Dulce

:- Acho que o diretor tem que chegar na festa que por sinal esta organizando, no mínimo com roupas apresentáveis. – disse isso por que se continuasse da forma que estávamos isso chegaria mais longe.

Eugênio se separou por fim do meu pescoço enquanto ele o beijava com muita sede.

:- Temos a festa para ir, você tem toda a razão. – ele se separou de mim.

Tomando fôlego estávamos numa sala pequena e a falta de ar era maior. Aquela vingança contra Angelique de Eugênio estava saindo melhor que eu esperava, vez ou outra eu e ele nos encontrávamos nos últimos dias e cada vez mais o chifre de Angelique crescia.

Tudo seria perfeito se minha relação com Poncho não estivesse ruim. Brigávamos cada vez mais, isso quando nos víamos. Porém, não vou me arrepender. Não agora, não vendo Eugênio ofegante diante de mim. Por mim.

:- Eu tenho uma ideia! – Disse arrumando meu cabelo.

:- Qual?

:- Nos vemos no meu hotel após a festa, lá teremos privacidade e tempo para fazermos o que quisermos. – Sugeri ainda incerta se ele aceitaria, porém contando com os pontos ao meu favor que eu tinha, cada vez mais Eugênio estava distante de Angelique, pela sede de Eugênio eles brigavam mais e mais, eu sabia por que mesmo que ele não diga uma palavra sobre o assunto.

Foi exatamente assim quando os dois namoravam antes.

:- Depois da festa?

:- Sim. Não precisa me responder agora, aqui está o endereço do hotel, o meu quarto é o 345. Ou podemos sair daqui juntos. Eu vou saindo, quem sabe nos vemos na festa, ou não.

Eu abri a porta da sala, e ele pegou no meu braço me fazendo parar.

:- Sabe que quando sairmos dessa sala tudo volta ao normal... – ele ainda queria preservar sua imagem. Quase revirei os olhos, entretanto ele estava em minhas mãos de uma forma ou de outra.

:- Voltamos a ser os inimigos de frente, diretor! – sorri antes de sair daquela sala, andei alguns passos parei atrás de uma parede e caminhei parada no mesmo lugar fingindo que eu tinha realmente ido embora.

Esperei alguns momentos e então escutei o barulho da porta abrindo novamente, Eugênio passou e tomou sua posse típica atlética deve ter esperado um tempo para se recompor. Eu voltei para a sala onde estávamos e fui até as câmeras que eu tinha instalado e peguei as filmagens guardando na minha bolsa, quem sabe alguém tinha interesse em ver o seu noivo e eu em plenos amaços numa sala do Elite Way University.

Sorri vitoriosa, caminhando para festa na mesma direção que Eugênio havia passado, em minha bolsa busquei meu celular, que tinha desligado assim que cheguei na festa.

Algumas chamadas de Poncho, em diversos horários, todas não atendidas. A essa hora ele deveria está furioso. Suspirei, teria uma longa conversa com ele depois, disse que assim que saísse da agência visitaria minha irmã e de lá viria a festa do Elite sozinha, foi o que eu fiz, porém alguns detalhes seriam ocultados.

Entrei na festa e recebi alguns olhares surpresos e tortos também, onde eu muitas vezes fazia a questão de retribuir a altura, não tinha motivos para abaixar minha cabeça, essa Dulce desapareceu, outras vezes eu fazia questão de ignorar. Tinha gente que não valia a pena. Andei um pouco pela festa olhando as pessoas, pude observar num canto Eugênio e Angelique discutiam sobre algo e tive que conter minha vontade de ir até lá. Só para me divertir.

Olhando para as pessoas enquanto esperava algum garçom passar e trazer alguma bebida forte para mim. Assim que a peguei, vi Rodrigo falante num grupo de pessoas, aquele cara continuava a ser estranho. Dei os ombros isso era algo para depois. Continuei observando mais vi Poncho num canto conversando com alguém.

Um homem que estava de costas para mim. Isso não me importava, o vendo de longe deu para observar que estava lindo. Impecável, com as roupas que compramos no dia que tivemos o nosso amaço na piscina. Por que nada podia ser perfeito?

