Vampire Memories .:: Meia-noite
8 Reunião Sombria
Notas iniciais
Joseph passou enfrente a uma casa noturna. Os últimos clientes já estavam saindo, após longa noite no local. Havia algumas mulheres paradas na porta. Todas usavam vestidos muito curtos, cabelos longos e brilhantes, algumas fumavam cigarro, outras usavam droga. O lugar perfeito! Ele pensou maliciosamente.
Enquanto Joseph se aproximava, uma mulher sorriu para ele e foi ao seu encontro do outro lado da rua. Jogou o cigarro que estava em uma das mãos na beira da estrada e parou diante do homem. Que homem lindo! Ela pesou. Muito raro ver tipos como ele por aqui.
- Olá — disse ela. — Bonne journée! A casa já fechou, mas se quiser, podemos negociar uma hora. Você tem carro? — ela olhou Joseph dos pés a cabeça.
- Podemos sim — ele respondeu, sorrindo frio. — Mas não quero que seja no meu carro. Moro aqui perto. Uma mulher como você, preciso aproveitar na minha cama.
Incrível! Ela pesou.
- Bom, então vamos!
Joseph sorriu. Os dois caminharam pelo mesmo caminho de onde Joseph viera. Não conversaram durante o caminho, apenas se olharam. Mas nos pensamentos, aconteciam coisas diferentes. Ela pensava nas diferentes maneiras que proporcionaria prazer ao homem sexy e incrívelmente lindo ao seu lado. Ele, por sua vez, pensava em Louise, e no destino da prostituta ao seu lado. Pobre garota.
Nicholas jogou a pequena mala que trazia sobre a cama do hotel.
- É o melhor hotel da cidade. O serviço de quarto é uma maravilha! — disse ele.
Julliét estava pensativa, olhando pela janela a Jean-Baptiste Pigalle. Ela sabia muito bem que o Plaza Opera Hotel era o melhor hotel de Paris, mas aquilo não era importante. Ela só estava de volta a cidade por um motivo: concertar o erro do passado. Por ser fraca, tirou de alguém uma vida normal e condenou a uma vida de escuridão. Uma vida que ela jamias escolheria para ela. Nunca mais serei fraca!
Ela fechou os olhos e tentou se lembrar da noite que ela se transformou. Lembrou da mãe e do pai morrendo com a Peste Negra. Lembrou do homem que ofereceu ajuda a ela. Que prometeu trazer a cura para os seus pais. Lembrou de tudo claramente.
- Ele é um homem de bem — disse o pai, Rony, deitado em sua cama. A febre estava muito alta. Alicia pegou um pano molhado e colocou na testa do pai. — Precisa ir com ele minha querida.
- Não papai! — Alicia não queria abandonar a família. — Vou estar com vocês até o fim. Vou procurar uma cura. Ele disse que tem uma cura!
- Não, não há. — disse a mãe, Marry. — Precisa pedir para que ele não tente procurar a cura. O risco é muito grande. A igreja pode condená-lo por bruxaria.
Alicia chorou. Saindo do quarto dos pais, encontrou o homem parado perto da porta. Ele sorriu para ela.
- Você vai vir comigo? — disse ele. — Tenho uma surpresa para você.
- Estou preocupada com meus pais. Eles não podem morrer! — Alicia se jogou no chão. Cobriu o rosto com as mãos e chorou.
O homem se aproximou e levantou a garota.
- Você precisa ser forte. Já te expliquei que ao meu lado você nunca mais sofrerá. Você vai ganhar o mundo. Preciso de alguém como você ao meu lado.
Uma lágrima escorreu pelo rosto de Julliét. Ela balançou a cabeça negativamente tentando afastar os pensamentos. Reviver o passado era perturbador.
- Julliét? — Nicholas quebrou o silêncio. — O que está acontecendo com você? Parece que não está aí dentro.
- Eu estou sim Nick.
- E agora? O que acontece agora? Já estamos em Paris, mas como iremos encontrar o tal garoto e a menina bruxa?
Julliét se concentrou. Pensou no rosto de Joseph. Já havia se passado muito tempo desde que o deixou nas mãos de Armand, mas ela se lembrava muito bem dele. Esperou por um momento e depois a imagem dele apareceu em sua mente. Ele andava por uma rua com uma mulher ao lado. Julliét olhou ao redor. Era uma rua conhecida, próximo ao um parque municipal.
