Ups And Downs: Todos Os Caminho Levam Ao Mesmo Fim
5 We gotta let it go before it all explodes
POV’S ADAM
Acho que esses últimos dias foram os mais estranhos da minha vida. É difícil a minha situação. Não sei como falo com o meu melhor amigo, e companheiro de quarto e de cama (ui!), porque a garota que eu gosto está apaixonada por ele. Não estou falando com a Emy, a traíra por quem estou apaixonado e queria dividir a cama (se é que me entendem... /Quinta Categoria feelings!), porque não consigo vê-la sem pensar que ela gosta do Nick. Mesmo assim desejo do fundo do meu coração apenas trocar uma palavra com ela.
A minha vontade era trancar Nick em um porão e prender Emy em uma casa comigo. Ela só sairia de lá quando tivesse esquecido o meu amigo e se apaixonasse por mim. Era um bom plano, mas não funcionava nem nos filmes, não funcionaria aqui também.
O pior de tudo é que eu não podia demonstrar nada para a Lils porque ela já tinha problemas o suficiente na cabeça.
Um dia, um maldito de um dia para ser mais exato, estávamos assistindo TV. Eu, Lily e Nick. Quando a Fany, meu chuchuzinho, e a Emy chegaram e sentaram-se no outro sofá. A morena imediatamente se levantou bufando.
Nick olhava sua namorada ir embora, indignado, foi quando explodiu:
- Volta aqui agora, Lilian! – Ela parou de andar, e voltou-se para ele com um meio sorriso no rosto, como se fosse rir.
- Desculpa, você ta falando comigo? – Ela perguntou irônica.
- Você é a Lilian aqui, não é? – Ela balançou a cabeça como forma de reprovação e continuou o seu caminho.
Nick estava descontrolado, inconformado talvez.
- Que porra está acontecendo aqui? – Ele gritou – Ninguém vai sair daqui enquanto alguém me esclarecer o que está havendo! – Nick nunca gritava, a não ser que ele estivesse muito bravo, e eu só o tinha visto assim uma vez em toda a minha vida.
Ele também se levantou e ficou no caminho da namorada. Que parou imediatamente e se pôs de braços cruzados em frente a ele.
- Você quer saber o que está acontecendo? Você quer mesmo saber a porra que está acontecendo aqui? – Ela também já estava alterada. – Acontece, que essa cretina fica se insinuando pra você!
- Como? – Nick e Emy juntaram suas vozes.
- Ontem foi a gota d’água! Ela sempre se troca no banheiro e aquele dia ela veio só de roupão pro quarto! Coincidência? Acho que não!
- Ah, por favor, Lils! – disse Nick com mais calma – Ela nunca faria isso! Eu sou seu namorado e você é a melhor amiga dela!
- Ela está sim se insinuando para você, Nick. – apoiei a morena.
- Não, não estou!
- Você nunca foi de abraçar ele e agora toda hora...
- Pelo amor de Deus, Lily! Você ainda não esqueceu isso? Foi um simples e inocente abraço!
- Não teve nada de inocente... – murmurou Lily.
- Claro que teve, foi só um abraço! – foi a vez de Emy. – Você está exagerando, Lily.
- Não estou não e você sabe disso. Não se finja de santa!
- Lily... – disse Nick se aproximando da namorada e pegando em suas mãos. — É com você que eu namoro.
- Então fala pra ela parar... – Ambos falavam baixo agora.
- Ela não está fazendo nada.
- Você não pode ser tão lerdo assim! – me intrometi.
A lerdeza de Nick era frustrante!
- O que? – ele me questionou.
- Você ainda não percebeu que...
Olhei para Emy, que olhava para mim com uma expressão de súplica. Não consegui continuar a falar, ela era tão linda... Por que simplesmente não podia ser minha?
- Deixa pra lá. Você vai acabar descobrindo de qualquer jeito.
Subi para o meu quarto, Kevin estava lá. Não pensei duas vezes: tranquei a porta. Não queria ver a cara do Nick, não queria ver aquela cara de bobo dele que não é nem um pouco mais bonita do que a minha. Deixá-lo de fora era minha horrível vingança por ele ter feito Emy se apaixonar por ele. Sou mau.
Umas duas horas depois, ouvi alguém batendo na porta: Era o cara.
- Adam? Kevin? Eu não to conseguindo abrir a porta... Tem alguém aí?
- Só tem maldade nesse seu coração. – Kevin me disse e eu ri.
- Adam, é sério não tem graça!
