Untouchable
1 Lost in the darkness
Notas iniciais
Obg XoXo Carol...
Como eu queria que a vida fosse como nos contos de fadas, onde você é "feliz para sempre", você não morre, quando se machuca aparece uma "fada" para te ajudar, mas infelizmente a vida é o contrário de tudo isso... Poderia pelo menos existir a Imortalidade das pessoas amadas... Só que não tem isso... Nem isso... Eu entendo a dor de perder um familiar umas das pessoas que você mais ama... Sua mãe...
"Era dia 10-10-2008, era tarde e meus pais haviam brigado no carro, porque meu pai havia bebido e quase batido numa família. Meu pai ficou nervoso e tonto por causa do alcoolismo, quando bateu numa árvore e o carro capotou direto pra água... Minha mãe ficou presa no cinto eu e meu pai tentamos salva-la só que ela ficou inconsciente. A tiramos de lá (quase desmaiando também), ela tremia... Me sentei num canto e comecei a chorar de desespero, O que podia fazer? A resposta era só uma: NADA! Quando minha mãe acordou eu cheguei perto dela enquanto meu pai ligava para a ambulância, e quando ele me olhou com aqueles olhos verdes, um sorriso no meu rosto surgiu, por muito pouco tempo... Ela foi fechando os olhos e quando a ambulância chegou já era tarde demais... Eu chorei muito, meu pai era um anjo pra mim até isso acontecer... Ele foi me abraçar o empurrei e Gritei: " Sai seu monstro!" Ele me olhou chocado pelas palavras que acabaram de sair da minha boca e respondeu:"Minha filha..." o interrompi: "Não chega perto de mim... Por culpa sua minha mãe está morta agora!" Ele chegou pro lado e começou a chorar, cheguei ao lado da minha mãe e antes de lava-la embora o abracei bem forte... Meu pai me olhou com uma tristeza no rosto. Ficou com cara de culpa chegou perto da minha mãe e disse: " Desculpa meu amor... Eu não queria mesmo..." olhei pra ele, ele me abraçou e me disse: Desculpa meu anjo — passou a mão no meu cabelo — Papai não queria ter feito isso... Eu entendo sua raiva... Meus cortes começaram a arder, havia marcas do cinto no meu pescoço... O cara do rabecão (carro que leva os mortos) pegou minha mãe, foi ai que eu chorei mais ainda... Veio outro cara em minha direção e me levou até a ambulância e meu pai o seguiu, do nada vi um luz preta e desmaiei meu pai segurou bem firme minha mão... Cheguei no hospital e quando acordei vi meu pai ao meu lado. levantei e encostei minhas costas na parede e disse: " Papai! Eu tive um pesadelo... Ele me olhou havia lágrimas em seus olhos , continuei: "Eu "sonhei" que minha mãe morreu porque caímos na água. Ele me abraçou e ouvi seus gemidos de choro, ele saiu do abraço me olhou de novo e disse:"Não foi sonho meu anjo..." eu olhei pra ele, senti meus olhos se encherem de lágrimas e foi impossível deixa-las lá... Quando escorriam em meu pescoço ardia... Voltei pra casa cheia de cortes e marcas...
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Dia 15-10-2008 foi o enterro da minha querida mãe Elisa Simons Cliford. Me arrumei e entrei no carro: "Pai! Por que?" ele me olhou e disse: " Não sei meu anjo, papai não sabe..."
O enterro foi "lindo" mais daquele dia em diante tudo na minha vida mudou, "só" pelo fato de eu ter perdido minha querida e amada mãe..." Então é por isso que eu queria que a vida fosse como nos contos de fadas, por que se fosse minha mãe ainda estaria viva ao meu lado...
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–- 7:10 --
Coloquei uma calça rasgada preta, uma camisa do Ramones da mesma cor e um vans preto com um infinito. Peguei minha mochila, meu telefone dei um beijo no meu pai e fui pra escola. No caminha encontrei com Tyler meu melhor amigo...
– Oi Nick!
– Oi Ty... — disse olhando para baixo...
– Que foi? — falou estendendo sua mão
– Ah Ty, coisas da vida... — dei minha mão pra ele, e começamos a andar...
– Sabe quem tá querendo falar com a Miss Black?
– Sei não...
– Luke Hemmings...
– Ah!
Chegamos na escola, veio Sarah (minha melhor amiga) junto com Luke...
–Sinto muito... — Luke disse me abraçando...
–De boa... — dei um fraco sorriso e fui caminhando até o campus da escola, quando ele correu até meu lado
– Campus?
– Aham... — falei olhando uma foto minha e da minha mãe...
– Sua mãe? — disse pegando a foto...
– Sim... — falei me sentando no gramado ao lado de uma árvore...
– Você é muito igual a ela — disse sentando-se ao meu lado — e essa daqui deve ser você né?
– Sim... Quando tinha 6 anos na festa do meu primo...
– Cara, você aqui é a sua mãe num espelho mil vezes menor...
– Muita gente fala isso... — falei limpando uma lágrima que caia dos meus olhos — meu pai diz que eu sou a replica da minha mãe — dei um sorriso, ele riu junto e disse:
– Ele tem razão! — ele levantou, pegou o óculos que caiu no chão, me deu a mão e fomos pra escola...
– Faz 5 anos que minha mãe morreu... — dei uma pequena pausa, ele apertou minha mão e me olhou... — faz 6 amanhã...
– Eu não sabia...
– Nem tinha como né... ninguém te contou... — rimos...
– é por isso que está de preto?
– Não e Sim...
– Hã?!
– Não, porque desde que minha mãe morreu eu uso roupas escuras como preta — apontei para a minha camisa — e sim, porque sempre que é véspera e no próprio dia em que completa mais um ano sem minha mãe eu uso essa roupa...
– Você é estranha... — disse soltando minha mão e correndo pra a aula
– Você também Hemmo... — disse andando em direção a minha sala...
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Notas finais
XOXO Carol...
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