VAMPIROS, a nova geração
9 Alianças
Notas iniciais
Antes que Ângelus, Vinícius ou Lúcius falassem algo Morgana foi mais rápida:
— Vinícius, quer dizer Lúcius, Ângelus e Vinícius... — ela se corrigiu ao ver que Lúcius e Ângelus iam embora e continuou:
— Nós fomos criados para equilibrar a balança existencial. Os Antigos quebraram as leis naturais impondo as suas. Vocês destruíram os animais, os seres humanos. E o mundo foi criado para todos, sem exceção. Viemos restituir a ordem. E faremos o que for preciso para isso.
— Nos resta saber se vão estar do nosso lado ou contra nós. Mas antes de responderem é preciso que saibam que estando contra nós os destruiremos. Contudo se optarem por ficar do nosso lado, suas vidas serão poupadas. Mas claro por tudo que já fizeram serão punidos, e só quando tudo acabar, ou seja, quando conseguimos restituir o equilíbrio, organizar a casa, é que saberão a sua punição. Mas adianto que a punição de vocês é também uma contribuição para tudo voltar ao normal, como era antes de Demétrius liderar os Antigos e se fazerem deuses.
Enquanto os novos falavam Vinícius que tinha ficado de joelhos devido à dor que Demétrius lhe fez sentir, permaneceu no chão, só que sentado. Ângelus e Lúcius ficaram em pé.
— Quero antes de responder saber onde está Myranda, ela está bem? — era visível o tom preocupado de Vinícius
— Está. E foi ela e as minhas tias que nos chamaram para lhe ajudar. —Morgana
— Como elas conseguiram avisar a vocês? Pois sei que vampiros comuns não conseguem se comunicar a uma distância tão grande. — Vinícius
— Elas usaram o poder da convocação. — respondeu Ester como fosse à coisa mais normal do mundo
— O poder da convocação? Como? Vampiros comuns não conseguem convocar esse tipo de poder! — Lúcius extremamente surpreso
— Um não, mas três conseguem. No caso as três, conseguiram invocar uma comunicação não física, mas mental, em que a minha tia Myranda comunicou-se com Morgana e nos avisou do que tinha acontecido aqui e imediatamente viemos. — Kayo
Houve um momento de total silêncio enquanto os Novos encaravam os Antigos até Vinícius se pronunciar:
—Lutarei ao lado de vocês, não vou dizer que não sou como Demétrius, porque estaria mentindo. Pois tenho meus vícios e pecados, mas antes de Demétrius se tornar o líder dos Antigos, eu não era um santo, mas também não era um demônio. Antes de Demétrius existia Július como nosso líder, o irmão que todos os outros amavam. Quando ele foi mandado pro inferno por nós seus outros irmãos, quem assumiu o seu posto foi Demétrius, e momento nenhum atribui a culpa da perda de minha alma a Demétrius, pois nada fui obrigado. Entretanto atribuo uma parcela de culpa a ele, pois ele sabendo de meus vícios e ambições, os alimentou como se alimenta uma criança faminta, com toda a dedicação. Assim me tornando um fantoche seu. — Vinícius falou com uma mágoa que estava a séculos dentro de si.
Vinícius concentrou-se tanto em suas palavras, que não percebeu que em algum momento enquanto ele falava, no quarto entrou Stacy, Nyce e Myranda. Quando ele terminou de falar e ergueu a cabeça que até então estava abaixada. Encontrou os olhos de Myranda que desviou o olhar parecendo nervosa como se tivesse medo de Vinícius. O que o fez olhar para Ângelus que começara a falar.
— Quero deixar claro que fiz tudo que fiz porque gosto de poder. E quem não gosta? Não precisam responder, de todos aqui só os Antigos é que parecem gostar. Não gosto de vocês Novos, nada pessoal, porém não gosto daqueles que tem mais poder que eu. Entretanto posso trabalhar com vocês por um bem maior, que é a ruína de Demétrius.
— Cretino! — Morgana
— Ei! Eu ouvi isso! — Ângelus disse fingindo indignação
— Claro que ouviu! Todos aqui sabem que não somos vampiros comuns, que outros vampiros só ouvem nossos pensamentos se quisermos. — Morgana
—Stop, please! Deixem de flertar agora, porque é a minha vez de falar! Não virei um dos bonzinhos, mas comparando-me a Demétrius viro rapidinho um anjo. E não vou fazer discursinho prometendo me comportar daqui por diante. Mas se estão me propondo ficar inteirinho, e só preciso ajudar a acabar com a festa de Demétrius, que é e sempre foi um cretino, a resposta é sim! – Lúcius disse com um sorriso de tirar o fôlego de qualquer vampira, menos Ester, que olhou para Morgana começando uma conversa mental.
— Ele é realmente necessário? Pois é um idiota que a qualquer momento pode nos apunhalar pelas costas. — Ester
— Ester… Todos sempre são! — respondeu Morgana como um meio sorriso
As três mães vampiras permaneciam silenciosas ao lado de seus filhos, até Stacy quebrar o silêncio:
— E agora o que fazemos?
— Nos preparar. Porque Demétrius e Líccia estão agora nesse exato momento em algum lugar por aí se preparando. E pelo que conheço deles, vão vir com artilharia pesada. — respondeu Vinícius sério
— Mas agora como ficamos, juntos ou separados? — Lúcius
—Juntos é claro! Vocês não são confiáveis, precisamos ficar de olho em vocês! — Ester
Vinícius ia protestar, mas percebeu que tanto os novos como suas mães, tinham motivos bastante sólidos para pensarem assim.
— Bom, mas vamos ficar na mansão dos Antigos, porque sem ofensa, mas a casa de vocês é do tamanho de um ovo! — Ângelus
—Vamos, por dois simples motivos: O espaço que é relativamente maior. E porque precisamos que todos os vampiros saibam quem somos e o que viemos fazer. Lá na mansão, localizada no coração da cidade começaremos a nossa missão, que é de concertar tudo que está errado. — Kayo
Algum tempo depois...
Na mansão dos Antigos:
— Eu me recuso a dormir no quarto de Líccia. — Ester
— Tudo bem garota, relaxa. Eu só estava brincando, temos quartos de hóspedes ainda vagos. — Lúcius
— Filho da mãe! — Ester disse para Lúcius enquanto ia no corredor com ele para o quarto de hóspedes
— Só foi uma brincadeirinha. Você é que não tem senso de humor! — Lúcius disse rindo
— Espero que continue a rir assim depois que eu quebrar os seus dentes! — foram as últimas palavras de Ester antes de fechar a porta na cara de Lúcius, que continuou rindo enquanto caminhava para o seu próprio quarto.
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