Vale do Ninguém
11 Capitulo 10 - Elijah Albuquerque
Sei que sobre nos quatro, falam que aparentamos pouca idade de diferença, e que eu e Niklaus, basicamente temos a mesma idade.
O que poucos sabem, é que nós, – os que aparentam ser quatro “adolescentes”, dois de dezesseis, um de dezessete e uma de quinze – temos com certeza, mais idade do que aparenta.
Mas foi ao ver aquelas gemas negras, no lugar dos olhos de Kol, que realmente percebi do que se tratava aquele ataque dele. Percebi que aquilo não se tratava do presente, muito menos do futuro, e sim do passado, mais de cem anos atrás, antes mesmo da primeira guerra mundial estourar.
Acho que o que as pessoas passavam aqui, até hoje vem sendo um fardo para kol. Que de certa forma vem se culpando de tudo o que ocorreu lá naquela época.
Então ao ver, Kol se transformando mais uma vez, vou atrás dele, para lhe informar, que nada daquela época iria se repetir novamente.
Mas ao chegar perto dele, iria dizer algo. Mas antes mesmo de eu falar algo, kol me nota e começa:
— Nem vem Elijah! Você sabe exatamente o que aconteceu aqui, e sabe exatamente que irá acontecer uma nova carnificina, pior e muito maior que as anteriores – Kol certamente está com raiva dos responsáveis das últimas carnificinas, ao jugar por ser olhar.
— Ei, cara! Se controla, pois sabe exatamente o que pode ocorrer, se você se descontrolar – Ponto o dedo na cara dele – Bum! – Gesticulo com as mãos, imito algo como se fosse uma explosão e logo depois coloco as mãos no ombro de Kol.
E naquele instante, exatamente naquele instante, me senti em uma época diferente e muito longe da atualidade.
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Vale do Ninguém, 1960
Faz exatamente uma semana, que eu fui jogado de dentro de um helicóptero, a uma altura de mais de quinze metros.
Ao cair devo ter quebrado no mínimo três costelas, sofri diversas feridas por conta da altura, sem contar dos ferimentos da tortura que me fizeram submeteram, antes de chegar aqui.
E pela pouca sorte que ainda tenho, me jogaram em uma cela junto com um bando de gente e entre eles, uma medica russa, que arrisca poucas palavras em português, mais por sorte eu passei parte de minha Infância na Rússia, junto com alguns conhecidos de minha família.
Quando cheguei ela logo me ajudou, pelo o que pude notar, com certeza ela era que que estava mais tempo ali, pois seus semblantes eram sérios e cansados, como se realmente ela estivesse ali a tempos. Provavelmente para manter vivo os prisioneiros que chegam.
Mas sei que apaguei. Então agora que estou acordando, me mantenho de olhos fechados, pois sei de eu abrir, muitas perguntas serão lançadas sobre mim.
— Agora eles passaram do limite! – Fala algum homem se exaltando, como se estivesse inconformado. – Ele é apenas um garoto! Da idade de meu filho teria hoje em dia, meu filho!
— Todos aqui temos alguma informação que eles querem. – Começa uma mulher – Que informação ele teria de tão importante, para eles? Todos temos informações e não liberamos, e ela só está aqui porque é medica. Então, ou ele tem informações cruciais para eles, ou, eles simplesmente arrumaram um novo brinquedinho para as horas vagas.
É engraçado, como eles ficam arquitetando o que, e quem eu sou. Mais tenho certeza que de todos os palpites que eles possam dar, nenhum vai estar correto.
Sei que uma hora vou ter que encarrar eles uma hora, porque não agora? Quanto antes melhor, né. Então eu abro os olhos e vejo que todos estão reunidos em um canto da cela, exceto a medica, que ao olhar para meu lado, a vejo ali.
Ao me ver, ela começa a falar algo em russo, provavelmente para falar que eu havia acordado, mais logo ela parrou, pois provavelmente lembrou que nenhum desses idiotas sabe falar russo.
— Sabe, eles são uns idiotas por não falarem Russo. – Falo em russo, e ela se surpreende, acho que a muito ninguém fala com ela em sua língua natal.
