Unusual Love
4 Capítulo 4 - Mudança de ares
Notas iniciais
Senti gotas de chuva caindo pelo meu rosto, encharcando meu cabelos e roupas, comecei a despertar e senti que não estava mais em minha cama, sentia a grama misturada com terra molhada em baixo de mim. Despertei rapidamente e assutada rezando para estar sonhando, porém estava muito real e eu tinha certeza que não estava.
A marca no meu pulso estava coçando mais do que nunca, come se estivesse chamando por alguém. Paro para analizar o local e percebo que eu estava dentro de uma floresta no meio da madrugada, como eu fui parar ali? Não tenho ideia.
Escutei barulhos vindos de algum lugar atrás de mim, me virei assutada mas não encontrei nada. Vi uma sombra se mechendo e entrei em pânico. Eu saí correndo e escutei passos atrás de mim, a coisa era mais rapida que eu, e tinha certeza que ela não estava com boas intenções.
Eu corri o mais rapido que eu pude, mas com meu maravilhoso e abençoado equilibrio tropecei e cai com tudo, ralando os meus joelhos e minhas maos.
Olho para trás e vejo um homem alto, aparentemente loiro, não tenho certeza, no escuro fica muito dificil definir. Mas uma coisa eu tenho certeza seus olhos sao de um vermelho sangue, e me olhavam famintos.
Assustada me arrastei o quanto pude para trás, para o mais longe do monstro.
Ele hesita em me atacar e me olha com raiva.
- Você deu sorte que ultrapassou a fronteira menina – falou a coisa, porque aquilo não era humano de jeito nenhum, enquanto dava as costas e sumia correndo pela floresta.
Levanto meio tropega e continuo correndo na direção oposta da do monstro, obviamente cai algumas vezes.
Ao longe, havisto algumas luzes e saio correndo até elas com esperança de estar perto de casa. Porém eu encontro uma pequena vila, digamos assim. Pois as casas eram simples, mas modernas.
Chego perto e começo a entrar em desespero. Não estou perto de casa, definitivamente não é Forks. Começo a chorar deixando o desespero me invadir, provavelmente eu nunca mais volte para casa. Minha mãe está gravida e certamente precisa de minha ajuda, somente Phill não dará conta, ele precisa trabalhar.
- Menina? Você está bem? – pergunta uma voz gentil e feminina.
- Estou, eu acho... – disse com a cabeiça abaixada, sem olhar para o seu rosto.
- Você não foi muito convincente – riu. Uma risada suave e doce.
Levanto a cabeça e encontro uma mulher de aparentemente uns 25 anos, cabelos castanhos e lisos caindo abaixou do seu ombro. Me lançava um olhar gentil com seus grandes olhos castanhos.
- Você não é daqui – afirmou – se fosse eu concerteza me lembraria. Meu nome é Ângela, e o seu?
- Isabella, mas eu prefiro Bella – respondi.
- Bom, Bella você está perdida? Se você quiser pode ficar em minha casa esta noite e, amanhã, te ajudo a voltar para casa.
- Em que lugar exatamente eu estou.
- Darkvill – eu acho que Emily não estava tendo alucinações, e isso realmente me preucupa.
- Ok – falo preocupada – eu acho que não vai dar p eu voltar p casa, eu realmente estou bem longe.
- Não tem problema – diz Ângela sorrindo – eu e meu marido te ajudamos, não há problema nenhum.
- É porque você não sabe o quão longe eu estou – falo baixinho.
- O que disse? – pergunta confusa.
- Nada – falo apressada – disse que estou realmente longe de casa, não daria para vocês me levarem.
- Mas a minha oferta de você ficar lá em casa ainda está de pé, sabia que você deu sorte não é? Eles poderiam ter matado você. É perigoso andar do outro lado da fronteira, ainda mais a noite. – disse me dando um olhar de reprovação.
- Eles quem? – pergunto.
- Você não sabe? – Ângela questiona surpresa – onde você se escondeu por esses anos para não saber?
