Notas iniciais
Olá de novo...eu tenho pesquisado a língua Quenya ( língua élfica "atual" e a usada em Mirkwood) e tenho pesquisado sobre o Légolas...é um personagem sem muitas informações e bem "misterioso" então fica difícil de fazer fanfics sobre ele...não sabendo a real personalidade...mas ainda há a personalidade que todos os fans presumem que ele tenha e a personalidade ( ou sei lá o que for) do filme...então espero que gostem. Boa leitura ♥

Uma boa causa...

Eu acordei cedo essa manhã, estava ainda amanhecendo quando eu peguei a carcaça do lobo e o enterrei alguns metros da caverna, eu rezei para ele uma das poucas rezas que sabia e então acendi uma tocha em sua homenagem, eu não costumo usar meus poderes pra beneficio...sei o quanto eles são perigosos e nada neste mundo me faria usá-los novamente, o fogo é perigoso...ele mata...ele queima e ele pode tirar tudo o que eu tenho...

— Bom lobo...agradecemos por sua carne, pelo couro e por sua bondade quanto a não me assombrar após sua morte...obrigado...

Eu me levantei de sua cova e fiz uma reverencia, eu sei que os elfos geralmente não comem carne mas...eu não tenho muitas opções sobre meu cardápio, eu terei de ver se acho algumas árvores frutíferas...essa época de ano é difícil sabe...mas a esperança é a última que morre quando queremos sobreviver...essa floresta esta começando a entrar no inverno rigoroso e eu preciso me esquentar de alguma forma além do fogo...

Eu voltei a minha caverna e peguei uma lança de pedra que eu fiz, era perigoso sair da proteção da caverna sem nada então eu desci a teia que ligava a caverna e o chão, já que um abismo separava ambos pedaços de terra eu apenas podia agradecer pelas aranhas terem feito aquela “escada”, mas afinal eu tinha que me concentrar em conseguir comida, na última hipótese eu teria que caçar de novo uma das criaturas sombrias daquela floresta, sabe...eu cheguei aqui exatamente quando a floresta foi tomada pela magia necromancer...as criaturas tão lindas que viviam aqui se foram e agora eu devo aceitar isso...aceitar que a minha floresta tão amada agora não passava de um lar para criaturas horrendas...mas ainda há esperança, vejo todos os dias elfos do reino caçando as aranhas tentando livrar a floresta deste mal...eu já pensei em ajudá-los mas eu não confio neles, nunca me deram algum motivo para que eu realmente confiasse então não irei e ponto.

Eu cheguei em uma enorme árvore, tem algumas frutas caídas no chão da floresta que já estão podres, isso quer dizer que tem frutas lá em cima...sei que são comestíveis por que já fiz um ensopado com elas e alguma carne...agora só preciso de um jeito de subir até lá...

Por isso digo, nunca saia de casa sem uma arma...em alguns metros de distancia há uma árvore cheia de cipós, se eu conseguir tirar de lá o cipó eu poderei amarrar e subir na árvore.

— Hora de mostrar nossas habilidades...

Eu cortei uma boa quantidade de cipó, acho que é suficiente pra eu subir mas há algo de errado, está quieto demais...sem vento, sem passos...isso significa.

— ARANHA...

Desviei de uma patada de uma aranha, ela está sozinha, isso quer dizer que está caçando e há perto daqui alguma maldita teia, eu levantei minha lança e rebati um tiro de sua teia para longe, essas monstruosidades vivem querendo comer qualquer coisa que se mexa!!

— Lá vamos nós de novo!!

Eu subi rapidamente em galho de uma árvore menor, as árvores daqui geralmente são altas e não há galhos próximos ao chão, felizmente essa era ainda um bebe.

— Me desculpe arvorezinha!!

Eu pulei em um dos seus galhos, que quebrou logo após eu pular, senti muito por isso mas eu tinha que matar aquela aranha ou ela me mataria, eu pulei com impulso sobre as costas da aranha e enfiei minha lança em sua carne, ela gritou e se sacudiu mas eu me segurei na feria, rasgando-a ainda mais até que finalmente parasse de mover...

— Namárië ( Adeus).

Eu lhe disse enquanto caia de suas costas para o chão, droga!! Eu não poderia pegar as frutas com as mãos sujas desse jeito...bom á um pequeno riacho que corta aqui perto por sorte, talvez eu possa lavar minhas mãos, eu peguei minha lança e marquei um V no tronco da árvore para achá-la, nada que realmente a se machucasse claro.

Eu andei algum tempo até que finalmente achei o riacho, eu lavei minhas mãos e verifiquei as armadilhas que tinha posto ali a 2 luas, nem um peixe caiu nelas infelizmente, eu retirei as armadilhas e as recoloquei em lugares diferentes...talvez assim eu possa conseguir algo, assim que eu tive certeza que tudo estava devidamente pronto eu voltei a árvore...ela ainda estava lá e a aranha também, eu peguei o cipó e o lancei junto a um galho, o que caiu daquela pobre pequenina árvore, então o cipó se prendeu a um galho firme, tudo o que precisava, eu subi rapidamente e comecei a pôr as frutas dentro de um saco de couro curtido que eu havia feito com o lobo, ele me foi de grande utilidade, roupas, um capuz e uma cesta...eu estava colocando todas as que eu conseguia alcançar de cada galho quando eu ouvi um barulho, eu me encolhi no galho e fiquei agachada para me misturar nos escuros galhos das árvores, eu podia ver muito bem mesmo no escuro, eram elfos...nossa eu nunca fiquei tão perto assim dos elfos do castelo...alguns tinham armaduras, outros estavam vestidos com tecidos, provavelmente havia alguma roupa de couro ou até mesmo uma roupa de ferro por baixo, eles falavam alguma coisa e eu pude ouvi-los de cima de suas cabeças...eles não me notariam a menos que eu fizesse barulhos.