Porque eu não poderia ter minha vingança sendo feita e ter Eugênio aos meus pés sem que isso afetasse diretamente na minha relação com Poncho? Por que ele tinha também que se envolver com Angelique? Tudo porque era a forma mais próxima de descobrir o responsável pelo crime do passado.

A festa começou a ficar caída, ninguém se aproximava realmente de mim. Ninguém tinha coragem, não que eu me importasse com isso, sendo assim resolvi ir ao banheiro para retocar minha maquiagem. No caminho me lembrei da discussão do casal falsamente angelical e perfeito. Quem disse que tudo não está sendo divertido?

Entrei no banheiro sorrindo divertida por que estava feliz afinal tinha grandes chances de Eugênio ir para o hotel aquela noite, e enfim minha vingança estaria completa, ao menos essa fase. Eu retoquei meu batom, arrumei meu cabelo deixando de um lado de acordo com o penteado.

Nesse momento entrou uma outra mulher no banheiro, estávamos apenas nós duas. Eu não importaria com ela, nem a reconhecia, o que estava me incomodando era a forma como ela me olhava. Me analisando, estava começando a sentir raiva por ela não dizer nada, quando enfim começou a falar.

:- Como você é ingênua. Por Deus, seja a ser irônico. – Ela riu me olhando. E eu a olhava transbordando de raiva pela forma como me tratou, estava a ponto de tirar aquele sorriso do seu rosto à unhadas. Afinal quem ela pensava que era?

:- Do que está falando? – eu falei falsamente calma tentando a todo custo me controlar.

:- Você sabe quem eu sou? – Deixou de me encarar para se olhar no espelho e verificar se sua maquiagem estava tudo ok.

:- Não sei que espécie de mulher é você. – soltei ríspida.

:- Sou a espécie de mulher que conhece seu homem, mais que a ti mesma. – Voltou a me encarar, só que dessa vez pelo reflexo do espelho eu sentia uma segurança em suas palavras.

:- Está louca? De que homem fala, eu não tenho nenhum homem. – encarei ela fria por fora, porém escaldante por dentro, estava sendo confrontada por uma mulher que eu sequer conhecia só poderia ser uma piada ou algo do gênero.

Inevitável foi não surgi na minha mente, Eugênio e Poncho. Só que não sairia de minha pose, não daria esse gosto a aquela desclassificada.

:- Primeiro deixa-me apresentar, — ela se voltou para mim. E com uma classe única, mas irônica me esticou a mão e se apresentou. – Sou Maite Perroni. – e eu peguei na sua mão, mantendo uma cordialidade de fachada.

:- Ainda não a conheço. – fiz uma face confusa.

:- Sim, não me deixou prosseguir, eu também fui condenada por motivos íntimos dos quais não pretendo revelar, a anos de cárcere. Sabe, e quando fui visitar um velho amigo na prisão masculina, conheci Alfonso.

Apertei meus olhos ao escutar Alfonso, e mudei minha postura encarando a mulher a minha frente como se fossemos inimigas de anos, começando a nutrir um ódio por ela sem igual. Mais uma amante de Poncho aparecia na minha vida, mas essa era diferente ela sabia de muito mais do que aparentava.

:- Eu fazia algumas visitas a ele, sabe como são certas coisas na prisão. – ela sorriu parecendo se lembrar. – mas, ele acabou sendo solto eu fiquei envolvida nos meus próprios negócios e acabamos nos afastando, até algum tempo atrás nos reencontrarmos.

Ela fez uma pausa, esperando alguma reação minha, mas não obteve nada por que eu não daria esse gosto.

:- Estou aqui para te avisar que se quer realmente se vingar daqueles dois, — ela forçou os olhos e ficou batendo o indicador no rosto tentando sem lembrar. – Eugênio e Angelique. – dei a informação que ela queria se lembrar.

:- Isso! Eles mesmos, então querida, como dizia, se deseja realmente se vingar desses dois. Não se envolva além do seu acordo com Alfonso.

:- Aonde você quer chegar? – Eu perguntei. – Como sabe de tudo isso, e ainda está insinuando que tenho algo a mais com Alfonso?

