Use My Heart For Both Of Us.
51 Mother's Love. - Capítulo Especial.
Notas iniciais
" — Por que você demora tanto? — A menina mais velha perguntou, esperando a irmã.
– Você é rápida, e eu só tenho quatro anos. — Explicou a menor cansada.
– Isso não é desculpa, Ally. Você sabe que a mamãe odeia atrasos, ainda mais para reuniões de família.
– Acho que ela descobriu sobre o vaso quebrado, Helena. — Ela fez uma careta.
– Claro que descobriu! Você colocou as flores que estava nele debaixo de sua cama. — Ela continuou o caminho, sendo acompanhada pela loirinha atrás de si.
– Minhas meninas sempre aprontando! — Robin apareceu na varanda encarando-as.
– Se prepare, Ally. Mais duas semanas de castigo. — Helena revirou os olhos.
– Na verdade, não. — Robin disse se sentando nos pequenos degraus da escada ao lado das filhas. — Quem viu a bagunça que fizeram foi eu, ou seja, Regina não precisa saber.
– Sério, papai? — A garotinha abriu um sorriso imenso.
– Por enquanto. — Lembrou.
– Obrigada, pai. — Helena o abraçou e Ally repetiu o gesto.
– Vocês sabem que eu faço qualquer coisa por vocês. — Ele afirmou colocando-as com certa dificuldade em seu colo, por conta do tamanho.''
Robin é despertado por um choro que já tinha se acostumado a escutar. Desde que o bebê nasceu ele tinha sonhos, como se fossem uma visão do futuro. Era tudo muito confuso, eles pareciam tão reais. Eram oito horas da manhã, não fazia nem trinta minutos que Regina tinha saído, e sua filha já tinha acordado.
Se levantou prontamente, não gostava de fazê-la esperar, principalmente porque tinha puxado a impaciência da mãe. Helena já estava em casa fazia 5 dias, e até que a adaptação com uma nova criança em casa estava sendo fácil. Ela era calma quando queria, mas não dava muito trabalho além de um bebê normal de sua idade. Ele apareceu no porta do quarto de tons claros se aproximando do berço e encontrando-a com os olhos abertos e resmungando enquanto tinha uma de suas mãozinhas na boca. Robin riu já sabendo o que aquilo significa; fome. Não se lembrava de nada que a Rainha tinha dito antes de deixa-lo sozinho com a menina, o sono atrapalhou um pouco seu raciocínio naquele hora.
– Tudo bem, minha garotinha. Estou aqui agora. — Ele a pegou no colo, balançando-a devagar. Porém isso não adiantou muito quando ela começou a chorar mais ainda. A única solução foi recorrer para a tal mamadeira de leite que se encontrava na geladeira, Regina tinha o tirado de madrugada. Fez seu percusso para o andar de baixo ainda a segurando, colocou-a na cadeirinha de conforto, e pegou a mamadeira para amornar.
– O que aconteceu com ela? — Henry apareceu logo em seguida sonolento e coçando os olhos.
– Hora de alimentá-la. — Robin tirou-a do microondas e foi para sala com o bebê. — Desculpe se ela te acordou de novo.
– É melhor que o Roland pulando em cima de mim ou o despertador. — Ele falou passando a mão na cabeça da irmã. Robin sentiu algo quente molhar sua roupa assim que ela tinha terminado de mamar.
– Não acredito! — Exclamou.
– O que foi dessa vez?
– Fralda suja. — Robin fez seu caminho de volta para o quarto. — Pensei que Regina tinha à trocado antes de sair, vazou e molhou toda a roupa.
– Parece que você terá que dar um banho nela. — Henry riu da cara de desespero do padrasto ao ouvir aquelas palavras. — E sem contar que ela está toda suja de leite.
– Eu? Mas eu nunca fiz isso.
– Sempre tem a primeira vez.
– Certo! E você irá me ajudar.
Regina estava no seu carro preocupada, não imaginou que justo no dia que se afastou de Helena pela primeira vez, estaria esse trânsito infernal. Estranhou, Storybrooke era uma cidade pequena demais para tal coisa. Seu coração estava apertado, mas o bebê também era de Robin e ele teria que cuidar dela quando não pudesse. Isso seria um treino para quando ela tivesse algo importante na prefeitura e não poderia levá-la consigo. Durante uma semana, depois que tudo passou e ela pode pensar direito novamente, uma ideia ficou fixa na sua cabeça. Passou horas tentando tirá-la de sua mente, mas simplesmente precisa fazer aquilo. Talvez se arrependeria em algum momento, mas agora necessitava ver com seus próprios olhos se era realmente verdade. Era loucura sair da mansão ainda estando de resguardo, mas todos a conheciam muito bem. Saindo do veículo, viu um homem de cabelos grisalhos ali com sua velha postura, observando ao redor.
– Confesso que não esperava você aqui. Não agora. — Mr. Gold
falou calmo, sem olha-lá.
– Digo o mesmo. — Regina colocou suas mãos no bolso do sobretudo.
– Veio fazer uma breve visita a sua amiga?
– Não fale besteira.
– Qual é, Regina? Eu te conheço muito bem, mas do que possa imaginar. Você não estaria aqui, se estivesse bem. — Falou sincero, encarando-a seriamente.
– Eu só queria vê-la.
