Vampire

1 Capítulo 1 - Saindo do castelo


Notas iniciais
Boa Leitura. Não vou perdi Comentários e nem nada.Vocês leitoras(leitores) comentem, coloquem como favorito ou recomende a fic se quiser, vai do gosto vontade de vocês.Se quiserem opinar, tudo bem, mas não garanto que mudarei a minha história como acham melhor. :)

Capítulo 1 – Saindo do castelo


Eu andava tranquilamente pelas estreitas ruas daquela cidade cercada por muralhas de pedras amareladas e gastas. O barulho do salto das minhas botas pretas ecoava na escuridão da noite. Era minha noite de ronda junto com o restante do grupo que estava espalhado pela cidade, alguns estavam em cima da muralha observando atentos, olhos e audição afiados.


Minha garganta estava abafada, ficaria saciada por uma semana e meia. Quando passei ao lado de um carro olhei para meu reflexo e vi mus olhos vermelhos escarlates faiscarem perversamente. Eu gostava. Contrastavam com o meus cabelos comprido até o meio das costas, negro e ondulado, incrivelmente brilhante e saldável, uma franja de lado na altura dos olhos caindo levemente sobre o olho direito. Meu corpo incrivelmente curvilíneo e farto, seios ainda mais realçados com o corpete cinza escuro, quase preto que eu usava, com detalhes dourados nas cordas que apertavam desnecessariamente minha cintura e levantava mais meus seios, coxas grossas e definidas. Apesar de um corpo perfeito de dar inveja a qualquer mulher, incluindo as da minha espécie, eu tinha apenas 1,60m de altura. E apesar da pele levemente empalidecida por não ter sangue correndo em minhas veias e um coração morto, eu era levemente bronzeada, com uma boca levemente carnuda e desenhada, e rosada naturalmente, mas na verdade um sinal de que me alimentara, ou então estaria com a boca quase da cor do resto da minha pele e os olhos negros com a íris azul trovão.


Escutava os humanos da cidade dormirem tranquilamente em suas casas, sem imaginar o que o mundo guardava as espreitas, que eles eram protegidos por seres como eu e que tinham sorte de serem dessa cidade, porque se fossem turistas já estariam mortos.


Dei meia volta e fui andando de volta por todo o caminho que segui indo para a fonte em frente à torre do relógio. Trocaria de lugar com Chelsea, ela devia estar impaciente, uma coisa que para um vampiro é muito raro. Ela não gostava de ficar parada, preferia rondar pela cidade, ficar em movimento já que no palácio não fazia nada além de treinar luta corpo a corpo.


_ Troca. – falei simplesmente para Chelsea. Ela tinha os cabelos de um castanho claro na altura dos ombros e levemente ondulados e estavam presos em uma trança graciosa de lado direito. Ela usava seu manto negro como o de Jane e Alec, sinal de que fazia parte dos permanentes e poderosos. Mas ela os usava apenas quando estava em Volterra, fora, em uma formação ela usava o manto cinza, para disfarçar seu verdadeiro potencial na guarda, seja lá qual era. Eu não usava o meu manto, apenas lá fora em missão. Ele era cinza escuro, um tom mais claro que meu corpete.


_ Ótimo. Na próxima eu vou direto rondar pela cidade. – disse Chelsea. Percebi um mínimo tom de alivio mudado para ordem com o final da frase.
Aqui poucas, quer dizer, mínimas vezes se percebia uma sentimento ou expressão de alivio, felicidade ou qualquer sentimento ou jeito humano, normalmente era apenas voracidade, ferocidade, irritação, sede, raiva, desconfiança com aqueles que tínhamos que punir e vampiros forasteiros que raramente faziam visitas aos nossos mestres, dando sinal de “vida”. Claro, eu reparava muito nas expressões alheias, mas era apenas um hobbie que adquiri com o passar da minha existência. Eu já tinha dois séculos e meio de imortalidade. E também era a única que frequentemente andava como uma humana dentro do castelo Volturi. Isso irritava muitos lá dentro, como e principalmente a Jane. Ela me via como uma concorrente ao “cargo” de preferida do Aro, mas nunca fui. Aro queria meus poderes e eu era apenas o corpo que os carregava e ele me desprezava como fazia com Afton, parceiro d Chelsea.


O sol logo começaria a nascer e as pessoas a levantar. Em menos de cinco segundos todos os guardas já voltavam para fonte e esperavam a líder da ronda. Jane. Aro não a queria andando pela cidade mesmo estando muito bem protegida, ela era sua peça favorita como seu irmão, mas ela insistiu de que queria esbarrar em algum miserável – vampiro atacante – e massacra-lo. Por fim ele a deixou vir como líder e sendo sorrateiramente escoltada por Demetri. E enfim ela chegou, a ultima, com o nariz empinado e com seu ar de superioridade. Demetri vinha a sua frente três passos à esquerda, bem calculados, devia ser ordens dela para causar uma entrada triunfal. Ela parecia Aro nas apresentações em público. Demetri tentava esconder uma expressão de ódio, os olhos levemente escurecidos. Jane devia ter o feito sentir dor por escolta-la e ele por orgulho não gritou e ela adorava isso, ver a pessoa lutar internamente para não gritar sobre a dor causada por ela.


