Notas iniciais
Desculpem se ficou muito curto Ç.Ç é que eu fiquei sem idéias depois Ç.Ç
Acordo com o simples barulho da chuva lá fora, meu sono é bem leve. Lembro-me do acordo com Murdoc ontem de noite e vou ate o quarto do cretino satanista.

Quando chego em seu cômodo, percebo que ele dormiu na mesma posição de antes. Abraçado a robô, com o rosto oculto.

— ei, cara... — eu o cutuco — é hora de cumprir o trato.

Murdoc grunhe e me dá um soco no nariz, depois volta a sua posição inicial.

— Ah, Porra, me deixe dormir...

— Murdoc! — berro

O baixista se volta para mim finalmente. Com uma expressão dura, mas se olhar em seus olhos com atenção, dá para ver que está sofrendo com a idéia.

— tudo bem... — diz de levantando e pegando a Cyborg no colo. Essa está com olhos falsos fechados, como se dormisse — vamos ao quarto de máquinas.

Pegamos o elevador para o andar do quarto. Murdoc olha com tristeza para a robô, depois mira o chão.

— sente muita falta dela? — pergunta o satanista.

— sim — respondo sentindo dor por não tê-la ao meu lado para dizer o que disse — eu... Gosto dela...

Murdoc me olha e levanta uma sobrancelha. Eu apenas assinto. E então chegamos ao andar do quarto das máquinas.

A nossa casa é cheia de vidros, portanto a maior parte dela é iluminada pelo sol. É o caso do quarto onde estamos. Dá para ver o leste inteiro da ilha.

Assim que chegamos no quarto, Murdoc se dirige a uma enorme capsula que mais parece um sarcófago egípcio, porém, esse é totalmente azul.

O cretino abre as portas da capsula e revela seu interior branco. Coloca a Cyborg la dentro e ordena que ela "acorde".

— Cyborg Noodle, — ele começa quando ela abre os olhos — ordeno que fique aqui até que eu solicite sua ajuda de novo.

— claro, senhor — ela diz com uma imitação perfeita da voz da verdadeira guitarrista. Esse fato me causa arrepios.

A farsa fecha os olhos e cruza os braços. Murdoc fecha as portas da capsula e mira o chão.

— vai ter que esquecê-la — digo.

— eu sabia que um dia eu teria que fazer isso...

Olho pela parede de vidros atrás de nós. Logo uma coisa surpreendente acontece. Vejo um gigante gordo e moreno emergir da água. Russel! E reparo no topo de sua cabeça uma silhueta magra de cabelos molhados, segurando uma arma.

Arregalo os olhos. A sombra do gigante faz o quarto ficar escuro e chama a atenção de Murdoc. Esse agora volta seu olhar para o causador da penumbra.

Não consigo acreditar no que estou vendo, pois quando o gigante se aproxima mais da ilha, consigo identificar a silhueta de antes. É Noodle.

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Russel finalmente põe os pés na margem da praia, mostrando seu tamanho gigantesco.

— Murdoc, — começo a dizer, nenhum de nós consegue mover um músculo — acho que deveríamos ir ate lá para evitar que Russel PISE em alguém.

Murdoc assente e nós dois corremos para pegar o jipe. Dessa vez, o cretino assume o volante. Fazemos o mesmo trajeto de sempre para descer a montanha, mas dessa vez, sem freiar muito.

Depois de descer a montanha em mais velocidade que o normal, atravessamos a cidade quase voando sobre os pneus. O trajeto todo deve ter durado cerca de um minuto e meio. Batemos um recorde.

Chegamos aos pés do gigante que ficou parado no mesmo lugar desde que saíram da casa. Parecia que o grandalhão estava admirado com o tamanho de Plastic Beach. E ele tem motivos para ficar admirado, pois, por mais isolada que seja, Plastic é do tamanho de dois terços da ilha de Macchu Picchu.

Paramos o carro e saímos. Eu e Murdoc nos entreolhamos e depois olhamos para Russel. "Como dizer para essa coisa enorme que estamos aqui?" Pensei.

