Notas iniciais
Lohana eu te amo, obrigada pelo recomendação linda

– Robin ... — Regina o olha profundamente. — Eu pensei muito e eu acho que está na hora de você saber a verdade !

– Verdade ? — Ele indaga confuso vendo a expressão aflita da morena.

– Você queria saber o quê estava me incomodando tanto, pois agora vou lhe contar tudo.

– Amor, deixe isso pra lá. Descanse um pouco, não precisa me contar nada.

– Não Robin, se eu não te disser agora, não vou ter coragem depois.

– Você tem certeza disso ?

– Tenho.

– Tudo bem então.

– Quando eu descobri que estava grávida ... — Ela sorri. — Foi algo maravilhoso, nunca esperei que isso aconteceria um dia.

– Nem eu, nunca pensei que teria outro filho.

– No mesmo dia que te expulsei da minha casa, recebi uma visita inesperada.

– Visita ?

– Sim, Rumpelstiltskin ! — Ela tentava ao máximo se segurar para não demonstrar o medo em seu corpo. — Ele me contou algo que eu pensei que fosse impossível de acontecer.

– Você está me assustando Regina.

– Robin ... — A Prefeita respira fundo. — Assim como eu, o bebê ... O bebê possui magia ! — Diz de uma vez.

– Ma-magia ? Ele que te disse isso ? — Ele questiona surpreso.

– Sim.

– Mas ele pode estar mentindo para você, para te assustar.

– Não amor, eu também senti as mudanças em mim. Minha magia está diferente, eu não tenho mais total controle sobre ela. É como se o bebê impedisse isso.

– Por que não me contou sobre isso antes ? — O Arqueiro estava atordoado.

– Eu sei melhor do que ninguém que você detesta qualquer tipo de magia. Eu fiquei com medo de você o rejeitar ...

– Eu jamais faria isso Regina! — Ele a repreende e no mesmo instante coloca sua mão no abdômen dela e o acaricia. — Eu não gosto de magia, pois sempre tem seu preço. Mas isso é diferente, nossa criança é especial. — Ele sorri afim de confortá-la.

– Robin ...

– Ainda não acabou, não é mesmo ? — Ele diz após ver a Rainha receosa.

– Rumple não deu certeza, mas possivelmente nosso bebê vem de uma profecia.

– E isso não me soa muito bem.

– Ele disse à Belle que não foi muito claro, pois a visão que teve não foi especifica. Mas caso isso seja verdadeiro, não é nada bom. Eu sinto muito mesmo. — Ela diz e mais uma vez permite que as lágrimas e o medo tomem o comando.

– Amor isso não é culpa sua, não fale isso. Eu estarei aqui para você sempre, nunca deixarei algo de mal acontecer com vocês. Nós vamos conversar com O Senhor Das Trevas e ele dirá tudo o que sabe.

– Eu deveria ter te contado isso há muito tempo. Você merecia saber ... Desculpa.

– Eu entendo seus motivos para esconder sobre o bebê. Só quero que saiba de uma coisa, eu te amo Regina. Não importa o quê aconteça, eu sempre vou estar ao seu lado. Enquanto eu viver, nada acontecerá com nosso filho. — Robin sela seus lábios nos dela por mais uma vez , um beijo demorado. Ele estava confuso com tudo que acabará de descobrir, não podia negar que também estava com medo. Mas tinha que ser forte por sua Rainha, ela mais do que ninguém precisava dele naquele momento.

O Arqueiro resolve ficar ali até ela adormecer e logo depois sai para fazer algo importante. Rapidamente a noite chega, Regina recebe alta já que nada de mais grave aconteceu com ambos. Doutora Megan conversou com os dois sobre o ocorrido e mais uma vez alertou sobre os cuidados que deveriam tomar. Porém não disse nada à Rainha sobre seu bebê ser uma menina, Robin pediu segredo em relação à isso.

A volta para casa foi tranquila, Regina segurava o enorme buquê de rosas vermelhas que ganhou do Ladrão, realmente elas eram lindas. Robin por sua vez ainda estava aflito com a conversa que tiveram e sobre tudo que ela lhe contou no hospital. Mas procurava disfarçar ao máximo para não preocupá-la.

