Up All Night - 2 Temporada
2 Hotel
Zayn narrando:
- Todos no ônibus? — Paul gritou, procurando por cada um dentro do ônibus.
- Sim, vamos logo antes que elas ataquem o carro — Juliana falou, subindo no ônibus e se sentando ao meu lado. Ela não gostava muito das fãs que corriam atrás de nós.
Paul revirou os olhos e foi falar com o motorista. Iríamos para o aeroporto pegar um vôo para o próximo show.
- Esse show foi mais cheio do que o primeiro — Harry comentou, pegando seu travesseiro na mochila e colocando-o entre o ombro de Aline e ele.
- Eu acho que vai ser assim sempre — Liam comentou, deitado no colo de Lorena — Quer dizer, a tendência é melhorarmos, certo?
- Sim — Niall colocou batatas fritas na boca e continuou — Imagina que louco o mundo inteiro nos conhecendo?
- Ou o mundo inteiro te alimentando? — Louis perguntou, fazendo com que todos rissem.
Depois de um tempo de conversa nós apagamos as luzes do ônibus e ficamos em silêncio. Provavelmente a maioria dormia ou ouvia música, como Juliana, que agora tinha pego a mania de deitar em mim em todo o lugar que parávamos. Era estranho, a gente nunca tinha ficado (mesmo eu me sentindo muito atraído) e ela sempre teve toda essa intimidade.
Mais uma hora de ônibus e chegamos ao aeroporto. Odiava ter que andar cheio de seguranças e odiava mais ainda não poder falar com as fans que esperavam lá fora, então a hora que desci tentei ser o mais simpático possível. Sorria, acenava e tentava responder o máximo de perguntas possível. Ao meu redor os meninos faziam a mesma coisa. As garotas não desciam com a gente, esperavam a multidão se afastar um pouco.
- E você e Juliana, como estão? — Louis perguntou quando conseguimos sair do meio das pessoas.
- Ela é só minha amiga — falei, parecendo indiferente — E Laís?
- Provavelmente a gente ainda vai se matar — ele sorriu — mas eu sei que ela gosta de mim.
- Ótima maneira de demonstrar isso — eu ri, lembrando do quanto de briga que acontecia com os dois, e os motivos eram sempre idiotas, como "Louis, você ta usando meu fone de ouvido".
Esperamos as meninas chegarem e embarcamos. Iríamos para Austrália. O vôo foi rápido e logo descemos. Paul nos levou até o hotel (onde tinha mais pessoas gritando). Entramos e esperamos nos darem a chave do quarto. Paul voltou com cara de preocupado.
- Temos 5 quartos — ele falou, coçando a cabeça, como se pensasse em como resolveria aquilo.
- Mas somos 10! — Juliana exclamou — Paul, por favor.
- Você trouxe a pirralha e agora ela fica reclamando — Harry revirou os olhos.
- Desculpa aí se você curte uma velha com tudo caído já — Juliana rebateu.
- Chega! — Paul elevou a voz — o negócio é o seguinte: vamos ficar aqui por 5 dias, hoje vocês dividem o quarto e amanhã eu tento fazer com que eles arrumem mais 5, tudo bem?
Todos se olharam e ficaram em silêncio. Paul considerou aquilo como um "Tudo bem" e destribuiu as chaves.
- Então serão: Laís e Aline, Lorena e Nayara, Harry e Louis, Niall e Liam e... Zayn e Juliana.
Arregalei os olhos pra ele, tentando mostrar que não era uma boa ideia, mas Juliana sorriu e pegou a chave da mão dele. Pensei ter visto ela sussurrar "obrigado" mas ignorei aquilo.
- Eu tomo banho primeiro — ela falou, correndo pro banheiro. Não tive nem tempo de argumentar.
O quarto era grande, com só uma cama (pensei em como Juliana dormiria no sofá), cheio de quadros. O chão era carpete e tinha algumas luzes espalhadas por ele (nem quero saber por qual motivo).
