Vítimas Do Acaso

7 Passado, Premonições, Confirmações


Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEY Gente desculpe-nos pela demora, mas é que houveram contratempos e etc. Bom este capítulo é da Diana, e pela primeira vez eu - Dâmaris - estou escrevendo as notas ~oi, mãozinha acenando~ espero que gostem, e até a próxima. Boa leitura :3

– Diana? – disse Kol tirando-me de meus devaneios. Eu por algum motivo sentia-me estranha, como se algo estivesse prestes a acontecer, mas balancei a cabeça espantando tais ideias. – Você está bem? – perguntou, inspirei fundo e sorri.

– Claro. Você ia falar algo?

– Queria saber se você queria ir ao parque comigo, é um lugar lindo.

Sorri diante do pedido, eu realmente amava algo ao ar livre, mesmo que não parecesse eu ia ir a algum lugar em que eu pudesse distrair-me.

– Agora? – perguntei, queria trocar urgentemente aquelas roupas ridículas, mas algo em seu olhar dizia que sim. Revirei os olhos e levantei-me – Certo.

Dei um abraço rápido em Rodrigo e segui Kol, ele tinha pedido que o motorista trouxesse seu carro até o aeroporto, entrei contente no carro, mas no fundo sentia um leve incomodo constante em meu peito. Pensei em tudo que poderia significar isso. A viagem de Serena com certeza havia sido um baque claro, mas era algo em que eu já estava acostumada com ideia desde o ensino médio. Até que enquanto meus pensamentos viajavam a imagem de um rosto indesejável veio a minha mente, mas não era possível. Afinal, ele já havia ido embora a dois anos, e definitivamente não iria voltar.

– Então, como vão seus planos para faculdade? – perguntou, na tentativa de puxar assunto.

– Ótimas! – ao menos isso era verdade, falar da faculdade era um assunto bastante animador para mim. – Direito é meu sonho, não me vejo fazendo outra coisa. Minha nota no Enem foi 850, me sinto bastante confiante ao entrar na UFC.

– É incrível poder fazer algo que você realmente goste, eu... – ele começou a falar e minha mente já estava em outro lugar. Acho que ele percebeu porque parou de falar abruptamente. E ficamos em silencio por um tempo no carro, até que ele resolveu quebra-lo. – Eu tenho medo sabia?

– De que? – perguntei melancólica.

– Você. Sabe o que dizem sobre você na sociedade.

– Não, obrigada. Evito saber o que pensam de mim, não faz bem a autoestima. – disse soltando um riso irônico, e realmente era verdade. Eu não era a garota mais perfeita para mídia, eles nunca tinham o que falar então inventavam. Nunca gostei de festa, roupas de luxo, esbanjar a felicidade de estar com o namorado pra câmera.

– Eles dizem que você é a dama de gelo. Todas as fotos suas que tem na internet são sérias. Exceto uma foto papparazi que tem com um namorado seu. – ao mencionar isso pude sentir todo meu corpo enrijecer e engoli em seco. – Dizem que depois dele, você saiu com outros caras, o que não me incomoda, mas dizem que no fim você sempre irá quebrar o coração de cada um deles. Talvez seja como você se veste, e...

– Isso lhe incomoda? – perguntei já irritada.

– Não! Claro que não. É só que não quero ser mais um da lista. – falou, e continuou a dirigir em silencio. – Sinto que estraguei o passeio.

– Hm. – e foi a única coisa que disse até chegarmos lá.

Desci do carro e dei-me ao prazer de desfrutar tal paisagem. Parecia haver ali um ar diferente, as arvores eram de uma linda harmonia. Resolvemos encostar-se à árvore e sentarmos.

– Desculpe pelo que falei no carro que possa ter te chateado.

– Tudo bem. – disse eu, o local trazia-me uma sensação de paz e percebi que seu arrependimento era sincero.

– Está assim por causa de Serena?

– Não. Sim. Também. – respondi confusa, o que lhe fez rir e a mim também.

– Sabe, eu nunca achei que ia conhecer alguém como você. É como se fosse a mistura de todas as coisas boas dentro de uma única pessoa. – ele levantou meus rosto para que pudesse ver seus olhos castanhos que hoje estavam próximo do verde, seu nariz tocou o meu. Meu celular tocou e eu ignorei, não iria estragar esse momento. Sua boca roçou na minha, e ele colocou sua mão em minha cintura, meu celular não havia parado de vibrar, o que fez com que eu me preocupasse. Recuei meio que sem querer.

– Desculpa eu preciso atender. – assim que peguei no celular a ligação parou.

– Okay.

O numero era um qualquer, mas haviam três ligações e uma mensagem, quando a li meu mundo parou. Minha “premonição” nunca falhava. Não sabia como lidar com aquilo, mas as lágrimas rolavam em meu rosto sem precendentes.

– Diana, o que aconteceu? – disse Kol tocando em meu ombro.

– Nada, preciso ir embora. – falei me levantando sem nem olhar em sua direção. E ele segurou minha mão virando-me. – Olha, você nunca me viu com raiva, e nem queira ver. Eu estou com um problema pra resolver. Você não pode me ajudar, e eu não quero sua ajuda. Então solte a porra da minha mão agora!

– Quer saber? – falou ele soltando minha mão de uma vez. – É melhor você ir embora mesmo.

Sei que poderia pedir desculpas, pedir que ele me levasse até em casa, aprasenta-lo aos meus pais – sei que ele faria tudo isso se eu pedisse. Mas eu não era uma mocinha delicada que se arrependia do que falava. Por sorte havia um taxi esperando e eu entrei, escrevi o endereço no papel e entreguei-o. Queria ir logo para casa.

– Esse endereço por favor.

Abri novamente a mensagem, “Estou em Fortaleza Anne, será que podíamos conversar, sinto que ainda temos assuntos para resolver. Sabe como me sinto com relação a você.” O número era desconhecido, mas só uma pessoa me chamava de Anne. Sabia que algo ruim estava pra acontecer e aconteceu. Guilherme estava em Fortaleza.

Liguei pra minha mãe e ela – graças a Deus atendeu-me no primeiro toque.

– Mãe, já estou indo pra casa. Acabei de sair do aeroporto. Guilherme voltou para Fortaleza e acho que ele pode ir aí em casa falar comigo, não deixe ele entrar.

– Certo. – disse minha mãe entendo meu desespero. – Mas filha ele ainda te ama, não acha que deve conversar com ele como dois adultos.

– Mãe, eu não quero vê-lo nunca mais. Ele mentiu antes, pode estar mentindo agora. Eu o odeio.

– Você pode se arrepender do que diz Diana, tenha cuidado.

– Disso eu não vou mãe, tenho certeza. Já chego aí. – e desliguei o telefone, lembrando de toda dor senti e tendo a certeza de que nunca iria senti-la novamente.

Notas finais
Comentem seus lindos