Vírus
48 Guerra Sem Paz
Notas iniciais
VÍRUS
Capítulo 48 : Guerra Sem Paz
Anteriormente em vírus .. : Henry consegue sua tão cobiçada vingança diante de todas as atrocidades cometidas por Sam, que por fim acabou morto . Jessie tentava controlar a situação na resistência que se agravava a cada dia que passa, com poucas vacinas e o fim ao horizonte se aproximando, uma verdadeira guerra começa .
– Essa não ... – Escuto John falando, me viro mudando de expressão rapidamente, arregalo meus olhos, vários homens armados aproximavam-se surgindo bem longe, a quantidade era muito maior do que todos de Charleston, não entendi aquela situação, mas o nosso fim, estava ao horizonte .
Henry e John arregalam seus olhos, nunca viram tantos homens armados antes, a cada passo que davam se aproximando mais, a angustia sucumbia dentro deles . A resistência era minúscula diante da quantidade de pessoas que se aproximava, metade dos habitantes foram massacrados pelo Sam e tentar se defender só irá piorar a situação .
– Escuta John ... quando eu der o sinal nós .. – Indaga Henry sendo surpreendido por um disparo que atinge John que cai escancarado no chão, seu sangue começa a jorrar por toda parte e os tiros começavam a surgir em meio ao barulho provocado pelo choque do muro da resistência ao qual Henry tentava se proteger, ainda na parte alta dos muros, a proteção era pequena mas a ameaça era enorme.
Em meio aos tiros os habitantes se desesperavam, quem imaginaria que mesmo o Sam estando morto essa guerra continuaria ? Uma guerra sem paz e só um lado poderá sair vitorioso .
– O que vocês querem aqui ?? – Grita Henry ainda abaixado, os tiros cessaram e uma voz masculina se prevalece .
– Viemos terminar o trabalho do Sam ! – Henry se surpreende e Blaine continua a falar :
– Não somos movidos pelo Sam ! Nunca fomos .. esperamos muito por essa oportunidade e foi você que suou para poder mata-lo então .. obrigado Henry !!
– O desgraçado matou meu filho !! Por isso eu cortei sua cabeça fora mas vocês .. o que fazem aqui ? – Henry questiona .
– Ao contrário do Sam, não vamos chegar matando todos e destruindo e destruindo a resistência por completo . Vamos apareça, queremos conversar com você ! – Blaine responde e cautelosamente Henry se levanta sendo atraído pela voz de Jessie que chama por seu nome .
– Fique calma . – Henry diz fazendo um sinal com as mãos, virando-se para os inúmeros homem que estavam do lado de fora da resistência .
– Está assustado com a quantidade de homens armados bem diante de seus olhos? – Blaine ironiza mas era mais que visível o desespero que todas aquelas pessoas provocavam diante de Henry .
– Nós de Charleston nos unimos com o pessoal de Secure Place , uma comunidade pequena e um pouco distante daqui, acontece que tudo que queremos é a cura que durante meses ficou em posse do falecido Weaver . A cura que provocou todo o massacre provocado por Sam que marcou a vida de todos vocês sobreviventes, mas se vocês se recusarem a entrega-la ... esse massacre pode se repetir e uma guerra ... pode surgir .
Pov. Jessie
Depois de dias agonizantes,finalmente pensei que a nossa vida ficaria mais tranquila de agora em diante, mas na verdade, nunca teremos paz nesse apocalipse que só nos proporciona dor e sofrimento .
Meu coração ainda dói a cada dia que se passa e vejo que a minha doce e meiga Beth não está ao meu lado .. mas agora só o que me resta é assegurar a proteção do Ron, ele tudo para mim, esse caos tirou tudo de importante para mim e perde-lo seria uma dor terrível . O Henry segurava as pontas na resistência, fazendo de tudo para manter não só eu mas todos a salvo, a mente dele deve está uma confusão enorme, nós somos um fardo que ele tem que carregar e eu não quero ser um fardo .
