Urei
1 One shot
Notas iniciais
Fic extremamente clichê, leiam por conta e risco e não me culpem depois D:
Desculpem pelos trechos que não fazem sentido algum ._.
Desculpem pelos trechos que não fazem sentido algum ._.
Passei novamente os dedos por entre os fios do meu cabelo, soltando um alto suspiro.
Me remexi pela milésima vez na cadeira, dessa vez apoiando meu corpo para frente e apoiando meus cotovelos sobre os joelhos, apertando minhas mãos juntas. E elas ainda tremiam, do mesmo modo de quando eu havia chegado ali. Aliás, talvez estivessem tremendo mais. Conforme os minutos passavam, mais nervoso eu ficava. E não era pra menos. Estava naquela maldita sala já havia mais de 40 minutos e nenhum médico ou enfermeira teve a decência de aparecer. E eu estava morrendo com aquilo.Sem notícias dele por tanto tempo. Minha vontade era de entrar naquela maldita sala e ver por mim mesmo o estado dele. Mesmo que ele estivesse...Senti minha vista começar a embaçar e logo lágrimas escorreram por minhas bochechas, trilhando o mesmo caminho das que se seguiram antes. Eu me sentia tão miserável e inútil. O homem que eu amava estava morrendo na sala ali ao lado e a única coisa que eu podia fazer era sentar e chorar.Patético, era isso que eu era. - Uruha! – virei na direção da voz, deparando-me com que Kai, que andava apressadamente à minha direção. Sequer importei-me em secar as lágrimas que ainda escorriam pelo meu rosto. E não notar o olhar piedoso com o qual o baterista me encarava era praticamente impossível.Mas não importava mais. Eu era realmente digno de pena. O assisti abrir e fechar a boca repetidas vezes, talvez pensando no que dizer pra tentar me consolar. Ele poderia dizer o que quisesse. Nada mais ia me atingir, fosse positivamente ou negativamente. - Já teve alguma notícia? – perguntou, enquanto esfregava o próprio braço, num gesto típico de nervosismo. Limitei-me a acenar negativamente, baixando o rosto lentamente, encarando algum ponto interessante naquele piso branco.Fechei os olhos expirando lentamente todo o ar dos pulmões, numa vã tentativa de me acalmar.E eu nunca havia desejado tanto um cigarro como naquele momento. - Reita disse que já estava vindo. Não consegui falar com Ruki... Ignorei o comentário do baterista, ainda em pé ao meu lado. Não faria diferença um a mais ou a menos ali. Pude ouvir Kai soltar um baixo muxoxo, em seguida sentando-se em uma das cadeiras ao meu lado. E ele parecia estar tão perdido quanto eu. O olhar perdido em algum ponto invisível a sua frente, enquanto um silêncio incômodo tomava conta da pequena sala de espera do hospital. Apoiei minhas mãos ainda cruzadas sob minha testa, balançando-as suavemente, começando a murmurar frases sem sentindo algum. Nunca havia sido um homem religioso, mas no momento era um homem desesperado. Se tivesse que implorar para algum Deus que o deixasse viver, eu imploraria sem receio algum. Se rezar era a única coisa que estava ao meu alcance no momento então era o que eu faria. - Takashima-san? Ergui o rosto rapidamente, fitando a mulher de branco à minha frente. Senti meu coração acelerar seus batimentos, minhas mãos tremendo mais do que haviam se habituado nos últimos minutos.Uma enfermeira. E ela com certeza teria notícias por piores que fossem. - A-Aoi? Como ele está?! – perguntei sem cerimônia alguma, provavelmente assustando a pobre moça com meu desespero. Mas, como eu havia dito, eu era um homem desesperado. - Shiroyama-san está na sala de operações ainda... - Ele vai ficar bem?! – levantei-me nervoso, logo sendo seguido por Kai, mas este agarrou meu braço, talvez pensando que eu fosse atacar aquela mulher. Talvez eu fizesse isso se ela não parasse de dizer as coisas pela metade. - O estado dele é grave... Mas os médicos estão fazendo o possível pra salvá-lo! – disse por fim, encolhendo os ombros e apertando a prancheta que carregava consigo contra o peito. - O possível?! – e o sarcasmo que escorria pela minha boca era evidente – Eu não quero que vocês façam o possível! - Uruha! – senti o punho de Kai apertar meu braço com força. - Eu quero que façam o impossível pra salvá-lo! Se o problema é dinheiro eu pago, não importa!! E a enfermeira limitou-se a gaguejar sequer me olhando nos olhos mais. Abri a boca pra gritar mais alguma coisa, mas Kai foi mais rápido, fazendo sua voz soar no ambiente.- Uruha! Pare com isso, ela não tem culpa! - Uru? - Hum? - Por que você não usa a aliança que te dei? Mordi o lábio, cerrando os punhos com força. Claro que ela não tinha culpa. Só havia um culpado ali. Puxei meu braço com força, me livrando da mão do baterista, me afastando alguns passos dele. E logo a enfermeira saiu, nos deixando sozinhos.- O que deu em você, Uruha? Ela só estava fazendo o trabalho dela, ela não tem culpa se o estado do Aoi é assim grave. Passei a mão sobre o rosto, apertando minhas têmporas. Eu precisava me acalmar.
