Vale Da Lua

7 Visita aos Amados Inimigos


Notas iniciais
Eu ia esperar os cinco reviews, mas como o outro capítulo não ficou muito legal, eu resolvi postar esse assim mesmo...
Esperem que gostem :) eu achei esse o mais legal até agora...

Ainda era dia, e Annie me assegurou que não encontraríamos mais lobisomens, estava um pouco assustada, como será que vão me receber? Espero apenas que não me matem, ou torturem. O caminho até a enorme mansão que mais parece um castelo é curto e escuro.

-- Ali está – Annie fala apontando.

-- Vamos?

-- Desculpa Clove, mas eu fico por aqui – ela faz uma expressão triste – eu não posso voltar lá. Sinto muito. – Annie fala correndo de volta para sua caverna.

-- ANNIE! ANNIE! ESPERA! – grito, mas logo percebo que é inútil, eu vou ter que fazer isso sozinha.

Ando apressadamente até a porta do “castelo”, e me escondo atrás de uma moita que existe ao lado. Espero que não demore muito para alguém aparecer.

-- Cato, ela é tão perfeita! – Ouço um loiro que parece ser forte, mas mais baixo que Cato falar.

-- Se ela fosse perfeita não seria uma Fuhrman – Cato fala agora próximo o bastante para que eu consiga o ver também. Percebo claramente que ele está mancando, Brutos que deve ter feito isso.

-- Eu espiono Katniss há dois anos!

-- Para de sonhar Peeta, ela te odeia – Cato fala revirando os olhos e abrindo o portão. – Entra logo, minha mãe vai nos matar se agente se atrasar para o almoço.

Como o portão é grande, consigo entrar sem que eles percebam a minha presença. Resolvo que segui-los até onde será esse almoço é mesmo o melhor a fazer. Eles seguem por um caminho de pedras até chegar a real porta que leva para dentro da mansão. Como ela não é trancada, entro alguns instantes depois que eles. Eles devem ser muito burros por não notar a minha presença, ou é uma armadilha. Não importa, eu tenho que arriscar. Eu os sigo até um enorme salão, que deve ser a sala de jantar, eles vão até a mesa e uma mulher loira muito bonita começa a conversar com Cato.

-- Como você não conseguiu capturar a garota? – ela quase berrava furiosa.

-- Desculpe mãe – ele respondeu se mantendo firme – na próxima pegamos ela.

--Perdeu para uma garota priminho – uma garota loira falava rindo.

-- Cala a boca, Glimmer! – ele rosna.

-- Não briguem crianças! – O loiro sentado ao lado da mãe de Cato fala.

-- Eles não são mais crianças, Gloss. Eles têm que ter responsabilidade!

Ótimo, ele tem nome de batom. Eles continuam discutindo, até que finalmente eles conseguem me ver.

-- Peguem-na! – Gloss berra.

Por alguns momentos fico sem reação, e um loiro que parece estar bêbado me puxa pelo braço. Ele começa a rir e me leva até a loira.

-- Aqui está Cashmere! – ele fala me jogando no chão.

-- Não a machuquem!

-- Não se intrometa Madge! – Cashmere fala a fuzilando com os olhos, e então se vira para mim – Ora, ora, a princesinha se entregou de bom grado. Porque está aqui?

-- Eu trouxe a chave – falo seca, estendo a minha mão para ela.

-- Ah, que gentileza, ela nos trouxe a chave! – ela fala e todos com exceção de Madge começam a rir. – Tragam-me a caixa.

-- Então é verdade! – começo a improvisar – vocês estavam com as pérolas o tempo todo!

Ela me ignora e pega a caixa que Glimmer a entregou. Com um enorme sorriso em seu rosto ela deixa a chave cair de proposito, revelando que podia abrir a caixa sem a chave.

-- As pérolas NUNCA estiveram conosco garota! – ela fala dando ênfase no “nunca”. – Haymitch, leve-a para o calabouço, enquanto eu decido o que irei fazer.

