Notas iniciais
Eu quero dedicar o capítulo pra Rafa que recomendou a fic, yay! Faz algum tempo e eu também deveria ter atualizado a fic antes... Mas prometo que o próximo capítulo chegará antes do próximo episódio de Glee (; Enjoy

Capítulo 4

“Rachel, tá tudo bem?”

Fazia cerca de quinze minutos que havia encerrado a ligação e ela continuava parada, encarando o vazio.

“Rachel?”

“Ele mentiu pra mim”, ela disse simplesmente.

Artie rolou sua cadeira para ficar mais perto de sua melhor amiga. Eles se conheceram um ano após a cirurgia de Rachel e demorou bastante para que ela se abrisse para ele em relação a isso, mas se tornaram bem próximos de forma que a morena era até considerada como tia de Lucy, filha dele com sua esposa Tina, que também havia se tornado grande amiga dela.

“Finn?”, ela assentiu. “O que houve?”

“Eu liguei pra ele. Ele... Ele me disse que tinha ido para Ohio porque a irmã dele estava doente e eu queria saber se estava bem com ela e um menino chamado Josh atendeu e disse: Meu pai saiu e esqueceu o celular... Finn tem um filho e não me contou! Duvido até que ele tenha ido por causa da irmã”.

Sua respiração falhava e ela se segurava para não chorar. Não que achasse um problema ele ter um filho, apesar da informação ser nova, ela só teria que se acostumar com a ideia, mas ele havia escondido aquilo dela, como poderia confiar nele novamente? E ainda haviam outras questões: Se ele tinha um filho, o menino obviamente tinha uma mãe. E se ela ainda estivesse presente na vida de Finn? E se todo o tempo que passaram juntos nas últimas semanas tiverem sido uma completa mentira?

“Você tem certeza que era filho dele? Pode ter sido um amigo fazendo uma brincadeira e a irmã dele pode estar doente de verdade”.

“Era voz de criança, Artie”, ela o encarou pela primeira vez desde então. “E se ele estiver escondendo mais alguma coisa de mim? E se ele tiver mais filhos distribuídos pelo país? Pior: E se ele for casado? Eu não quero ser a outra da relação!”

“Mas pelo o que você me disse, vocês não estão em uma relação”, falou Artie tentando vários argumentos para poder consolar a amiga.

“Eu sempre fui apaixonada por ele, desde que eu o vi pela primeira vez”, suspirou deixando as primeiras lágrimas caírem. “Eu nunca achei que ele fosse falar comigo algum dia porque ninguém falava comigo e quando ele começou a se aproximar de mim, eu sempre preferi que ele fosse meu amigo do que nada... E quando eu o reencontrei aqui em Nova York em pensei que as coisas fossem ser diferentes, e-eu realmente tive esperanças, sabe? Agora eu me odeio por isso”.

“Não se odeie por acreditar no amor, Rachel... Isso tudo pode até ser um mal entendido e você está se maltratando por nada e você também não sabe o lado dele da história”.

-

Finn abriu a porta de vagar e tentava fazer o mínimo de barulho possível. Todas as luzes estavam apagadas em sua casa e a única coisa que iluminava a sala era a televisão que passava um filme qualquer.

“Josh?”

“Ele está dormindo na sua cama com a nossa mãe”, respondeu Marley.

“Melhor assim”, disse, sentando-se na outra ponta do sofá e soltando um longo suspiro.

“O que foi que aconteceu? Você saiu correndo daqui e parece exausto”.

“A Quinn... Ela dirigiu alcoolizada e sofreu um acidente, agora ela tá em coma”.

“O que aconteceu com a minha mãe? Ela morreu?”, perguntou um Josh sonolento, vindo da porta do quarto.

Finn não sabia como tratar de um assunto tão delicado com seu filho. A única coisa que vinha a sua cabeça no momento foi quando recebeu a notícia que seu pai tinha falecido após ter um ataque cardíaco quando tinha apenas nove anos de idade. Marley era apenas um bebê de 10 meses e não tinha nenhuma lembrança dele em sua mente, talvez por causa disso ela era a única pessoa chorando naquele momento.

