Vale do Ninguém
2 Capitulo 01 - Derek McCall
Notas iniciais
Confesso que, a três dias me falassem que eu iria encontrar dois irmãos ensanguentadas, eu com certeza não acreditaria.
Mas agora vendo Rebekah e Nicklaus, dois jovens de minha idade, ali dentro daquela sala, como se não tivessem vida, e mesmo os dois em coma dá para perceber que há muito cansaço em seus corpos.
— E como está esses dois encrenqueiros aí? – Eu me viro e vejo que quem fez a pergunta foi um rapaz que deve ser no máximo dez anos mais velho de que eu, e olha lá!
— E você que seria? – Pois apesar de saber sobre o estado deles, não posso simplesmente sair por aí distribuindo informações.
— Sou apenas um mensageiro que vim trazer uma documentação para os gêmeos Albuquerque – ele deu uma pausa e um olhar tristonho apareceu em sua fase – E também conheço esses dois, aí dês de que nasceram.
Apesar das inúmeras vezes que minha mãe falou para que não desse informações para ninguém, sobre o estado de um paciente, acho que não faz mal dar a ele, até porque nesses três não vi ninguém interessado em saber de Rebekah e Nicklaus. Talvez ele seja o único que irá aparecer aqui para saber deles.
— Eles estão bem, só estão em coma induzido, por... Como posso dizer? – Dou uma pausa, porque não sei ao certo de que forma posso falar, que ela teve que tomar a primeira dose com três enfermeiros homens, mais minha mãe, melissa. E ele ficou meio que violento, e para a segurança deles e principalmente para a dos funcionários do hospital eles foram induzidos em coma – Eles meio que, sabem ser persistentes quando querem.
— Será que posso entrar no quarto deles um pouco? – Perguntou esse cara, que para mim é estranho, mais o que será de mau nele?
— Sei lá! Acho que pode, eu só não garanto que você terá muito tempo.
Então ele entrou no quarto, logo foi até Nicklaus e disse algo. E então ele foi até Rebekah e agora está segurando sua mão enquanto diz algo que com certeza não é meu idioma.
— Dr. Mikaelson e enfermeira McCall, por favor fazer atualização dos pacientes do quarto vinte e sete.
Puta merda, além de eu colocar um estranho no quarto de dois pacientes aqui do Hospital, mandam para fazer a atualização dos dois, as duas pessoas que mais pegam no meu pé, dês que nasci.
— Desculpa senhor, mais preciso que você saia urgentemente desse quarto, pois se minha mãe e o Carlos chegarem aqui antes de saímos, eu estarei meio que ferrado.
Ele foi compreensivo e saio um pouco depois de que pedi, e por sorte minha mãe não havia chegado ainda. Então assim que eu saio e eu fechei a porta, eu fui para um lado com a esperança dele seguir o caminho dele. Mais por algum motivo ele me segue mais ou menos até a saída do hospital, quando ele pergunta:
— Desculpa, mas eu posso perguntar uma coisa?
Eu olho para ele, e pelo olhar perguntei se aquela pergunta era para mim. E ele afirmou com a cabeça positivamente.
— Pode! — Dou uma pausa – Acho que não tem problema algum.
— Será que você poderia entregar algumas coisas para os médicos responsáveis deles? – Fico um pouco perdido com essa pergunta, de alguém totalmente desconhecido, sem saber a quem ele se referia – Os responsáveis de Rebekah e Nicklaus.
Acho que emiti algum som de compreendi mento, pois ele meio que deu uma risada de minha lerdeza. Mais aí afirmo e ele me conduz até seu carro, onde ele tira duas caixas medias – que eu carregaria facilmente – e duas pastas, que provavelmente estaria cheia de papeis.
— Então é isso! – Ele fala me entregando as caixas e as pastas, de uma forma que eu conseguiria carregar tudo de uma vez. Ele entra no carro e quando eu estava quase saindo – Por acaso, você saberia quando mais ou menos eles terão alta?
Me surpreendi pela a pergunta. Olho para ele e penso que de algum jeito ele me fez confiar nele, quase que totalmente. Então respondo:
— Eu não sei ao certo. -Falei, mais vi a cara dele de “alguém ansiando por respostas” — Só sei que minha mãe está pensando em convidá-los para morar em casa.
Ele dá um sorriso, como se aprovasse a ideia e eu realmente não sei o porquê.
— Legal! – Ele dá uma pausa como se calculasse as palavras certas – Fala para sua mãe cuidar bem de meus irmãos.
Então ele acelerou e saio dali e em questão de segundos já não era mais visto no horizonte. E apenas depois de algum tempo que percebi que acabei de deixa ir em bora, o que talvez seja o único parente deles.
Fale com o autor