Vale a pena ?

7 Era tão obvio


Notas iniciais
Oii , mdss que luta pra postar esse capitulo :/ mas agora tudo resolvido, desculpem a demora, e obrigada por não me abandonarem

P.D.V Scorpius Malfoy

Desci assim que terminei meu café, todos ainda estavam lá fora. A maioria jogava quadribol, Lily e Roxy pareciam estar pintando as unhas, Sra Weasley cuidava das plantas com ajuda de magia, e sentada em um canto no chão sobre um pano esticado longe do barulho do jogo estava a pequena, com os cabelos presos mas alguns fios estavam soltos e balançavam com o vento, usava seus óculos de lentes meio redondas que a deixavam com uma aparência mais fofa do que já parecia ser, ela lia um livro ~como sempre~ parecia estar concentrada, não queria se o cara que iria atrapalhar, mas a vontade de ir falar com ela era mais forte do que eu mesmo. Cheguei devagar, por trás, sem fazer qualquer barulho

– BÚ — ela deu um pulo –

– AAAi Scorpius, que merda

– Desculpa, não resisti

– Doninha idiota

Sentei ao seu lado, seu perfume era ótimo, não era tão doce e enjoado como o das outras garotas de Hogwarts, o dela era um cheiro bom, cheiro de Rose Weasley, era totalmente dela, parece não fazer muito sentido mas tudo que Rose usa parecia ser feito exclusivamente pra ela, tudo dela encaixava perfeitamente nela, ela era a única pra mim que parecia estar perfeita em tudo e a todo momento.

– Lendo o que ?

– Um livro incrível que ganhei da minha mãe

– Hm, nome do livro senhorita ?

– A Menina Que Roubava Livros

– Parece interessante, você conhece muitas coisas trouxas né ?

– É, pode até ser, mas só conheço mesmo por causa da minha mãe, do meus avó maternos e um pouco pelo tio Harry

– Eu sei, e isso é ótimo, porque dai você conhece algo legal me apresenta e eu começo a gostar também e isso da a gente horas e horas de conversa

O que era realmente verdade, Rose conhecia muita coisa do mundo trouxa, ela sempre me apresentava, livros, bandas, musicas, autores, objetos, histórias, e quando eu gostava de algo, o que sempre acontecia, isso nos dava longas horas de conversa sobre aquilo.

– Em outros tempos um Malfoy diria que trouxas são a pior raça que existe, que eles não passam de simples sangues-ruins sujando o mundo bruxo

Eu não gostei daquilo, não mesmo

– O que leva você a conversar com eles então? Se acha que eles ainda se comportam como antes porque não ...

Ela não me deixou terminar, eu já estava levantando pra sair dali e deixar a ruiva falando sozinha, mas ela segurou meu braço me impedindo de sair dali

– Scorp não, me desculpa, você entendeu errado, eu não quis dizer aquilo, não exatamente, eu só queria comparar a diferença de tudo, de como vocês mudaram e me desculpa

Talvez eu tenha exagerado, entendido errado mas ela vacilou, e eu não gostei daquilo, mas voltei a sentar ao seu lado mesmo assim

– Me desculpa, mesmo, eu não queria falar aquilo, fui uma idiota e ..

– Sem problemas, to acostumado já

– Scorp não, me desculpa eu não deveria ter dito aquilo eu não falei por mal, eu só ...

– Relaxa ruiva, tudo certo

Ela me olhou mais uma vez com uma cara de desculpas, mas resolvi ignorar e não dizer nada. E mais uma vez o silencio tomou conta daquele nosso ambiente, o silencio era bom mas não quando estava com ela, pra mim era a mesma coisa que morrer de vergonha por não saber o que dizer, e a situação de alguns minutos atrás só piorou um pouco. Parecia que um buraco era feito ente a gente e a ideia de dizer alguma coisa parecia cair dentro dele antes de chegar ao outro, era estranho, mas ao mesmo tempo era confortável estar ali com ela, só ouvindo a nós mesmos.

– Sabe — ela quebrou o silencio, e eu via o esforço que ela fazia pra continuar o que começou — as vezes eu não me sinto bem sendo uma Weasley, nossa situação é diferente mas ainda assim eu sinto o peso do sobrenome e as vezes ele me destrói, me deixa sem reação alguma diante dos outros.

