Víctimas Del Pecado
27 Poncho - 15
Notas iniciais
Poncho
:- Eu estou dizendo que vocês estão completamente a mercê de qualquer um que queira destruir vocês.
Maite falou na conversa, mesmo que eu estivesse presente quem discutiam eram Dulce e ela, estávamos no quarto de Dulce. Eu apenas observava, sabia que era briga de leoas e como sábio leão, não me meteria por enquanto.
:- Não fale bobagens, estava equivocada, eu tenho o controle de tudo. – Dulce a ignorou enquanto tirava sua maquiagem no espelho.
A propósito nós três tínhamos voltado juntos de uma festa, resolvemos nos divertir um pouco tudo estava bem entre nós três, até que eu e Maite estávamos dançando enquanto Dulce estava com algum cara que conheceu por lá mesmo e mostrando uma bipolaridade desconhecida, Dulce começou a tratar mal Maite que dessa vez não deixou por menos revidava tudo.
Ambas tinham personalidades fortes.
:- Você não tem nenhuma experiência com isso Dulce. – Maite a encarou pelo reflexo do espelho, fumando loucamente sabia que ela estava nervosa com algo além da ignorância de Dulce. – Eu fui presa antes de você, eu sai antes, tenho muito mais propriedade sobre o que estou falando.
:- Eu não vou lhe dar ouvidos, pouquíssimas vezes lhe dei, e quando me convinha. – Respondeu Dulce, agora tirando o seu blush das bochechas. – Eu sei o que estou fazendo.
:- Você não sabe! – a morena afirmou dando uma tragada maior, Dulce não sabia quem estava provocando. – Não me interessa a forma como você me trata, eu suportei você Dulce porque também me convinha por que eu também quero descobrir sobre o assassinato de Felipe.
:- Então por que você não começa jogar mais aberto Maite? – Dulce parou o que fazia por um momento olhando Maite tragar o cigarro impaciente, eu só esperava o momento que qualquer uma das duas perdesse o controle. – Por que você não revela o seu real interesse nisso tudo? Talvez Poncho possa saber, mas é um cachorro que é fiel a você e não me revelaria nada.
As duas me olharam calado apenas assistindo a discussão, antes que eu pudesse me defender da acusação de Dulce, Maite tomou minha defesa.
:- Pelo o que eu saiba, você lhe disse que cada um tivesse segredos, tanto Poncho com os seus. Que pode envolver ou não sua lealdade a mim. – Maite se desencostou da onde estava apoiada e deu alguns passos. – Quantos segredos você pode ter, Dulce.
Eu percebi que tinha algo no ar, Maite deveria saber algo de Dulce que não tinha me contado.
:- O pacto é relativo à Poncho e eu, tanto a vingança quanto os segredos. – Falou num tom agressivo com Maite. – Você não esta no nosso acordo.
:- Posso até não está nesse pacto de vocês dois e isso não me atinge em nada. Quer saber de uma coisa Dulce, vou te revelar um segredo que talvez você tenha interesse.
– Dulce ficou apenas esperando a sua rival falar o que tinha para dizer e eu pensei seriamente se aquele não seria o momento de interferir.
:- Eu menti para você.
:- No que? – Dulce perguntou.
:- Depois que nós fizemos uma “parceria”– Maite fez aspas com os dedos, mesmo fumando — e tolerávamos uma a outra. Lhe disse que não tinha encontrado Poncho, mas eu menti eu e ele transamos algumas vezes, não como antes, mas ainda assim... Foi gostoso!
Ela deixou no ar e eu fiquei sem ação por agora ela realmente estava mentindo, eu não tinha encontrado com ela para fazer sexo nenhuma vez. E olha que eu até queria, Maite estava diferente por isso eu perguntei quando ela apareceu no hotel que se ela quisesse sair comigo e Dulce, seria bem vinda, ela não sorria e isso para Maite era algo preocupante levando em conta o seu humor mórbido.
