Use My Heart For Both Of Us.
19 Concerns.
Notas iniciais
– Amor ? — Robin fala sonolento e percebendo que Regina não está mais na cama. Depois de despertar aos poucos, ele inclina a cabeça para frente e a vê se olhando no espelho e se maquiando.
– Bom dia !
– Bom dia. O quê faz acordada uma hora dessas em pleno final de semana ?
– Vou sair, tenho compromissos á fazer.
– Compromissos ? Pra onde vai ?
– Vou no apartamento da Tinkerbell, ela precisa de mim para assinar alguns papeis, documentos, essas coisas da prefeitura.
– Mas tão cedo assim ?
– Sim, e por sinal nem é tão cedo. São 08:00 horas e quanto mais rápido eu for, mas rápido chegarei para almoçar com você e Roland.
– Tudo bem né. — Ele diz meio sem ânimo. — Eu preciso conversar com você sobre uns assuntos pendentes.
– Ok. Agora tenho que ir. — Ela diz e se aproxima dele, selando seus lábios com um beijo.
– Não demorem, por favor. — Robin diz colocando sua mão no abdômen da prefeita.
– Pode deixar.
Após cerca de quinze minutos dirigindo, Regina chega no destino desejado. Manda uma mensagem para a fada notificando-a que já estava a sua espera na portaria. Não demora muito para a mesma descer e vim de encontro com a prefeita.
– Oi ! — Tinker diz e sorri.
– Olá. — Regina faz o mesmo.
– Por aqui Vossa Majestade. — Ela brinca e a rainha á acompanha até o elevador. — Sabe, essa coisa que sobe e desce é tão fantástica, podia ter isso no nosso Reino, na Floresta Encantada. — Regina apenas rir da situação e por fim, ambas chegam no andar aonde a fada estava hospedava.
– Espero que tenha feito algo para comer, pois estou morrendo de fome. Não tomei café ! — Regina diz.
– É claro que fiz algo, eu tinha certeza que a Senhora barriguda ia estar com fome. Cuidado para não ficar gorda. — Ela brinca.
– Aí não começa besouro verde !
– Vem, senta ali naquele sofá, eu volto já já.
– Ok. — Depois de alguns minutos, que mais se pareciam eternidade para a rainha, a fada volta. E com ela vem junto uma bandeja que continha duas taças enormes de sorvete napolitano com calda de chocolate.
– Eu já falei que amo as comidas deste Reino ?
– Sorvete ! Aí meu Deus, que delicia deve estar isso ! — Regina ignora totalmente a pergunta da amiga, e foca no sorvete a sua frente.
– Cuidado para não engordar. — Ela repete a mesma frase de antes após ver a prefeita se deliciando com a taça em suas mãos.
– Cala boca!
– Então, você disse que precisava falar comigo sobre a consulta de terça-feira.
– Ah, é. Mas ... antes eu tenho que te contar outra coisa importante. — Regina não consegue conter o sorriso ao pensar no assunto.
– Fala logo, estou ficando curiosa.
– Eu e ... Robin ... — Ela fala pausadamente para dar um suspense e deixar a amiga louca para saber de uma vez. — Voltamos !
– O quê ? Sério ? Não, mentira ? — Tinker num primeiro momento fica surpresa e sem reação, mas logo em seguida consegue processar as informações e abraça a amiga. — Oh, eu sabia. Eu sabia que isso iria acontecer ! — Ela fica pulando de alegria e arranca gargalhadas da rainha.
– Ei mulher, calma ai.
– Eu estou tão feliz por você. Finalmente você pertence ao seu destinado. Eu consegui encontrar o amor pra você. — Ela se gaba.
– Eu nem estou acreditando ainda nisso. Obrigada, obrigada mesmo. — Regina a abraça.
– De nada. — O sorriso de ambas eram maiores que tudo. — E ai ? Você contou pra ele que ...
– Ele já sabe que vai ser pai novamente.
– Finalmente ! Como ele reagiu ?
– Ele ficou surpreso é claro, assim como eu. Ele não planejava isso agora, tão rápido, mas ele ficou muito feliz. Eu percebi isso.
