Useless

5 The Fifth Uselessness


Notas iniciais
Rin x Len hatters vão me odiar, mas... fazer o quê? Putz, dei um baita dum spoiler e-e.

Os dias passavam-se sem pressa, a rotina não mudou muito. As conversas entre Miku e KAITO repetiam-se de vez em quando, mas eram rápidas, daquelas assim: “Oi.” “Oi.” “Tudo bem?” “Sim, e você?” “Também.” “Alguma mudança na vida?” “Não.” “Idem.”.

Miku caminhava pelos corredores, sem pressa, enquanto colocava na boca o pedaço de alho-poró. Era um dos raros momentos em que ele podia comer sua “droga”, como seu chefe dizia, em paz. Agora que seus empresários haviam saído para discutir sobre negócios, era o momento certo que ele podia relaxar e descansar. Havia poucas pessoas no local à noite e as luzes eram fracas. Os únicos sons eram alguns passos rápidos dos assistentes e funcionários que faziam hora extra. Uma noite normal numa empresa normal.

Interrompeu sua caminhada, havia barulhos estranhos por perto. Respirações?... Não, suspiros. Ou melhor, alguns gemidos. Suas bochechas avermelharam, ela sabia do que se tratavam os gemidos. Coisas de adulto e que jovens imaculadas com ela não deveriam pensar, diziam os mais velhos. Não que se importasse muito com o que as outras pessoas estivessem fazendo, ela não queria se meter no que não era da conta dela. Porém, naquele momento, os funcionários estavam em horário de serviço, e se quisessem fazer suas “diversões”, que fizessem num lugar que não fosse na empresa. Acelerou o passo, sem pressionar o pé com muita força contra o chão, dando alguns saltinhos, a fim de evitar fazer barulho, se bem que não faria muita diferença, já que os seres deveriam estar muitos “ocupados” para perceberem qualquer outro som que não fosse os deles.

Os gemidos vinham de um pequeno corredor do almoxarifado, escuro, discreto, local perfeito para os chefes traírem suas esposas com as secretárias. Lentamente, foi aproximando-se escorada na parede, como faziam os “Super-Sentai” que ela via na televisão quando era pequena (um tanto infantil, não?). Um pequeno susto seria bom para ensinar os fulanos que não deviam fazer “coisas indecentes” na Crypton. Deixou a cabeça um pouco à mostra na curva da parede, e surpreendeu-se com o que viu. Ela estava preparada para lidar com funcionários, mas não com “aqueles dois”.

Rin e Len Kagamine, os gêmeos bivitelinos idênticos. Loiros de olhos azuis como alemães, rostos infantis e com olhos inocentes. Miku não imaginava que fossem tão longe. Ela sabia que eles eram muito próximos, mas não a esse ponto. Era difícil encarar, ela conhecia-os desdê que eles tinham 10 anos, quando estavam começando a cantar, quando o cérebro deles parecia pifar de felicidade ao apertar a mão da diva deles. Há quatro anos, eram tão castos e puros. Agora estavam com os olhares repletos de luxúria, as línguas enlaçadas, os cabelos bagunçados, as mãos tateando a pele do outro, os corpos com os desejos despertados, suados e abraçados.

–Rin... Len... O-o quê...- era um suspiro com palavras embaralhadas e confusas. Não sabia se estava falando alto para si mesma, ou se estava os questionando. O choque foi tão grande que suas mãos endureceram, deixando o precioso alho-poró cair no chão.

Pararam as carícias, virando-se perplexos e rápidos. Surpresa, raiva, medo, desespero, angústia, tristeza, sabe-se lá o que havia naquelas faces e naqueles olhos azuis.

–Miku?!- gritaram os mais novos, sem controlar a voz, ao mesmo tempo.

–Não é o que está pensando!- disse o irmão.

–Não ligo para o que estou pensando, e sim para o que eu vi há poucos segundos atrás!- deu meia volta e saiu correndo do local o mais rápido que podia, deixando os gêmeos desesperançados para trás.

Notas finais
"Larry, temos um problema." Caros leitores, queridinhos da tia Vic (ixiii, agora sim vocês sabem que vem merda), neste momento estou bem, mas vou estar com uns probleminhas daqui uns dias. Bem, eu vou viajar logo e não vou poder levar o computador. É isso. Peço perdão, podem me vaiar e procurar pela minha cabeça, contudo eu não poderei escrever por uns tempos (um mês, mais ou menos). Novamente, desculpe. Até logo! Eu não desistirei, só não sei se vocês farão o mesmo...