- Ehh? Claro que eu uso. - Por que não usa quando saímos? - Porque assim ficaria óbvio que nós temos um caso. Ouvi um suspiro vindo de Kai, e logo seus passos se aproximando de mim. - Olha Uru, eu sei que está nervoso por causa dessa situação toda, mas tem que ficar calmo. – senti sua mão pousando em meu ombro com delicadeza, tentando me dar algum conforto. – Eu sei como você está se sentindo, e não vai ajudar se continuar... - E qual o problema se souberem disso? - Ah, Yuu. Nós já sabemos que estamos namorando, pra que mais pessoas tem que saber? O interrompi bruscamente, virando-me em sua direção e afastando seu braço de mim. - Não! Você não sabe o que eu estou sentindo! Você não pode nem imaginar o que eu estou sentindo!Gritei já não me importando se estávamos ou não num hospital. Uma expressão espantada surgindo no rosto do baterista. - E sabe por quê? Porque você nunca viu o Nao sendo atropelado bem na frente dos seus olhos! - Você tem vergonha de mim? - Claro que não! De onde... - Mas parece! Sequer assumiu pros nossos amigos que estamos namorando há meses! Senti novamente lágrimas escorrendo por meu rosto, dessa vez em grande quantidade. - É porque eu sei que eles vão começar a fazer piadinhas e a se intrometer... - Você não quer assumir que namora um homem, Uruha! - E nem vai ser sua culpa caso isso aconteça um dia! - ... Só quero evitar problemas pra banda!- Não! Só quer evitar problemas pra você! Você é egoísta, Kouyou! - Uruha, eu... - Yuu, eu... - Foi minha culpa, Kai! Aoi está morrendo naquela sala por minha culpa! – e eu já mal conseguia ver a expressão perdida de tão embaçada que minha vista estava. – Eu o matei! - Esqueça Kouyou. Não sei por que achei que você iria mudar por mim. Nem precisa mais usá-la se não quiser. E sem que eu pudesse impedir toda a cena começou a repassar na minha mente. Como um maldito filme de terror, passando de novo, e de novo. E era como se eu estivesse lá de novo. Idiota! Podia sentir o vento frio arrepiar-me a pele. Isso que eu era.O som dos pneus derrapando no asfalto. Um egoísta, bastardo.O cheiro ferroso do líquido escarlate que escapava do corpo de Aoi. - AOI!!E eu só desejava que fosse eu ali no seu lugar. Era eu quem merecia morrer, não ele. Me permiti desabar, ao sentir os braços de Kai me envolverem num abraço apertado, provavelmente tentando me dar algum conforto.O.o.o.o.OTraguei lentamente o cigarro que segurava entre meus dedos. Os olhos fechados, apreciando vagarosamente a nicotina adentrando em meu organismo. Eu realmente precisava daquilo para me acalmar. Depois daquela cena patética no meio da sala de espera, Kai conseguira me convencer a ir beber um pouco de água ou café para tentar me acalmar. Claro que só aceitei com a condição de que assim que algum médico aparecesse, ele viria me avisar imediatamente. Recostei a cabeça na parede atrás de mim, fechando os olhos em seguida. Suspirei soltando um pouco de fumaça pelos lábios entreabertos. Sem que eu notasse minhas mãos já estavam revirando os bolsos de minha jaqueta, encontrando um objeto que não reconheci através do tato.Retirei minha mão de dentro do bolso, levando-a até meu campo de visão, fitando a pequena argola prateada.E foi como se uma faca transpassasse meu peito, lembranças que deveriam permanecer esquecidas naquele momento me invadindo.- Uru, comprei uma coisa pra você.