- Estamos presos. – inventei. – Acho que fechei a porta com muita força.
- Seu loiro burro! – ele falou isso e começou a rir. – Se bem que isso é pleonasmo.
- Falo aí, Sr. Inteligência.
- Kevin, bate nele por mim?
- Ta louco? Ele é três vezes maior que eu!
- Viadinho medroso!
- Drag Queen mal vestida! – disse Kevin.
- Que xingamento gay, mano! – Não pude deixar de falar, eu achei aquilo muito estranho, do fundo do meu coração.
Silêncio...
- Acho que você vai ter que dormir na sala.
- Claro que não, tenho namorada pra que? Boa noite.
- Cretino. – murmurei.
Deu para ouvir os passos de Nick indo embora.
- Por que você fez isso?
- Não sei... – Kevin ia abrindo a boca novamente, então continuei. — Não enche, cara. Tenho que estudar.
No dia seguinte, acordei e Kevin já havia saído. Eu estava sozinho. Me levantei, fui pro banheiro e voltei de lá cheirosão. Quando voltei para o quarto, tinha uma acompanhante.
- Por que você não disse pro Nick? – A voz dela parecia um bisturi, cortava tudo que estava por perto (ha, vou ser um ótimo médico).
- Emy, você não... Eu não estou falando com você! Vai embora.
- Não desconverse. Por que, Adam?
Ela chegou tão perto de mim que seria necessário apenas um pequeno movimento para que nos beijássemos.
- Eu... eu...
- E eu ainda não entendi porque você ficou tão emputecido com isso... Fala, Adam. – ela já havia se distanciado de mim para fechar a porta.
- Não te interessa.
- Claro que interessa, porque sou eu que estou correndo risco aqui, não sou? Você não tem nada a perder.
- Eu já perdi.
- O que?
- Nada. Você não entendeu, Emy? Fora do meu quarto!
- Você era meu melhor amigo, agora... – ela se aproximou novamente. – Eu te odeio.
- Que bom. O sentimento é mutuo. – Disse como se aquilo não significasse nada para mim e na verdade, era bem o contrário disso.
Ela me olhou ofendida e o próximo movimento era evidente: um soco bem dado na minha cara. Acho que tinha exagerado com a ultima frase, mas sempre fui assim, nunca soube quando parar.
A porta se abriu, fazendo aparecer um Nicholas muito feliz.
- Fizeram as pazes? – Perguntou ele sorrindo.
- Não. – Respondemos.
Emy andou para sair do quarto, mas no caminho parou ao lado de Nick e falou:
- Seu amigo é um idiota. – E foi embora.
- O que aconteceu?
- Pela milésima vez: Não sei, meu.
Saí do quarto também. Encontrei Lily lá embaixo.
- Bom dia! – disse ela e me deu um beijo na bochecha. – Ou não pelo estado do seu queixo.
- Bom dia. E pelo jeito pra você foi uma boa noite também. – E sim, eu estava com o queixo roxo do soco da Emy. Ela era magrinha, mas tinha força!
- Fiz as pazes com Nick, se é que você me entende.
- Ah... Tá bom, então... Er... Me perdi... Eu ia falar alguma coisa e... Mas que droga, você não precisava falar isso!
- Relaxa, loiro. Vem pro campus comigo?
- E o Nick?
- Vai ficar. Ele só tem aula depois do almoço.
O tempo que Lily e eu passamos juntos foi realmente muito bom. Era bom perceber que nem tudo mudara e que nossa amizade continuava a mesma. Éramos definitivamente melhores amigos e, nos últimos dias, temos passado muito tempo juntos!
- Hey, Lils, será que você pode me ajudar lá embaixo?
- Do que você precisa, amor?
- Hm, sou seu amor agora? – Brinquei, e ela tacou a borracha que estava em sua mão em mim.
- Cala a boca! Você entendeu! Imbecil!
- Calma, querida! – Falei em tom de zombação. – O meu problema se chama “louça”...
- Ah, nem vem! Já lavei a louça quando era sua vez, três vezes seguidas e você sabe que eu odeio isso!
- Ah Lils, por favor... Minhas mãos de médico não servem pra isso...
- Nem as minhas de advogada!
- Por favor, eu fico te devendo uma! – Eu já estava implorando, e eu sabia que ela faria! Ou melhor, ela sabia que era melhor ela fazer porque eu não pararia de encher o seu saco enquanto ela não dissesse sim. Quando eu não tinha esse corpo escultural, era mais ou menos assim que eu ganhava as meninas!