Como agora nenhum sorriso sarcástico, debochado, nenhum. Ela estava botando uma armadilha para Dulce cair sem sequer notar que estava caindo em uma. Dulce me olhou por um momento.
:- Olha só eu... – Tinha começado a falar, mas as duas me cortaram.
:- CALA A BOCA ALFONSO!
Não era um pedido, uma advertência, era uma ordem. E independente de quem eu fosse naquele momento minha razão me mandava ficar calado. Depois de ver que eu não voltaria a falar, as duas se encararam analisando e fuzilando ao mesmo tempo uma a outra até que Dulce voltou a falar.
:- Ao menos vejo que você pode ser sincera quando é pressionada, Maite. Ao fim uma verdade dita. Obrigada. – Dulce sorriu falsamente e caindo na mentira de Maite. – E quer saber de algo? Não importa o quanto experiente você seja, sabe que eu estou certa já deu essa conversa de “fragilidade”, está a mercê, bla bla bla, não devem se envolver, bla bla bla, não tem que ter sentimentos numa vingança. – Dulce foi falando entediada e voltou a se olhar no espelho e ignora que Maite estava no quarto. – Ás vezes parece uma mãe chata e Deus me livre ter uma mãe como você eu teria pena de mim.
Dulce continuou o que estava fazendo e não viu o efeito de todas suas palavras em Maite, ela não viu a morena apagar o cigarro com a mão o amassando e pareceu nem se importar com a queimadura na mão, olhando fixamente para Dulce. Maite era perigosa, Dulce não sabia disso. Limpou a mão das cinzas e depois me olhou rapidamente antes de revidar Dulce, eu sabia que alguma coisa estava acontecendo com ela, tinha que descobrir isso depois.
:- Impressiono-me como você mesma se traí, Dulce. Você está tão envolvida por Poncho que não quer dividi-lo com ninguém, mas quando é você para sair e se divertir pode. Se acha tanto o centro das atenções, deve ter sido criada assim mimada, mas eu vou te dizer algo. Você não é o centro do mundo pode não se importar que eu seja mais experiente não ligar para nada do que eu falo, mas foi graças a minha experiência que encontramos a sua sobrinha.
Dito isso Maite se retirou do quarto.
Como eu disse antes aquela era uma briga de leoa, uma luta que não teve vencedora, ambas saíram feridas. Fiquei indeciso sobre o que fazer, se iria atrás de Maite ou ficaria com Dulce.
:- Sempre foi abusada. – Dulce resmungou agora se olhando pelo reflexo sentida pelas palavras de Maite, no fundo ela sabia que tinha perdido uma grande parceira. – Você realmente deveria melhorar os níveis das suas putas, Alfonso. – Ela me disse ofendendo Maite.
:- A noite não precisava acabar assim desnecessário pegar no pé dela como você fez, Dulce. – eu voltei a andar pelo quarto e me sentei na sua cama, preocupado com Maite. – Você viu que ela estava diferente. – tentei entender como toda aquela discussão começou.
:- Você vai ficar aqui ou vai atrás dela? Se decida agora. – ela ignorou tudo o que eu falei.
:- Vou ficar.
:- Então esse assunto está acabado por hoje. – ela terminou de tirar toda sua maquiagem e depois foi para o banheiro se preparar para deitar olhei para o relógio ainda eram duas e pouco da manhã. Quando Dulce voltou eu tinha que dizer o que eu pensava.
:- Eu queria não ter segredos escondidos de você. – Fiz ela parar de andar e me olhar. – Quer dizer, sei que eles são uma das formas de manter nossa privacidade, mas de alguma forma esses segredos ainda vão acabar nos afastando.
:- Cada jogador tem sua carta na manga. Eu não vou mudar de decisão eu continuo com minha vida e você com a sua.
Eu concordava antes e agora, sabia que nunca devesse confiar totalmente em alguma pessoa. Mas, eu tinha que confiar em Dulce assim como ela em mim. Se não essa vingança não seria realizada e se até hoje estava dando certo, por que mudar de estratégia?
