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6 Fic Caçadores de Vampiros - Parte seis


Notas iniciais
Mais um Capítulo o/
PS: perdoem se encontrarem muitos erros ortográficos. A fic é digitada pelo celular e o computador que eu estou usando tem uns problemas. Divirtam-se!

Eu havia me assustado com o estalo. Levantei tão rápido que bati a cabeça no teto da caverna.

–O que foi? -Andrew me perguntou.

–Eu sei... Eu sei onde Lou está — eu disse.

–O que? Onde?

–Ele está em Houstvill, com Rose -disse eu. Ao ouvir o nome de Rose sua expressão se suavizou. Senti uma pontada de ciúmes.

–Eles... Se meteram em encrenca? -perguntou Andrew

–Não, eles só... escaparam de uma horda de vampiros — disse eu, com um sorriso torto.

–Somente uma? — disse Andrew rindo histéricamente. Eu ri junto.

–Como se isso fosse muito — disse eu rindo ainda.

O meu estômago roncou. Peguei um sanduíche de frango e comecei a comer. Em minutos, eu havia devorado todo ele. Depois, bebi um pouco d'água e deitei novamente.

–Grace... como você viu Lou?

–Era estranho... Era como se eu fosse um fantasma. Podia ver Lou, mas ele não podia nem me ver e nem me ouvir. Aí, as nossas mentes meio que "conversaram". Você sabe por que isso aconteceu?

–Não -disse ele- desconheço isso.

–Andrew... Desde a mordida, eu... Eu consigo enxergar mais claramente, enxergar melhor no escuro, correr mais rápido, ter uma pontaria melhor... O que isso...?

–Isso só pode significar -disse Andrew- que uma parte de vampiro vive em você.

–Então se eu for mordida mais uma vez...

–Você pode se transformar — falou Andrew sombriamente.

Essa idéia, a de eu poder me transformar, era assustadora. Eu não podia me imaginar, andando por aí como uma vampira, matando pessoas para sobreviver e as torturando-as por diversão.

–Isso é horrível -eu disse de olhos arregalados.

–É mesmo, Grace -disse Andrew, deitando ao meu lado. -Vamos dormir?

–Sim -falei, e dormi.

Por um tris sem pesadelos.

Eu estava deitada novamente naquela cama com lençóis cor de sangue, mas estava vestida -apenas com as roupas íntimas-. Lou estava deitado do meu lado, olhando para mim com aquele mesmo olhar voraz de sempre dos sonhos.

–Ainda acordada? -ele perguntou.

–Sim, não consigo dormir. -respondi.

–Deve ser o efeito das minhas mordidas -disse ele baixinho -Eu quero te transformar, mas como foi por sua culpa que eu me transformei nisso, eu quero que você sofra -ele disse as palavras quero e sofra lentamente — antes de tudo.

Disse isso e inclinou a minha cabeça para trás, olhando o meu pescoço, cheio de mordidas.

–É uma pena ter que desperdiçar um corpo tão lindo -disse ele, passando a mão pelo meu pescoço, depois no sutiã de renda branco, na barriga, e depois nas coxas. -Você sabe que eu não queria fazer isso. Mas é você que não quer ser transformada — disse passando a mão por mim de novo.

E fomos tirando as roupas, devagar, entre beijos. A minha cabeça estava girando, mas eu não me importava. Me agarrei a ele. Os beijos foram ficando mais vorazes, até que eu ouvi um barulho de papel se rasgando. E começou a penetração.

Era tão... Quente. Eu não conseguia decidir se era melhor com Lou do que com Andrew. OK, era sexo em um sonho, mas e se fosse real? Como seria transar com um vampiro sanguinário?

Eu estava tentando pensar... Quando acordei, do nada, a chuva havia parado e estava amanhecendo. Andrew estava deitado suavemente do meu lado. Decidi ficar na vigia, então saí de onde estava e me sentei do outro lado da caverna. Eu analisei a minha visão de Lou e de Rose mais cedo, e fiquei feliz por que eles não pareciam ter criado um vínculo direto. Ok, eu tinha ido para a cama com Andrew, mas não imaginei Lou e Rose... Bem, você sabe. Eu estava com ciúmes. Eu estava sendo egoísta.

Automaticamente eu passei a minha mão pela mordida anterior de Gaspard no meu pescoço, e lembrei do meu último sonho, com Lou. Se eu continuasse tendo sonhos como esse eu ficaria maluca, com certeza. Precisávamos partir e encontrar Lou e Rose. Eu me inclinei para acordar Andrew, mas não foi necessário, pois ele veio se virando na minha direção, me fazendo perder o equilíbrio e cair em cima dele. Eu começei a rir feito uma louca, e ele começou a rir da minha idiotice também. Rimos tanto, que nossos rostos chegaram a se colar, e nos beijamos. Nesse momento, eu me odiei por existir. Estar dividida entre Lou e Andrew era pavoroso. Saí de cima de Andrew e sentei ao lado dele.