- Ehh? Pra que? Hoje não é meu aniversário nem nada... - Eu sei, mas é algo importante. Permiti que um gemido de dor escapasse por entre meus lábios. Deus, aquilo doía tanto. Doía saber que havia conseguido ser tão negligente com os sentimentos de Aoi. E machucava mais ainda pensar que toda a minha indiferença devia ter lhe machucado mais do que eu poderia sequer imaginar. Eu sabia o quanto Aoi era romântico e mesmo que nunca houvesse pedido, sempre ansiava por algum toque ou palavra de carinho a mais vindo de mim. E mesmo sabendo disso eu havia conseguido ser um bastardo e jamais sequer ter lhe dito o que realmente sentia por ele. Tudo apenas por conformidade. Eu achava que ele sempre estaria ali para mim, não havia porque ficar dizendo coisas desnecessárias. Mas ter a perspectiva de que eu poderia perdê-lo, e para sempre, parecia ter feito com que eu percebesse o quão imbecil e egoísta eu era. Foi como se eu estivesse vendado há tanto tempo, e de repente a venda havia sido tirada de mim e eu finalmente conseguia ver todas as coisas cruéis que eu havia feito. E eu só conseguia me sentir mais miserável com isso. Se eu teria que perder Yuu pra poder perceber que eu simplesmente não podia viver sem ele, eu queria que ele tivesse me chutado pra fora do seu apartamento há muito tempo atrás. Só queria que de algum jeito eu tivesse percebido antes o quão importante ele era pra mim. Não só numa situação desse tipo, em que eu poderia nunca mais vê-lo ou ter a chance de lhe dizer todas as palavras que estavam se afogando em minha garganta. Uma segunda chance. Era só isso que eu queria. Não era pedir demais, era? Apenas uma chance para me desculpar, para dizer que o amava, que eu só queria poder retribuir todo o amor que eu havia desprezado aqueles meses todos. E eu não me importaria se ele me chutasse depois de ouvir o que eu tinha a dizer. Eu havia dado todos os motivos para ele fazer comigo. - Uruha...? Ergui os olhos, vendo Reita a alguns metros de mim, me encarando um tanto quanto hesitante. E imagino o quanto ele devia estar perdido, recebendo uma ligação no meio da madrugada lhe avisando que um de seus melhores amigos estava sendo operado naquele momento, com duas costelas quebradas, hemorragia interna e suspeita de traumatismo craniano. Aposto que não era um bom jeito de ser acordado. Joguei o que ainda restava do cigarro no chão, apagando-o com a sola do sapato, enquanto caminhava até o loiro. E sem que eu percebesse, meu rosto já estava afundado contra o ombro dele, minhas lágrimas molhando sua jaqueta. - Como ele está? – perguntou de modo hesitante, me abraçando de modo até protetor. – Ele...? - Na cirurgia ainda. – Respondi, antes que ele pudesse completar aquela frase. - Entendo... – ele murmurou baixo, num tom que contradizia suas palavras, pois era claro que ele não entendia a situação ainda. Não sei quanto tempo mais permanecemos daquele jeito, mas me pareceu muito. Percebi Reita se movimentar alguma vezes, como se quisesse terminar o contato comigo, mas talvez notando que eu não o soltaria tão cedo, tenha desistido. - O que aconteceu, afinal, Uruha? – não pude deixar de ouvir um suspiro cansado escapar por entre seus lábios antes de me perguntar. E logo minha mente se encheu novamente com todas aquelas malditas cenas, e eu não sabia por onde começar a falar.