VAMPIROS, a nova geração
6 O show Começou
Notas iniciais
Na casa dos Novos
— Filha você tem que ir, todos são obrigados! — disse Nyce para Ester, que se encontrava sentada no sofá com Kayo e Morgana ao lado
— Mãe já te disse que não precisamos ir, pois eles viram atrás de nós! — disse Ester com uma calma invejável
— Isso é loucura! Desafiá-los dessa maneira, eles irão matá-los vocês não entendem isso? — perguntou Stacy vindo da cozinha se juntando a Nyce que estava em pé em frente aos três vampiros adolescentes
— Não, não é nenhuma loucura mãe! Vão porque nós ficaremos. É mais seguro vocês não ficarem aqui! — disse Kayo
— Principalmente por causa do que vamos fazer hoje! — disse Morgana despreocupada
— E o que vocês vão fazer hoje? — perguntou Myranda saindo do quarto e se juntando a Nyce e Stacy que estavam em pé
— Nós vamos impedir esse evento nojento em que eles armam para a sua própria diversão doentia. — disse Myranda com raiva
As três mães vampiras foram para “O Parque da Morte”, local onde acontece “a diversão” para os Antigos. Elas foram quase às últimas a chegar, quase que elas não chegavam às sete horas, o horário obrigatório. Elas olharam para um grande relógio que fica no telão que anuncia o começo do evento, um calafrio percorreu o corpo das três irmãs ao pensar no que aconteceria se elas não chegassem na hora. E pior, o que vai acontecer quando os Antigos souberem que seus filhos não vieram ao evento obrigatório.
— Eu ainda não acredito que deixei nossos filhos ficarem, isso é suicídio! Que espécie de mãe e tia eu sou? — disse Nyce angustiada
— Não fique assim, todas nós sabemos do que os Antigos são capazes, mas também acredito em nossos filhos. Eles são diferentes. Já sentiram a energia que fluem deles? — perguntou Stacy
— Como não sentir? É muito forte e poderosa! Quero acreditar que eles são realmente nossa liberdade esperada a milhares de anos. — disse Myranda esperançosa
— Então vocês acham que nossos filhos vão mesmo impedir esse evento? — perguntou Nyce as suas irmãs
Não houve tempo das irmãs responderem a Nyce. No telão o grande relógio apontou 7 horas em ponto. Da mansão dos Antigos surgiu uma ponte que apareceu os Antigos. Demétrius deu um passo a frente dos outros Antigos e olhando para a arquibancada lotada começou a falar:
— Aplaudam! — ordenou Demétrius
E todos aplaudiram até Demétrius ordenar que parassem.
E ele continuou:
— E é com grande satisfação que eu anuncio a milésima caça a vampiros! Que entrem os dez vampiros dentro do “Parque”!
Os portões do “Parque” abriram-se. Mas antes que os vampiros entrassem, o parque começou a cair, toda a construção foi abaixo em menos de um minuto. A arquibancada estava intacta. E os Antigos lá de cima na ponte da mansão visivelmente com surpresos e com ódio adiaram temporariamente a caça a vampiros e se retiraram para dentro da mansão dispensando a todos.
Na mansão dos Antigos
— Eu não estou acreditando nisso! — disse Demétrius com um olhar de ódio
— Como aquela arena foi destruída em menos de um minuto? – Lúcius disse andando de um lado para o outro intrigado
— Foram eles! — exclamou Líccia com raiva
— Eles quem? — perguntou Ângelus
— Ora quem, os fedelhos! — Vinícius ironizou
— Bem. Acho que chegou a hora de nós fazermos uma visita a esses vampiros. — disse Demétrius olhando para todos, percebendo que Lúcius já se fora
— Impulsividade, essa ainda será a ruína dele! — disse Líccia em relação à Lúcius
— Líccia às vezes parece que você diz isso como se tivesse certeza disso! — disse Ângelus para ela, que trocou olhares com Demétrius, o que Ângelus não gostou muito.
Bem longe da Mansão dos Antigos ou da Casa dos Novos
— Eles cumpriram o que prometeram, eles impediram o evento! — disse Nyce aliviada
— E é por isso que estamos cumprindo nossa promessa, que eles nos fizeram prometer, pois se eles fossem capazes de impedir realmente o evento, tínhamos que confiar neles e fazer o que eles pediram... — disse Stacy
— Que é não voltar para casa, ir pra qualquer lugar com tanto que seja bem longe de casa. Não sei o que está ou vai acontecer. Mas confio neles. Agora tenho esperanças de eles acabarem com os Antigos, pois durante séculos achei isso impossível, mas agora acho possível. — Myranda
Elas estavam em outra cidade, vizinha da vizinha da cidade onde moram os Antigos.
Os Antigos conhecem a cidade que habitam de olhos vendados. Conhecem cada casa, cada família. Fazem anualmente o controle de natalidade e também de mortalidade.
Tudo que acontece na cidade, na região, no Estado, no País. Eles sabem. Por isso sabem muito bem onde os Novos moram.
Chegando lá, eles não foram muito educados, não bateram na porta, não chamaram. Eles, ou melhor, Demétrius derrubou a porta com o simples estalar de dedos.
Mesmo sendo um dos Antigos, sendo sempre o que lidera o que mostra sabedoria e tranquilidade e maior poder. Até mesmo ele ficou surpreso ao entrar naquela casa que ele sempre entrou para impor suas regras e ordens.
Agora ele chegara naquela sala e não viu nenhuma das caras conhecidas, nenhuma daquelas vampiras que morrem de medo dele e de seus irmãos. Ele como os outros antes de ver, sentiu, uma energia muito forte e ele tentou olhar pra quem emitia essa energia, e viu três figuras de jovens vampiros. Que não tem um décimo da sua existência ou sabedoria. E pensou que afronta a ele. Ser insultado por três crianças. Isso no mínimo era ridículo. Estariam todos os vampiros rindo dele. O Antigo que se achava tão poderoso foi afrontado por três pirralhos.
Ângelus não sabia se ria ou ele mesmo se matava, ele ainda estava perplexo como simples vampiros podiam ter destruído uma arena tão bem construída, construída com poder vampiro. Como eles podiam emanar tal energia. Como? Quando lhe foi falado dos Novos ele não crera. Mas agora estava mudando de ideia.
Vinícius não podiam deixar de olhar para aquela vampira de cabelos vermelhos cor de sangue, porque ela era exatamente linda como a sua mãe. E tão poderosa. Só que só a beleza o encantava. Pois era justamente a fragilidade da mãe dela que o fez se apaixonar por ela.
Lúcius sorria, pois há tanto tempo que ele nem sabe quanto faz, que não vem realmente uma luta de verdade. Desde seu irmão Július. Ele não enfrentara realmente um vampiro de verdade que valha a pena.
Líccia sentia nojo e ódio pelas malditas crianças. Ela sabia que elas viriam, só não sabia quando. Ela sabia que elas poderiam os destruir, só não sabia se eles conseguiriam. Ela tem o poder do conhecimento, um conhecimento que vem a ela do nada. E um belo dia ela estava em sua poltrona tomando seu sangue habitual quando lhe veio o conhecimento de que estariam para vir crianças que podem mudar a história dos vampiros até hoje. Que possuem poder bastante para destruí-los, assim começando uma guerra. Porém o resultado dessa guerra ela não teve o conhecimento. E essa informação ela só contou para Demétrius, que nada disse aos irmãos.
Fale com o autor