Após algum tempo caminhando infelizmente cheguei em casa.

Olhei tudo em volta. Aquele lugar me dava nojo. Decidi ir tomar um banho quente... Peguei uma roupa (uma bermuda bem solta, uma regata preta e uma boxer azul), uma toalha e fui para o banheiro.

Chegando lá me me despi, liguei o chuveiro e fiquei observando os pingos d'água caírem. Fui me molhando aos poucos, deixando a água escorrer por cade centímetro do meu corpo fazendo meus músculos relaxarem.

Depois de alguns minutos eu saí do banho, passei a toalha pelo meu corpo afim de tirar apenas o excesso de água, vesti a boxer e a bermuda. Coloquei a regata sobre meu ombro direito e fui para o quarto.

Sentei-me na cama e por alguns instantes fiquei imóvel. A única coisa em movimento eram os meus fios dourados e ainda molhados.

Então ouvi Yong (que era o sindico e cafetão) berrando do lado de fora da minha porta:

- Uru-san, tem alguém aqui querendo te ver...

- Manda entrar! — falei em um tom exaltado.

Um moreno alto entrou no quarto. Era Kyo.

- Por onde andava? — perguntou-me ele de costas, enquanto colocava o casaco no suporte atrás da porta.

- Por aí! Eu precisava de um tempo sozinho... entende?

Após colocar o casaco no suporte, ele sentou-se ao meu lado, segurou o meu queixo e olhou fundo em meus olhos. Ele sorria gentilmente:

- Sim, te entendo! — ele começou a acariciar o meu rosto.- Eu estava com saudades...

- Kyo-san eu...

Não consegui terminar a minha frase, pois ele aproximou o seu rosto do meu e me beijou. Deitou-me na cama, ainda com os lábios selados aos meus, as mãos atrevidas percorriam o meu corpo. Ele retirou a camisa e desceu os lábios um pouco mais. Até meu pescoço.

Nele distribuiu beijos seguidos por lambidas e puxões deixado fazendo minha pele ficar um pouco avermelhada. Colocou uma das mãos por dentro da minha bermuda e a tirou. O inévital aconteceu.

Ele passou aquela noite comigo. Teve tudo o que tinha direito, afinal ele havia pagado por aquilo.

Já no outro dia, eu acordei nú e sozinho na cama, era cedo, e pelo jeito ele já havia ido embora. Levantei-me, coloquei as 3 camisinhas usadas que estavão no chão, no lixo, coloquei uma roupa e saí.

{Aoi pov's}

Eu havia virado a noite passada inteira estudando, logo de manhã eu estava com sono. Mas fui trabalhar no bar do meu pai mesmo assim.

Eu ia de mesa em mesae vez ou outra eu me escorava no balcão e fechava os olhos, como se eu fosse dormir em pé, mas eu sempre era interrompido pelos gritos do meu pai que já havia notado a minha molesa.

Atendi mais algumas mesas que ainda não haviam sido atendidas e aproveitei que o meu pai não estava por ali e fui para um canto, me encostei na parede e fechei meus olhos. Naquele momento até as vozes altas das pessoas em volta eram relazantes, mas novamento fui interrompido pelo berro do meu pai?

- Aoi, mesa 6, agora!

Peguei meu bloco e a caneta do bolso do avental e saí dali as pressas. Tropecei em uma cadeira até que cheguei a mesa 6:

- Bom dia! O que vai querer hoje?

- Anote aí: um passeio, hoje e agora!

- O q-que?

Olhei para o garoto loiro ali sentado. Era Uruha, me olhando com um sorriso convidativo estampado no rosto.

- Não se faça de desentendido! E dessa fez eu pago, nem que seja uma bala!

- Mas e... e... e o meu trabalho?

- Ah, são só duas horinhas, ninguém vai dar falta.

O loiro se levantou, caminhou até a porta e fitou-me. Eu pensei um pouco, tirei o avental e o joguei em cima de um garoto de faixa no nariz que acabará de chegar e corri ao encontro de Uruha.

- Segura as pontas aí pra mim que eu já volto! — foi o que eu disse antes de desaparecer com o Uruha pela porta.

{Uruha pov's}

Nós andamos durante algum tempo e eu olhava vez ou outra para o chão, pensando que talvez eu não devesse estar ali. Algo em mim implorava para que eu fosse embora, mas outra parte de mim, me obrigava a seguir em frente.

Após algum tempo de caminhada, eu o levei ao meu lugar favorito. Era um lugar revestido por grama bem verde e com vista para um lago de águas cristalinas.

- É bonito aqui, né!? — comentei.

- É sim! — disse ele, sorrindo e olhando tudo em volta.

- Espera aqui!

Eu saí, fui até um homem que estava vendendo sorvetes e comprei dois de baunilha. Caminhei na direção do Aoi, entreguei um dos sorvetes a ele e sentei-me ao lado do mesmo.