Deitei na cama e pensei o quanto minha vida tinha mudado em apenas alguns meses. Devo ter pegado no sono porque acordei com ela enrolada na toalha me chacoalhando.
- Cadê as malas? — ela perguntou.
- E eu que sei? — respondi, de mau humor por ser acordado.
- Então eu vou dormir sem roupa — ela fez bico.
- Ta bom — sorri e esperei pra ver sua reação. Pra minha surpresa ela realmente iria tirar a toalha. Me virei pro lado e gritei — espera! Estão debaixo da cama.
Ela riu e as pegou.
- Vai pro banheiro — ela falou.
- Por que?
- Porque eu vou me trocar! — ela falou como se fosse algo óbvio.
- Ué, vai você pro banheiro.
- Que inferno Malik! — ela voltou pro banheiro batendo os pés. Era engraçado irritá-la.
Dez minutos depois Juliana apareceu com uma regata e um shorts curto, o cabelo molhado e solto. Ela pulou na cama ao meu lado, deitou e falou:
- Sua vez.
- Vez do que?
- Do banho.
- Vou fumar primeiro.
Ela franziu a testa e se sentou.
- Não, não vai.
- Você não fuma, não entende a necessidade. — falei, me irritando.
- Eu não quero saber da sua necessidade. Você não vai fumar. Fumante fede — ela fez uma careta e continuou — e se precisar eu te amarro aqui.
- Duvido — falei rindo e me levantei. Ela levantou a sobrancelha e pulou nas minhas costas.
- Entendo que isso foi um desafio — ela mordeu minha nuca e riu — e eu amo um desafio.
Fiz com que as pernas dela se soltassem da minha cintura e a derrubei na cama.
- Você tem 16, não tem nem chance comigo — provoquei.
- Ta bom — ela fez bico e apagou as luzes.
- Juliana? — chamei, não acreditando que tinha sido tão fácil.
- Sim?
- Eu vou lá fora ta.
- Ta.
Acendi as luzes e procurei por meu maço. Não achei. Juliana fingia estar dormindo mas o cobertor se mexia conforme ela ria.
- Me devolve — falei, agora perdendo a paciência.
- Vem pegar — ela riu mais e me mostrou o maço. — Eu só tenho 16 não é mesmo?
Sem pensar me joguei na cama e pulei em cima dela, tentado puxar o cigarro. Em algum momento que não percebi ela ficou em cima de mim e me encarou. Pude sentir sua respiração no meu rosto, pude ver cada detalhe dela, seu perfume perfeito, sua pele macia, tudo me de convidava para beijá-la. Ela percebeu, pois foi se aproximando de mim. O único som do quarto era o de nossas respirações, que agora ficavam mais rápidas. Eu estava a apenas alguns centímetros de sua boca quando bateram na porta. Ela saiu de cima de mim. Xinguei mentalmente quem quer que fosse e me levantei para abrir a porta. Era Paul.
- Fala.
- Só vim te falar pra ter juízo — ele disse — ela ainda é menor de idade.
"Se você soubesse o quanto ela é safada e madura você não iria se importar"pensei.
- Ta, boa noite — respondi e fechei a porta.
Olhei pra ela e vi o cigarro do seu lado... Dentro de um copo de água.
- Eu nem queria mesmo — revirei os olhos.
- Que bom — ela sorriu. — Tome banho e durma cheirosinho.
- E desde quando eu sou fedido?
- Faça a barba também — ela falou, se ajeitando para dormir.
- Juh, essa é minha cama. — falei, ignorando.
- Me chamou de juh, que fofo — ela riu — Bom, não espera que eu durma no sofá, espera? Mas pode dormir aqui, se souber controlar seu amiguinho. Sabe, não quero ser incomodada por algo durante a noite e...
- O sofá é confortável — falei, rindo das besteiras dela.
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