Ela disse olhando diretamente pros primos que jogavam um pouco distante de onde estávamos, eu a olhava sem entender nada, ela só podia ta brincando né, ela é uma Weasley, todo mundo sabe o que os pais dela fizeram, eles foram os grandes heróis, salvaram muitas pessoas, muitas famílias e os Malfoy ? bom eu posso te dar a certeza que o titulo de herói eles não receberam. Eu fiquei a olhando ainda sem entender, só esperando que ela continuasse

– Não é vergonha, desprezo ou qualquer coisa do tipo, eu amo eles, daria minha vida por cada uma, admiro tudo o que eles fizeram, me orgulho tanto deles que as vezes é ate difícil falar, mas eu tenho medo, todos os dias – eu ainda a olhava, minha cara deveria ser tipo ''Mas que diabos você esta falando? não entendo nada!!'' porque ela me olhou e riu, mas voltou a ficar seria logo — tenho medo de perder, medo de fracassar, medo de não ser uma verdadeira Weasley, medo de não conseguir ser tudo que querem que eu seja, medo deles não terem orgulho de mim, ou de algo que eu fiz. Tenho medo de não ser o que esperam que eu seja , medo de não fazer diferença alguma ou não fazer metade do que eles fizeram, todos os dias eu sou lembrada que sou uma Weasley, sou filha do casal super incrível, tenho sangue dos dois correndo pelas minha veias, e porque não esperar de mim alguma maravilha ? afinal sou uma Granger, Uma Weasley né ? as pessoas vivem esperando alguma coisa de mim, elas não querem algo da Rose Weasley,a simples garota que estuda em Hogwarts e tem uma vida normal, elas querem algo da filha dos heróis que ajudaram Harry Potter a liquidar o Lord Das Trevas, mas só que tudo isso é tão eu não sei como explicar, só sei que eu, – a ruiva falava calmamente como se quisesse que eu entendesse tudo sem precisar fazer perguntas, seus olhos estavam se enchendo de lagrimas e eu esqueci completamente a situação de alguns minutos atrás, eu sabia do que ela estava falando, eu a entendia, e sentia raiva das pessoas que faziam isso a ela, afinal que tipo de pessoa acha que os filhos devem ser iguais ao pais? – eu não sou eles, eu posso ser parecida, ter jeitos, manias iguais mas eu não sou eles, não sou uma copia perfeita de cada um, não sou um bônus, uma versão extra, não sou!!

As lagrimas escorriam desesperadamente dos olhos da ruiva, ela chorava silenciosamente e suas lagrimas se pudessem pedir algo com certeza pediriam socorro. Rose era frágil, uma garota como qualquer outra, ela não se parecia com a ruiva de ontem que gritava por causa do cabelo azul, ela estava fraca e totalmente exposta para ser quebrada em mil pedaços. Eu sabia que Alvo não ligava pro sobrenome Potter, nem Lily e nem James eles se davam muito bem com isso, eles vivem sem pensar muito nisso, até porque foi James que mais sofreu com tudo, mas passou , claro que Alvo já reclamou algumas vezes mas ele sabia que não podia fugir, Alvo era forte, mais do que todo mundo quando resolviam tirar o dia pra falar da família do Menino-Que-Sobreviveu. A situação de Rose era diferente, ela era a mais velha, e era uma boneca quebrável. Eu a entendia porque sentia medo também, medo de acabar como meu avô.

Cheguei mais perto da ruiva e a abracei, fiquei acariciando seus cabelos e pensando em uma maneira de dizer algo que ajude.

– Sabe uma vez me falaram uma coisa que depois eu fiquei pensando em como fazia sentido, que realmente não valia a pena a gente viver pensando no que as outras pessoas querem de você

A ruiva desfez nosso abraço, o choro parecia ter parado, seus olhos estavam vermelhos, estávamos muito próximos, eu sentia ainda mais seu perfume entrar pelas minhas narinas.

– O que te disserem Scorp ?

