Vale do Ninguém
10 Capitulo 09 - Kol Albuquerque
No museu do Vaticano
Vaticano, ho cidadezinha chata, ainda bem que vou ficar aqui só para um trabalho, roubar A obra de Arte Mona Lisa, de nosso querido pintor, Leonardo da Vinci, que com isso receberei cerca de 150 milhões de dólares. Esse será a bolada mais fácil que já ganhei.
E é por isso que estou, nesse exato momento subido com um grupo de turista pela escadaria. E por incrível que pareça tem no mínimo umas sete crianças perebentas, e uns quinze velhos surdos. Não suporto esse tipo de gente.
Mais em fim, estou agora aqui no banheiro com o computador aberto destravando as travas de seguranças do quadro, deixando as câmeras em reprises de uma mesma imagem e mandando todos os guardas para o lado oposto em que o quadro está.
Saio da cabine que estou, já com o meu computador na bolsa junto com todos os equipamentos. Eu paro na porta, para ouvir os guardas no instante esperado, passando correndo.
Saio e vou em direção ao objeto de meu furto, Porem ao virar a primeira esquina, dou de cara com três figuras, e uma delas acerta um dardo tranquilizante na minha perna, e em questão de segundos já começo a apagar.
Antes de apagar completamente, ouço vozes dizendo que seu primo tinha passado mal e desmaiado e precisava de alguém para levá-lo para o carro.
E foi nesse instante que percebi: Acabei de ser sequestrado por meus três primos, Nicklaus Rebekah e Elijah Albuquerque.
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Minha visão está voltando, só que está tudo desfocado, assim me dando uma baita dor de cabeça. Mais que ódio desses meus primos. E por que me sequestrarem? Eles me fizeram, com essa brincadeira, perder 150 milhões de dólares.
— Então, vocês acham que ele vai ficar de boa – Começou a falar uma voz provavelmente de homem no cômodo do lado – ou vamos ter que torturar? – Com certeza é Elijah, pois só ele dá esse tipo de duas opções: “Ou fazem o que mandamos, ou torturamos” frase de Elijah Albuquerque, o ser que acha que tudo se resume a violência.
— Elijah! – Exclama alguma voz, me confirmando que era Elijah há falar de tortura – Sei que é bem provável de recebermos um “Não” bem grande dele, porem nós tentamos, e sei muitos bem que com ou sem o Kol conseguiremos sobreviver – Rebekah e seus pequenos discursos motivadores, ele fora a única de nossa geração que herdou esse dom de motivar os outros, e além de duto ela fora a única que herdará quase todos os dons dos Albuquerque, ela apenas não aprendeu a utilizar – Mas apesar de tudo, eu queria muito que ele ficasse.
Por algum tempo, fiquei escutando a conversa do trio parada dura. Eles falaram sobre o mais variado tipo de assunto.
Hora falavam sobre a segurança da casa do lago, hora falavam sobre nomes e localização de pessoas, e hora simplesmente falavam sobre comida. Fiquei escutando até o momento...
— Olhando pelas habilidades – Começou Klaus – Precisamos de gente da área de comunicação, de enfermagem, de artes marciais, de robótica, de engenharia e da área de gastronomia.
— Aqui nessa lista os melhores nessa área são... – Rebekah dá uma pausa com se procurasse nessa tal lista, as melhores pessoas nas áreas mencionadas – Isabeli e Maicon O’ Brian na área de Robótica e de engenharia estão em Londres.
— Natali, Natanael e Lucas Mickaelson nas áreas de Gastronomia, comunicação e enfermagem estão na Inglaterra – Nesse momento vejo que, apesar de meus primos serem ótimo em rastreamento, eles com certeza eles caíram na besteira de seguir uma lista mandada por alguém, há pelo menos um mês.
Então, é nesse exato momento, que decido sair de meu suposto “quarto”, onde eu estava, e entrei com uma pancada no cômodo em que eles estão.
— Na verdade os irmãos Mickaelson estão em uma cidadezinha, chamada “Vale do Ninguém”, que resumindo é no meio do nada. – Falo, arrancando caras de surpresa de todos os Albuquerque da sala. – Se forem atrás dos irmãos Mickaelson, foquem na Natali, o que ela faz, os outros vão fazer atrás.
Eles ainda estão impressionados, então fazendo os ficar em silencio e dando me mais tempo para falar sobre a personalidade dos Mickaelson.
— Natanael é o mais velho, ele é uma versão do Elijah na família Mickaelson, e apesar de odiar ser contrariado, ele sempre sede em assuntos relacionados a Natali, tudo por causa dele ter presenciado a morte de sua primeira irmã, que tinha apenas 3 meses e sofreu uma morte violenta demais, para um bebe. E seu medo é que tudo se repita com Natali.
