Utopia

4 Capítulo Quatro


Notas iniciais
Olá queridos! Bem, não sei ao certo quantos de vocês estão lendo a fanfic, já que vários visualizam mas pouquissimos se pronunciam. Peço que comentem se estão gostando ou não, não precisa ser comentarios elaborados, os humildes são bem vindos também haha A fanfic é curta, logo a terminarei, por isso peço mais interação de vocês Enfim, vamos ao capítulo, beijinhos e boa leitura

Isso não é perfeito.

No momento, havia coisas que ele não falava.

Sua família.

Seu passado.

Porque ele deixou as outras escolas.

Outros lugares que ele viveu.

Outras meninas que ele amou.

E então, havia todas essas coisas sobre ele que não tinham respostas.

Ele tinha dezessete, um veterano, leitor, mas sem planos de ir à faculdade.

Nunca comia.

Ele faltava à escola mais do que ia.

Ela nunca via a casa dele.

E claro, ela nunca encontrou alguém da família dele.

Mas todo mundo tem problemas, Sakura pensou. Ninguém é perfeito, e o que ela sabia com certeza é que ele é bonito e faz ela se sentir bonita. E quando ela fala, ele realmente escuta. E quando ele olha para ela, ele vê. E —

Sakura esta em sua aula de ciências quando alguém bate em seu ombro.

“Você não tem aparecido no almoço há anos,” diz Temari, uma das amigas de Sakura do almoço. “O que aconteceu?”

“Eu estou na biblioteca. Eu estou ajudando com o clube do livro,” Sakura diz. Ela não sabe por que ela mente. Ela fez sem nem mesmo pensar. Ela pega uma dos flyers que tem estado na sua bolsa por duas semanas – realmente já tem duas semanas desde que ela o encontrou? Ela se sente como se o conhecesse a vida toda – e dá a Temari.

“Legal,” diz Temari sem nem mesmo olhar. “Srta Tsunade já tinha me dado um. A coisa é, eu preciso falar algo com você. Você sabe que o Baile de Boas-Vindas é no próximo mês?”

Sakura tinha esquecido. Ela estava distraída por razões obvias.

“Uh, sim.”

“Meu irmão quer saber se você quer ir com ele.”

O irmão de Temari é, escolhendo bonitas palavras, um nerd. Um, ele tem as notas mais baixas que a de Sakura. Dois, ele é tipo meio acima do peso. Três, ele é muito RPG. Sakura suspeita que ele provavelmente queira jogar com ela na dança. Sakura riu.

“Porque você esta rindo?” Temari perguntou. “Não é do seu feitio rir.”

Sakura não sabia o que significava. “Desculpe-me. Eu estava pensando outra coisa... Honestamente. Alguma coisa engraçada aconteceu antes.”

“O que foi?” Temari olhava para Sakura com olhos selvagens.

“Foi uma brincadeira. Foi isso. Foi... foi...” Sakura não soube dizer nada engraçado envolvendo o RPG, então ela voltou ao tópico. “O ponto é, eu não estou rindo do seu irmão. Apenas... se ele quer ir comigo porque ele mesmo não me chamou?”

Os olhos de Temari ficaram suaves. Por um momento, Sakura estava calma.

“Ele é envergonhado, Sakura! Você sabe disso! Então, você vai com ele?”

“Eu meio que estou vendo alguém,” Sakura disse.

“Você nunca mencionou isso antes,” Temari disse friamente.

“É recente.”

“Então, ele vai chamar você para o Baile?”

“Nós ainda não falamos disso,” Sakura admitiu.

“Eu não posso acreditar que vocês ainda não falaram nisso.”

Sakura não respondeu. Ela sabia que o que tinha com Sasuke e ela não queria ninguém se importando com isso.

“Bem, não fale disso com ninguém, ok?” Disse Temari. “Você não é a primeira escolha do meu irmão de qualquer forma. Eu falei para ele perguntar para você. Eu pensei que diria sim.”

Tirando o fato que Sakura prometeu não comentar o incidente embaraçoso com o irmão de Temari com ninguém (como se ela fosse), Temari disse a todo mundo que Sakura estava vendo alguém. E a noite, Sakura recebeu um telefonema de Ino.

“Quando vamos conhecer ele?” Ino respondeu.

“É recente,” Sakura repetiu. “Nós ainda não estamos certos.” Sakura prometeu que quando fosse a hora certa, as melhores amigas seriam as primeiras, a saber.

“Apenas me de alguma informação, ok?” Ino insisitiu. “Apenas me diga o nome dele. Não precisa dizer o ultimo. Apenas o primeiro.”

“Sasuke,” Sakura disse rouca.

“Eles esta indo ai?”

Sakura disse que ela ainda não estava pronta para falar dele ainda.

“Você precisa falar para ele do Baile, Sakura! Nós podemos ir todos juntos – eu e Sai, você e Sasuke.”

Sakura odiou a maneira como sua amiga dizia o nome dele.

“Não é como isso,” ela disse. “Ele não é como os outros caras.”

“Caramba, Sakura, isso soa serio.”

Sakura concordou com isso, na verdade era meio que sim.

Mesmo sabendo que ela não devia fazer, Sakura tocou no assunto do Baile com ele quando estavam à noite em seu quarto.

“Eu sei que é meio bobo, mas você acha que poderia ir?”

Ele não falou. Ele disse que já tinha estado em centenas de Bailes antes.

“Oh.” Sakura disfarçou seu desapontamento lendo silenciosamente os títulos de seus livros – Wuthering heigths, Jane Eyre, Frankenstein...

“Porque você quer ir a alguma dança estúpida de qualquer forma? Você não sabe o que você é para mim?”