- Ah, mais que saco! – Ela passou por mim, e desceu as escadas em direção a cozinha. Eu a segui. — Eu não devia ser tão legal assim! – pondo a mão na massa.
- Mas você é, fazer o que!
- Não vem querer puxar meu saco, não! – É, ela está estressada de verdade.
- Tá bom, desculpa você não é!
- O que? Vai ficar me chamando de chata mesmo? Olha, que desse jeito eu não faço mais nada pra você!
- Ei, calma aí , gatinha... – Desencostei do batente da porta e fui ampará-la.
Alguma coisa estava errada. Quando ela está de TPM ela fica assim mesmo, mas ela já tava de TPM semana passada. Não me pergunte como eu sei disso.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntei já com a mão em seu ombro, olhando em seus olhos. Ela abaixou a cabeça e visivelmente segurou um choro. Eu não gosto de ver a palhaça da minha amiga assim! – Ei, calma aí Lily! O que está acontecendo? Conversa comigo, eu sou seu amigo esqueceu? – ela não respondeu, apenas me abraçou.
Eu a segurei com força, queria que ela soubesse que não estava sozinha. Eu sabia muito bem porque ela estava assim e como ela estava se sentindo.
Passei a afagar seus cabelos, e pude sentir meu peito molhar. Ela estava chorando. Eu não sabia o que falar, e apenas continuava a abraçando forte, acariciando seus cabelos que, por sinal, exalavam um cheiro muito bom que eu nunca tinha percebido antes, e que não queria parar de sentir. De certa forma, eu também estou deveras machucado, e aquele cheiro doce que vinha de seus cabelos me acalmava. Quase do mesmo jeito que o meu corpo a acalmava, já que pude sentir que ela havia parado de chorar.
Continuamos abraços. Continuei sentindo seu cheiro e ela, o meu corpo.
- Hãm, hãm! – Alguém pigarreou, mas Lily não se moveu. Virei meu rosto para o outro lado para ver quem era. Era o Nicholas com cara de poucos amigos. – Será que eu atrapalho?
Quando ouviu sua voz, Lily se soltou de mim sem nenhuma pressa, enxugou seu rosto molhado, ainda de costas para Nick, e passou por ele direto, subindo as escadas com certa pressa.
Nick manteve a mesma pose durante toda a cena, as mãos na cintura. Agora, ele me encarava.
- O que foi? – Perguntei.
Ele respirou fundo antes de me responder.
- Nada Adam, não foi nada!
- Que bom então! – eu o encarava com a mesma soberba.
Eu amo muito o Nick, sério! Se eu fosse uma mina todo mundo sabe que eu daria pra ele sem nem pensar nas conseqüências! Mas, como amigo, como irmão e como namorado ele tem pisado muito na bola!
Eu queria muito ser capaz de dar um toque pra ele, mas eu simplesmente não consigo! Eu não posso pedir pra ele se afastar de Emy porque ele é a única pessoa que ela tem agora! Mas dói demais ver esses dois juntos pra lá e pra cá, e não é só em mim! Dói em Lily também. E dói mais ainda saber que enquanto nós dois estamos na fossa, a Emy está tendo o que ela quer: o Nick!
Depois de uma intensa troca de olhares, Nick desistiu. E a mim, restou a louça, que foi lavada com muito desgosto pela minha pessoa.
(...)
As noites demoravam muito mais para passar do que as tardes. Durante a tarde, se não estou na aula, estou jogando alguma coisa, conversando com alguns amigos ou com a Lily. Antes eu tinha o Nick também, mas agora a Emy ocupa muito o espaço de sua agenda, enfim, durante a noite a TV é a minha única companhia e ela é muito chata! E como o sono não vem, só me resta ela...
Bati na porta, e não obtive resposta, resolvi abrir de fininho pra ver se ela estava pelo menos acordada.
Ela estava.
- Oi... Posso entrar?
- Claro, loiro! – ela sorriu pra mim. Entrei e me joguei em sua cama onde ela estava sentada.
- Tá melhor? – Nossa cara, eu sou muito fofo pode falar!
- Estou, seu abraço me fez bem. – sorri como resposta. – É difícil ter um milhão de amigos, um pseudo-namorado e ainda assim, se sentir só! – ela disse descontraída. Sim, ela melhorou!
- Ai, ai... Eu não sei o que significa “solidão” as mulheres não largam do meu pé! Acho que a mamãe passou mel! – eu disse convencido e ela riu.
- Ai, como é besta!
- Eu to mentindo?
