei em volta a procura de meus colegas de apartamento. Não havia ninguém a vista. Primeiramente imaginei ter chego atrasado a fonte, e que eles já deviam ter entrado em suas respectivas salas de aula. Mas depois de alguns instantes, três vultos em mega velocidade começaram a surgir e se aproximar, vindos de três direções diferentes.

Era incrível, eu nunca havia ganho a Corrida para a morte, e agora lá estava eu na encostado a fonte esperando os inéditos perdedores. Ao se aproximarem mais pude notar a feição de cada um, todos estavam perplexos, indignados .

Todos pararam a minha volta, me encarando .

– Oi Pessoal! demoraram por que? – geralmente eu não era irônico , mas um fato inédito como aquela precisava ser comemorado

– Haha, hilário, o que você fez? Trapaceou? – indagava Frankie, com as sombrancelhas erguidas .

Na hora precisei rir, era muito bom ver a expressão de cada um deles, completamente hilário .

– Eu até entraria na discussão, mas, acho que já estamos bem atrasados .- disse Guibyson com uma face cética.

Bruce concordou com a cabeça e foi o primeiro a seguir para o pátio do colégio, seguido de Guibby, depois Frank e logo após, eu, Danny.

Ao chegarmos ao pátio, nos demos um último cumprimento de mão e nos despedimos. Após isso Frank e Guibby fora para a esquerda e eu e Bruce para direita .

– Você sabe que dia é hoje ? – perguntei enquanto andávamos, mesmo já tendo acordado a certo tempo, ainda não havia tido dúvidas sobre que dia seria aquele .

Bruce olhou pra mim com uma cara confusa, e me encarou durante um tempo, e depois de mais algum tempo respondeu :

– Seu aniversário? – disse Bruce com um meio sorriso, esperando que eu comfirmasse se ele estava certo ou não.

Lancei a ele um olhar de reprovação, e coloquei a mão sobre a face.

– Não criatura, to falando do dia da semana! – disse balançando a cabeça em reprovação

Bruce não era bom com datas, por isso quase sempre que alguém perguntava para ele sobre o dia, ele chutava ser algum dia especial.

– Ah! É sexta-feira. Por que ? – disse Bruce, com a feição normal de volta.

– Só queria saber que aula vou ter que encarar logo cedo .

– E qual vai ser ?

Tive que pensar um pouco para lembrar qual seria minha 1ª aula . Mas depois de um tempo me lembrei .

– Etiqueta . – disse com um to decepcionado .

Eu sei, é estranho ter aulas de etiqueta na escola, mas, por alguma razão o governo acredita que todo vampiro necessita ter noções básicas de etiqueta (talvez para realizar alguns tipos de feitiches humanos, quem sabe?). Pelo menos só temos esta matéria durante ente ano.

– Que azar, odeio etiqueta. – disse Bruce, fingindo ter pena de mim.

– Você não é o único, pode ter certeza .

– Até mais. – disse Bruce se despedindo e virando a esquerda em um dos vários corredores da escola .

Eu acenei e continuei andando. Continuei o caminho, subindo uma longa escadaria, e logo após indo direto ao fim de um corredor no 2º piso, aonde ficava a sala de etiqueta.

Os corredores do colégio eram repletos de obras de arte vampíricas, quadros, esculturas, monumentos que homenageavam grandes nomes da arte vampírica. Tudo era feito de mármore amarelado, os pisos, as colunas ... Pelos corredores sempre haviam alunos, (alguns matando aula, outros indo atrasados para suas salas), faxineiros, e alguns professores que faziam parte do corpo da direção.

O professor aguardava a frente da porta de sua sala de aula, sempre com a postura ereta e nariz empinado. O professor Chloud, com seus cabelos longos e ondulados castanhos, seus olhos azuis cristalinos, seus lábios extremamente rosados... sua aparência era completamente andrógena, mesmo assim arrancava suspiros das mais lindas alunas vampiras de todas as idades. O mais curioso sobre este professor é que na escola inteira não havia ninguém que já tenha visto o professor Chloud em estado bestial, nem mesmo a diretora.