– Ah, que lindo ! Então imagino que o quê queira conversar comigo está relacionado á ele ir com você na médica, acertei ?
– Isso, mas só se você deixar.
– É lógico que eu não deixo !
– Ok. — Ela fala meio triste.
– Estou brincando boba. — Ela ri. — Ele pode ir sim, por que não deixaria ? -Ela pergunta confusa.
– Porque eu combinei primeiro com você e não é nada legal eu fazer isso novamente. Primeiro eu desmarquei com Belle, e agora contigo.
– Relaxa Regina, eu entendo. Ele é o pai, e aliás, temos muito tempo ainda para que eu possa ver sua garotinha.
– Ou garotinho ! — Ela afirma.
– Eu já falei que acho que pode ser uma menina. Chega de homens meu Deus !
– Vamos esperar mais alguns meses e veremos então ! — A prefeita sorri e ambas terminam de tomar o sorvete, que por sinal já estava derretendo.
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– Entregue ! — Emma diz já com o carro estacionado em frente a mansão Mills.
– Obrigada mãe ! — Henry dá um beijo nela e sai do carro.
– Ei . — Ela o chama. — Boa sorte garoto ! — A loira fala para o filho que corria em direção a porta da casa. Ela vai embora logo em seguida e Henry se lembra que deixou sua mochila e as chaves de casa no carro de Emma.
– Droga ! — Ele sussurra e toca a campainha rezando para ter alguém em casa ou que eles já estejam acordados. Robin abre a porta e Roland aparece por trás dele com um sorriso enorme ao ver o menino ali.
– Henry ! Você voltou ! — O garotinho abraça o jovem, agarrando-o pelas pernas.
– Roland, deixe ele. — Robin diz feliz em ver que o filho gosta do irmão. — Oi Henry, entre.
– Oi Roland, Robin. — Ele os cumprimenta. — Eu esqueci as chaves no carro.
– É, sua mãe me disse que você tinha esse costume. — O ladrão diz e o filho da prefeita sorri. Realmente, não há ninguém no mundo que conheça Henry melhor que Regina.
Roland pula em cima do sofá e se deita para assistir um desenho que estava passando na televisão.
– Em falar nela ... ela está lá em cima ? — Ele pergunta.
– Não, ela saiu cedo.
– Sério ? Pra onde ?
– Ela me disse que ia no apartamento da Tinker para resolver algumas coisas da prefeitura.
– Mas em pleno sábado ?
– Pois é. — Robin diz e Henry se senta no sofá, ele estava impaciente. — Aconteceu algo ? Ontem você saiu daqui meio estranho ...
– Não foi nada.
– Não era o que parecia. Você está chateado não é ?
– Estou. — Ele confessa após ver que o ladrão insistiria no assunto.
– Por eu e Roland estar aqui não é mesmo ?
– Não ! Não é isso. — Henry arregala os olhos ao ouvir as palavras do arqueiro. — Eu ... eu só estou com medo.
– Medo ?
– Ciúmes.- Ele resolve dizer a verdade.
– Sério ? — Robin ri.
– Não tem graça. — Ele diz sério.
– É lógico que tem, você com ciúmes da sua mãe, sabendo que ela daria a vida dela por você. Isso é tão ... tão ... — Robin nem sequer conseguia definir a palavra.
– Eu fui um idiota ontem, não fui ? — Henry diz.
– Sinceramente ? Foi, e muito !
– Ei, não precisa jogar na cara também né.
– Sua atitude não foi das melhores rapaz, aquilo chateou realmente Regina. Ela ficou praticamente a noite inteira se perguntando o quê ela vez de errado para você agir daquela maneira.
– Eu vim fala com ela, pedir desculpas pelo meu modo estúpido.
– Fica tranquilo Henry, sua mãe te ama com todo o seu coração, ela te ama acima de tudo e de todos.
– Cara, como fui tolo. — Ele leva suas mãos ao rosto, arrependido. — Eu quero dizer há ela que esse sentimento é recíproco, eu a amo demais.