- Mas é claro! Tem tanta mulher no seu pé, que você está no quarto da garota deprimida às dez horas da noite de uma sexta-feira! — Maldita! Ela adora me tirar!
- Desculpa, se eu te dei preferência dessa vez, ta? – fingi uma indignação.
- Ah, vai fazer drama agora? – Fiz que sim com a cabeça, enquanto cruzavas os braços e fazia biquinho. Porra, eu to virando viado! – Oh, meu Deus! Vem cá vem? – Ela me puxou pra um abraço e sem querer, ou querendo, não sei, encostou minha cabeça a uma região bem macia e farta de sua dianteira, enquanto afagava meus cabelos.
Ta, definitivamente eu não sou viado e se for pra ganhar isso como recompensa, farei esta cena com mais freqüência!
- Eita, o que é isso? – Fany abriu a porta e ficou parada lá, com cara de espanto.
- O bebê ta triste... – Lily disse e eu concordei.
- Ih, vocês dois são estranhos... – Fany disse entrando definitivamente no quarto e fechando a porta em seguida.
- O que foi, amor da minha vida? – Eu perguntei e ela disse “Aff” – Ta com ciúmes, coisa gostosa?
- Que isso! – Ela respondeu inconformada, partindo pra cima de mim e me socando de verdade – Retira o que você disse! – Ela continuava a me espancar, tudo o que eu fazia era tentar me proteger com os braços.
Lily morria de rir!
- Pede arrego logo, Adam! – Ela dizia, agora de longe, em sua cama só cabia eu e Fany.
- Arrego! – Tentei gritar dentre os socos.
- Eu acho bom mesmo! Seu bobão!
Lily ainda tentava respirar. Eu gosto de vê-la rindo e de irritar a Fany também, portanto...
- Ei, Fany!
- Que é? – Ela gritou.
- Me desculpa...
- Seu idiota... – Resmungou.
- Mas é que... Quando você me bate, eu gamo mais! – Eu terminei e Lily caiu na gargalhada de novo, desta vez, eu a acompanhei.
Fany parou imediatamente de guardar seus livros e virou para Lily com cara de súplica:
- Como você agüenta isso? – Lily não parava de rir. – Aff, Lily! Você já foi mais legal! Já foi mais legal... Tô te falando!... – Ela disse e saiu do quarto resmungando.
- Ai... Enfim, ar! – Lily disse depois de um longo suspiro.
- Ela ta na minha, né?
- Nossa totalmente na sua! – ironizou.
- Mas então, agora você já riu bastante né? Agora pode começar...
- Começar com o que, Loiro? – disse ela encostando-se a sua cômoda que ficava em frente a cama onde eu estava muito bem acomodado, obrigado.
- Por que a senhorita estava chorando há algumas horas atrás?
- Ah, porque eu sou besta! – disse com descaso.
- Ah pelo amor de Deus, fala algo que eu não saiba, por favor, né! – ela me mostrou a língua me chamando de idiota.
- Mas é sério, não liga pra aquilo... Eu estou bem, de verdade...
- Sei... E cadê o Nick?
- Não sei, pergunta pra Emy! – Agora ela voltou a se irritar. – Eu to até com nojo desse nome!
- Calma, você sabe que não adianta ficar assim... – Quem eu estou tentando enganar? — Mas você o Nick não tinham feito as pazes?
- Naquele dia a gente fez...
- Por favor, me poupe dos detalhes! – Eu disse com nojo e ela riu baixinho.
- Então, fizemos as pazes. E ele é o meu Nick quando estamos sozinhos, só que ele tem ficado mais com ela do que comigo, e como eu não falo mais com aquela traíra, nunca estamos perto... – Ela abaixou a cabeça e continuou num volume menor – Acho que estou perdendo meu namorado...
- Ei, para com isso meu! Levanta essa cabeça! – Ela tentou sorrir. – Vem cá, senta aqui. – Eu batia na cama indicando onde ela deveria sentar.
Ela se sentou e eu passei o braço em volta de seus ombros.
- Preciso te contar um segredo. – ela sorriu. E eu me aproximei para cochichar em seu ouvido... Aquele cheiro me tomou. E eu esqueci o que eu ia falar. Sem dar por mim, fiquei cheirando-a.
- Vai ficar me fungando, mesmo? – Ela disse rindo e me chamando pra Terra. Fingi que foi proposital.
- Calma, faz parte do suspense! – ela riu. – O Nick te ama... – Eu disse por fim.
A porta mais uma vez se abriu, ê quarto movimentado!