- Não me diga que você viu onde ele está... — Nicholas ficou de boca aberta.
Julliét colocou a mão no rosto do amigo e sorriu.
- Nick, você tem muito a aprender. Mas não tenho tempo para explicar como fiz isso. Precisamos ir logo.
Joseph parou um pouco distante da casa de Louise. Algo estava errado. A porta estava aberta. Joseph tentou escutar algum barulho dentro da casa, mas estava longe de mais.
- O que aconteceu? — perguntou a prostituta.
- Nada. Venha.
Os dois caminharam até próximo a porta. Perto o suficiênte para Joseph idêntificar quem havia entrado. Sua parte humana, a parte que controlava seus sentimentos, saltou dentro dele, sentiu medo. Não pode ser! Gritou em sua cabeça. Você não podia ter convidado ele Louise, Droga!
- Olhe, — Joseph segurou a mulher pelo ombro e olhou no fundo dos olhos dela. — Você vai ficar aqui fora, não entre. Só me espere. Repita!
- Eu vou ficar aqui fora — disse ela obediente. — Vou somente te esperar.
- Ótimo.
Joseph soltou a mulher, respirou fundo e entrou na casa.
Louise, Armand e Jane olharam para ele. Louise estava assustada, perto do sofá. Armand junto dela, ele sorriu ao ver Joseph. Jane continuava perto das cortinas.
- Joseph! — exclamou Armand. — Meu fiél soldado. Ah não! Quase me esqueci que você me traiu. Escute Joseph — Armand se aproximou dele. — Quando dou uma ordem, espero que ela seja cumprida. Você dependia desta tarefa para conseguir a liberdade. O que aconteceu? Depois de matar a velha, sentiu pena da pobre filha órfã? Ou se apaixonou pela garota?
Armand olhou para Louise, depois se virou novamente para Joseph.
- Eu podia mandar minha bruxa, Jane, te matar agora mesmo. Mas não vou fazer isso. Agora que me traiu, tenho outros planos para você. — Armand se aproximou muito do rosto de Joseph, quase o beijando. — Eu gostava muito de voce, e lamento muito, muito mesmo.
- Esqueça o ritual! — disse Joseph. — Louise será mais útil viva. Ela tem um poder enorme. Pode fazer você ganhar este confronto com as bruxas.
- Ela tem um poder enorme — repetiu Armand. — Antes este poder não era tão grande, mas graças a você, agora ele é. Idiota!
Armand olhou para Jane.
- Mate a garota! — ordenou ele.
- Como?
- Sei lá, de uma forma dolorosa. — ele olhou para a janela. — O que está esperando, coloque ela na frente da janela e abra as cortinas!
- Não! — gritou Joseph. — Vamos conversar!
- Eu não converso com traídores.
Jane foi até Louise e a puxou pelo braço. Louise se debateu.
- Me solta! — gritou Louise.
- Fique calada! — gritou a bruxa.
- Joseph! — Louise gritou.
- Armand, deixa ela viver. Ela não tem culpa. A guerra não é dela.
Armand riu.
- Também não é sua. — ele agarrou o pescoço de Joseph e apertou.
- Me solta! — disse Joseph, sem ar.
Armand colocou a outra mão no bolso da jaqueta e tirou um punhal.
- Isso não vai te matar, mas vai te causar dor. E você merece.
Ele pegou o punhal e enfiou no peito de Joseph. O vampiro gritou. Joseph olhou para o lado. Jane segurava Louise perto da janela, e com a outra mão, tentava abrir a cortina. Acabou. Pensou ele. Joseph fechou os olhos.
- Que feio, estão dando uma festa sem mim?
Armand olhou para a porta. Largou Joseph. Ele não acreditava no que estava vendo. Jane olhou também, assustada. Joseph foi quem virou por último. Seus olhos se arregalaram.
- Julliét?
Notas finais
Será que podem responder estas perguntas:
1) O que vai acontecer com a Louise?
2) A volta de Julliét será boa para Joseph?
3) O que Armand vai fazer com eles?
4) Quem é o homem que transformou Julliét?
- uma pista> Lembra que Julliét precisou cumprir uma tarefa para Armand, para conquistar sua liberdade?
bom só posso dizer isso. Até mais.
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