– Tenho certeza que ela vai adorar ouvir isso. Agora pare de se lamentar e ... Acho que ela chegou ! — Robin fala após ouvir o barulho de carro perto da casa. Depois de mais ou menos dois minutos a porta é aberta, revelando-se que era mesmo a rainha.
– Finalmente em casa ! — Ela diz enquanto se vira e olha três sorrisos que iam de orelha em orelha em sua direção.
– Henry ? Oi filho — A prefeita diz confusa e meio receosa.
– Oi mãe. — O garoto diz ainda com o sorriso nos lábios.
– Oi mãe. — Roland o imita e Robin ri.
– Que demora amor. — O arqueiro se levanta do sofá e dá um breve beijo nela.
– Que exagero ! — Ela sorri.
– Exagero ? São quase 14:00 horas, e eu estou morrendo de fome.
– E eu. — Henry diz.
– Eu estou com fome também papai. — Roland fala.
– Ok ! Talvez que tenha demorado um pouco, desculpa.
– Eu fiz o almoço querida.
– Sério ? — Ela pergunta.
– Uhum e Roland provou um pouco e disse que estava delicioso.
– Está muito bom Regina.
– Quanto ele te pagou ? — Regina brinca, mas Roland não entende. — Ok, vamos estou morrendo de fome também.
Todos estão na cozinha, almoçando e contando como foi o dia de cada um, Roland como sempre era o que mais falava. Chega um momento que Regina passa mal e corre para o banheiro, aonde põe tudo para fora. Robin corre atrás dela e a ajuda segurando o cabelo dela. Ela estava suando frio enquanto vomitava. Henry e Roland continuavam na mesa preocupados com ela.
– O que aconteceu com sua mamãe ?
– Eu não sei. — O garoto mais velho mente, pois não sabia que podia contar o real motivo que sua mãe estava passando mal. Depois de alguns minutos que mais se pareciam horas, Robin volta com Regina. Eles se sentam e ela percebe olhos com ponto de interrogação, principalmente de Roland que não estava entendo nada.
– Desculpa meninos.
– Realmente minha comida está tão mal assim ? — Robin brinca, afim de colocar um ponto final nas dúvidas de seu filho.
– Ah, foi por isso ! — Roland diz como se fosse óbvio.
– Não ...- Regina diz, mas Robin a interrompe.
– Sim filho, Regina não gosta muito de macarrão ao molho branco.
– Sério ? Que pena, é ótimo isso ! — Ele diz se deliciando com mais uma garfada no prato.
– Desculpa, mas estou muito enjoada para continuar comendo. Vou subir um pouco. — Regina se levanta.
– Tudo bem amor, vai lá ! Qualquer coisa me chame que vou correndo.
– Não irá precisar. Só estou cansada.
Ela sobe para seu quarto e depois de alguns minutos, todos terminam a refeição e lavam a grande louca que Robin sujou fazendo o almoço e comem a sobremesa.
– Vou subir e fala com ela. — Henry diz acabando de secar o último prato que restava.
– Qualquer coisa, me avise. — Robin fala e o garoto sobe as escadas para ir em direção ao quarto principal. O ladrão por sua vez fica pensativo ainda permanecendo na cozinha, para ele Regina estava passando mal demais, ontem ela vomitou duas vezes e embora ela dissesse que era normal, isso o deixava preocupado. Será que há algo errado com ela ? Ou até mesmo com o bebê ?
Robin desperta de seus pensamentos após ouvir um barulho, provavelmente Roland derrubou algo lá na sala.
Já na casa de Rumple, ele estava completamente atordoado. Ele não fazia ideia de quem era o dono do bilhete que recebeu. O medo que embora ele escondia muito bem, estava o corroendo por dentro. Belle, ele temia por ela. Por a machucarem só para afeta-lo. Mas quem seria esse que estava ameaçando o Senhor Das Trevas ? E ainda por cima, sabia que ela não poderia proteger quem prometeu. Ele faria o possível para descobrir antes que algo acontecesse e ele não pudesse controlar ou deter.
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