Vale do Ninguém
8 Capitulo 07 - Klaus Albuquerque
Acabei de jogar, e deu empate. E até que para um garoto que deve estar no fundamental I, esse tal de Nicolas e bom mesmo.
E não bastava os colegas de Nicolas me olhando com as bocas aberta, dá para perceber nitidamente o time inteiro e o treinador estão me encarando, e que estão impressionados com alguma coisa.
Vejo Derek vindo em minha direção de um lado. E Rebekah se aproximando do outro lado com um rapaz.
— Oi Nick! – Ela chega me dando um abraço e permanecendo ali – Só para você saber não estou gostando nada desses patetas.
Na hora que iria perguntar quem era o rapaz, Derek já chega falando:
— Klaus o treinador quer falar com você!
Por incrível que pareça já é o quarto Stiles que encontro nessa escola. Olho para cara de Rebeca e sorrio, como sinal de que eu iria aprontar e ela retribuiu com um sorriso singelo.
— Acho que a família Stiles nos ama Bekah – Falo usando o sarcasmo e o alto bom som, para que todos a minha volta pudesse ouvir.
Então eu e Rebekah vamos abraçados com caras sérias, até onde o treinador está. Quando chegamos na frente dele ficamos em silencio até ele dar o primeiro passo, me perguntando se eu gostaria de fazer parte da equipe principal de lacrosse. E agora vendo que toda a equipe está esperando minha resposta, vou com certeza me divertir com suas caras.
— Então Albuquerque, está dentro? – Pergunta um jogador me estendendo a mão.
Encaro o rapaz e depois sua mão dele e pôr fim ao meu redor. E tudo sem se quer dar indício, de que eu aceitaria aquele aperto de mão.
— É.... – começo fazendo suspense, para brincar com as esperanças deles – Obrigado, mas não tenho interesse. – Falo enquanto dou as costas e começo me afastar.
— Como? – Começa o treinador, e logo sei que esses cara e meio estourado – Todos os garotos querem ser jogadores dos times da escola. – Esse cara me irrita, mas continuo andando sem dar a atenção.
— Ó pirralho! – Grita o treinador. – Volta aqui para conversarmos como homens! – Agora esse cara já passou dos limites, volto com uma enorme vontade de socar a cara dele.
— Então você quer conversar? – Pergunto – Só que antes quero que saiba que lacrosse ou ser jogador não é minha prioridade, passa longe de ser uma prioridade.
— Então, qual sua prioridade? – Pergunta ele me encarando.
— Tudo menos lacrosse. – Afirmo quase gritando – Quer saber o único motivo de eu não estar no time? É você, pois não fui com a sua cara.
— Como assim, todos vão com minha cara. — Ele fala e a irritação está em sua voz, faltando apenas voar na minha cara, e pode ter certeza que também quero isso.
— Novamente a palavra “todos”. – Falo dando ênfase na palavra “todos” – Eu não sou todos! – Falei pausadamente – Eu tenho provavelmente menos da metade de sua idade, e já sou mais sucedido do que você. Já sou formado em duas faculdades e gerencio minha própria empresa de filmagem e música, enquanto você fica apenas dando aulas para estudantes do ensino médio e treinando um time que não vale a pena – Libero todo o meu ódio enquanto falo o que imaginei que nunca falaria ali naquela cidade.
— Duvido que já tenha feito faculdade e gerencie uma empresa, você não terminou nem o ensino médio, muito menos vez duas faculdades. – Ele fala como se tirar saro de mim era algo de satisfação.
— Esse é o problema ”todos“ duvidam que seja possível. E se não acredita para mim tanto faz, mas se quiser tirar satisfação. Vá lá na casa do lago que te mostro tudo – Falo dando ênfase na palavra todos – há! E se quiser de dou meu comprovante de renda – Com essa simples frase faço alguns a minha volta rirem.
— Garoto atrevido, eu tenho a autoridade de suspender você e sua namoradinha aí – Patético ele acha que vou ligar para suas ameaças? Ele está muito enganado.
— Capaz que com o dinheiro que temos no banco vamos ligar para você. – Fala minha irmã, daquele jeito ofensivo que todo Albuquerque tem – E só para sua informação somos irmãos. – Depois ela olhou para mim – Agora Nick, vamos embora que nossos brinquedinhos estão para chegar.
Eu e Beca começamos a sair, mas foi aí que eu me viro e falo:
— Derek esperamos você lá! – Começo – HA! E leve os pirralhos ali. – Falo apontando para os meninos com quem eu estava jogando lacrosse a alguns minutos – Até o filho do treinador se ele quiser.
Após eu falar, Derek afirma com a cabeça, e eu e Bekah acabamos saindo da escola e indo embora para casa, que compramos e não para a casa de Melissa, e isso ainda faltava ainda umas cinco aulas.
Quando chegamos em casa vou para um cômodo, onde havia separei para quando eu precisar mexer com as coisas da empresa. Ainda bem que grande parte das coisas são funcionários que fazem.
Podemos estar um tempo aqui longe do pessoal do Pasquale Condello, que é um italiano, que quando você é um de seus aliados, isso vale muito a pena, mas se um dia não for mais nem imagine o que ele será capaz; E sem contar que esse cara quando ele começa a falar, ele não para tão cedo – mas apesar de tudo a vida na empresa não para.
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Depois de horas ali naquele cômodo quase vazio – com apenas uma mesa, o computador e algumas caixas de arquivos – onde eu tomava café e via alguns arquivos no computador. E nesse meio tempo de confinamento, as coisas que eu e Beca comprados já chegou. Então acho que vou ajudar ela a colocar as coisas no lugar.
Quando saio vejo Rebekah, Derek e todos os meninos, que estavam jogando comigo, arrumando as poucas coisas que faltavam ali.
— Eita! Vocês chegam e nem me avisam? – Pergunto cumprimentando o pessoal que estava ali. – E aí Nicolas, Scott não quis vim, não? – Pergunto apenas para irritar Bekah que logo ela joga uma luva de boxe na minha cara.
Logo em seguida vou até ela e faço cócegas nela. Depois ligo o rádio numa música alta e vamos todos para fora onde tem alguns brinquedos e um futebol de sabão, e lá ficamos até o momento que tivemos que levar os meninos embora.
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