Useless, you are mine!

5 Capítulo 5 - Nada melhor que sermão e brigadeiro!


Poxa, elas me expulsaram da festinha do pijama! Eu também queria fazer as unhas! Mas enfim, por que elas tem que usar esses pijamas tão... curtos? Sabe, eu sou um garoto de 16 anos, tenho hormônios em alta e acabo pensando o que não devia, sabe como é...

Vou caminhando até meu dormitório, quando ouço um barulho vindo do quarto da minha mãe. A porta se abre:

– Filho, sabe me explicar o porquê daquela gritaria? — perguntou minha mãe.

– Quê? Ah, não foi nada. Aquelas garotas são muito histéricas! É só aquele tal de Logan tirar a camisa que elas começam a gritar. — respondi.

– E o que o senhor faz perambulando pela casa em plena madrugada? — perguntou Pedro, como se aquele velho, idiota mandasse em mim.

– Te devo satisfação? Vá dormir! — exclamei.

E fui me virando. Mas...

– Olha só, garoto. Enquanto você morar debaixo do meu teto você me deve satisfação sim! — ai, por favor! — Eu não sou só o seu padrasto, velho e rabugento, como costumo ouvir de você. Eu sou o homem que te acolheu e que teve a capacidade de te amar, te sustentar e te educar durante todos esses anos. Coisa que seu verdadeiro "pai" não conseguiu fazer. Portanto, me respeite, porque eu sou mais velho e mais experiente que você!

– Uhul! Uma salva de palmas para a melhor cortada de todos os tempos! — olho para trás e me deparo com duas cabecinhas me encarando violentamente. São Ann e Melina.

– Isso tá muito melhor que o filme! — exclamou Ann.

– Com certeza! — disse Mel.

– Ah, por favor. Vão assistir aquele filme ridículo e se entupir de chocolate!

– Mason, vá já para o seu quarto! — gritou minha mãe.

– E vocês meninas, por favor...

– Tudo bem, Glenn, já vamos dormir. — Melina disse.

– Boa noite!

– Boa noite. — minha mãe respondeu.

Parti para o meu quarto e vesti o pijama e logo me joguei na cama e peguei meu notebook. Peguei os fones de ouvido e comecei a ouvir música. Abri umas fotos que estavam esquecidas aqui no meu computador. O aniversário de 14 anos da Melina... Até que foi legal. Olhando bem, eu nunca havia reparado como ela é bonita... Sei lá, o rosto é tão... perfeitinho... Não só o rosto né? Tem também aquele corpo, cheio de curvas... e aquele cabelo? NOSSA!

Ah! Tudo bem, Mason, relaxa, são os hormônios, duh... ah, esquece! Não tem como tirar aquela pirralha da mente.

É que eu tenho uma quedinha pela Melina há um tempo. Acho que desde os meus 12 anos, quando ficamos presos na casa do Henry por assustá-lo gravemente.

Ah, mas eu não tenho culpa nenhuma. Ela fica lá exibindo aquele corpo de brasileira! E também, eu não sou o único que acha isso. Pergunta para qualquer moleque da escola, eles vão dizer "Aah, a Melina? Aquela brasileira? Ah, ela é uma gata!". Se você duvidar, até os garotos do sexto ano dirão isso.

O tempo passara tão rápido! Já eram 02h26m e as meninas já estavam dormindo, já que não ouvi nenhum barulho vindo do quarto da Melina.

– Aaaaaaaah! — escutei elas gritando e corri para o quarto ao lado.

– O que foi? — perguntei alarmado. Elas estavam de pé na cama apontando para a parede.

– Uma barata! Aaaaaaaaaaah! — Melina respondeu — Socorro!

– Tira esse monstro daí, Mason! — disse Annie — Socorro!

– Ah, deuses! Fala sério? Vocês tão com medo de uma baratinha desse tamaninho? — a barata abre asas... — Ai, meu Deus! É voadora? Socorro! — subo em cima da cama e me junto as meninas.

– Hahaha, não acredito nisso! — Ann e Mel falaram em coro.

No mesmo instante aparecem minha mãe e Pedro na porta do quarto de Melina assustados.

– O que foi, o que foi que aconteceu? — perguntaram os dois. — Vocês estão bem?

– Uma barata, uma barata! — gritaram as meninas.

– Eu teria matado se não fosse voadora. — disse tentando "amenizar" a situação.

Todos caíram na gargalhada, nem prestaram atenção na barata. Aquela... coisa peluda. Depois de cinco minutos de gozação com a minha cara, Pedro foi até a parede cautelosamente e matou aquele ser... monstruoso...

– Pronto, acabou a gritaria. Vamos dormir! Mason, Ann, Mel... está tarde pra vocês ficarem acordados. Todos para a cama. — disse Pedro esfregando os olhos.

– Boa noite, crianças! — exclamou Glenn.

Fui me dirigindo para fora do quarto, logo atrás de Glenn e Pedro.

– Espera, Mason! Foi muito corajoso da sua parte. — disse Ann em tom de gozação.

– Ah, não foi nada. O que eu não faço por duas lindas donzelas... — retribuí.

– Haha, não quer terminar de assistir o filme com a gente? Tem brigadeiro suficiente para três pessoas. — disse Mel com um sorrisinho amarelo.

– Você tá falando sério? Se eu não tivesse consciênte de que isso é uma brincadeira eu até diria que é uma LoganFever. Agora, me deixem dormir, ganho mais com isso! — exclamei.

– Não, isso não é uma brincadeira. LoganFever... talvez, acho que vou usar isso no Tumblr amanhã, mas isso não vem ao caso. — disse Melina.

– Decida-se logo, pirralho! Vai ficar ou vai para o seu quarto? — perguntou Annie.

– Calma, calma bi... esquece. Vou ficar pra ver até onde isso vai dar. — respondi.

Annie deu play e o filme continuou. Puxei a colher da mão da Melina e comi o brigadeiro. Eu estava praticamente deitado por cima delas. E não é que elas são boas almofadas? Quando voltei ao meu raciocínio quase normal, elas haviam me derrubado no chão. Risinhos, risinhos, risinhos. Elas me "amam" muito.

– Te chamamos para assistir o filme e não pra nos fazer de encosto, imbecil! — exclamou Annie com o bigode sujo de brigadeiro.

– Posso fazer uma pergunta pra vocês?

– Depende. Veja bem o que vai dizer...

– É que... eu achava que em festa do pijama vocês tiravam um tempo, pra sei lá... ver filmes, comer muitos doces, fazer coisas do tipo: unhas, depilação... — Ann me interrompeu com um soco na cara. E Melina não parava de rir.

– Desculpa Ann, mas isso foi engraçado. — disse Melina tentando se desculpar.

– De boa... só aconselho vocês a ficarem espertos quando forem dormir. Coisas estranhas podem acontecer! — exclamou Annie com um tom assustador. Logo depois foi pegando o pote de brigadeiro e enfiando colheradas na boca.