:- Sei que você é sagaz o suficiente, para descobrir quem sou eu depois. A primeiro momento saiba que se você cair na tentação que Alfonso é, vocês vão fracassar no seu plano de vingança. – ela se virou para o espelho e abriu a boca tirando o excesso de batom no canto dos lábios. – Estou atrasada agora, Dulce, foi um prazer conhecer você. Mas, tenho que ir reencontrar velhos amigos. – E ela simplesmente saiu do banheiro sem mais nem menos.

Mais quem essa vadia pensa que é? Só por que Alfonso transou com ela uma ou duas vezes ACHA que pode falar dessa forma comigo? Minha vontade era de ir atrás dela e lhe dar um tapa que ela não esqueceria mais na vida. Atrevida.

Conseguiu me deixar furiosa, sai do banheiro praticamente deixando fogo sair dos meus saltos tamanha minha raiva, não a encontrei, voltei para o salão e a procurei com os olhos, olhando para todos os lados. A reconheceria imediatamente.

A encontrei com os olhos e senti uma enorme sensação de posse exalar de todos meus poros. Eu não estava vendo aquela cena, não poderia, peguei uma taça de champanhe de um garçom que passava. Encarava a cena com nojo por que tudo era diferente não que eu já não tivesse visto Poncho com outras mulheres, mas aquela era diferente ela me provocou. E isso eu não deixaria barato, mas cedo ou mais tarde.

A tal Maite Perroni, entrou numa roda que Poncho estava, e pude perceber que era o lado mais elegante da festa onde estavam os convidados mais influentes e poderosos, os patrocinadores que tinham filhos que estudavam ali, aposto que Poncho estava fazendo negócios, pelo menos estava até Maite chegar.

Ele a envolveu na cintura e pedindo licença pelo que pude ler verbalmente mesmo muito longe deles. Eles conversavam aos sussurros, ao pé do ouvido um do outro, aquilo despertava mais o meu ódio. Sentia vontade de matar os dois.

Tudo o que eu queria era tirar aquela mulher do pescoço de Poncho a unhadas e puxões de cabelo, mas a vontade de bater nele também era gigantesca. Ele escondeu essa mulher de mim. Escondeu! Mais um segredo que ele tinha comigo, e depois vinha com uma conversa de fidelidade? Imbecil.

Não perdia por esperar.

O meu ódio só deixou meu corpo para se transformar em fúria, quando ela o puxou pela nuca e o beijou com intimidade, eu tinha quase certeza que ela sabia que os estava observando. Apertei minhas mãos em punhos e deixei a taça de vidro cair, começando a caminhar feroz até a direção dos dois, passando pelas pessoas feito furacão. Eles me escutariam.

Entretanto quando estava na metade do caminho sempre o encarando diretamente, senti alguém puxar meu braço. E tentei me soltar sem nem olhar para trás tudo o que eu queria era chegar aonde os dois estavam. Mas, a pessoa não soltou meu braço e então me voltei a ela.

Rodrigo estava sério, bem diferente da última vez que o vi. Ele não me disse nada. Apenas me entregou discretamente um bilhete.

Eu aceito me encontrar com você.

Eugênio.

Quando levantei a minha cabeça Rodrigo não estava mais ali, olhei para o salão mais estava com tantas pessoas que não o encontraria, então voltei a olhar onde estava Poncho com a vadia e não os encontrei. Que raiva!

Respirei profundamente tentando me tranquilizar.

Calma Dulce! Calma! Disse mentalmente para mim.

Correto, essa é a melhor opção. Eu voltei a olhar para o salão voltando para onde estava assim tinha uma visão mais ampla por que era mais alto. De lá não encontrei mais Rodrigo, mas encontrei novamente o casal. Poncho e Maite. Estavam conversando bem próximos. Deixa estar Alfonso Herrera!

Olhei para o salão a procura apenas de uma pessoa, Angelique.

E a encontrei conversando com um grupo de mulheres, estava notavelmente aérea, provavelmente se alguém a perguntasse ela não saberia dizer qual o assunto dessas mulheres, tinha uma expressão estranha e distante. Ela havia brigado com Eugênio isso explicava o motivo dele ter aceitado o meu convite.

Então comecei a caminhar para o estacionamento.

Eu vou cuidar agora é da minha vingança particular, cheguei rapidamente onde estava meu carro e lá ele estava escondido atrás de uma pilastra estupidamente esperto por que ficava do lado onde às câmeras não filmavam ninguém veria que ele sairia comigo, eu não disse nada apenas abri a porta do meu carro e entrar destravei dando espaço para Eugênio entrar.