Observei Dulce por um momento e me lembrei o que foi a faísca para todo esse incêndio. Minha dança com Maite, quem começou com tudo fui eu, vi que ela não estava se divertindo então resolvi dançar com ela além do mais Dulce tinha sumido faz algum tempo, até consegui distrair Maite, porém a dança acabou quando Dulce voltou com uma cara de poucos amigos.
:- Você tem ciúme de mim? – perguntei.
:- O que? – ela provavelmente estranhou minha pergunta repentina.
:- Você tem ciúme de mim? – perguntei novamente só poderia ser isso para Dulce tratar Maite tão mal depois de nos ver dançando.
:- Você ainda está bêbado ou que?
:- Eu tenho ciúme de você. – admiti olhando para ela, era mais que isso eu sentia possessão às vezes mesmo contraditoriamente sabendo que ela saia com quem entendesse.
Ela veio caminhando até onde eu estava sentou do meu lado e ficou me olhando apenas, queria me dizer algo, eu só não sabia o que e também não conseguia perguntar por que ela agia daquela forma. Eu só conseguia sentir meu coração vir a boca batendo por querer aquela mulher para ele, só para ele e mais ninguém.
:- Te quiero. – falei dando um selinho que passou longe de ser simples, foi pesado de um jeito que voltava ela como louca, como por vezes me disse. Aproveitei para morder seu lábio. Eu precisava dela aquele momento, talvez fosse isso que ela queria dizer.
:- Você é meu. – ela disse me puxando pela gravata, a roupa que eu estava quando fui para a festa ainda, já que viemos direto para o quarto de Dulce. Era uma gravata moderna da época e eu sorri safado como sempre. Grudando minha testa na dela a puxando pela cintura. – A sim? – ele perguntei e eu mesmo assenti para ela voltando a sorrir.
:- Somente meu Alfonso. – ela me puxou para um beijo dominador.
Eu devia está ainda sob o efeito do álcool que tomei na festa, por que desde que tudo começou eu só enxergava Dulce e seu corpo, não sabia como ela conseguia me deixa assim, louco. Que porra era aquela?
Apertei sua coxa mais firme quando ela desceu em mim, de uma forma mais rápida num encaixe mais certo e torturante. Com esforço consegui me levantar e puxei ela para um beijo antes que eu falasse alguma bobagem, nem eu e nem ela precisávamos dizer ou saber aquilo em voz alta.
Eu não poderia falar nada tinha que me concentrar em fazer algo, comecei a fazer o movimento contrário ao dela, tornando tudo mais rápido e prazeroso para os dois. Beijei o seu pescoço pressionando os meus dedos suas costas me controlando para não falar, por mais tentado eu estivesse, eu tinha uma deusa nos meus braços.
:- Você que é minha. – soltei a frase a envolvendo pela cintura e a jogando na cama, tomando as rédeas da situação mostrando em cada movimento meu a veracidade das minhas palavras até escutar ela gritar exausta, tanto quanto eu.
Nossas respirações batiam de frente uma com a outra e nosso suor se misturavam e tudo que nós dois fizemos foi sorrir um para o outro, sem saber a razão daquela atitude.
Esperei que ela dormisse para ir para o meu quarto de hotel, ela acordaria cedo amanhã por que iria no aeroporto levar Ceci e Estefan e Nicole para sua viagem de férias, decidiram viajar um tempo para se livrar do fantasma do sequestro uma vez por todas.
Era melhor eu ficar no meu quarto para não atrapalhar em nada, quando cheguei ali, tomei um banho rápido e fui para minha cama caindo de sono eram quase 7 da manhã quando eu acordei com uma janela do meu quarto aberta e o sol iluminando meu rosto, eu jurava que tinha fechado todas as cortinas ou devo ter sonhado, despertei de vez ao escutar um barulho de porta se fechando, talvez o elevador.
Quando olhei do meu lado eu tinha dois papéis e os peguei imediatamente e li. Eu logo me levantei e procurei a primeira roupa que encontrei, peguei a chaves do meu carro e sai em disparada.
