Using You

2 I Want Revenge


Notas iniciais
Hey Guys
Espero que gostem do capítulo, pq eu me empenhei bastante para fazer ele.
Boa Leitura

POV DREW WALKER

– O que? Você só pode estar brincando! – eu exclamei e me apoiei na mesa do meu chefe. Estava tão inquieto por conta do descontentamento, que de repente minhas pernas começaram a se mexer, andando de um lado para o outro naquela sala, como se tivessem vida própria e minhas mãos bagunçaram meu cabelo.

– Não, Walker. Eu não estou brincando! – meu chefe, Sr. Smith, disse calmamente e isso só me deixava mais puto!

Eu estava naquele estado porque Sr. Smith queria me tirar do caso em que eu e Adam Way, meu parceiro, estávamos trabalhando, pois precisávamos de mais tempo para resolvê-lo e ele não tinha paciência de esperar.

– Sr. Smith, por favor! Você sabe como nós queremos concluir esse caso, só precisamos de mais dois meses!

– Sinto muito, rapazes. Eu... eu devia saber que esse caso era demais para vocês, afinal, é um Serial Killer. – ele disse, olhando fixamente para as mãos em cima da mesa.

– Então você vai deixar eu e o Adam terminarmos o caso? – o nível da minha esperança subiu um pouco, pois aquela era uma missão grande e quanto maior a missão, mais chance eu tinha de me tornar um dos melhores agentes. Na verdade, tudo o que eu queria era ser reconhecido, pois eu era muito jovem para estar no departamento de homicídios, então sempre me subestimavam.

– Eu vou colocar outros agentes para cuidar do caso de vocês, mas vou dar mais um caso de assassinato, obviamente.

Bufei, revirando os olhos. Adam permanecia no cantinho da sala, escorado na parede. Ele parecia decepcionado, assim como eu.

– Mas... – ia tentar convence-lo, mas ele me interrompeu.

– Walker, vamos ser realistas! O caso do Serial Killer é o primeiro de vocês desde que entraram no departamento de homicídios e eu devia ter dado uma missão de menor dificuldade. – Sr. Smith tentou me fazer entender, mas aquilo não entrava na minha cabeça de maneira nenhuma, porém eu sabia que ele não ia nos deixar continuar naquele caso.

– Ele tá certo, Drew. – Adam se pronunciou pela primeira vez desde que entrara naquela sala. Eu sabia que ele também não apoiava a decisão de Sr. Smith, mas sempre fazia tudo o que ele mandava sem questionar.

Concordei com a cabeça, revirando os olhos. Se aqueles pequenos atos eram infantis da minha parte? Completamente! Mas era assim que eu reagia diante de uma situação daquelas.

– Sentem-se. – Sr. Smith apontou para as cadeiras em frente a sua mesa e assim nós fizemos.

Fuçando nas gavetas, Sr. Smith tirou duas pastas recheadas de papeis de lá, em seguida colocou-as sobre a mesa. Ele tirou as coisas que estavam dentro das pastas e começou a explicar sobre o caso.

– Esse é Michael Jones. – meu chefe apontou para o homem sorridente na foto. Era um cara alto, loiro, forte e estava ao lado de uma garota de olhos azuis, muito bonita. – Ele foi assassinado durante uma festa de aniversário há uma semana atrás.

– Como? – perguntou Adam.

– O corpo dele foi encontrado numa floresta que cercava o local da festa. Michael foi encontrado com o pescoço quebrado e três furos de bala no peito.

– Você tem as fotos dos suspeitos? – Adam quis saber, ele usava seu tom profissional.

– Nós ainda não temos suspeitos definitivos.

– Nem inimigos? Pessoas que estavam com ele na noite em que morreu?... – mostrei interesse pela primeira vez naquele caso.

– Uma dupla de agentes foi pesquisar sobre o caso, mas as coisas estão difíceis. Eles foram falar com Dallas Meyer, noiva do Michael e, de acordo com ela, ele não tinha inimigos e na noite em que morreu parecia estranho, como se soubesse que alguma coisa ia acontecer e não largava o celular. Ela contou que quando Michael saiu da festa foi para atendê-lo, mas os agentes não encontraram o celular na cena do crime.

– Eles falaram com mais alguém? – Adam perguntou novamente.