– Robin, eu sei subir sozinha ! — Ela exclama após o mesmo à pegar no colo para subir as escadas.

– Sem esforços ! Foi a médica que disse.

– Subir alguns degraus não é esforço nem um. — Regina fala já no chão do andar de cima da mansão.

– Por que grávida implica com tudo ? — Os dois sorriem. — Vem, tenho uma surpresa para você. — Robin a conduz até o quarto do bebê.

– Surpresas nunca são boas nessa família.

– Mas dessa você irá gostar. — O homem pega na mão dela. — Lembra daquela poltrona linda que você encontrou na loja e que só não comprou porque não sabíamos o sexo ?

– Sim, eu lembro. Ela era branca e tinha os detalhes nas opções rosa ou azul. Realmente era bonita e a vendedora disse que se não comprássemos naquele dia, não teria mais.

– Pois é, por sorte ainda tinha e eu já a comprei ! — Ele diz com um sorriso enorme. — E talvez você se interesse em saber disto ... — Robin retira uma pequena caixa de veludo vermelha de dentro do bolso da jaqueta que usava e entrega para ela.

– O que é isso ? — Diz segurando o objeto.

– Abra. — Robin só diz isso e a mesma não hesita em ver o conteúdo da pequena caixa logo. Ao ver o que era, ela se emociona na hora.

– É ... Uma menina? — Diz com a voz falha, com lágrimas nos olhos e segurando o delicado laço rosa.

– Você disse que eu teria que comprar vários desse quando ela nascesse, então aproveitei e já comecei a compra-los desde agora. — Ainda com o laço na mão esquerda, ela o abraça e deposita um beijo apaixonado em seus lábios macios.

– Vamos ter uma princesa ... Uma princesa ! — Regina afirma ainda surpresa e olha novamente para o presente que ganhou.

– Eu descobri primeiro. — Robin a provoca.

– Truque baixo esse seu !

– Não tive culpa, Dr. Whale que soltou sem querer. Ele não imaginava que nós ainda não sabíamos.

– Estou tão feliz, isso merece uma comemoração !

– Melhor irmos dormir, já está tarde.

– Sério mesmo que você quer dormir ? — Ela o olha com malícia.

– Regina você acabou de sair do hospital. Nem pense nisso, você precisa repousar.

– Eu me sinto ótima para fazer qualquer coisa. — Ela coloca uma de suas mãos dentro da camisa dele e começa a arranhá-lo de leve, fazendo o mesmo se arrepiar com o toque.

– Regina ... Não começa.

– Se não ... ? — Ela o desafia.

– Eu não vou conseguir resistir à isso. — Ele se segura para não fazer uma loucura.

– Você deveria aproveitar! Quando minha barriga crescer mais e minhas costas estiverem me matando, não vou ter disposição para nada e mesmo se tiver, vou fazer greve !

– Eu sei que não vai. — Robin diz convencido. — É muito difícil alguém fazer greve tendo à mim. Mas realmente isso pode esperar por mais um tempo amor, sua saúde em primeiro lugar.

– Eu já disse que estou bem.

– Amor, por favor ? — Regina percebe que ele não iria ceder e se frustra, mas sabe que o Ladrão tinha razão. Robin envolve seu braço em volta de sua cintura e ambos vão para o quarto principal para dormirem.

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– Bom dia ! — Regina diz chegando na cozinha e vendo Robin e os meninos já na mesa.

– Bom dia dorminhoca ! — Robin dá um selinho rápido nela.

– Oi mãe. — Henry fala,

– Oi mãe. — Roland repete, ele sempre tinha essa mania de imitar o irmão mais velho.

– Eu nem dormi tanto assim. — A Rainha se defende.

– Claro que dormiu, já busquei Roland faz tempo. Aliás, está se sentindo bem ? Nada de tonturas ou enjoos ?

– Sim, estou bem. — Ela sorri. — Deixa que eu abro. — Regina fala após ouvir a campainha tocar. — Marian ?

– Cadê meu filho ? — A ex-mulher do Ladrão já entra com violência na mansão.

– Está tomando café.

– Robin não tinha o direito de traze-lo sem minha permissão, ele estava com Snow ! Vou levá-lo embora e nunca mais voltará para essa casa !