– Esta atrrazado senhorr Bayley . – disse o professor Chloud olhando para mim com superioridade, e com aquele sotaque francês irritante.

– Me desculpe professor, perdi a hora de acordar.

– Tudo bem entrre e vá se ssentarr.

A sala de etiqueta não era muito grande. Ela mais parecia uma comprida e retangular sala de jantar, com uma gigantesca mesa de jantar de madeira maciça forrada com uma toalha branca com detalhes cor-de-rosa no meio dela, várias outras pequenas mesas redondas (também forradas) com um bule de chá sobre cada uma, e várias xícaras. Todas as mesas tinham em volta cadeiras estufadas com almofadas cor-de-rosa do mesmo tom que os detalhes das toalhas que forravam as mesas, e no final da sala havia um comprido sofá sofisticado (também cor-de-rosa) .

Procurei pelas mesas rostos amigos, e os encontrei. Quase no final da sala, na lateral direita, estavam Waynne e Gabe cochichando.

Me aproximei da mesa e perguntei retóricamente ao me sentar:

– Posso ?

– Acho que você já se sentou né? – disse Gabe rindo.

Waynne não era exatamente simpático, mas era uma boa pessoa com quem se conversar. Waynne era um pouco (muito) menor que eu, tinha os cabelos liso que desciam até um pouco depois do ombro, olhos castanhos escuros que expiravam certa superioridade . Era um dos amigos mais estilosos que eu tinha, sempre arranjava um jeito de deixar os uniformes caretas que nós tínhamos muito descolados.

Waynne pertencia a um grande clã, o clã Collet, e possuía poderes de linhagem sanguinea, que pouquíssimos sabiam quais eram. Eu não sabiam quais eram.

Gabe era uma garota (sim o nome dela é Gabe e ela é uma garota.) extremamente... extravagante. Gabe sempre pintava os cabelos (curtos) de cores... chamativas, como: Rosa, laranja, branco, entre outras. Gabe era um pouco acima do peso. Estava sempre com Waynne, geralmente cochichando. Gabe pode ser muito antipática quando queria, mas também muito simpática.

Ao sentar percebi que as xícaras sobre a mesa estavam cheias de chá, e imediatamente perguntei:

– Pra que isso?

– Acho que vai fazer parte da aula. – disse Waynne

Percebi o professor dando uma última olhada para fora (para ver se não haviam mais alunos do lado de fora) antes de entrar e fechar a porta.

Após isso o professor foi a frente da classe (que não tinha quadro negro). Ele deu uma última olhada na sala e começou a explicar sua entediante (e aparentemente inútil) aula.

A aula de etiqueta passou de maneira mais rápida do que eu podia imaginar.

O sinal soou, me despedi de Waynne e Gabe e fui para a próxima aula que era biologia, depois química, história vampírica, filosofia... e mais algumas matérias completamente entediantes. Ter essas aulas na sexta era uma das coisas que faziam com que eu odiasse esse dia. No final do dia restaram alguns trabalhos para serem feitos e uma prova agendada para segunda-feira. A aula que talvez me animasse um pouco era a “aula de Caçada” (uma aula útil) com o professor mais sinistro que qualquer aluno (mesmo vampiro) poderia ter .

Um dos fatores que faziam a aula de caçada ser divertida era que ela era feita do lado de fora da escola .

Quando fui para o lado de fora o céu já começava e ficar alaranjado , (um ótimo sinal para um vampiro), logo o meu animo seria restaurado pela melhor amiga de qualquer vampiro, a lua.

Quando sai do pátio da escola e me deparei com Bruce me esperando. Caçada era uma das poucas aulas que tínhamos juntos. Bruce estava com Ellyot a seu lado, seu primo do mesmo ano (e do mesmo clã), fomos os três juntos até a área em que a aula de caçada era realizada.

Um lugar atrás da escola, aproximadamente 4 minutos de caminhada normal até chegarmos até lá. Nós tinhamos aula era muito próximo a uma floresta, ao nos aproximar mais da área de caçada começamos a ver outros alunos indo para mesma região.

Chegamos a área de caçada. Havia um pequena multidão em volta de uma ponto, o professor Faustos Worsnop .