Estranhei o fato de Estefan ter me falado que só viajariam daqui há alguns dias, não que fosse hoje, tudo bem que não prestei realmente atenção no que ele dizia, mas eu tinha quase certeza de que essa tal viagem não era hoje. Dirigi meu carro até o endereço indicado num dos papéis, refletindo sobre tudo o que eu fiz até agora, sobre o que eu sentia no momento. Estava mentalizando para que tudo não passasse de um blefe.
Cheguei no local e desliguei meu carro, relendo uma última vez o bilhete que encontrei na minha cama a algum tempo atrás, sem pensar em mais nada eu sai do meu carro e fui tirar essa história a limpo de uma vez por todas.
Fazia tempo que não me comunicava com você, mas para a alegria sua e minha eu voltei e dessa vez como conselho de amigo. Você acha que é tão maioral, Alfonso, mas você sabe onde Dulce está agora? Ou melhor com quem?
Caçador.
‘●’
∵Suéltame, sigue en paz, ya no quiero mirarme a los ojos, llevate tu mitad yo me quedo con la verdad, me odiaste demasiado no puedo amarte más yo soy tu victíma∵
Se lhe perguntassem o que ela sentia aquele momento desde que decidiu sair do seu quarto de hotel, deixar seu parceiro para ter um encontro com seu inimigo, ela responderia adrenalina.
Ás vezes quando sentimos algo e gostamos daquilo era difícil você não querer mais e isso acontecia com ela, sentiu uma vez o poder de ter sua vingança saciada além de ter dois homens aos seus pés. Ela tinha fome de poder, uma vez sentido, nunca mais quer largar, só que ela se esqueceu de sua vaidade. Ela foi vítima do seu próprio pecado.
Ontem tinha conseguido eliminar uma adversária, mesmo que esta fosse uma extraordinária parceira, se Maite não tivesse metido com Alfonso. Mesmo assim, ele ficou com ela, estava aos seus pés, ela sentia isso cada vez que lhe entregava seu corpo para aquilo que ele tanto desejou e tanto insistiu para os dois desfrutarem. O prazer sem culpa. Porém, quando Eugênio quis encontrá-la mesmo com o mesmo motivo de sempre esquecer Angelique, ela não se importou, por que esse era outro que estava nas mãos dela.
Mais em algum momento a sua ilusão de ter o poder sobre tudo, se foi e ela só se deu conta disso quando após dar um beijo de despedida em Eugênio encontrou o olhar.
Alfonso e seu olhar totalmente vermelho.
O seu susto foi tão grande pela presença dele ali que ela foi para trás, empurrando Eugênio, tentando esconder o que não dava mais, estava tudo nítido e Alfonso via aquilo.
Eugênio não entendeu a mudança de Dulce repentina, olhou para trás e viu Alfonso ali parado compenetrado em Dulce. Ele teve por um momento um deja-vu se lembrou de quando a cena era mesma no passado entretanto as mulheres foram trocadas, não era Dulce, era Angelique. Foi assim que Poncho descobriu oficialmente o namoro dos dois, dessa mesma forma. Eugênio deu um recuo para trás assim como Dulce quando Poncho oficialmente explodiu.
Tudo o que Alfonso sabia naquele instante era que Dulce não passava de uma vagabunda, como quase todas as mulheres que ele conheceu na vida, a exceção eram de poucas. Ela era como as outras e sua traição doía mais, tudo o que ele tinha feito por aquela mulher, não foi pouco e era assim que ela retribuía. Ele terminou de empurrar de vez a porta da casa que se a memória dele não falhasse, era de Alma, mãe de Eugênio.
Deu um soco na parede atrás de si e começou a lembrar de tudo o que já tinha feito para Dulce até agora. Tudo.
:- Caçador!!! – ele murmurou, se lembrando do bilhete e sentindo suas costas pesada por conta da dor que sentia. – Caçador!