— Você sabe russo? – Ela faz essa pergunta, que é um pouco obvia demais.
— Acho que se eu não falasse, não estaria falando com você! – A respondo em russo, e logo começo a sentar, já que eu estava deitado e nessa posição eu odeio conversar.
Apesar de meus ferimentos serem de uma ou mais semanas. Eles ainda são meio ressente, então tenho dificuldade de me sentar, e ela ao ver que estou com dificuldade, vem me ajudar.
Já sentado e acomodado, viro para ela e pergunto:
— Acha que devo dar um toque de realidade neles, e mostrar que estou acordado? – Ao eu terminar de perguntar em sua língua materna, ela apenas concordado com a cabeça e dá um sorriso.
Então eu me preparo, limpando a garganta, para assim fazer essa medica rir um pouco com as caras que essas pessoas vão fazer.
— Seus idiotas, saibam que falar dos outros sem conhecer é feio – eles me olham assustados, acho que não imaginariam eu estar acordado – Há! E você pelo menos deveriam saber falar russo – essa parte eu falo em russo, e a cara dele ficam mais engraçadas ainda.
E enquanto eu e a media, cascava o bico de dar risada. Eles apenas estavam ali, tentando entender o que estava acontecendo.
Então se ouve um estrondo de tiro, e eu logo sei que o alvo foi o teto. Com isso parece que todos estão com medo. E com uma rápida movimentação, todos já estavam enfileirados. Até a medica que antes estava sentada, agora estava de pé enfileirada, junto com os demais. Vejo que aqui isso é obrigatório. Mas com eu tenho um sério problema com autoridades me permaneço na cama sem mexer um músculo e com um sorriso, do tipo “Foda-se, o que os outros estão fazendo” estampado em meu rosto.
Aí alguém começa a bater palmas, vindo em minha direção, tenho certeza que não nenhum de meus companheiros, eles estão cágados, e todos medo de cabeça baixa.
Cada vez o som das palmas aumenta. Até que vejo cara ruivo com duas cicatrizes enorme, vestido todo de preto, chegando em minha direção, e atrás dele dois homens o escoltando, com armas e de mascaras, e um uniforme parecido com o do ruivo.
— Veja, o bilhete premiado do chefe acordou. – Ele olha para os caras armados, e eles dão uma risada forçada, provavelmente são pagos para isso. – Já fez amizade com a medica russa – Ele olha para a medica que estava perto da cama em que estou.
Então ele olha para mim sentado, e eu dou um sorriso, demonstrando que não tenho medo dele. O que com certeza o deixou com raiva.
— E veja, um franqueie star ruivo – Naquele momento vi que o acertei no ponto fraco dele. Mais vi também todos ficarem com mais medo ainda.
Ele vem para cima de mim, mais se contem. E depois me encara e eu também o escaro nos olhos. E vejo que isso não é tão comum para ele, pois logo ele desvia o olhar e dá as costas começando a ir embora.
— Sorte sua, é que o chefe quer tratar de você, e aquele seu primo aberração, com as próprias mão – Então ele sai fazendo com que a porta fizeste um estrondo enorme.
— Kol está aqui? – Sussurrei baixo, apenas para mim e mais ninguém.
Depois de um tempo, todos saíram de suas posições, e começaram a soltar comentários do tipo: “ Esse garoto está querendo morrer”, “Aí tem”, “Ele deve esconder algo muito importante” ou simplesmente “Esse tem coragem”.
— Uma vez em minha cidade natal, quando os traficantes fizeram um trato com os russos, rodo um boato de que um homem, que apelidamos de “La muerte russa” estava para chegar e aqueles que não obedecesse aos traficantes, iria cair na mão do “La muerte russa”, e nunca mais era visto – falou uma voz, que com certeza é homem, no meio dos demais daquela cela. – Confesso que na época não acreditei. Mais aí, quando eu estava na polícia o FBI, me recrutou para ajudar em uma pista de um certo casso, e era exatamente da “La muerte russa”, e naquele momento soube que aquelas ameaças eram verdadeiras. – Ele deu uma pausa, e foi nesse momento que vi um cara, de mais ou menos vinte anos, cabelos pretos sujos, usando uma regata preta e calças surradas.