– Por que está falando isso ? Ficou louca ? Roland é filho dele.

– Ele é meu filho também, não se mete !

– Marian chega de brigas ...

– Você não sabe como eu te odeio, sua sem vergonha !

– Ei, quem você pensa que é para falar comigo desse jeito ? Me respeite !

Robin que escutou os gritos vindo da sala, pede para Henry subir com Roland até o clima se acalmar no outro cômodo e ele resolver a situação.

– O que está acontecendo aqui ? Marian ? — O mesmo pergunta já na sala.

– Como você teve coragem de fazer isso comigo ? Como Robin ? — Ela questiona incrédula e com as lágrimas escorrendo pelo rosto. — Você me devia isso ...

– Do que você está falando ? — Ele pergunta só para ter a certeza de que era o mesmo que ele estava pensando.

– Chega Marian, seus gritos vão assustar as crianças. — A Prefeita se manifesta.

– Você é uma bruxa ! Arranjou logo de abrir as pernas para o primeiro homem casado que viu e engravidar dele, sua vadia ! — Regina ao ouvir aquilo tenta avançar na mesma, seu sangue ferve de raiva e Robin a segura.

– Amor fica calma. Marian pare com isso, saia daqui !

– Eu não vou sair daqui sem meu filho, eu te disse que com ele você não vai ficar ! Eu o amo e não vou deixá-lo com esse monstro de pessoa.

– Robin me solta ! — A Rainha se debate.

– Achou que ia esconder essa criança por quanto tempo ? Aposto que ela é o fruto de algum feitiço que você lançou em Robin. Você não merece tudo isso que tem, o amor do meu filho ... Você não merece essa criança, pois seu coração é tão negro quanto ... — Nesse momento Regina reuni todas as suas forças e usando magia imobiliza o Arqueiro no chão e sufoca Marian no ar, apertando cada vez mais seu pescoço. Ela não sabia como tinha feito isso, pois não conseguia mais controlar seu poder.

– Regina não faça isso ... Você não é mais assim. — Robin dizia ainda sem conseguir fazer movimento algum para sair dali e evitar que uma tragédia maior aconteça. — Por favor, seja forte por mim ... Por nossa filha ! — O rosto de ódio da morena se transformam em lágrimas que caiam sem cessar. No minuto seguinte, desfaz o feitiço em Robin e Marian cai no chão sem fôlego.

– Mamãe !! O quê aconteceu ? — Roland aparece no meio da escada assustado, provavelmente tinha assistido tudo.

– Desculpa, eu tentei segurá-lo. — Henry se justifica com a mesma expressão que o irmão.

– Eu falei que ela não tinha mudado filho. — Marian diz respirando fundo mais uma vez e se levantando do chão. Ela pega o menino no mesmo instante e sai dali furiosa. Regina por fim, fica paralisada e com o rosto completamente molhado.

– Desculpa ... — Ela diz e sai correndo em direção ao seu quarto.

Já no lado de fora, Marian se permite chorar novamente. Seu filho estava a olhando preocupado.

– Mamãe você está bem ? Ela te machucou ?

– Eu estou bem amor. — Ela sorri fraco. — Roland, desculpe ... Eu tentei ser forte por você. Eu sei que a ama muito, mas eu não consegui segurar a raiva. Eu falei mais do que devia, eu falhei com nossa promessa.

– Mamãe tudo bem, mas meu pai sempre diz que mulheres grávidas são perigosas. Os hormônios delas fazem isso. — O pequeno diz inocentemente. — Ela não fez porque quis ...

– Você está crescendo. — Ele limpa o rosto dela. — Eu te amo.

– Eu te amo mãe.

– Oi, Marian ? — Ryan a chama do outro lado da rua e corre ao seu encontro. — O que aconteceu com você. — Questiona aflito.

– Nada. — Ela tenta disfarçar e vira um pouco a cara.

– Isso não me parece nada.

– Estevão me deixa ! Pare de me seguir, eu não quero nada com você. Eu ainda amo o Robin ! — Grita e Roland se assusta.

– Desculpe ... Não queria incomodar você, tchau. — O mesmo se surpreende com a atitude dela e vira para ir embora triste.