Na verdade, Sakura não sabia. Na verdade, Sakura gostaria muito de dançar com alguém bonito como Sasuke. Apenas dizer que ela tinha desperdiçado seu tempo dançando com irmãos e equivalentes.

“Olha, Sakura,” ele disse. “Eu quero que a gente fique juntos, mas eu não posso fazer coisas que outros namorados fazem.”

Era a primeira vez que ele se auto intitulava disso – namorado dela. Ela desejava que fosse uma outra espécie de tempo, do jeito que acontecia nos livros que ela não tinha lido.

“Você entende?” ele perguntou.

Sakura fez que sim, mas na verdade ele não entendia.

“Você tem... outra namorada ou coisa assim?” Ela estremeceu um pouco com a palavra namorada: a novidade encantadora. Sasuke suspirou. Ele pegou as mãos dela.

“Claro que não.”

Ela tirou as mãos das dele. “Você não me diz nada de você na verdade.”

“Eu quero te dizer as coisas, mas eu não posso. Isso pode machucar outras pessoas alem de mim.”

“Sua família?” Ele concordou.

“Se eu disser a você, e você disser a alguém, eu terei de ir embora. Isso poderia me matar, eu teria de ir e nem dizer adeus.”

“Você pode confiar em mim,” ela disse.

“Eu... eu realmente não gosto de falar dessas coisas.”

“Você não precisa, contudo,” ela disse. “Mas eu apenas gostaria de saber que você confia em mim.” Ele olhou para ele e concordou devagar.

“Eu penso que talvez eu possa.”

O pai de Sakura chamou das escadas.

“Jantar!”

“Devo ir de qualquer maneira,” Sasuke disse.

Sakura não sabia se seria permanentemente ou por apenas algumas horas. Ela agarrou a mãos dele. Elas estavam secas, quase brancas como o papel.

“Me prometa que você vai voltar. Eu quero muito conhecer sua história. Eu quero saber tudo sobre você.”

“Eu vou tentar.” Ele saiu da casa de Sakura pela janela.

“Jantar!” O pai de Sakura gritou de novo.

“Estou indo,” Sakura disse.

Sakura desceu as escadas para a cozinha. Eles comeram macarrão com queijo, o que significa que era terça-feira. O pai de Sakura tinha um prato para cada dia da semana. Nos domingos, ele pedia pizza.

“Eu estou te chamando há quase dez minutos. Não me escutou?” O pai de Sakura perguntou.

“Estava lendo,” Sakura disse ausente.

“Deve ser muitos livros,” o pai comentou.

Mais tarde quando o jantar acabou Sakura voltou para seu quarto, mas Sasuke não estava lá. Ela ficou ocupada por algumas horas com seu dever de casa que ela estava negligenciando, mas ele ainda não veio. Eventualmente, ela decidiu ir para cama com um livro, mas antes dela terminar o capitulo, ela estava dormindo.

Ela ainda estava dormindo quando ela escutou alguém sussurrando sem seu ouvido.

Ela procurou pela luz, a que seu pai devia ter apagado.

“Não,” Sasuke disse, “algumas histórias são mais fáceis de serem contadas no escuro.”

Quando ele tinha dezessete, a tuberculose se espalhou pela cidade. Seu pai foi um dos primeiros a pegar, e passada seis semanas, o pai dele foi um dos primeiros a morrer.

Apesar disso, Sakura divagava, Pessoas ainda morrem de tuberculose?

Toda família dele – Sasuke, seu irmão e sua mãe – pegaram a doença também. “Eu honestamente não sei descrever,” ele disse. “Foi horrível. Ver quem você ama morrendo devagar e sofrendo, e saber que logo você vai morrer do mesmo jeito.”

Seu irmão morreu uma semana após seu pai. E ele e sua mãe sabiam que seriam os próximos.

“Há uma estranha espécie de quietude na morte,” ele disse. “É como se você estivesse num quarto de vidro, e as paredes se tornassem mais e mais densas”.

Sakura tentou pegar a mão dele. Ela queria tocar nele, confortá-lo. Entre a sonolência e a luz baixa, ela não podia encontrar ele.

Procurando outras opções, sua mãe procurou uma cigana na cidade.

Uma cigana? Onde no mundo fica essa cidade? Na Europa Medieval?

“Uma cigana?” Sakura perguntou cuidadosamente.

“Minha mãe fez o melhor que ela pode,” Sasuke disse. “Era um lugar diferente. Uma época diferente.”

A cigana lhe deu uma jarra de vidro azul parecida com um tinteiro. Ela disse que dentro havia um elixir do México e isso faria eles melhorarem. Que escolha eles tinham? Eles concordaram e beberam.

“Nossos pulmões melhoraram rapidamente,” ele disse. “As paredes de vidro foram quebradas.”

Mas eles não apenas melhoraram.

Eles viveram em 50 cidades diferentes. Sua mãe casou doze vezes. Ela tinha um novo marido cada vez que o antigo começava a suspeitar. Sasuke teve namoradas.

“Muitas,” ele disse, o que fez Sakura se aninhar. Sasuke tinha tido muitas namoradas, mas elas eventualmente o superavam. Ele nasceu em 1876. Ele teria dezessete anos para o resto da vida.

Sakura disse a ele que não acreditava em historias de fantasia, que se ele não quisesse ir ao Baile com ela, apenas precisava dizer não.

“Eu nunca mentiria para você.” Ele achou a mão dela agora. Seus olhos cresceram com a luz do luar. Ele ajudou-a a sair da cama e estavam lado a lado em frente ao espelho no quarto dela.

“Olhe no espelho. Eu não tenho reflexo. Eu não estou aqui.”