Acho que Murdoc pensou o mesmo, pois pegou duas folhas de palmeiras ali perto da beira da praia e as quebrou no meio, fazendo uma ponta. Pareciam levemente com lanças agora.

-Faceache, — diz e me estende uma das lanças. — cutuque seu tornozelo.

— o meu tornozelo? — me assusto com a ordem.

— o seu, não! — ele ruge e bate em minha cabeça com a lança de palmeira — Porra, o de Russel!

— tudo.. Tudo bem...

Começamos a cutucar o tornozelo do gigante, mas ele não percebe. Murdoc ruge.

— porra, Russel! — ele grita e pressiona a "lança" com muito mais força no lugar onde estávamos batendo.

Russel dirige seu olhar para o chão e procura algo que tenha feito cosquinhas em seu pé. Logo o grandão avista o jipe e procura por nós. Eu e Murdoc começamos a gritar seu nome em vão até que Russel se ajoelha, me causando medo. "Que bom que ele não nos esmagou" penso aliviado.

O gigante ajoelhado finalmente nos enxerga, Noodle logo acima de sua cabeça.

— Russel! — Murdoc grita para que o grandalhão ouça — O que aconteceu?

— Uma longa história. Muito longa — o grandalhão repete. Sua voz é grossa e ficou mais alta junto com seu tamanho.

— Conte-nos tudo!

— Antes, — ele assume uma expressão dura — subam nas minhas costas. Precisamos sair daqui.

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Estamos agora, nas costas de Russel. Murdoc está apoiado em seu pescoço e eu estou à seu lado, Noodle está deitada com a cabeça sobre meu colo. Ela está adormecida.

Acaricio seu rosto. Essa é a verdadeira Noodle. Ela está aqui. Ela não morreu. Mas, como? Como ela sobreviveu? A ilha flutuante caiu e eu vi com os próprios olhos.

Estávamos gravando a música Feel Good Inc. Mas a pequena foi atacada pelo exército japonês, que já a caçava fazia tempo. Então a ilha flutuante onde ela estava, caiu.

Lembro da minha agonia naquele momento, minha angústia, minha enorme vontade de ir salvá-la. Mas eu não pude fazer nada. Apenas a assistir cair para a morte.

Mas ela está aqui. Não consigo acreditar de tão grande que é a felicidade que sinto.

Depois de alguns minutos nos afastando de Plastic Beach, Noodle começa a acordar e meu coração bate mais forte.

— 2... 2D-san... — ela fala ao abrir um pouco os olhos e me ver.

— Noodle.

Não me contenho, me abaixo e a beijo suavemente.

— Eu senti sua falta, miudinha. — eu a chamo pelo apelido que dei a ela quando nos conhecemos.

— N... Não sou... miudinha... — ela diz com uma voz fraca de sono.

— Sim, você é...

Eu a beijo de novo e dessa vez a ficha pareceu cair para ela. A japonesa cora.

— 2D-san, o que é isso?

— Noodle, eu... Eu senti sua falta mais que o normal... Eu... Te amo muito.

— 2D-san...

Eu coro e levanto a cabeça para que ela não veja meu rosto envergonhado.

— Já terminaram com o namorico? — Murdoc resmunga, mas assim que olho para ele, o mesmo desvia o olhar para o horizonte. — e você, pequena? Como sobreviveu?

— Bem... — ela começa a dizer — Eu não sei como sobrevivi à queda. Acho que fui salva por algum ferro ou algum pedaço da ilha deve ter caído antes de mim e amortecido minha queda.

— E essa roupa? — aponto para seu vestido branco, que acaba em seus joelhos e é cheio de bolsos.

— Russel me achou vagando por aí e nós fugimos para o interior do Japão, que era o lugar mas próximo de onde estávamos.

— Grande idéia — Murdoc diz, irônico.

— Era o lugar mais próximo — Noodle enfatiza.

— Mas pelo menos vocês sobreviveram.

Ao dizer isso, aliso seu cabelo e ela cora novamente. Ela fica linda assim.

Notas finais
Anseiem pelo próximo capítulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.