– Com quase todos que estavam no local. Eles conversaram com Damien Hastings, um garoto que estava do lado de fora no mesmo momento que Michael. O garoto disse que não viu e nem ouviu nada e pelo que percebeu não havia ninguém ao lado de fora além dele.

– Esse cara pode ser incluído como suspeito. – eu disse e Sr. Smith assentiu. – Tem alguma ideia de onde nós podemos conseguir mais pistas? – questionei, me ajeitando na cadeira.

– Se mantendo perto das pessoas que eram mais próximas de Michael.

– Por quê? – Adam perguntou novamente, mexendo distraidamente na caneta que estava sobre a mesa.

– Elas devem ter detalhes sobre Michael, como inimigos, motivos para alguém o querer morto e isso tudo vocês obviamente conseguem observando elas de perto.

– Não é mais fácil só perguntar, como os outros agentes fizeram? – revirei os olhos, entediado.

– Drew, nós não sabemos quase nada sobre o caso e as pessoas que foram interrogadas podem estar mentindo. – Sr. Smith disse como se fosse obvio. – Vocês tem que se manter perto das pessoas que estavam na festa e das pessoas que sabem sobre Michael para tentar descobrir alguma coisa.

Embora não quisesse admitir, fiquei um pouco ansioso com o caso. Não era tão perigoso quanto o do Serial Killer, mas podia sentir que haveria dificuldade e talvez um pouco de perigo.

– Bem, esse é o lugar onde Dallas, a pessoa mais próxima de Michael, mora. – ele mostrou uma foto com uma casa vitoriana. – Ela fica aqui mesmo em Atlanta e, para nossa sorte, há uma casa para alugar ao lado da casa dela. – Sr. Smith sorriu com satisfação.

Assentimos com a cabeça e ele continuou.

– Bem, é isso. Nos encontramos aqui amanhã de manhã para vocês começarem com a investigação.

Eu e Adam nos despedimos do Sr. Smith e saímos daquela sala.

Sabia que amanhã ia ser um dia cheio, afinal ia ser o começo de mais uma missão.

POV DALLAS MEYER

E mais uma vez eu acordei e não encontrei Michael do meu lado. Subitamente desejei poder ver seu sorriso e sentir seus lábios macios sobre os meus enquanto ele me dizia “Bom dia, meu amor”, mas tudo o que achei foi o vazio. E assim como toda manhã, uma pontada atingiu meu peito e eu senti meus olhos se alagarem.

Mas eu não ia chorar!

Eu ia ser forte!

Hoje fazia exatamente uma semana desde que ele foi assassinado. Nos primeiros três dias, foi uma loucura. Havia repórteres por todo o canto, perseguindo todas as pessoas que estavam na festa, especialmente a mim por ser uma pessoa próxima a Michael. Os agentes federais vinham me fazer perguntas constantemente, como: “O Sr. Jones tinha algum inimigo?”, “Ele demonstrava comportamento estranho na festa?” e “A senhora acha que ele sabia que corria perigo naquela noite?”. Eu contei tudo o que eu sabia, que Michael estava inquieto e que não parava de mexer no celular e eles me contaram que não acharam celular nenhum na cena do crime.

Levantei-me da cama e fui até o banheiro para tomar banho e me arrumar para ir trabalhar. Me olhei no espelho e reparei nas escuras olheiras sob os meus olhos. Me encontrava em péssimo estado, mas não me importei, desde que Michael se fora era sempre assim, então simplesmente me acostumei.

Liguei o chuveiro e entrei embaixo do mesmo, permitindo que a água quente escorresse pelo meu corpo. Desejei que minha dor escorresse junto dela e descesse pelo ralo, porém infelizmente aquilo não ia acontecer.

Quando terminei, vesti uma roupa qualquer que fosse descente e desci as escadas para tomar café. Aquela casa estava totalmente vazia sem Michael, aquele silêncio me incomodava e me deixava agoniada. Não sabia por quanto tempo poderia aguentar aquilo.

Quando acabei com o ultimo gole de café, deixei o copo na pia, peguei minha bolsa que estava jogada sobre o sofá e saí de casa, indo direto para o Starbucks que ficava a três quadras de casa, aquele era o lugar onde eu trabalhava.

Quando finalmente cheguei, perdida em pensamentos, dei um frio bom dia a todos e fui vestir o uniforme. Me lembrava de como era atenciosa com todos os funcionários daquele lugar, porém a pessoa boazinha que fazia aquilo havia morrido, dando espaço a uma pessoa totalmente fria.