Ele apenas concorda com a cabeça e me leva para uma espécie de sela, mas uma parecida com aquelas dos livros da idade média. Espero que não tenham ratos ou baratas aqui. Vou ter que dar um jeito de sair, minha mãe vai ter um chilique se eu não conseguir voltar logo. Enganar Haymitch não será difícil, ele está quase desmaiando de tão bêbado, o problema é pegar a chave. Depois de algumas horas sem conseguir pensar em nada, sento no canto menos sujo da sela e fico observando o homem bêbado ingerindo ainda mais álcool e cair desmaiado. É, vai ser uma longa noite. O sol já está se pondo e eu ainda não pensei em como vou sair daqui. Minhas esperanças já são quase inexistentes quando um garoto loiro, o mesmo que me ameaçou na floresta, vem até a porta da sela.

-- Clove, não é? – ele pergunta me fitando.

-- O que você está fazendo aqui? – pergunto ríspida.

--Calma, só quero ajudar...

-- Vai fazer uma grande ajuda me deixando pensar – menti, não tinha nem ideia de como sair daqui.

-- Ah não mente – ele ri – você não faz ideia de como sair dessa cela.

-- Como pode ter certeza? – falo revirando os olhos.

-- Se você tivesse algum plano já teria saído.

-- Posso estar esperando a noite. – rebato.

-- Ainda não conhece os lobisomens?

-- Ok, me pegou, eu não faço ideia de como sair daqui – respondo triste.

-- E porque não quer a minha ajuda?

-- É uma questão de honra, é uma questão de...

-- Orgulho? – ele completa.

-- Ah – reviro os olhos – então, qual é o plano?

-- De manha cedo, eu te tiro daqui, ai eu te levo para a floresta e falo a minha mãe que tio Haymitch deixou você escapar – ele faz uma careta – e você nunca mais volta aqui.

-- Tem a maldição e... – para por um instante – O que você ganha me ajudando?

-- Nada, eu acho. – ele responde sincero.

-- Então... Porque vai fazer isso?

-- Não sei, ah, eu gostei de você – ele diz sorrindo. – Boa noite princesa.

Ele sai antes que eu possa responder. Estou com medo, está escuro, Haymitch está desmaiado no chão e uivos de criaturas que ele chama de lobisomem estão me atordoando. E quanto ao garoto, não sei se devo estar grata ou com raiva, mas afinal não é culpa dele se estou aqui. Queria tanto estar com minha faca agora. Acabo dormindo amontoada no canto, tentando evitar a parte mais suja desse lugar, acordo com o sol recém nascendo e não demora muito tempo para o garoto chegar.

-- Dormiu bem? – ele pergunta cutucando o tio que ainda está dormindo.

-- Não – respondo simplesmente.

Ele pega a chave da mão de Haymitch e vem abrir a porta, quando ele termina de abrir o seu amigo, Peeta, aparece.

-- O que seu amigo está fazendo aqui, garoto? – pergunto irritada.

-- Primeiro: meu nome é Cato, e ele está aqui porque descobriu nosso plano ontem e eu falei que você o ajudaria a conhecer a Katniss se ele ajudasse agente. – ele responde como se fosse a coisa mais natural do mundo.

-- Minha vez – falo – não ligo para o seu nome, e a Katniss odeia todos vocês. E por falar em ódio vejo que o Brutos fez um belo estrago na sua perna.

-- Não foi tão ruim, só sangrou na hora – ele fala estranhamente na defensiva.

-- Cato passou a noite toda falando de você – Peeta fala eu coro na hora. – Achei que você fosse mais legal.

-- Eu sou legal – digo saindo da sela – com quem merece.

-- O garoto está arriscando o pescoço para te ajudar e você diz que ele não merece que você seja legal com ele – Peeta reponde ríspido.

É ele tem razão. Acabo ignorando esse comentário e então seguimos em silencio para fora da mansão e logo, para fora do “pátio” chegando ao começo da floresta.

-- Consegue voltar daqui? – Cato pergunta me fitando.

-- Claro, ah, obrigada – respondo vermelha.

E então algo realmente inesperado acontece.

Notas finais
Então... O que acharam?