– Não ... Estevão ... — Ela o chama arrependida, mas ele nem sequer olha para trás. Realmente aquelas palavras o magoaram.

– É Ryan mãe. — Seu filho a corrige.

– Vamos para casa amor. — Marian olha mais uma vez para trás e vê o homem cada vez mais distante. Pega na mão de Roland e sai com ele para ir em rumo sua casa.

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– Olá temível Rumpelstiltskin ! — O mesmo se vira para ver de quem pertencia aquela voz feminina de sarcasmo e se assusta.

– Elise ... ? — A poucos minutos atrás ele tinha recebido um bilhete no qual dizia que alguém queria o encontrar em meia hora nas docas. Por um momento pensou em hesitar, mas sua curiosidade não permitia que ele não fosse. — Então você é a autora deste bilhete ? — Rumple mostra o papel que tinha recebido há tempos.

" Como eu estava com saudades de você querido Rumpelstiltskin, o tempo passou tão rápido não é mesmo. Espero que finalmente tenha encontrado um amor e a felicidade e que tenha aproveitado bastante isso, pois logo você só viverá na completa e perfeita solidão. Você irá pagar por tudo que me causou e eu mesma vou garantir que você caia na escuridão para sempre. Apesar de você poder ver o futuro ou ter visões dele, você sabe que vou ter sucesso no que eu quero. Você não poderá protege-la, sua magia não é forte o suficiente. Eu estou chegando Senhor Das Trevas e se prepare, pois não vou poupar nenhum detalhe da dor que sofri e nem ninguém "

– Um ponto para você !

– Como saiu ...

– Do vaso ? — Ela o interrompe. — Digamos que tive uma ajudinha.

– Emma !

– Bom, quem eu vi se parecia homem demais para se chamar Emma.

– Como ousa me desafiar assim ? Sabe quem eu sou querida ? O Senhor Das Trevas !

– Seu nome não me dá mais medo Rumple, aprendi muitas coisas nesses quase cinco meses.

– Por que demorou tanto para aparecer ?

– Porque eu tinha que ter certeza de algumas coisas antes de agir.

– Tipo o quê ?

– Não te interessa, eu não sou sua amiga e não lhe devo satisfações. Se cuida apenas, pois eu não saio de StoryBrooke sem minha vingança !

– Do quê está falando ?

– Eu fiquei anos presa naquele maldito lugar, mas não esqueci o que você me fez. — A mesma deixa uma pequena e única lágrima cair. — Você pensou que fazendo isso ia se proteger, mas eu não vou poupá-lo de nada dessa vez !

– Você sabe que eu posso te prender novamente, não sabe ?

– Vá em frente, tente ! — Ela sorri.

– O quê você quer ?

– Que aproveite o pouco de vida que ainda lhe resta, você teve a visão e sabe dos meus objetivos.

– O quê te interessa tanto no bebê da Rainha ?

– Da Rainha ? Isso vai ser mais complicado do que imaginei. Só fique fora do meu caminho !

– Não quando a minha vida torna-se alvo de uma vingança.

– Você sabe que sou mais poderosa que você, não é mesmo ? Assim como aquela criança.

– Claro que sei, sua magia é semelhante à dela. Mas Regina não deixará você se aproximar da filha, ela também possui magia.

– Acho que você anda meio desinformado, ela não pode controlar mais isso.

– Vingança não leva à nada, eu sei disso melhor que ninguém.

– Você acha que vou acreditar nas suas palavras ? Você foi covarde !

– Eu sinto muito Elise. — Ele diz com sinceridade.

– Não, você não sente.

– O que você quer ? Eu posso te ajudar.

– Você sabe o que eu mais quero ...

– Isso não, isso não posso fazer. É impossível. Eu sei que tudo que aconteceu no passado ainda te machuca, mas não ceda ao mal.

– Você só está com medo. — Ela o olha profundamente. — Então já que é impossível, você não pode me ajudar. — A mesma some dali em uma fumaça branca, deixando Rumple atordoado.

Notas finais
Elise *O* ! Comentem ai o que acharam! Dependendo posto um capítulo amanhã falando sobre nossa Elise. Lohana mais uma vez obrigada