Senti o cheiro de bebida assim que ele se sentou e não me importei com nada, logo liguei o carro e sai daquele estacionamento. Fazia pouco tempo que estava dirigindo, devo dizer que estava furiosa ainda, o que me fez desviar a atenção foi uma mão na minha perna ainda coberta pelo vestido.

Olhei para o lado e vi Eugênio com uns olhos desejosos sob meu corpo e voltei a olhar para a rua, apertando o acelerador, balançando a cabeça não deveria me lembrar que Poncho sempre fazia isso comigo, eu deveria esquecer que aquele filha da puta existe!

Se ele tinha uma nova amante e mostrava isso a todos, ótimo. Eu também faria o meu jogo, olhei por um momento para Eugênio e lhe sorri sombria. Voltando a apertar no acelerador dando costas a Poncho e Maite na festa do Elite Way.

Espero que ele se foda!

Quem sabe assim você vai aprender que amar não é brincar de amor e sofrer, faz parte do querer

‘●’

Mal saímos do elevador desde que ficamos quase uma ou duas horas no bar do hotel, e Eugênio não para de tentar beijar. E eu retribuía cada beijo, cada carícia, cada aperto.

No corredor do meu quarto eu o joguei na parede em meio a um beijo, tenso e veloz, que envolvia mais os lábios do que nossas línguas, tentava a todo custo me concentrar nisso, mas vez o outra Poncho surgia na minha cabeça com a outra e era nesses momentos que eu me descontava em Eugênio que não se importava nada de tão bêbado que estava.

Parei o beijo para que ele pudesse respirar.

:- Dulce.. – ele tonto balançou a cabeça.

:- Shh – eu encostei meu dedo na boca dele, o calando. E sorri por que ele me lembrou o que estava envolvido nessa noite, que seria mais feliz da minha vida, ou talvez a mais desejada após minha liberdade.

Me aproximei de seu rosto e distribuir alguns beijos quentes nele, aproveitando o momento como deveria ser.

:- Eugênio, se controle, temos a noite inteira. – Ele abaixou a cabeça e beijou meu pescoço, e eu separei o puxando para a porta do quarto sorrindo de uma forma maligna.

A sensação de vitória pulsava nas minhas veias, Eugênio estava traindo mais uma vez Angelique comigo e dessa vez iríamos até o fim, passaríamos de alguns beijos aqui ou acolá.

Entramos no quarto, joguei dessa vez ele na cama. E sem dar tempo para nada, comecei a desabotoar a camisa dele, e em outro beijo terminei de desabotoar e escorreguei as mãos do peito até o tórax relembrando de como era antes, agora era tudo maior, e parei as mãos abrindo seu cinto e descendo o zíper.

Sentindo o meu desejo por aquele homem reacender, eu o desejava. Eu malditamente ainda o desejava mesmo depois de tudo o que ele me fez. Só que agora era diferente eu dava as cartas. Ele estava a minha mercê.

Era só ver a forma como ele sorria enquanto eu acariciava o seu peito enquanto me deitava em cima dele. Observei o volume que surgiu assim que eu abri seu zíper, não precisaria de muito esforço para que ele faça direito o que tem que fazer.

A luz estava baixa e fiquei olhando Eugênio um tempo.

:- Vai ficar parada? – ele falou enrolado, tinha olhos azuis ansiosos pelo que pude ver de perto.

Então me levantei e comecei a me despi na frente dele mesmo, sem vergonha, nem medo algum. Aquela era minha vez.

Quando me aproximei da cama ele me tomou, voltando a sua pose de macho, deixei ele comandar, tudo. As carícias, os beijos, as mordidas, tudo. Até os movimentos. Não precisei de preliminares, nada. Eu estava excitada só de imaginar o depois como tudo seria. Eugênio ainda sabia bem o que fazia, por que me fez chegar no orgasmo junto com ele. O fato que ele aproveitou fisicamente muito mais do que eu, por que o maldito beijo de Poncho com Maite não saia da minha cabeça.

Mas, estranhamente eu cheguei a um orgasmo só de ver a cara de desejo de Eugênio com meu corpo. Com seu orgasmo. Isso bastava para mim. Por enquanto.