— Há uma aranha morta aqui...devemos pensar em um ataque de animal??

— Não...há uma marca de lança...mas pelo jeito ela não era tão afiada...pelo jeito algo a mais rasgou a carne...algumas partes estão puxadas outras apenas perfuradas...

— Desculpe-me príncipe mas está sugerindo que alguma coisa mora aqui??

— Seria uma ideia muito audaciosa meu caro amigo...estou sugerido que alguém...mora aqui...e está bem diante de nossos narizes.

Um dos elfos olhou para cima, eu nunca me senti tão nervosa, eu nunca fui descoberta e eu só pude gravar seus incríveis olhos azuis antes de sair correndo pelos galhos das árvores.

— Espere!! Você!! Onde vai??

Consegui ouvi-lo dizer ao longe mas eu estava tão assustada que eu simplesmente sai correndo pelos galhos até minha caverna e quando cheguei me certifiquei de que ninguém sequer conseguiu acompanhar meu passo...e de fato...eu estava sozinha...

Aquele homem me assustou...eu nunca tinha estado tão perto de outro elfo assim desde que aquela família me achou, eu não sei bem por que fugi mas eu apenas...fiquei com medo...afinal eu não os conhecia e coisas horríveis ocorrem com as mulheres sozinhas eu sei disso, o mundo é um lugar cruel afinal...eu vejo isso todos os dias e não há nem um motivo para que sejam legais comigo...

Pelo menos eu fiquei com as frutas...algumas caíram no processo e eu me preocupei que eu poderia ser encontrada por isso...mas eu não acho que alguém iria tão longe por uma completa estranha...

Eu suspirei e tirei da bolsa as frutas...eu não tenho nem uma carne aqui infelizmente mas eu posso ainda comê-las...vai me dar energia pra caçar algo de noite, por enquanto eu vou sair...dar uma volta...claro que bem longe daquele ponto onde vi os elfos mas essa floresta não vai ser explorada sozinha afinal.

Eu sai com minha lança, talvez deva começar com o riacho, tudo bem que não tem muito tempo que fui para lá mas talvez algo tenha mudado, trouxe minha bolsa pra caso encontre algo útil...mesmo que seja apenas uma pedra afiada, minha lança precisa ser afiada também...eu vou passar no riacho.

Eu andei por alguns minutos, minha caverna não ficava realmente perto do riacho afinal eu sei que rios e riachos tem uma grande quantidade de animais por perto e chamar atenção dos predadores não é algo muito inteligente aqui...eu chequei de novo todas as armadilhas e estranhamente havia uma pilha de peixes na margem, estavam sobre um pano e eu realmente achei que estivessem envenenados no começo...mas eu os cheirei, os abri e os vi...estavam frescos e pareciam ter sido pegos a alguns minutos...eu olhei para os cantos.

— É de alguém isso?? Alguém esta ai??

Ninguém respondeu e visto que ninguém estava por perto eu simplesmente peguei os peixes, afinal...ninguém estava ali...eu estava sozinha como sempre estive...mas a voz dentro de mim dizia logicamente “como então os peixes foram parar ali??”, ela tinha razão por um lado...mas os peixes não tinham nem um veneno e não eram uma armadilha...eu sei que é estranho falar com sigo mesma...mas Gollum vivia o fazendo e isso realmente era útil, ele tinha sua personalidade enquanto eu tinha essa voz que me diz as coisas lógicas...eu podia falar com ela e preferia fazer isso em voz alta.

— Eu sei...mas esses peixes estão frescos e nós precisamos...

— Não confie nisso Valavë!! Você viu aqueles elfos...não os conhecemos!! Eles podem ser perigosos!!

— Eu sei mas talvez alguém esteja tentando nos ajudar...

— Ninguém nos ajudaria!! Somos solitárias, sujas...ninguém se importaria com selvagens como nós...podem estar envenenados!! Cheque ao menos mais uma vez!!

— Certo...certo...eu confio em você...confio em você...

Agora tudo o que me restava era checar novamente os peixes, mas nada os fazia parecer ao menos suspeitos...estavam frescos e saudáveis, eu peguei um e o aproximei de minha boca sentindo o cheiro...nossa eu estava mesmo com fome...eu comi um deles em segundos...eu os coloquei na bolsa e sai andando...eu não tinha rumo, eu me mantive longe de todos os barulhos e no final achei um muro, deveria ser o muro do palácio...eu segui em torno do muro e avistei ao longe um pássaro...sua assa estava quebrada...e sua perna também.

— Meus deuses...

Eu me ajoelhei diante do pássaro, ele estava agonizando e não parecia que morreria tão facilmente, eu não costumo fazer isso...principalmente na floresta...mas eu estava perto do castelo e esse pássaro parece tão machucado, tão dependente de mim que eu não posso ignorar sua dor, eu quase posso ouvir seus pensamentos sobre sua morte eminente...isso corta meu coração.

Eu preciso fazer algo...eu pôs minhas mãos no peito pequenino do pássaro, ele cabe tão perfeitamente em minha mão, eu respirei fundo e o curei, ao mesmo tempo que eu sinto meu poder o curando eu sinto meu corpo se ferindo, braço e perna se quebraram enquanto o pássaro saia voando tão feliz, uma dor escruciante tomou meu corpo como eu jamais havia sentido antes, eu senti um sono repentino ao ver meu sangue escorrer pelo chão...e então....tudo.....ficou......

Escuro......

Notas finais
Eu espero que vcs tenham gostado eu gostaria de saber o quanto e o que estão pensando agora ♥ Comente se vc quiser...eu vou acolher e adorar ^^ Até a próxima ♥