Vampira
20 Punição
Notas iniciais
Eram três da manhã quando ela ouviu a porta da sala se abrindo, pelos risos e pelo cheiro de bebida era obvio de eles estavam bêbados. Ouviu cada passo deles estavam subindo as escadas depois entraram em seu quarto, estava sentada na cama olhando para a maçaneta girando um... dois... três.
Marisa estava bêbada, detestava quando ela bebia daquele modo estavam juntos a cerca de cinco meses, mas no ultimo mês ela estava sendo insuportável bebia demais, brigava com Sophia e ele teve que se colocar no meio de uma discussão dela com Theo que teria a batido se ele não interferisse a partir de então os gêmeos passaram a tortura-lo durante os treinos o forçando a fazer coisas cada vez piores como nadar de bermuda às duas da manhã ou correr agasalhado no meio da tarde pela cidade toda.
Entraram no quarto de Liana, não gostava de dormir ali se sentia nauseado em pensar que estava a traindo e piorava sempre que imaginava o que ela lhe faria quando descobrisse os mataria é claro. Toda vez que tentava se afastar de Marisa ela ameaçava fazer alguma idiotice da ultimas vez ela bateu em Sophia o que causou a discussão que resultou em tortura para ele. Jogou Marisa na cama e foi para seu quarto não estava com cabeça para cuidar de gente bêbada e teria que levantar cedo para ser torturado pelos gêmeos.
– Você está encrencado – cantarolou Sophia entrando na cozinha e sentando ao lado dele enquanto Carmem a servia.
– Quem está encrencado? – perguntou sonolento
– Você quem mais?
– Sabe o que os gêmeos esta aprontando para mim?
Ela sorriu e começou a comer. Os gêmeos eram terríveis em pensar que ele os achavam legais e Fabrício com Juan chatos e malvados. Suspirou era quase sete da manhã e aqueles dois não tinham o costume de se atrasar. Terminou o café e ficou na cozinha tentando conversar com Sophia que não queria papo com ele desde que ele começou a namorar Marisa. “Traição, quando Elizabeth descobrir ela vai matar os dois”, foi o que ela dissera quando os viu juntos. Mas Liana parecia tê-lo esquecido nem ao menos telefonava para saber como estava.
...
Liana foi para a noite de Barcelona, voltou antes do nascer do sol. Ás seis da manhã foi conversar com os gêmeos os mandou encontrar uma casa próxima a um internato onde colocaria Sophia, lhes explicou os motivos de forma vaga e os mandou protegê-la e treina-la de melhor forma possível até ela ser adulta suficiente para se cuidar sozinha, foi para um colégio interno no sul da Espanha onde deu ordens para algumas pessoas de como deveria ser a rotina de Sophia e voltou para casa.
– E eu com isso? – gritava Marisa furiosa – não vão tirar Sophia de mim para leva-la para escola nenhuma
– Você vem Sophia? – ela ouviu a voz calma de Henry e um sim alegre de Sophia. Estavam jantando pelo cheiro de carne com creme que vinha da cozinha.
– Ela não vai e pronto – gritou Marisa a puxando pelo braço.
– Ela vai e se não quiser que quebre esse seu braço solte-a – Liana sorriu gostava do modo com que Henry se mantinha calmo.
– A deixe ir Marisa, será o melhor para ela – disse Rafael, Liana riscou a unha na parede enquanto descia a escada ao ouvir a voz dele.
– Ela é minha e não um brinquedo daquele demônio – gritou mais uma vez.
Por que sempre gritam tanto? Perguntou-se Liana.
– Segunda começa suas aulas – disse Liana entrando na cozinha ignorando os olhares surpresos de Marisa e Rafael – recomendo que faça suas malas com as coisas mais necessárias no domingo vocês três vão devem estar em Málaga.
Ela caminhou até Sophia e lhe estendeu uma cartilha azul.
– Que é?
– Horários de aula, regras da escola, historia da escola e assuntos semelhantes não terminei de ler – na verdade nem tinha começado.
Sophia pegou a cartilha e se sentou lendo.
– Eu não quero sair da Barcelona – disse Marisa irritada
– Saia se quiser quem vai para o internato é a Sophia e quem eu quero com ela lá são Theo e Henry.
– Eu sou a mãe dela, por que eles devem ir?
– Por que eu confio neles e por que você não me serve mais para nada – disse saindo da cozinha.
Rafael e Marisa foram atrás dela, correram para o quarto dela e não a encontraram. Dois dias depois no sábado Henry e Theo cruzavam o país com Sophia. Liana não foi vista em casa até a noite de sábado quando ela os acompanhou na mesa. Nos três dias enquanto ela esteve ali Marisa e Rafael não se aproximaram um do outro mal se atreviam a se olharem.
– Marisa, quero você fora daqui, leve tudo o que você comprou e torça para que eu nunca mais te veja – disse quando terminaram o jantar – tem uma hora para sumir daqui, Rafael ajude-a.
– E eu? Que vai fazer comigo? – perguntou Rafael sabia que ela já sabia sobre ele e Marisa.
– Por hora precisarei de você virá comigo para Las Vegas e espero que tenha aprendido a usar uma arma. Quanto a vocês – olhou para outros três funcionários de sua casa que restavam – seus serviços não são mais necessários podem ir.
Eles concordaram. Na manha seguinte lembrariam que foram demitidos, mas não se lembrariam de para quem trabalhavam. Subiu para o quarto foi seguida por uma Marisa furiosa que a segurou pelo braço.
– Não pode simplesmente me jogar na rua assim sua vadia – gritou – não tenho casa e Sophia ainda é minha filha.
– Me processe – disse se soltando.
Marisa a xingou por vários minutos até que se cansou de gritar e pegou um vaso de cristal com flores azuis e socou na cabeça de Liana que voou da cadeira e a segurou pelo pescoço a erguendo do chão seus olhos vermelhos como sangue e seus dentes afiados a mostra.
– Eu avisei que não aceitaria traição de sua parte – sua voz saiu rouca e vibrante
– Demônio – grunhiu Marisa sem fôlego.
– Pior, Vampira – um movimento rápido e a jogou pela janela telada quebrando o vidro. Rafael imóvel e assustado a olhava suando. Liana se virou para ele e em uma velocidade sobre humana estava á sua frente. Ele fedia a medo e suor.
– Va- vai-me... Matar? – sussurrou
– Vamos para frança amanhã esteja preparado – disse indo até a janela onde ficou em silencio olhando para o aglomerado de pessoas lá em baixo em torno do corpo de Marisa.
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