Narrado por León

Não sei de onde tirei coragem para ir lá e simplesmente beijá-la. Agi por impulso e não me arrependi nenhum um pouco. Voltei para casa e deitei em minha cama ainda sentindo o gosto de Violetta em minha boca, ela beija tão bem.

A cada cinco segundos a cena daquele beijo vinha em minha memória. Já estava ficando enjoativo pensar tanto em algo, ou melhor, em alguém.

Pelo menos ela pareceu gostar, não consegui esperar sua resposta, mas se ela tivesse odiado ela teria me empurrado, me esbofeteado, teria ao menos uma reação ágil para mostrar insatisfação.

Mas não, ela simplesmente me beijou.

Perdidos nesses pensamentos, acabei adormecendo. Acordei cinco horas da tarde com a minha mãe me chacoalhando.

– León...León acorda León.

– Hum? Que foi? –me virei para o outro lado sonolento.

– O Andrés ta sumido desde de manhã, a vizinhança toda esta a sua procura. Vamos ajudar.

– Desde de manhã? Ah mãe me poupe, Andrés deve estar vagabundeando por aí.. como sempre.

– Levanta agora León! – ela rosnou enraivada

– Ta, ta bom –levantei impaciente

Pegamos duas lanternas, já que logo estaria escurecendo.

Descemos, havia uma multidão para ajudar nas buscas. Achei realmente um exagero, Andrés era um adolescente de 18 anos, magrelo, chato, vivia sumindo de casa e era sempre a mesma chatice de procurá-lo, já que seu pai era doente e morria de preocupação. Nos espalhamos em sub-grupos e começamos as buscas.