Vampira
13 Marisa
Notas iniciais
Liana saiu do seu longo e merecido banho quente vestiu um vestido preto longo de seda sentou em sua cadeira do século 15 e abriu o notebook. Estava quase desistindo de navegar inutilmente pela internet quando entrou em uma sala de bate papo de fãs de vampiros. Conversava com uns adolescentes norte-americanos que estavam ansiosos pela convenção Filhos da Noite que aconteceria em breve, uma reunião onde estariam todos os tipos de criaturas da noite quase um halloween fora de época e contaria com presença de atores e autores de grandes Best Sellers do país e do mundo.
– Entre – respondeu fechando o notebook quando um toque suave a apressado bateu na porta do quarto era Marisa
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Marisa era uma mulher bonita e ambiciosa de trinta e seis anos que conhecera Liana há 10 anos nas ruas de Paris quando era prostituta após algumas horas de conversa aceitou a proposta daquela garota estranha que queria que era gerasse uma filha para ela. A proposta era medonha mais ganharia uma casa com todo luxo que quisesse até que a criança fosse independente depois de dois anos de tratamento e experiência em uma clinica de fertilização na Índia ela engravidou e foi levada para a Espanha onde vivia presa naquela casa cercada de três empregadas e cinco seguranças.
Liana acompanhou de perto os últimos dois meses de gestação e o parto deu a menina que nasceu o nome de Sophia depois disso manteve as duas na casa sem poupar luxo aos caprichos da menina. Nos últimos oito anos Liana apareceu apenas nos aniversários de Sophia e nas festas de fim de ano, colocou a disposição dela médicos e professores particulares para que ficasse o menos possível exposta as más companhias e não fazia questão de dar a menina atenção materna ou carinho isso era coisa para Marisa fazer e não ela foi o que disse quando Marisa falou que ela perguntara pela mãe quando tinha cinco anos.
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– Carmem disse que quer falar comigo, o que quer?
– De você apenas responsabilidade – respondeu sem se levantar – até que Sophia tenha idade suficiente para se virar sozinha você é a mãe dela e deve agir como tal
– Eu só sai com meu namorado
– O quinto este mês, Marisa eu não me importo com o que você faz desde que isso não interfira na educação da Sophia.
– Você já paga pra ela os melhores professores da Espanha que pode minhas ações interferir nisso?
– Você é a mãe dela, que acha que passa na cabeça da menina sabendo que pode usufruir tanto luxo e mesmo assim a mãe dela sai a cada semana com um homem diferente.
– Grande merda você nos prende neste museu particular cheio de seguranças e trás pra casa um homem que nunca vi na vida e quer me dar lição de moral?
Liana se levantou e caminhou até ela lentamente
– Vou te dar mais uma chance Marisa se cometer uma imprudência um erro inofensivo eu vou te jogar de cima do terraço não me coloque em teste garota.
Marisa a olhou e saiu batendo a porta, desceu a escada xingando alto e chutou uma mesa no caminho para a cozinha.
– Que ouve Marisa – perguntou Carmem, a cozinheira gorda e gentil que nunca estava de lado nenhum.
– Aquela vadia com botox me ameaçou, criei a filha dela como minha e olha como ela me trata como uma prostituta. Se eu tivesse para onde ir fugiria daqui e levaria Sophia comigo.
– Sabe que ela te acharia e te mataria antes que conseguisse sair de Barcelona – disse um segurança entrando na cozinha, pegando um pedaço de bolo e sentando ao lado de Rafael.
– Aquele demônio é um monstro sem alma, tome cuidado com ela Rafael, Elizabeth não é o anjo que parece ser.
– Elizabeth?
– Elizabeth, Eliza, Elis, Roberta, Ana Beth, Vitoria, Daniela, Mary Jane e agora Liana – disse Liana encostada na porta da cozinha os olhando com indiferença.
Quando ouviram a voz dela ficaram mudos e ouviram em silêncio constrangido a lista de nomes que ela já usara depois que se calou Rafael se virou para ela, estava deslumbrante dentro daquele vestido, o segurança pediu licença e saiu levando o bolo, pratos e talheres, Carmem pegou copos e uma garrafa de refrigerante e o seguiu.
– Se espera que eu saia daqui com o rabo entre as pernas como um cão covarde tire o cavalo da chuva – disse Marisa se sentando e pegando uma banana.
– Não esperaria isso de você Marisa é isso que a torna tão interessante para mim, quero que você leve Rafael para fazer algumas compras e depois do jantar quero ter uma conversa particular com você Rafael – disse saindo em seguida.
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