Use My Heart For Both Of Us.
2 A Smile Amidst The Tears.
Notas iniciais
Depois de toda a confusão no Granny's , Robin conversa com Marian e explica a situação toda, ou pelo menos tenta. Ela completamente incrédula e triste com o que ouve, começa a discutir e a gritar com o ladrão. Mas logo para, pois percebe que Roland ainda está acordado e assustado com os gritos da mesma. Então, por fim decide "conversar" outra hora e vai em direção a cama para descansar com seu filho.
Finalmente depois de Roland e Marian irem dormir, Robin pega um casaco qualquer e vai em direção á floresta. Ele está atordoado e nem cogita a ideia de falar com Regina, pois seus sentimentos estão confusos. Não que ele a odiasse ou algo do tipo, mas agora com o retorno de Marian , as coisas mudaram e ele não queria ser injusto com ninguém e acima de tudo, consigo mesmo. Depois de horas pensando em tudo e principalmente em Regina e no que ela deve estar fazendo agora, no que ela deve estar pensando, ele volta ao acampamento. Já na sua barraca, o homem vai em direção a uma cama improvisada e deita, ao olhar para o lado vê Marian dormindo com Roland em outra cama mais a frente. Ele deixa uma lágrima rolar pelo seu rosto, completamente confuso e com medo do que virá mais pra frente. Mas acaba adormecendo por conta do cansaço.
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Acordo no meio da madrugada, meus olhos estão ardendo por conta do choro há algumas horas atrás. Me levanto e olho no espelho e percebo o quão horrível estou, os olhos manchados pela maquiagem e vermelhos. Percebo também que nem sequer troquei de roupa, quando do nada vem em minha mente a noite atordoada que tive. Lágrimas começam a querer brotar, mas as impeço imediatamente, e em seguida vou ao banheiro tomar um banho.
Levo cerca de 10 minutos no banho, pensando novamente nele, Robin. Quando saio, visto-me e desço as escadas em direção a cozinha. Apesar dos acontecimentos eu decido comer algo, pois a fome me devora. Depois volto para o meu quarto e me deito, mas o sono some e o que me resta é pensar no que Robin está pensando e fazendo nesse exato momento. A saudade daquele corpo, dos beijos, das caricias já imundavam meu ser.
Acordei com o sol em meu rosto por causa da janela que esqueci de fechar quando cheguei ontem, tento abrir os olhos , mas ainda estou com sono por causa da noite mal dormida. Finalmente decido me levantar, quando de repente uma onda de tontura me pega de surpresa. Por alguns segundos escurece toda a minha vista, depois passa. Vou em direção ao banheiro me apoiando na cômoda ao lado e lá faço minha higiene pessoal. Ouço meu celular tocar, vou pegá-lo e vejo quem está me ligando — Emma Swan — Digo num pensamento alto, resolvo não atender . Logo assim que para de tocar, percebo que não foi a primeira ligação dela. Vejo que horas são e não deixo de notar a foto de bloqueio de tela do meu aparelho; Eu, Robin e Roland horas antes do infeliz incidente , tomando sorvete. Um sorriso aparece em meus lábios, talvez o primeiro em meio as lágrimas da noite passada.
– Vou sentir falta disso — Digo quase num sussurro e para mim mesma junto com uma pequena lágrima de saudades que rolava em meu rosto.
– Mãe? — Ouço Henry bater na porta e me chamar, limpo o rosto molhado rapidamente e falo .
– Sim ...
– Mãe posso entrar? Quero falar com você — Ele diz e fico apreensiva, não quero que meu filho me veja no estado que estou.
– Henry, eu acho melhor ... — Não consigo terminar de falar, ele me interrompe primeiro.
– Por favor mãe !?
Decido abrir e logo em seguida sou recebida por um abraço tão lindo e carinhoso ao mesmo tempo, o choro ameaça novamente aparecer em meu rosto.
– Mãe fiquei preocupado, soube o que aconteceu ontem há noite, tentei te ligar. Queria saber como você está .
– Estou bem, estou ... ótima! — Minto e forço um sorriso.
– Mãe eu te conheço e apesar de termos ficados um certo tempo separados, sei exatamente o que você está pensando, o que você está sentindo. — É claro que ele sabe. Tento falar algo, mais as palavras somem — Estou aqui por você e quero que não se sinta sozinha mãe.
Ele diz e finalmente permito-me chorar. Eu não queria que meu filho me visse assim, mas a dor era mais forte que eu.
– Te amo Henry, eu te amo demais — Digo e ele me abraça novamente.
– Eu sei disso e eu também te amo e pode ter certeza disso! Posso passar o dia com você hoje ?
– Claro meu amor, nem precisa pedir . — Falo com um sorriso enorme, pelo menos não ficarei sozinha. Caminhamos abraçados em direção as escadas para ir á cozinha.

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