Abrimos caminho pra que ela passasse e fosse primeira para o corredor que levava a parte subterrânea do castelo. Chelsea a seguiu e por fim o resto do grupo. Em velocidade vampiresca corremos para dentro de nosso refugio particular. Entramos no salão dos tronos. Apenas Aros e Caius estavam em seus lugares, Marcus devia estar em seu aposento lendo. Como não era uma reunião importante ele não era necessário, nem para os teatrinhos de Aro.


_ Oh! Minha querida Jane – a pequena vampira sorriu triunfante para Aro -, Como foi à ronda?


Ele sabia que bem, sem nenhum problema. Eu detestava esse teatro desnecessário. O resto do grupo se dispersou pelo salão e eu fui para o lado mais escuro que infelizmente era próximo aos tronos ficando a sete metros de distância de Alec que dessa vez não estava posto ao lado de Caius. Ele virou a cabeça milimetricamente em minha direção, me acompanhando sem olhar.


_ Sem nenhum intruso ou ataque, mestre. – respondeu Jane com sua voz fina de sinos e com um tom de adoração.


Aro baixou o olhar minimamente e voltou a olhar sua peça preciosa.


_ Claro, porque enfrentariam a nós? Isso seria suicídio. – riu discretamente e um olhar malicioso passou por seus olhos rapidamente.


_ Mestre... – hesitou Julie. Ela era uma guarda provisória, usava o manto cinza comum e era morena e alta, cabelos longos cacheados. Aro não encarou, mas Caius fuzilou esperando. – Não devíamos nos comunicar com os Cullen, saber da menina?


Jane estava tão parada que parecia uma estatua, Aro parecia tranquilo, Caius segurava um rosnado e o resto da sala tentava se manter tranquilo, sem nenhum incomodo a esse nome. Julie apesar de alta pareceu diminuir, ela estava se encolhendo.


_ Minha querida, eu já disse. É desnecessário. Ela não causa perigo. – tradução: ela não tinha causado uma desculpa pra que Aro pudesse agir. Por causa da vidente Cullen ele não podia decidir nada que a vampira não veja já que provavelmente ela esta nos observando, principalmente Aro, com frequência desde a batalha e os Cullen tinham a escudo, não podíamos arriscar. Julie sabia, mas sempre tinha que ter a língua maior que a boca. – Bem meus queridos, podem se dispersar em suas atividades normais. E Jane, venha comigo.


Todos se dispersaram, Caius ainda estava fuzilando Julie com uma chama crescente de ódio, a vampira com a cabeça baixa saiu o mais rápido possível do salão. Aro saiu pela porta atrás de onde ficava os tronos com Jane o seguindo. Um olhar estranho nos olhos, eu não conseguia identificar. Estava assim fazia cinco meses. Alec ainda estava parado em seu lugar, rígido como mármore acompanhando Aro e sua irmã. Sai do salão passando por ele e logo ele veio atrás, numa distância de dois metros.


Resolvi ir à biblioteca, e Alec continuava me seguindo. Esperei não ter sinal de ninguém e Alec também pareceu fazer o mesmo porque no momento em que virei para encará-lo ele diminui a distância entre nós apenas para ficar a meio metro de mim.


_ O que quer? – falei tranquilamente, mas transmitindo desconfiança com o olhar. Não temia os gêmeos. Mas fazia o possível para transmitir obediência. Nem sempre conseguia.


_ Uma missão. Aro mandou avisar que você, Logan, Tayra, Josh e Anne terão que ir para New York. Controlar um bando de recém-criados. Você e Logan serão os lideres. – o encarei sabendo que Aro só não mandou seus prediletos para se mostrar de seu poder por medo de eles serem pegos e eu via que Alec sabia disso e isso o irritava.

Queria sorrir, mas não o fiz. Assenti e apenas perguntei:


_ Quando partimos?


_ Amanhã ao anoitecer. – e saiu em velocidade vampiresca. O maxilar cerrado.


Entrei na biblioteca com um sorriso triunfante.

Já tinha terminado de ler cinco livros quando escutei três vampiros familiares se aproximando e entrando na biblioteca. Não levantei o olhar.


