Upside Down

4 O tempo não para.


Já se passaram 20 minutos do horário que ela normalmente chega.

– Anne?! — Eu gritei à espera de uma resposta...sem sucesso. — Anne?! Porra.

Fui para casa. E dia após dia eu ia lá. Subia na arvore e esperava Anne, até que um dia enquanto eu estava na aula...

– Oi...- Alice, uma estudante da minha classe falou comigo.

– Oi.

– Posso te fazer uma pergunta?

– Pode.

– Por que sempre vai para o bosque e sobe naquela arvore ?

– Por que... eu... er... — Ela riu de mim, eu nunca tinha reparado nela mas... agora de perto ela era bonita, e sua risada era engraçada então comecei a rir junto. — Eu não sei — continuamos a rir.

– Quer sair comigo hoje? — Ela parou de rir e me perguntou com um lindo sorriso nos lábios finos. — Tipo... pelo menos não vai subir na arvore e tal...

– Hm... Não sei...

– Er... Ta bom. — Ela abaixou o olhar e seu sorriso despareceu.

– Para onde vamos? — Eu sorri

– Serio? — Pude ver o brilho em seu olhar.

– Sim.

– Sabe onde moro?

– Acho que sim.

– Me pega às oito

– Certo — Ela saiu praticamente saltitando.

–----------- 4 anos depois ----------------

– Mor. Acorda — acordei com Alice me cutucando.

– Já acordei, já acordei.

– Feliz 4 anos de namoro — Ganho um beijo.

– Para você também amor.

– Wake up! — Ela se senta na cama e puxa meu braço.

– Ah não amor.

– Awn. — Ela cruza os braços e faz beicinho.

– Ah não. — Cubro o rosto com travesseiro.

– Vamos... — Ela sobe em cima de mim e beija meu pescoço.

– Amor... — Eu fico arrepiado.

– Porf. — Ela lambe e mordisca meu pescoço. Me agarro às cobertas e ela percebe minha inquietação. — Awn... — Ela lambe meu pescoço até o lobulo da minha orelha mordiscando a mesma. Jogo o travesseiro longe a puxo pela cintura rodando para me manter por cima.

– Você vai se arrepender. — Um sorriso malicioso cresce em seus lábios.

– Acho que não... — Ela me puxa pelo pescoço me beijando intensamente.

Seguro suas mãos e puxo a alça do seu sutiã com a boca.

– Zero... — A beijo — Lembra do nosso primeiro beijo?

– Claro... — A verdade era que eu ão lembrava, na verdade não lembrava de quase nenhum momento com Alice.

– Foi d'baixo daquela arvore que você subia quando pequeno. — Aquilo em fez lembrar de Anne. Eu jamais a esquecera, as vezes me perguntava onde ela estava. Por onde andara... — Zero? Zero, ta me ouvindo?

– Estou, desculpa...

– Ah...

– É melhor você ir. depois nos falamos.

– Mas..

– Eu te ligo.

– O.k .

Só foi ela deixar meu apartamento que corri como nunca em direção ao bosque, em direção à arvore.

– Anne?! Anne?! — Por que eu estava gritando?! como se ela fosse brotar do meio das flores e responder.

– Zero...?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.