Passou as mãos no cabelo grosseiramente e desceu para o rosto ficando vermelho, com os olhos arregalados olhou mais uma vez para Dulce e Eugênio que os encaravam com uma mistura de medo e receio.
:- SUA VAGABUNDA. – Ele gritou com ela que o encarava muda, pálida desacreditada da presença dele ali. Ainda não encarando a realidade. – É ASSIM QUE VOCÊ ME PAGA DEPOIS DE TUDO, TUDO O QUE EU FIZ POR VOCÊ?!? – ele a tirou da prisão, propôs uma parceria, um trabalho, ele perdeu a oportunidade de ter seu filho por perto e era assim que ela retribuía, continuando seu caso com Eugênio. Isso ele não perdoaria.
Caminhando rapidamente na sua direção, com a mão direta apertou o maxilar dela com força querendo machucá-la assim como ele estava ferido internamente.
:- Você é uma traidora. – disse na cara dela olhando em seus olhos, ela nada expressava. – Uma qualquer, disse que Angelique era uma vagabunda, mas quer saber de uma coisa Dulce. – ele apontou o dedo ameaçador em sua cara amassada por sua outra mão. – As duas são iguais. Vieram do mesmo lixo.
:- Não fale assim com Dulce.. – Eugênio tentou defender a ruiva até mesmo Angelique totalmente incomodado, mas recebeu sua punição.
Alfonso soltou o rosto de Dulce que estava vermelho pelas marcas e acertou um soco em cheio o maxilar de Eugênio o que o fez sangrar imediatamente, fora a dor insuportável em seu rosto, dor essa que sua mão não sentia. Nada era comparado ao que Alfonso sentia por dentro.
Com os olhos arregalados de ódio ele encarou Dulce se aproximou perigosamente, aquela vadia ontem tinha sorrido para ele, era uma mimada como Maite tinha dito, achava que era o centro das atenções, mas aquilo acabava ali.
:- Alfonso? – ela disse olhando pensando em algo para dizer depois que o choque inicial passou, tentou justificar o que não tinha justificativa, pelo menos para Alfonso aquilo era pior que traição, ela o tinha manipulado.
:- Cala a sua boca. Eu não quero escutar nenhuma palavra dessa boca suja que você beijava esse imbecil há instantes atrás. – ele grudou a testa na dela para que ela não desviasse o olhar e puxou com força intencional o seu cabelo pela raiz. – Vou falar uma vez para ficar tudo bem claro. Você pode falar de Angelique ou de Maite, mas você não passa de uma vadia manipuladora, não sabe a vontade que sinto de bater em você agora. – ela soltou algumas lágrimas de por ver ele a encarando daquela forma, se sentia suja realmente.
:- Tudo acabou aqui. Nosso pacto, nossa parceria, tudo! Na agência ou no hotel você não me dirija a palavra ou algo do gênero, está compreendendo? – Perguntou puxando mais o cabelo dela causando mais dor e mais lágrimas que ela não se importava de ser punida daquela forma humilhante, até merecia. – Eu quero que você se foda, junto com ele.
E soltou-a de forma bruta, se contendo para não fazer qualquer coisa pior como sentia vontade, mas tinha que se controlar ao passar por Eugênio, lhe deu um chute no estômago e tudo o que escutou foi um riso no meio de um gemido de dor.
Quando estava na porta para sair olhou para trás para comprovar que ele estava rindo.
:- Agora você sabe como eu me senti quando recebi sua correspondência. – Eugênio riu com a boca vermelha de sangue, ele estava vingado e não importava a dor física que ele sentia.
:- Que você e ela vão juntos para o inferno! – Alfonso desejou saindo dali e caminhando descontrolado até seu carro, dirigindo em alta velocidade sem um destino certo, ele não entendia como ela tinha feito aquilo com ele.
Alfonso não entendia como havia se apaixonado por uma mulher como Dulce.
∵No pidas piedad, caí hoy lo vi tu corazón es un infierno para mí, ya no sé, ser tu víctima ∵
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