Finn fez sinal para que Josh sentasse em seu colo e assim o menino fez, o encarando com olhinhos assustados, esperando que seus piores pensamentos não fossem verdade.

“Você tem que ser forte, okay?”, seu filho não dissera nada, nem se movera. “Sua mãe sofreu um acidente de carro e está em coma no hospital”, disse, escondendo o real estado dela que causou o acidente, ele não precisava saber.

“O que é coma?”

“Ela ainda está viva, mas está inconsciente porque o cérebro dela sofreu um impacto muito forte. Não se sabe por quanto tempo ela ficará assim... Algumas pessoas ficam em coma por semanas, meses, ou até mesmo anos”.

“Eu tenho certeza que ela vai sair dessa”, disse Marley, que até então estava calada.

“Eu também tenho”, disse Josh se aninhando em seu pai e Finn podia sentir as lágrimas silenciosas de seu filho molharem seu peito.

“Você quer visita-la?”, perguntou apertando-o mais para junto de si.

“Não, eu não quero lembrar dela mal no hospital... Quando ela acordar vai ser melhor, e ela vai fazer cookies pra mim e tudo vai voltar ao normal”.

“Vai sim, tudo vai voltar ao normal”, falou. “Josh, então amanhã nós vamos para Nova York, okay? Eu tenho que voltar por causa do meu trabalho e você vai comigo”.

-

Já era de manhã, e ele estava na cozinha comprando passagens para ir para sua casa com Josh naquela tarde. Sua mãe e sua irmã já haviam saído e o combinado era que elas passariam o natal com eles e ele queria que Rachel estivesse junto. Assim que chegasse em casa, ele contaria toda a verdade a ela. Seu medo é que ela desistisse de ter qualquer coisa com ele por causa disso.

Ouvira seu celular tocar. Era a música destinada para quando Rachel ligasse e ele não conseguia achar o aparelho. Seguiu o som do toque e o encontrou no meio dos brinquedos de Josh.

“Finn?”

“Oi, Rachel! Eu realmente precisava ouvir sua voz...”

“E sua irmã está melhor?”

“A Marley? Sim, sim, ela está...”

“Hm...”

“Algum problema, Rach?”

“Eu não quero falar sobre isso pelo telefone”.

“Agora fala”.

“Ontem eu te liguei e um menino atendeu... Ele disse que era seu filho”.

Merda! – Pensou. Não era para ela ter descoberto dessa forma. Ele tinha que ter contado antes, ou não deveria ter esquecido o celular em casa.

“Você ainda tá aí?”

“Eu não queria que você soubesse desse jeito, eu...”

“Como você quer que eu acredite em você agora, hein? Você era a pessoa em que eu mais confiava, Finn. Agora eu nem sei mais quem você é”.

“Eu continuo sendo o mesmo, só que com um filho! Eu estava com medo da sua reação, eu sinto muito, mas eu sei que você vai adorar conhecê-lo”.

“Eu não quero mais te ver, eu...”

“Por favor, não diga isso!”

“Eu preciso de um tempo pra pensar”.

“Tudo bem, eu entendo”.

Finn desligou o celular e começou a catar as peças de lego que estavam espalhadas no chão. Ele falhou. Ele deveria ter contado a ela. Rachel se abriu para ele, contou coisas que nem mesmo Artie sabia e ele foi incapaz de fazer o mesmo. Ela merecia saber de toda a verdade e ele a queria fazendo parte de sua vida, mas no fundo ele sabia que ela seria dele, assim como sentia que Quinn despertaria do coma.

Levantou-se e voltou para o notebook, já sabia o que escreveria em sua próxima coluna.

Notas finais
Too much drama... Mas essa é uma fic feliz, okay? Okay.
* No próximo capítulo teremos a Marley com alguém.. Essa é uma fic Finchel, então será super secundário, porém necessário.
* Espero que estejam gostando (:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.