As vacinas eram poucas mas consegui vacinar uma boa parte dos sobreviventes, afinal, são poucos os que sobraram do ataque de Sam,
Quando os disparos começaram o meu coração dispara também, o nervosismo toma conta de mim mesmo não entendendo toda aquela situação, ataríamos sobre algum ataque ? Sai imediatamente, procurei pelo Ron, ele estava com uma colega minha que logo ficou em cautela .
– Henry !! – Eu grito enquanto ele faz um sinal com as mãos pedindo para me acalmar, depois de um tempo, só o que consegui escutar foram as vozes do Henry e de outro homem que surgia do outro lado dos muros, não sabia quem era aquele mas com certeza não nos daria uma boa noticia .
Depois de alguns minutos conversando, Henry desce dos muros e vai em direção aos grandes portões da resistência abrindo-os lentamente, na sua face, era possível notar sua decepção . Ele anda lentamente vindo em minha direção ao se aproximar-se o suficiente, apoia sua mão no meu ombro e olhando nos meus olhos diz :
– Você tem que separar as vacinas, temos que da-las para eles .. do contrário todos nós morreremos .
Arregalo meus olhos, os mesmos demonstravam a profunda tristeza que senti naquele momento, abraço ele que segura na minha nuca, beija minha testa e diz :
– Vai ficar tudo bem ... eu prometo . – Dou um suspiro tentando me acalmar, Henry abre os portões e todos os homens entram na resistência, nunca vi tantas pessoas armadas na minha frente, bem diante dos meus olhos azuis, vou em direção a minha amiga que cuidava do pequeno Ron, dou um abraço apertado nele e vou em direção ao alojamento, haviam alguns doentes em macas lá dentro, uns deles estavam com uma febre altíssima e a falta de medicamentos era crucial .
Vou em direção as prateleiras que ficavam no canto inferior da sala, ainda querendo hesitar, procuro pelos caixotes com os restantes das vacinas e quando as encontro, o meu coração começa a disparar .. aquilo era um dos poucos motivos que nos mantinha vivos e perde-las desse jeito é algo fatal .
Peguei os dois caixotes, viro-me em direção a saída, passando no meio de duas filas de macas onde alguns pacientes adormeciam porém, enquanto caminho rumo a porta, sou surpreendida por um deles, que caído no chão, agarra minha perna, fazendo-me cair e largar todas as vacinas no chão . Aquele sobrevivente .. adormeceu para sempre, o efeito da evolução do vírus o afetou e agora .. tentava me abocanhar .
[ ... ]
– Não temos todo o tempo do mundo Henry . – Indaga Blaine demonstrando sua profunda impaciência .
– Calma, a doutora Jessie foi buscar as vacinas . – Henry responde calmamente .
– Eles já vão nos entregar a cura, então por favor .. não faça nada tenebroso, vejo que eles já sofreram demais nas mãos de Charleston . – Afirma Thomas aproximando-se de Blaine e observando Henry . Realmente, Thomas era um homem honesto, só queria o bem para própria comunidade, diferente do Sam, que mata só para satisfazer seus próprios desejos .
Os sobreviventes da resistência e o próprio Henry se sentiram incomodados com a presença marcante dos inúmeros homens armados que intimidavam só com os olhares . Todos ficaram se encarando durante segundos quando o silencio fora interrompido por alguns gritos, gritos esses que surgiam dentro dos homens de Charleston e Secure Place . Henry e os demais se assustam quando se deram conta que os homens de SP retornaram como errantes .. assim do nada, sem mordidas, sem arranhões .. apenas se transformaram ! E os transformados partiam em direção aos ainda vivos, os devorando sem hesitação alguma, os gritos se multiplicaram intensamente se espalhando por todo o local, o dia da morte de cada um finalmente chegou e nessa guerra, nenhum lado sairá vitorioso .
No Próximo Capítulo de Vírus .. : Todos os acontecimentos decorrentes no apocalipse se resumirão a esse terrível confronto, um confronto com algo inimaginável e impossível de se vencer .. a morte . Agora neste incrível e impiedoso último capítulo, Henry terá que tomar decisões jamais tomadas antes, enquanto que tudo que vivenciou, chega a um desfecho final .
Fale com o autor