–Vamos ir atrás dos outros? -eu perguntei, tirando doid sanduíches de queijo da bolsa e entregando um a Andrew, que já estava sentado.

–Vamos -disse ele abrindo o pacote, depois dando uma mordida nele. — A que horas partimos?

–Estou pensando em ir agora mesmo. Seria melhor. Quando mais cedo sairmos, mais cedo chegamos lá.

–Certo — disse Andrew. -So me dê mais dez minutos para eu despertar.

Depois desse tempo, arrumamos as sacolas e saímos, deixando um cobertor e toalhas para trás. Não precisaríamos disso. Deixamos lá também o cobertos que eu forrei o chão. Seria útil se alguém fosse se esconder ali.

Andamos o dia inteiro. Já estava quase anoitecendo quando chegamos a Houstvill, na floresta, e procuramos por Lou e Rose. Nenhum sinal deles. Decidimos então, acampar perto de um rio, onde as árvores eram mais fechadas. Se chovesse, não iríamos nos molhar tanto. O único problema é que o lugar era muito perto da estrada.

–Eu... Vou tomar banho enquanto ainda posso — disse Andrew. Pegou a sua muda de roupa extra e foi para uma parte fechada do rio.

–Ok, eu procuro lenha para a fogueira -falei.

Eu estava chegando muito perto da estrada. Estava ajuntando a maioria de galhos e folhas secas possível. Até que fui no meio da estrada, que era de chão, procurar mais galhos secos. Estava agachada para pegar um galho quando vi um movimento na estrada na minha frente. Me levantei para ver quem era.

Joguei as folhas e gravetos no chão e fui correndo na direção de Lou, que também tinha acelerado o passo quando me viu . Me joguei nos braços dele e lhe dei o abraço mais apertado possível. Ele também me deu o famoso "abraço de urso", e não quis mais me soltar. Quando ele afrouxou o abraço, eu olhei para ele. Não importava se Rose estava chegando perto ou se Andrew havia aparecido por entre as árvores, eu puxei Lou mais pra perto de mim e lhe dei o beijo mais verdadeiro possível. Ele pareceu surpreso de início, mas retribuiu o beijo também.

Quando eu desgrudei o meu rosto do rosto dele, eu o abracei e disse baixinho:

–Senti tanto a sua falta.

–Eu também -disse ele, passando a sua mão pelas minhas costas. Isso fez uma corrente elétrica passar por todo o meu corpo.

Quando nos soltamos, eu estava sorrindo feito uma boba, e Lou também. Andamos na direção de Andrew e Rose, que conversavam animadamente.

–Finalmente decidiram se soltar -disse Rose. -Pensei que nunca se soltariam. Pareciam um par de lulas se agarrando.

–Também é bom ver você, Rose -disse eu, ainda rindo um pouco.

Lou e Andrew se apertaram as mãos, mas estavam de cara feia. Não decidi fazer nenhum comentário contra.

–Onde você deixou os gravetos, Grace? — me perguntou Andrew.

–Logo ali -respondi.

–Ótimo. Então, Rose, você poderia ajudar Grace a pegar mais gravetos e folhas secas para fazermos uma fogueira grande o suficiente para todos nós -disse Andrew

–Enquanto isso -disse Rose, disfarçando um sorriso — Você — ela apontou para Lou — e Andrew montam as barracas.

E foi isso que fizemos. Eu e Rose ficamos tempo ajuntando gravetos e folhas. Aqui e ali fazíamos um comentário sobre o tempo, sobre como escapamos, sobre táticas de luta...

Quando decidimos ter material o suficiente, voltamos para onde estavam Lou e Andrew. As barracas já estavam montadas. Eram duas. Eu fiquei pensando com quem ia dormir hoje a noite.

Montamos a fogueira e acendemos, e sentamos os quatro ao redor dela. Eu peguei as sacolas com água, que já estava quente,e os sanduíches, que demos um jeito de esquentar no fogo. Comemos em silêncio.Depois de comer e beber um gole de água cada, começamos a narrar nossas histórias.

–Segundos antes da explosão, eu saí correndo da casa, e levei a pedra comigo. Andei por um bom tempo, até que achei Rose. Ela estava apavorada. Consegui um leve estoque de armas. Andamos por todo esse tempo e depois nos encontramos em Houstvill. Aí nos encontramos -disse Lou.

–Eu NÃO estava apavorada -retrucou Rose- Só estava preocupada com os outros. Não sabia se estavam bem. Tinha saído bem cedo naquele dia para caçar e quando voltei a casa havia explodido.

–Que seja — disse Lou, dando de ombros

Andrew e eu nos revisamos para contar a história, omitindo a parte do beijo e do sexo. Rose pareceu se aliviar ouvindo as palavras de Andrew, mas Lou ficou só alerta.

–Como vocês conseguiram as barracas? -perguntou Andrew

–Hey camarada -Rose o cutucou -Não é só você que tem favores abertos.