– Bom eu tinha 11 anos, foi em uma cabine no expresso de Hogwarts, eu chorava por medo do que as pessoas achariam de mim, eu era uma criança, estava com medo de ficar sozinho pra sempre. Meu 1° ano em Hogwarts e eu imagina um ano difícil e super chato, até que a porta da minha cabine se abriu e lá estava uma garota linda, de nariz empinado, sardas no rosto, e seus cabelos eram de uma cor viva e poderiam muito bem denunciar seu sobrenome, eu já imaginava quem era, meu pai havia me falado dela, da sua família e dos primos.

A ruiva sorria, acho que já imagina quem era a garota e como a historia terminava

– Ela entrou na cabine toda metida, segurava 3 livros , viu que eu chorava, perguntou o porque toda curiosa, eu contei que estava com medo por ser um Malfoy, e em nenhum momento ela me olhou com cara de indiferença, ela entrou , sentou a minha frente, revirou os olhos, respirou fundo e disse ''Crie vergonha na cara e se comporte como um verdadeiro Malfoy, pelo que meu pai me disse da sua família eles não foram muito bons mas tenha orgulho deles, não do que eles fizeram claro mas se orgulhe de ser um Malfoy, seja diferente, mostre que vai fazer de tudo para não repetir o mesmo erro deles e por mais difícil que seja eles são sua família e ninguém deve julgar o que fizeram, alias todo mundo erra e merece segunda chance, não se preocupe com o que vão pensar, não vale a pena viver do jeito que as pessoas querem que você seja, viva pra você, e as pessoas? bom quanto mais você se importa, mais tem a perder , agora vá logo se trocar que já estamos chegando em Hogwarts''

Eu disse tentando imitar a voz de uma garota metida de 11 anos de idade, mas acabei rindo da minha atuação desnecessária

– Serio a garota era muito metida, nariz empinado e tals, era muito metida pra 11 anos de idade

– Eeei eu não era tão metida assim, so estava tentando ajudar, eu disse algumas verdades e achei legal falar algumas frases de alguns livros que li, e ajudou não foi ? e o que mais me impressiona é você lembrar de tudo isso

– Ah claro né, ninguém acharia metido uma pessoa com 11 anos de idade que entra na sua cabine e te da uma aula sobre a vida — nós riamos — , mas admito que ajudou, depois disso eu sai pra me trocar e quando voltava esbarrei no Alvo e ai você já sabe, e claro que eu iria me lembrar de tudo isso, meu primeiro dia, ah e por sinal você estava com uma faixa vermelha no cabelo

– Ridículo , claro que eu sei, depois você roubou Alvo de mim, me lembro bem dessa parte

– Não roubei nada, nós viramos amigos mesmo depois que ele acabou indo pra mesma casa que eu ué, não tive culpa

– Sei que não, eu estava quase mandando uma carta pro Tio Harry falando que Alvo estava namorando um Malfoy, serio vocês eram muito grudados

– Besta, você diz isso porque tinha ciúmes mas aí você se uniu a gente e tudo melhorou

Riamos bobamente, foi bom lembra disso tudo, nós estávamos próximos demais, e nem tínhamos percebido que estávamos a pouco centímetros de distancia. Nossa respiração se confundia, eu sentia a dela com um ritmo acelerado e um ar quente, eu ouvi seu coração batendo forte e suas bochechas estavam mais coradas que o normal, ela estava com vergonha, mas seria de mim ou da situação que estávamos ? Nunca tínhamos ficado tanto tempo nos encarando, seus olhos brilhavam e ainda estavam meio vermelhos, nele eu via meu reflexo que parecia meio bobo, o vento bagunçava seu cabelo de um jeito que ele ainda continuasse perfeito, eu parecia estar congelado, não conseguir sair ou ir pra mais perto dela, e ela parecia enfrentar a mesma situação, nosso lábios pareciam querer um ao outro mas o choque seria grande se isso acontecesse, eu só consegui pensar em uma coisa, talvez a conclusão mais obvia que já tive. Eu a amo.

Notas finais
Gostaram? mostrem pros amigos ou amigas, sei la pra quem quiser :) Mandem mais reviews, pouca gente tem comentado ai se tiver pouca gente lendo da um pouco de desanimo na hora de postar, então mandem mais, pra eu postar sempre mais, Okay ? Obrigada você que lê, ou que comenta, ou que divulga a fic, ou que faz tudo isso