- Obrigado! — agradeceu ele.

- Não por isso.

- Fiquei preocupado, você sumiu ontem! — disse ele.

- Desculpe, é que eu tinha afazeres... Não quis acordá-lo.

- Tudo bem.

Eu lambi a espiral de baunilha e quando Aoi foi fazer o mesmo, acabou se lambusando todo. Nós rimos.

- Droga! — exclamou ele.

- Deixa eu limpar você, sr. Baunilha!

Eu, então, limpei um pouco que havia no rosto e limpei também perto da boca, contornei aqueles lábios perfeitos va-ga-ro-sa-men-te com o dedo. Os lábios dele eram tão macios...

Enfim, percebi que estava demorando demais para limpá-lo, então me contive.

- Pronto bebezão!

Voltei a lamber meu sorvete até que ele bateu em meu braço, faznedo eu lambusar o canto da minha boca.

- Quem é o 'sr. Baunilha' agora? — zombou ele rindo.

- Quanta maturidade dr. Aoi!

Ele ria muito e antes que eu podesse me limpar, ele lambeu o pouco que havia no canto da minha boca e me beijou.

Foi um beijo meio demorado, mas eu recuei e ele me encarou.

- A-Aoi... e-eu não... desculpe... — eu não sabia o por que de eu estar tão preocupado assim com aquela situação... com aquele beijo.

'Mas afinal o que era aquilo?

Uma prostituta fazendo doce!?'

Não! Com o Aoi era diferente. Depois daquele beijo a única coisa que me veio a cabeça, foi a imagem de um corpo nú. O meu corpo.

Coberto por mãos, muitas mãos, implorando por prazer. Aoi me parecia uma pessoa tão pura e eu não queria contaminá-lo com a minha sujeira.

- Que isso Uruha, você não fez nada de errado, eu quis... e muito! — disse ele sorrindo.

Eu permanecia em silêncio e com os olhos fixados nele.

- Porque o silêncio? — perrguntou ele.

- Na-nada. Eu só não sei o que dizer...

Ele então, aproximou-se e olhou fundo em meus olhos:

- Sabe Uruha, eu sempre gostei de você... desde de os tempo do colégio... Eu nunca tive coragem de falaro que eu sentia e ainda sinto por você. Fiquei tão feliz por te reencontrar depois de tanto tempo e agora eu preciso de falar...

- Diga Aoi...! — pedi, quase implorando.

- Eu te amo e quero muito você... quero que seja meu!

Ele pegou com firmeza em minha nuca, aproximou o rosto do meu e beijou-me novemente.

Mas desta vez, eu não me contive. Deite-me na grama e puxei o corpo dele para cima do meu. Ficamos nos beijando durante algum tempo.

Após, deitamos um ao lado do outroe ficamos olhando o belo céu azul... que só não era mais belo que o garoto deitado ao meu lado...

- Foi um dia perfeito Aoi, obrigado!

- Ôh, se foi! Espero que se repita mais vezes.

- Eu também espero!

Aoi olhou para o relógio e arregalhou os olhos.

- O que foi? — perguntei.

- Meu pai vai me matar.

- Acho melhor voltarmos.

- Estou totalmente de acordo. — rui-se.

Ele levantou e ajudou-me a levantar. Fomos andando em passos rápidos e após alguns minutos, chegamos.

Assim que passamos pela porta do bar, que pela hora estava fechado, um loiro veio em nossa direção com uma expressão furiosa.

- Seu filho da puta!

- Eu posso explicar...

- Explicar? Você? Eu quero ver o que eu vou explicar no outro emprego... e o pai não vai querer me pagar NADA além do MEU salário.

- Desculpe Akira... Façamos assim, tire o dia de folga amanhã se quiser e sobre o salário... eu falo com o pai pra ele descontar do meu.

'Akira' não respondeu, voltou a arrumar as mesas.

- Eu já vou indo... — comentei.

- Já?

- Sim. Boa noite... e se precisar de ajuda aqui amanhã, não se acanhe e me ligue, pois terei o maior prazer em ajudá-lo.

- Tem certeza?

- Absoluta!

- Então tá, boa noite!

{Aoi pov's}

Antes que ele fosse embora, ele me deu um selinho e sorriu. Eu fiquei olhando até o brilho da jaqueta de couro sumir pela porta. Akira me olhou:

- Quem era?

- Uruha, meu... namorado!

Ele riu como se eu acabesse de contar uma piada.

- E pelo jeito você está caidinho por ele!

- Tá tão na cara assim?

- Claro que está. Você quase come ele com os olhos e fica todo arrepiado quando ele fala...

Nós rimos.

Akira é meu irmão, filho no novo casamento do meu pai. Nós não somos amigos, mas também não somos inimigos. Ele é legal, mas as vezes é irritante e chantagista.

- Precisa de ajuda?