- Amor, eu preciso saber se... – Nick entrou olhando para um CD que estava em suas mãos, mas assim que nos viu abraçados, fechou a cara. – Nossa, mas será que eu atrapalho de novo?
- Não, meu caro, estávamos justamente falando sobre você.
- Ta, sei...
- É verdade Nick, mas... Desculpa Adam, eu não acredito mais no que você acabou de me dizer... – Ela disse e mais uma vez se levantou e saiu.
Nick me olhava e mexia sua cabeça em sinal de reprovação.
- Que foi, brother?
- Eu não posso nem dizer que não foi nada de novo, né Adam? – Ta, ele ta com ciúmes. Sinceramente, ele não tem nem direito de sentir ciúmes da gente, somos apenas amigos, ao contrário dele e daquela outra linda lá.
- Mas não foi nada!
- Sabe quantas vezes eu falei com a minha namorada hoje?
- Não...
- Nenhuma! – Ele entrou no quarto e fechou a porta. – E sabe com quem ela estava todas as vezes que eu tentei me aproximar? – Eu respirei pra responder, mas ele não me deu tempo. – Com você! – Ele respirou fundo, já estava vermelho. Ele está muito esquentadinho pro meu gosto. – Agora me responda, você acha isso certo?
- Acho, ou você preferiria que ela ficasse sozinha? Por que é assim que ela está meu amigo. Você não está dando assistência!
- Eu não dou assistência? O que você quer dizer com isso? Pelo amor de Deus, vocês não ficaram juntos, né? Se ficaram, eu arrebento a sua cara agora!
- Baixa a bola aí, meu! É óbvio que nós não ficamos e nem vamos ficar! Relaxa!
- Relaxa? Você não entendeu a mensagem ainda? Eu quero você muito longe dela!
- Nicholas, ela é minha amiga, caralho! A melhor que eu tenho! E sempre foi assim e sempre vai ser! Ao invés de você vir até aqui me encher o saco, por que você não muda as suas atitudes ao invés de ficar fazendo a menina sofrer?
- Quem ta fazendo alguém sofrer aqui? Ela me ama, eu a amo, ta tudo certo! Ela não precisa de mais ninguém, porque eu sou tudo pra ela!
- Aff, você ta ouvindo as palavras que estão saindo da sua boca?
- Adam, escuta aqui... – ele finalmente passou a falar como uma pessoa normal e se sentou do meu lado – Eu não estou aqui pra saber o que você ta pensando sobre isso, eu só te quero longe, mas muito longe mesmo, do que é meu!
- Mais uma vez, porque eu acho que se tem alguém aqui que não está entendendo as coisas, esse alguém é você! Enfim, você está se ouvindo? Você não era assim, Nicholas. Pensa só um pouquinho, uma vez na sua vida, e não vai ser difícil compreender que você está errado e ta deixando a Lily, minha melhor amiga, pessoa que eu nunca vou abandonar, de lado!
- Isso não é verdade, e você acha que isso te dá o direito de roubar a mulher alheia? Logo você, cara? Meu irmão, meu parceiro! Minha mina! – Eu comecei a rir.
- O que? Eu? Roubar a sua namorada?
- É exatamente isso que você ta fazendo, e eu não vejo graça!
- Nick, só vou te dar um toque! Do jeito que você ta fazendo a carruagem andar, não vai precisar que ninguém a roube pra você a perder...
- O que...? – Ele ia dizendo, mas...
- Meu! Esse quarto nunca fica vazio, não? Eu quero ouvir meu Super Junior em paz!
- Fany, delírio em forma de mulher... – eu disse encerrando assim a discussão.
- Cala boca, seu... Seu ordinário! – O ódio era evidente em suas palavras.
- Ordinário? – perguntei entre risadas.
- Aprendi hoje. — Ela esboçou um pequeno sorriso, que logo sumiu. — Agora sai daqui, moleque!
- Você prefere esses viadinhos a mim?
- Super Junior não é viado.
- Ah, é sim!
- Você não sabe do que você ta falando!
- Claro que eu sei, eles são gays e se relacionam entre si e quando... – Não tive tempo para concluir minha tese.
Fany começou a me bater novamente e desta vez, com um pouquinho mais de força. Acho que o novo passatempo dela é me fazer de saco de pancadas, tenho as marcas até hoje...
- Retira o que disse! Retira o que disse!
- Eles são super machos, pronto, falei.
- Agora...
- To saindo.
Não tinha percebido, mas o Nick já havia saído há algum tempo.
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