- Eu disse que morava longe.
- Eu não imaginei que era tanto – coça a cabeça – não é seguro conversarmos sobre isso aqui, vamos lá para casa.
Quando chegamos la ela me mandou tomar um banho e trocar de roupa, para não correr o risco de pegar um resfriado. Aqui não é muito diferente de onde eu moro, o estilo das casas é quase o mesmo, os móveis também, tem eletricidade. Praticamente igual. Que nem as roupas, elas são do mesmo estilo das que existem no “ meu mundo”( foi assim que eu batizei esse lugar, ja que eu não sei o quão longe eu estou de casa).
Desci até a sala e fui bem direta.
- Onde eu estou – exigi.
- Isso eu ja te falei. Está em Darkvill – respondeu sorridente,
- Eu quero saber oque está acontecendo, pois eu estou perdida.
- Faz muito tempo que vem acontecendo isso. Por isso vou falar no geral, sem muitos detalhes.
- Tudo bem.
- Bom, o “eles” a que eu estava me referindo, são vampiros – vampiros não existem, não podem existir. Seres que matam outros para a sua saciação não poderiam existir. Seria cruel se existisse – eles se revelaram, pois viviam nas sombras e escondidos, e comoo são bem mais fortes que nós, conseguiram nos controlar. Destruiram todas as nossas armas, carros e tecnologia, e alegaram que com ela poderiamos acabar com eles. Pelo menos nos deixaram a eletricidade, o que foi bom. Existiam clãs de vampiros, e cada um desses clãs foram determinados como, podemos dizer, reinos, o que cada qual tem um rei. O que foi destinado para cá foi o clã Cullen, o nosso rei é Carlisle Cullen, e nossa rainha Esme Cullen. O sucessor do trono é Edward Cullen, porém ele ainda não pode assumir porque não encontrou sua predestinada. Ele tem dois irmãos, Emmet e Alice Cullen, ambos ja encontraram seus predestinados, que são Rosalie e Jasper Hale. A “sede” dos governos dos vampiros ficam na Itália, e é a dos Volturi. Tem perguntas?
- Na verdade só duas por enquanto – disse fascinada com a história.
- Então pergunte – Ângela falou animada.
- A primeira é como que eles sabem qual é a sua escolhida?
- Isso eu não sei, eles não revelam o que é. Um segredo que só vampiro e suas predestinadas sabem. Qual é a proxima?
- Por que é tão perigoso sair a noite? Pelo o que eu sei você também estava fora de casa.
- Eu estava fora porque tinha sentido uma sensação ruim, e ainda bem que eu estava, pois aí pude acolher você. E é perigoso porque os vampiros são crueis, pelo menos a maior parte deles é. Eles são proibidos de caçarem dentro das terras que pertencem ao reinos, porém não são todos que seguem completamente essa regra e nós não sabemos exatamente onde fica marcado a divisa, e podemos nos perder e nnunca mais voltarmos. E é horrivel porque alguns vampiros querem que seu desejo seja saciado antes de matar a vítima.
- Você está dizendo que ... – tentei falar porém fui interrompida.
- Sim Bella, eles costumam estuprar as vítimas femininas antes de mata-las.
- Isso é horrivel – disse espantada.
- Eu sei Bella, é melhor você ir descansar passou por muita coisa hoje – no caminho para casa eu contei para ela o que aconteceu na floresta, sem dar muitos detalhes para que ela não descobrisse que eu de repente apareci na floresta – mas eu acho melhor você comer algo antes.
- Não estou com fome, eu só quero descansar.
- Então está bem, eu não sei como meu marido ainda não acordou, nós fizemos tanto barulho – riu.
Ângela me levou até o quarto e me deu boa noite.
Quando me deitei na cama a saudade apareceu, sentia falta da Emily, por que nnunca mais iria ve-la. Também sentia falta de Renée e Phill, talvez nunca mais frosse ve-los também.
E foi em meio desses pensamentos que o cansaço me venceu e adormeci.
Notas finais
Até o próximo
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