O engraçado é que Nicklaus e Rebekah, são os que mais presenciam, em diversos momentos um pouco dos “Famosos segredos dos Albuquerque”. E são exatamente eles que sempre se surpreendem quando se deparam com algo a nível Albuquerque.
— E sem contar, que os jovens Mickaelson foram largados nesse mundão que nem a gente. A diferença é que eles são mais pacíficos do que a gente.
Depois desse meu pequeno show de informações, meus três queridos, idiotas e odiados primos estão aos poucos retornando ao estado de lucidez.
Então, sento-me perto de uma mesa, onde continha uma bacia com frutas. Pego uma maçã e vou comendo-a, enquanto encaro eles apenas esperando as reações deles.
E agora que as ações deles voltaram ao normal. Elijah está mexendo em seu computador, provavelmente vasculhando as câmeras de segurança de vale do Ninguém atrás dos três Mickaelson. Nicklaus está a fundo, com um olhar fixo em algum lugar fora da janela.
Já Rebekah, ela vem em minha direção. Com uma cara de quem iria falar algo que a deixa inconformada. Mais como a conheço bem, sei que o que a incomoda não deve ser nada demais. Pois as piores coisas vêm sempre de Niklaus. Pois ele mesmo veta as informações antes de chegarem na rebekah.
Assim a deixando-a informada e ao mesmo tempo valente. Pois apesar das informações serem vetada, ela sempre em algum momento recebe a informação.
— Sabe, kol – Começa Rebekah, que logo pega uma Pêra na bacia, e logo se senta na minha frente – Se não fosse por você, nós nunca pensaríamos que os Mikaelson estão em nossa própria cidade.
Puta Merda! Se eu realmente tiver pensando corretamente, o que eu sei que estou. Quero que todos os meus primos vão a merda! Eu estou em Vale do Ninguém a pior cidade para alguém como eu e meus primos estarem.
— Seus filhos da Puta! – Gritei fazendo com que os três parassem de fazer, o que estavam fazendo – Vocês querem morrer mesmo?
Respirei fundo, assim organizando meus pensamentos para o que está por vim.
— Vocês não têm ideia do que essa cidade significa! Não é mesmo? – Me exaltei, liberando de algum jeito, algo que a muito tempo, não é visto em mim. Uma raiva e ódio incontrolável – Essa cidade não recebeu seu nome por brincadeira.
Começo a pegar minhas coisas, assim, fazendo-me acalmar, com a ideia de sair daqui o quanto antes possível.
— Como assim Kol Albuquerque? – Perguntou Rebekah. A doce e ingênua Bekah.
— Sabe, eu pensava que as informações eram cruciais e importantes nesse nosso estilo de vida, principalmente na de você três. – Respirei bem fundo, pois sei que merda estava por vim – Mas vejo que isso vá é passado.
Me viro. Deixando-os em minhas costas. Em situações normais isso seria uma péssima ideia. Mas agora? É preciso para que eu tome coragem, para falar umas boas verdades. E assim ver, se eles tomam juízo e saem dessa cidade. Salvando as próprias vidas.
— A verdade sobre esse lugar, é que durante décadas o mundo não sobe dele – Klaus me olha como se falasse pela sua ignorância, que eu havia falado fosse uma verdade obvia demais – Não porque vinham e se afastavam daqui. E sim, porque vinham aqui! – Nesse instante sinto minha alma escurecer, por conta da carnificina que esse solo presenciou ao decorrer das décadas – Vinham, e daqui ninguém, exatamente ninguém saia daqui para contar a história.
Por alguns instantes, sinto que meus olhos, aos poucos estão se transformando em uma gema negra, pior que a escuridão unida com a própria treva.
Até que sito com certeza, que a transformação está completa. Então, nessas condições, levanto minha cabeça, que até agora estava abaixada para esconder algo que durante muito tempo tive medo. Mas, que nos dias atuais consigo controlar.
Ao olhar nos olhos de meus três primos, noto que neles, seus medos mais enterrados, estão estampados ali, sem qualquer proteção ou cautela.
Mas agora, ao ver no olhar de meus primos, vejo que agora não tem volta. Eles já viram a verdade, sentiram os meus maiores medos, e o deles, tudo de uma vez. E o pior de tudo, viram minha pior fase, algo que com certeza, vai ficar em seus pesadelos por muito tempo.
— Então espero que vocês... – Dou uma pausa, começo a voltar ao normal – Peguem suas coisas e vazem daqui o mais rápido possível. – Agora volto ao normal, algo que tranquiliza ao estremo – Já eu, vou sair daqui agora!
Me viro, e vou em direção à saída. Sendo seguido por apena um de meus primos, Elijah, sendo o único que sabe minha verdade história ao decorrer dos anos.
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