Ficamos uns segundos em silêncio, encarando o fogo.

–Vou dormir -disse eu finalmente, dando boa noite a todos e entrando em uma barraca. Francamente, era a barraca mais esquisita que eu já vira. O chão era fofo como algodão e tinha um cobertor dentro dela.

Deitei lá por algumas horas, mas não dormi. Algum tempo depois, abri o zíper da barraca e fui para fora. Somente Lou estava sentado na fogueira, o que significava que Andrew estava dormindo com Rose na outra barraca. Isso me deu uma pontada de ciúmes.

–Não consegue dormir? -perguntei a Lou, me sentando ao lado dele.

–Não.

–Foi verdade o que você contou? Sobre esses últimos dias? -perguntei

–Venha -disse ele ficando de pé e me estendendo a mão -Vamos dar uma volta.

Andamos até a beira do rio e sentamos nas pedras, o que me fez lembrar daquela primeira noite com Andrew.

–Foi sim tudo verdade -disse Lou olhando pra mim.

Fiquei encarando a lua cheia que ainda brilhava no céu. Lou olhou para ela também.

–Grace... -disse Lou — Andrew... Me disse que Gaspard te... Mordeu naquele dia: é verdade?

Eu não omiti nada a Lou. Assenti com a cabeça e mostrei as marcas, que ainda estavam lá.

–Por que não falou nada? -perguntou Lou suavemente. Eu olhei nos seus olhos. Eles refletiam a dor de me ver assim.

–Eu... Não queria preocupar vocês -disse eu em voz fraca.

–Não iria preocupar -disse Lou, me puxando para perto dele.

O quanto tempo ficamos abraçado, ninguém soube responder. Eu queria pausar o tempo e não reproduzir nunca mais.

–Ah, Grace -disse Lou me largando suavemente e levantando. Eu levantei também. -Feliz aniversário.

Disse isso e tirou de uma sacolinha que ele trazia um cupcake. E me entregou.

–Obrigada -disse eu maravilhada. E beijei ele. E o abraçei. Ele retribuiu de volta. Nos demos as mãos e voltamos para dentro da nossa barraca. Nos deitamos lá. E continuamos aggarados. Juntos. Sem fazer nada.

Eu não havia lembrado de que o meu aniversário era hoje, com todos os acontecimentos dessa semana. Mas Lou sim, ele lembrava.

Eu adormeci assim, grudada a ele, como eu e ele sempre quisemos.

Foi o melhor aniversário da minha vida.

Quando eu acordei, ainda estava agarrada as roupas de Lou. Ele estava um pouco suado, mas ainda assim tinha um cheiro incrível. Eu não queria acordar. Não queria me mexer, mas infelizmente, Rose deu um grito do lado de fora.

–Vamos! Acordem, preguiçosos! Vamos treinar!

Lou e eu nos levantamos com um pulo. Rose sabia ser assustadora quando queria.

–Já estava na hora -disse Rose empunhando uma espada, quando eu e Lou saímos da barraca.

Eu peguei uma espada. Rose entendeu o que eu estava falando.

–Quer lutar. Comigo? -perguntou ela com desdém

–Quero -disse eu, quieta.

–Ok, vamos ver o que sabe fazer.

Levantamos as espadas e atacamos. Rose se surpreendia a cada movimento meu. Enquanto a gente lutava, um flash back de alguns dias atrás, após a explosão, me veio à cabeça.

Andrew e eu estávamos naquela "cama" de pedra do lado do rio, lutando um contra o outro com espadas. Naquele dia ele me ensinou a maioria dos seus golpes.

–Chegue mais perto -disse ele para mim. Ele estava de costas para o rio, e estava muito perto. Ele, de algum jeito, jogou a minha espada para trás. A dele havia ido junto. Eu, sem querer, dei um empurrão nele, fazendo-o cair na água. Mas antes que ele caísse, ele me puxou junto.

A água estava geladíssima.

Nossas cabeças estavam perto uma da outra. Nos beijamos profundamente.

Isso me fez voltar a realidade, pois eu havia descuidado um pouco a guarda. Lou e Andrew estavam arrumando as barracas, enquanto Rose e eu lutávamos.

Lou e Andrew haviam terminado de ajuntar as coisas. Eu havia dado um golpe em Rose, fazendo ela se desiquilibrar e cair no chão. Eu encostei a ponta da espada no pescoço dela.

–O que me diz, hein? -disse eu. Rose e Lou estavam de olhos arregalados. Mas Andrew sorria satisfeito.

–Bom trabalho -disse ele. Eu estava prestes a tirar a espada do pescoço de Rose, quando escutamos um barulho de um tiro. E foi quando eu caí no chão. A bala havia me acertado perto do coração.Os outros correram para mim, mas eu não os ouvia, nem os via.

Como eu não podia reagir, não fiz nada. Somente esperei a morte vir me buscar.


Notas finais
Que fim de capítulo *o*
O próximo já vem!