- Não, eu já fiz tudo. Vou pra casa agora. Boa noite e bons sonhos eróticos com o ' Uruha ' , babaca.

- Ah, vai se fuder!

Nós rimos novamente e ele foi embora.

Fui para o comodo atrás do bar. Lá tinha um banheiro pequeno. Peguei apenas uma bermuda e uma toalha. Fui até o banheiro e tomei um banho quente. Após, me sequei, coloquei a bermuda e voltei para o quartinho. Deitei-me na cama mas de tanto pensar no Uruha, não cinsegui dormir. Mal podia esperar para vê-lo e sentir aqueles lábios carnudos junto aos meus novamente.

Ouvi então, o celular tocar. Peguei o mesmo de uma das gavetas do criado mudo. Era uma mensagem do meu pai. Nela dizia que, por motivos médicos, ele não iria cuidar do bar amanhã. Na mensagem também pedia para que eu cuidasse da parte da contabilidade, deixando a parte de atender as mesas para o Akira. No fim ele dizia que mandara a mensagem para Akira também.

No outro dia, bem cedo, eu já estava de pé. Peguei o celular e mandei uma mensagem para Uruha pedindo-lhe ajuda. Ele me respondeu um "Ok". Após alguns minutos, ele chega e vem na minha direção com um provocante sorriso de canto que me seduzia muito. Assim que ele chegou mais perto, eu o agarrei pela cintura:

- Bom dia!

Ele sorriu mais ainda, em seguida escorou uma das mãos em meu ombro. Com a outra mão, ele trazia meu corpo para perto de si.

- Bom dia! — respondeu-me ele e após me beijou.

Infelizmente Akira chega e já começa a nos fitar. Uruha me olhava com um pouco de desconforto após Akira ter chegado então, contra a minha vontade, eu o soltei e caminhei até Akira:

- Bom dia, Akira! Ficou sabendo do papai?

- Bom dia, Yuu! Fiquei sim...

- Então, resume-se que você também saiba que eu não vou atender as mesas hoje... que hoje este trabalho é seu!

- Sei disso.

- Mas... para a sua sorte Uruha aceitou nos ajudar hoje... ele vai ajudar você a atender as mesas.

Ele olhou para o Uruha que estava a uns 2 metros de nós e que não estava prestando atenção na conversa.

- Ele?

- Sim, ele... algum problema?

- Nenhum... imagina.

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Aos poucos os clientes foram chegando, em menos de uma hora, o bar estava quase lotado.

Em uma das mesas haviam 3 moças que pediam incessantemente para que algum dos loiros as atendessem. Um deles compareu a mesa. Elas pediram qualquer coisa. Na verdade, o sorriso malicioso vindo da garota que aparentava ser a mais nova, entregava o que ela e as outras estavam pensando

Naquele local, naquele momento, homens e mulheres pensavam da mesma forma.

{Uruha pov's}

Após atender as três moças, fui até o balcão onde estava Aoi:

- Mais alguns pedidos...- dei os papeis a ele.

- Ah, obrigado.

Então, eu achei mais um papel pequeno e amassado. O último que a moça havia colocado no bolso do meu avental. Eu o abri.

Eram três números de telefones anotados. Amassei o papel e o atirei longe.

Akira, que vinha na nossa direção, observou o ato.

- Poxa Yuu, pensei que seu namorado tivesse vindo aqui para nos ajudar e não para dar mais trabalho.

- Eu estou aqui, Akira e vou juntar. — caminhei até o local onde estava o papel e o coloquei no lixo.

Enquanto Akira ia feliz com o meu ato, atender outra mesa, eu voltei a aproximar-me do Aoi.

- Por que ele te chama de Yuu? — perguntei.

- Bom... é que... tipo... Esse é o meu nome. Aoi é só um apelido. — ele riu meio sem graça.

Senti meu rosto esquentar, isso era um sinal de que eu estava corando, então, joguei rapidamente a franja no rosto, afim de disfarçar.

Como eu podia 'namorar' com um garoto se eu mal sei o nome dele? E o que eu devia dizer agora? "Oh, legal, o meu é Kouyou!"? Acho que não, ele deve saber meu nome. Na verdade eu acho que ele sabe muito mais sobre mim, do que eu sobre ele.

Não conseguia dizer nada, então, tirei o avental e sai correndo. Pela primeira vez, eu me senti constrangido.

Após ter saído as pressas do bar, recebi uma mensagem do meu 'chefe'. Era um cliente que estava me esperando em um motel perto dali.

( Continua...)

Notas finais
Capítulos improvisados é algo ;x
JSDJOSPDAJOPSAJPDSJDSPS
Ficou um pouco longo por que eu me emploguei -q
gomem Ç_Ç
espero que tenham curtido ^_^'
Amanhã eu passo aqui e posto o terceiro capitulo *-*
Reviews? -q
Bjbj :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.