Doug se assusta com a atitude repentina de Hillary. Em seguida ele dá uma olhada para dentro da casa. Destruição, pode ser descrita dessa maneira. — O que aconteceu aqui? — o rapaz pergunta aflito — Você está bem? — Não, ele não obteve resposta, apenas pequenos soluços de choro. As palavras não saiam da boca de Hillary, estava em estado de choque ainda. Ele a carrega para dentro do apartamento. Eles estavam na porta da casa, não era bom conversar num lugar como aquele. Intrigado, Doug tenta entender o que aconteceu ou está acontecendo. Quando finalmente Hillary se acalma, tenta resumir o ocorrido para o amigo.

- Eu fui perseguida! Ele conseguiu me alcançar, mas eu escapei. Ele arranhou toda minha roupa e cortou meu ros... — "QUEM FOI?" Em um tom de fúria, Doug interrompe e faz-se um silêncio na sala. Após poucos segundos, ela volta a falar — Eu não sei... não sei dizer nem o que ele era. Só sei que eu temo que ele volte... temo que a noite chegue.

- Mas, como assim \\\'a noite\\\'? Ele só aparece durante a noite? Se for assim, ficarei aqui com você, não permitirei que absolutamente nada a machuque novamente. — Corajosamente Doug se propõe para ajudá-la.

- Não. Eu não permito! Não quero que você se envolva nisso. Sabia que você pode acabar se ferindo?! Ou até mesmo perder a vida!! — alterando a voz, Hillary se opõe. — E não quero que insista! Não posso te perder. Não suportaria te perder... — uma lágrima cai em seu colo.

Nenhum dos dois foi capaz de falar novamente. O silêncio que ali permaneceu por quase uma hora, respondeu a todas as possíveis perguntas que viriam às suas mentes. Porém, Doug não se contentou, ainda não conseguia aceitar a idéia de não proteger Hillary, afinal, são amigos de muitos anos, sempre confiaram um no outro pra tudo. Por que justo agora ela nega sua ajuda? Perguntas não saiam de sua mente.

- Se é assim que você quer... que assim seja.

Doug sai sem nem se despedir. Ele estava inconformado com a atitude egoísta de Hillary. Assim que saiu de lá, foi para sua casa. E nem pôde contar o que havia acontecido com ele. Sendo assim, mais um motivo para não se contentar.

O dia passa. O medo de Hillary aumenta. O sol começa a se pôr. Será que ele viria novamente atormentá-la e fazer de sua vida uma inferno? Isso era o que ela menos queria. Ela não sabe o que fazer para se salvar. Então resolve ao menos se esconder, afinal, não iria ficar ali esperando de braços abertos os piores momentos de sua vida. Finalmente o sol se põe. A escuridão toma conta de toda a casa, que estava em total silêncio. Quase não conseguia ouvir a respiração da garota. Um estrondo vindo da janela do quarto em que ela estava escondida quebra o silêncio. "Ele voltou! Duvido que não me encontre... o que eu farei? Por que eu fui negar ajuda? Mas foi melhor, assim ele não sofre com nada." Assim pensava Hillary. Passos vindos em sua direção, era a única coisa que escutava. Ela se encolheu mais, tentando esconder-se melhor. Os passos ficam cada vez mais altos, por estarem mais próximos. Um vulto totalmente negro, era o que ela via. Até que ele virou-se e mostrou seu rosto pálido como a neve. Hillary olhava para os olhos vermelhos amedrontantes, mas nesse momento não era medo que passava em sua mente, e sim tranqüilidade. Mas como ela poderia sentir isso num momento desses? Simples, ela estava em transe, havia sido hipnotizada por aqueles olhos vermelhos, como sangue. Hillary não sentia nada e nem sabia o que estava fazendo. Ela levanta-se e vai em direção ao vulto. Ao aproximar-se, um sorriso malicioso é estampado no rosto brando, destacando os caninos grandes e pontudos. Seus olhos agora ainda mais penetrantes faziam com que a jovem não acordasse, por nada.

Finalmente ele conseguiu o que queria. O estranho vulto envolve Hillary inteira. Ele inclina a cabeça dela para o lado, deixando seu pescoço à mostra.

- Até que enfim, levei um eternidade para conseguir este momento. Eu a tornarei minha. Somente minha, ninguém poderá tirá-la de mim. Não permitirei, serei capaz de matar qualquer um que se opuser. — A voz que vinha do vulto, era de dar medo em qualquer um. Ele mantinha os olhos fixos no pescoço de Hillary, sua expressão era de excitação. Havia conseguido o que tanto lutou. Ele aproximou seus caninos da pele da jovem. Seus dentes estavam à milimetros de distância. Faltava tão pouco. De repente, ele distancia, sem fazer absolutamente nada. Estava desconfiado. Havia ouvido um barulho...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.