_ Algum de vocês viu o Josh? – perguntou Anne. Ela era parceira dele, se juntaram aos Volturi já como um casal. Ela era uma vampira congelada em seus dezesseis anos enquanto Josh em seus dezoito. Anne tinha cabelos castanhos médios, compridos até abaixo dos seios, olhos vermelhos em um tom de vinho dando um ar gentil e de experiência mesmo com a aparência, pele branca e perfeita como porcelana, já Josh era alto, tinha 1,90m de altura, fazendo Annie virar uma criança perto dele, cabelos também castanhos escuros e ondulados, pele clara, musculosos, mas nem tanto, seu tamanho já dava medo o suficiente ainda mais com seus olhos vermelhos purpura.


_ Não. Deve estar treinando. – disse Tayra. Uma vampira cinco centímetros mais alta que eu, cabelos castanho claros e lisos, pele clara parecendo mais com mármore, dizia ela que por ficar parada de mais em uma época de sua existência, ela não dizia o porque exatamente, mas eu tinha certeza de que Aro sabia. O que ele não sabia já que lia a mente de quase todos do castelo?


_ Eileen, nos encontraremos no salão principal, Aro dará o resto das coordenadas pessoalmente. – disse Logan parando três passos na minha frente.


Não levantei o olhar, continuei lendo e apenas assenti. Depois disso, terminei de ler o livro e fui para o meu quarto. Não falei com os três vampiros que continuaram lá na biblioteca conversando vez ou outra e nem olhei para eles. Josh não apareceu.

_ Bem meus queridos, acho que estamos completos. – falou Aro quando entrei no salão dos tronos. Dessa vez não ecoava o barulho do meu salto, apenas o roçar da minha capa cinza escura, deslizando suavemente por meu corpo enquanto eu andava em velocidade sobre humana.

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Postei-me ao lado de Logan e encarei meu mestre sem expressão alguma em meu rosto, enquanto ele mantinha um sorriso amigável em sua pele de papiro envelhecido.


_ Vocês irão para New York como pedi para meu querido Alec avisar-lhes, cuidarão de um grupo de recém-criados que não foram devidamente treinados e estão causando problemas, podendo assim, nos expor.


Todos do grupo assentimos simultaneamente. Eu tinha certeza de que esses recém-criados não podiam nos expor, mas tínhamos que cumprir ordens. De alguma forma eu sabia que estava faltando algo, estava superficial de mais. Ele não disse teorias da possível existência repentina desses recém-criados, podendo ser um exercito sendo formado, o que não seria novidade porque isso estava acontecendo com mais frequência do que antigamente que era quase nulo. Não me parecia briga por território, não mesmo. Aro estava escondendo algo, eu tinha certeza disso. Quando Aro nos liberou para partir, senti o olhar de Chelsea sobre mim, ela estava perto das portas talhadas perfeitamente. Ela me analisava discretamente, mas seu olhar era penetrante, porém sua expressão facial era nula, não se via nada.


Chelsea nunca saiu do castelo, apenas para batalhas grandes, como a última que ocorreu em Forks. Na verdade nunca soube qual era o motivo de estar na guarda permanente. Aro não a colocaria lá se não fosse essencialmente útil. Era como se ela fosse um curinga escondido na manga de Aro. Diferente de seu parceiro Afton, que não parecia ser nada útil a Aro, na verdade ele usava o manto negro como membro permanente, mas seu poder era mais para um guarda provisório como Anne. Afton tem a habilidade de se tornar mentalmente invisível aos seus perseguidores. Ele também pode usá-lo para esconder alguém de pé bem atrás dele. Este poder é muito limitado, pois ele pode ser visto se passar por alguém com uma forte capacidade de foco.


Saímos do castelo pela entrada subterrânea, que era escura. Corremos em uma formação que se parecia com uma pequena flecha. Eu ia à frente, a primeira que se chocaria com o inimigo em um confronto. Logan estava alguns centímetros a minha direita, o manto um tom mais claro. Anne a minha esquerda com o manto cinza mais claro que indicava que ela era um membro provisório, mas na formação mostrava que ela era essencial e habilidosa. Josh estava três passos atrás de mim e Tayra estava posta atrás dele em dois passos, com seus mantos cinza como os de Anne, formando o cabo da flecha.


Em menos de dez segundo estávamos saltando o muro que cercava a cidade de Volterra e adentramos a floresta que se estendia para longe da próxima cidade.


Não iriamos pegar o jato particular dos Volturi, não agora. Iriamos até a cidade grande mais próxima correndo, ficar de olho se não tinham nenhum bando de vampiros nômades a espreita. Desde o confronto em Forks que abalou os Volturi, tivemos dois ataques de nômades tentando se alimentar dos humanos de Volterra, o que foi um grande sinal de afronta, perda de respeito e liderança. Então pegaríamos apenas na próxima cidade grande o avião particular dos Volturi que já ia estar nos esperando. Uma corrida de no mínimo um dia e meio.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até o próximo capítulo! :)