— Tenho certeza que o FBI te recrutou, qualquer pistazinha eles já criam um esquadrão enorme com mil, duas mil pessoas do mundo inteiro. E pensar, que nem foto minha, eles têm.
— Mas o que eu só não imaginava, era que “La muerte russo”, teria dissésseis anos, hoje em dia.
Reparando bem em sua apareça e sotaque, eu diria que sua origem é de algum pais hispânico. E se sua origem, for mesma hispânica, ele deve ser de Buenos aires, pois, essa cidade é a única, que meu nome, foi vinculado, nessa década.
Eu o analisava, e ele me analisava, cada um tirando sua conclusão.
— Sabe, você já estava famoso, antes mesmo de chegar aqui – Começou ele de novo, e o restante da cela, que antes não prestava a atenção, agora estava – Seu primo alguns meses, descumpriu que a qualquer momento você chegaria, aí espalhou para diversos prisioneiros, que vocês juntos iriam fazer uma revolução nesse lugar.
Então, Kol some, sem dizer nada, e quando o encontro ele está tramando uma revolução.
— Kol sempre tramando uma revolução – Comentei baixo, para ninguém escutar.
Mas vejo que o estranho, que está falando de meu passado, ouvi-o meu pequeno discurso. E com isso, deu um pequeno sorrio, provavelmente imaginando o tamanho de minha ligação com o Kol.
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03 dias depois
Depois daquele pequeno momento em que aquele estranho – Que depois descobri que se chama Enrico – Mostrar que sabe uma pequena parte de meu passado. Várias pessoas me perguntaram mais sobre o “La muerte russa”, com a condição com que alguém me desse, resposta sobre meu primo. Com sorte os guardas não tinham tirado minha foto com Kol de meu pouso.
E depois de eu ter forçados, a todos daquela cela, há ver aquela foto. Uma jovem de uns vinte e cinco anos, confirmou que kol estava aqui, por conta, de eles terem transado algumas vezes, fato que era desnecessário para mim.
Depois de ter descoberto que meu primo estava vivo, tive que responder as perguntas desses meus companheiros de cela, e suas perguntas eram “Porque te chamavam de La muerte russa? ”, “Você é russo? “, “Já que você não é russo, como foi parar lá? ”, entre várias outras perguntas, só que essas eram sem sentido.
E todas as perguntas, recebendo apenas uma única resposta, eu contando um pequeno resumo, da história dos meus últimos dezessete anos.
Onde eu contava que aos três anos, fora mandado para morar com um conhecido de meu pai, que era líder e chefe de todas as máfias russas. Aos cinco anos contei que eu começara a ir a campo junto com meu tio – que era o conhecido de meu pai, mais em dois anos acabara virando meu tio – E enquanto eu ia a campo, meu tio deixava eu brincar om algumas armas, e atirar com elas, sendo que o alvo era uma vítima humanas de meu tio. Aos sete contei que com a morte de meu tio, eu acabei herdando aquele império russo, e para honra-lo, eu comecei a organizar a maior carnificina, entre máfias que o em diversos países. Mais ao chegar na Argentina aos onze anos, eu me uni aos mafiosos e criminosos locais.
Depois disso, não contei mais nada sobre mim. O engraçado é que contei uma história bem semelhante à minha, apenas com algumas diferenças. Primeira: Fui morar com meu tio aos dez e não os cinco anos; Segunda: Perdi meu tio aos dezessete e não aos sete anos; Terceira e mais importante diferença: Isso acontecerá a mais de cem anos atrás, e eu perdera meu tio em uma taque de licantropos.
E fora naquela noite, em que meu tio me protegia, enquanto uma poderosa bruxa das trevas me transformava em o primeiro vampiro da família Albuquerque. Assim me tornando o sétimo original do mundo.
E com o ato, daquela Bruxa, hoje posso ser considerado um Vampiro Original, surgido através da magia e mais nada.
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