Logo comecei a anotar o pedido das pessoas e a servi-las. Eu observava os casais sorrindo felizes um para o outro e trinquei os dentes e cerrei os punhos, sentindo inveja e raiva! Eu queria poder fazer o mesmo, eu queria poder sorrir para Michael e eu queria que ele pudesse sorrir para mim de volta, mas eu não o tinha mais. Ele estava morto.

Meu dia que já estava ruim ficou ainda pior, era sempre assim. Tudo por causa de um desgraçado! Por que mataram Michael? O que ele tinha feito? Ele era uma pessoa tão boa.

A culpa que eu sentia também me destruía por dentro. Eu devia ter notado que alguma coisa estava errada no minuto em que ele disse que me amava, sem mais nem menos. Eu devia ter notado seu olhar desesperado e o impedido de ir para fora, mas eu simplesmente ignorei tudo aquilo!

Tudo o que eu podia fazer agora era sentir saudades e ódio! Ódio de mim mesma e principalmente do filho da puta que tirou a vida de Michael, porém as coisas não iam ficar assim! Eu ia achar o desgraçado e ia fazê-lo pagar tudo, desde o assassinato até a dor que ele estava me fazendo sentir.

Ouvi o sininho em cima da porta, soar e logo depois pude ver Damien entrando desesperado.

– Finalmente eu te achei! – ele disse para mim quase gritando. – Eu fui até sua casa e você não tava e...

– Você pode falar mais baixo?

– Foi mal!

– O que você quer agora? Eu to trabalhando. – eu disse.

– Foda-se. – Damien me puxou pelo braço até uma mesa vazia, me fazendo sentar no banco em frente à mesma. Olhei para os lados, esperando que ninguém notasse que eu parei de trabalhar para falar com um amigo.

Bufei.

– Fala logo. – eu revirei os olhos, colocando a bandeja de lado.

– Você tá louca?! – perguntou ele, parecendo espantado. Aposto que estava se referindo a mensagem que eu havia lhe mandado ontem à noite.

– Não! Eu não to louca.

– Então me explica o fato de você querer se vingar da pessoa que matou o Michael! – Damien franziu a testa tentando me entender e eu desviei o olhar, entediada. – Dallas, eu entendo que você deve estar passando por uma situação difícil, mas como você vai fazer isso? Você não sabe nem sequer quem foi que matou o Michael!

– Eu vou dar um jeito de descobrir! – falei com convicção.

– Não. Você não vai fazer nada! Olha, eu sei como você deve estar se sentindo...

– Não, porra! Você não sabe como eu to me sentindo, porque você não tá na mesma situação que eu. Você sabe como eu fico quando eu acordo todo dia de manhã e não vejo Michael do meu lado?! Você sabe como eu fico quando eu percebo que eu perdi a única pessoa que eu tinha?! Você sabe como eu fico quando eu vejo os casais se beijando por aí?! Não, caralho. Você não sabe! – explodi e trinquei os dentes.

De repente eu fiquei amargurada. Ele falava como se perder alguém fosse algo fácil e eu estivesse sendo fraca. Ele me olhava com dó e isso só me irritava. Eu não precisava da pena dele e nem da de ninguém!

– Por que você tem que ser tão cabeça dura, D?! – ele reprovou com a cabeça.

– Olha, eu não vou mudar de ideia. – eu disse e Damien bufou. – Eu só preciso de ajuda.

– E como eu posso te ajudar?! – ele revirou os olhos.

– Eu não sei, mas que tal me falar quem tava fora da casa quando você tava fumando?! – quis saber.

– Não tinha ninguém lá, só eu. Eu só fumei e entrei, e foi aí que eu te achei desesperada e perguntei onde você tava indo.

– Tem certeza?! Você... você não ouviu nada? Nem um grito, ninguém conversando? O barulho de arma?...

– Nada! – deu de ombros, como sempre. – Vai ser difícil achar o culpado, tem certeza de que quer continuar com isso?

– É claro. Eu vou achar esse desgraçado e quando achar, eu vou fazê-lo pagar. Isso é uma promessa!

Notas finais
Espero que tenham gostado. Por favor comentem ;)
xoxo - @myjaybieber
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.