- ...eu matei ele. - Quê...? Uruha, você não matou ele. - Foi minha culpa. Meu egoísmo, minha indiferença... – houve uma pequena pausa entre minhas palavras, para deixar que um soluço escapasse por meus lábios. – Ele não teria saído daquele, ele estaria vivo ainda, eu...- Ei, ei. – senti Reita se remexer novamente sob meus braços, dessa vez conseguindo se afastar, mas apenas o suficiente para encarar meu rosto já novamente encharcado de lágrimas. – Não sei o que diabos aconteceu, mas não é sua culpa, pare com isso. Deus, aquilo me irritava. Será que não me deixariam nem mesmo me culpar? Ninguém sabia o que eu estava sentindo, ninguém podia ter alguma idéia. Por mais que fossem amigos do Aoi, não eram eles que haviam ficado tão dependentes dele, como eu havia ficado. E era tão ridículo como eu só havia descoberto isso agora. Ri de forma um tanto quanto cínica e me afastei de Reita. Eu preciso respirar. Todos aqueles sentimentos, angústias, estavam me sufocando por dentro. E eu só queria morrer, se toda aquela dor fosse passar. Passei a mãos pelo cabelo, bagunçando-os ligeiramente, e deixei um suspiro longo escapar por meus lábios. Eu não agüentaria mais aquela situação por muito tempo. Eu acabaria enlouquecendo.
- Uruha... – senti a mão do baixista pousar sobre meu ombro, e o encarei. E pelo olhar que ele me lançava, ele pareceu ter entendido que eu não precisava de palavras de consolo ou do tipo. – Vamos lá pra dentro. Acenti com a cabeça, logo me virando pra seguir pelo mesmo caminho que ele. Caminhamos lado a lado, num longo silêncio que se seguiu até chegarmos àquela maldita sala de espera. Assim que passamos pela porta, senti como se meu coração tivesse parado por alguns segundos, e depois voltado a pulsar, muito mais rápido que o normal.Um médico. Falando com o Kai. Dei passos apressados até alcançá-los, e ao ver as expressões confusas dos dois, arrisquei pensar que o médico ainda não havia dito nada.- Como ele está?! – perguntei aflito, antes que qualquer um dissesse algo antes.E mesmo vendo a expressão que o médico fez, segundos antes de entreabrir os lábios e começar a falar, eu já sabia a resposta.Aquele silêncio hesitante era a resposta que eu já sabia, mas não queria aceitar.E ao contrário do que imaginei, não houve soluços, gritos ou qualquer outra manifestação de inconformidade. No fundo eu já sabia que eu não teria outra chance. E a dor era tanta, que eu já não sentia mais. Podia ouvir as vozes de Reita e Kai, mas estavam distantes. Tão distantes que eu mal conseguir entender o que estavam dizendo. Então, como se meu corpo finalmente houvesse resolvido atender aos meus apelos, senti minha visão nublar.E quando tudo ficou escuro, a única coisa que pude desejar foi ir para o mesmo lugar que o Aoi.- Nee, Uru. - Hm? - Eu amo você. - Eu também amo você, Yuu.
Notas finais
Fim 8D
Sinceramente eu achei essa fic uma porcaria ._. Mas a Yue gostou, então tudo bem u-u~
O finl ficou meio forçado, porque eu realmente me forcei a escrever ele já que essa fic tava empacada desde o ano passado 8D'
Mas enfim, reviews, nem que seja pra concordar comigo que a fic tá uma porcaria .-.
Sinceramente eu achei essa fic uma porcaria ._. Mas a Yue gostou, então tudo bem u-u~
O finl ficou meio forçado, porque eu realmente me forcei a escrever ele já que essa fic tava empacada desde o ano passado 8D'
Mas enfim, reviews, nem que seja pra concordar comigo que a fic tá uma porcaria .-.
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