– Elise? — Indagou ele olhando para o túmulo da mesma. — Não imaginava te ver nesse cemitério por causa dela tão cedo.
– Eu só queria ter certeza que ela...
– Está morta. — Completou ouvindo um suspiro de Regina.
– A partir do momento que Helena nasceu, eu praticamente não tenho dormido.
– É compreensível, ela precisa de você praticamente todo tempo.
– Não é por isso, Rumple. Eu tenho medo, acho que isso me deixou assim. — Disse se referindo à tudo que aconteceu. — Mesmo que ela não chore durante a noite, eu me levanto e vou até seu quarto. Checar se está tudo bem, se ainda está lá.
– Eu entendo. Eu estive no enterro, e posso te garantir que ela não está mais aqui, se é isso que te preocupa tanto.
– Mas mesmo assim, não me sinto segura.
– Você é mãe, querida. Todas as mães só querem que os filhos fiquem bem. — Disse se lembrando de Bae.
– Os pais também. — Sorriu fraco.
– Mas nem todos o fazem da maneira correta. Tenha eu e Elise como exemplo.
– Eu também não fiz da maneira certa no começo com Henry, mas temos sempre a oportunidade de recomeçar.
– E é por isso que você deve proteger sua filha, sempre.
– Eu sei.
– Você deverá ensina-la como um dia eu te ensinei. Só que para o bem, usando seu poder para deter o mal e, não para ajuda-lo. Assim como Elise, outros poderão vir. Não cometa o mesmo erro que nós, Regina.
– Eu não vou. — Falou vendo Rumple colocar na palma de sua mão, uma delicada pulseira dourada.
– Você sabe o que fazer com isso.
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– Por onde andava? — Robin perguntou baixo, ninando Helena.
– Uma emergência na prefeitura. — Regina respondeu sentando na cama e dando um breve beijo nele. — Você deu banho nela e a deixou limpinha.
Ela pegou o bebê, sentindo aquele cheiro prazeroso que sua filha possuía.
– Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? — O arqueiro pegou em sua mão.
– É claro que eu sei.
– Então me conte o que você foi fazer realmente.
– Robin...
– Tudo bem, eu vou respeitar sua decisão.
– Obrigada.
– Tenho que ir para a delegacia, volto às sete. As coisas estão uma bagunça por lá e David pediu minha ajuda. Qualquer coisa, me ligue.
– Eu ligarei. — Disse vendo-o sair pelo porta do quarto principal. Ela sentiu-se mal por não ter contado para onde foi, mas não sabia abrir isso para ninguém. Era algo dela, que ainda mexia muito com seu emocional. Tudo que aconteceu era recente demais, levaria um tempo até dividir com alguém. A cidade foi protegida por Elise, para que mais uma maldição fosse lançada, fazendo todos esquecerem que um dia, a prefeita daquele lugar esteve grávida. Isso fez com que pensasse e repensasse muito, ela olhava para Helena e não conseguia mais imaginar sua vida sem ela. E não permitiria que isso acontecesse. Pegou a pulseira que recebera de Gold e com cuidado, colocou no braço direito da menina.
– Você não tem ideia do quanto é amada por todos nós, princesa. Do quanto foi esperada a sua chegada, do quanto foi forte.
Regina percebeu que o amor cresceu a cada dia, o sorriso aumentava. Era como magia, não saberia explicar seus sentimentos. Ela amava Henry e Roland, mas agora ela teria realmente alguém para chamar de sua. Não existiria uma segunda mulher opinando na vida de sua filha, não existiria dias em que ela não dormiria em casa ou sairia com outra pessoa que não fosse ela...
"Não existe cintura fina e barriga reta mais bonita do que as curvas que você me deu. Não existem elogios vazios, vindo de desconhecidos na rua que valha mais do que o amor que me aquece a cada manhã ao seu lado. Não existem roupas da moda, maquiagem e acessórios que me deixe mais atraente do que a beleza que sua presença me dá. Porque sua existência ilumina a minha alma, dá vida a minha vida. Não existe noites badaladas mais satisfatórias do que passar horas a fio com você. Não há espelho que reflita minha imagem tão perfeitamente como a imagem de você. Não foram criadas bebidas alcoólicas, drogas ou vícios que me deixe mais alegre do que sentir a sua reação positiva quando converso com você... Não existe amizade mais profunda e mais sincera do que o sentimento flui de mim para você e de você para mim. Não há sensação de fome quando você está alimentada. Não há saúde fraca quando você esta saudável. Não existe cansaço quando você esta forte. Não existe feiura quando você é o fruto do meu ventre, o resultado do amor puro e genuíno de duas pessoas. Não há tristeza quando você me consola. Não há maldade enquanto você cresce tão inocente. Não existe dor enquanto estou com você, pessoa mais importante da minha vida. Pessoa que justifica a minha existência. Te amo além do amor, minha vida. Obrigada por me fazer um ser humano melhor. Te amei no segundo em que te senti. Vibrei em cada batida do seu coraçãozinho. Me apaixonei no minuto em que você nasceu, e quando te olhei, senti o maior amor do mundo. Você só tinha um minuto de vida e eu já morreria por você. E hoje ainda penso assim. Quando escolhi ter você, tomei a decisão consciente de permitir que meu coração caminhasse fora do meu corpo... E essa foi a melhor decisão da minha vida."
Regina Mills.

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