Não demorou muito até que Eugênio sem dizer nada, deitou do meu lado ainda ofegante e suado, sorrindo talvez por conta do álcool.

:- Você ainda continua a mesma Dulce. – ele comentou.

E eu o olhei atenta aos detalhes, ele era como um Deus grego, entendia como era obcecada por ele antes. Sua respiração ficava cada vez voltando ao normal e me lembrei de quando ele e Angelique discutiam na festa. Tive curiosidade de perguntar sobre o que eles brigaram, o que o levou até aqui, mas isso realmente importava? Eu tive o que tanto desejei. Deveria aproveitar o momento e recuperar meu corpo e espírito do orgasmo que tive.

Eugênio logo dormiu. Ao contrário de mim.

Fiquei pensando nas gravações que tinha na minha bolsa quando eu as usaria, tinha que ser o momento certo e melhor eu tinha que ver a expressão de Angelique quando recebesse. Pelo menos agora as câmeras de Poncho naquela casa serviram para alguma coisa.

Suspirei, sentindo uma vontade imensa de fumar, mas me lembrei que não tinha cigarros. Então passei a observar Eugênio dormindo tranquilo do meu lado e sorri. Por que essa tranqüilidade duraria muito pouco, terminaria assim que ele abrisse seus olhos amanhã e não reconhecesse seu quarto. Já imaginava meus argumentos, como eu jogaria na cara dele o quanto ele se aproveitou do meu corpo quando teve vontade. Seria um grande dia amanhã.

E já que eu não dormiria tão cedo, o melhor era eu ir fumar algum cigarro. Me levantei e sentei na cama parando para esticar meu corpo um pouco, encontrei meu sutiã ali perto e o coloquei antes de me levantar e dar a volta na cama.

De frente para a cama vi aquela visão do paraíso, Eugênio com a bunda descoberta e dormindo profundamente na minha cama, depois de ter transado loucamente comigo. Me lembrei dos meus tempos de prisão, de quando eu era um número e não uma pessoa, de tudo o que eu passei, tudo o que eu engoli.

Acabar com o noivado de Eugênio seria muito pouco perto do que ele me fez.

Busquei minhas outras roupas e comecei a colocá-las sentindo o ódio que eu sentia por ele voltar à tona. Tudo bem que eu o desejasse isso eu não poderia impedir, mas apenas daria razão e ouvidos ao meu ódio por ele. Apenas. Tudo será calculado.

:- Sabe, Eugênio, se fosse anos atrás essa seria uma das noites mais felizes da minha vida. E tudo o que sentiria era amor, por você. – Falei olhando para ele e ainda colocando o meu vestido direito, afinal ele era colado. – Mas, nós dois sabemos no que meu amor por você se tornou, não é querido? Ódio. Tão profundo que é ele que me manteve viva e suportando tudo que eu passei por você. – apertei o punho em meu nome.

:- E como a vida é engraçada, verdade. – comecei a colocar meus saltos negros. – Por que hoje também é um dos dias mais felizes da minha vida, afinal hoje será das piores noites da sua vida. O começo da sua destruição e para comemorar. – sorri. – Vamos tirar uma foto, quero compartilhar minha felicidade com uma velha amiga. – peguei a câmera e tirei a foto dele. – A se você soubesse o orgasmo que ele me fez senti, ele ainda continua gostoso, parabéns pelo noivo, amiga.

Busquei o celular de Eugênio e mandei uma mensagem para seu número com a foto anexada, do noivo. Sorrindo realmente feliz por imaginar o quanto mal ficaria Angelique, a dor dela, alimentava o meu prazer.

:- Bom resto de noite, Eugênio, durma tranquilo – pouco antes de abri a porta, eu ativei a segurança do quarto, nunca era demais, guardando meu celular e antes de acrescentar sorrindo — enquanto pode.

Entretanto mal consegui sair do meu quarto que meu sorriso morreu, por que eu fui tomada e taparam minha boca para que não gritasse prensada na parede eu fui. E o susto que tomei não cabia em mim.

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Notas finais
Citação musical do capítulo é a versão de Marjorie Estiano Vida Real, aqui está para que escutem: https://www.youtube.com/watch?v=n9Ui80x6oOY