Untouchable

20 Capítulo 19


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, de verdade. Eu realmente estava sem tempo. Mas eu enfim consegui um tempo para escrever. E eu quero agradecer de coração à Isaah Castellan pela minha segunda recomendação! Vocês não sabem como é bom receber uma. Eu fiquei toda boba lendo, vocês tinham que ver. Muito obrigada! Agora um pouco de romance para alegrar o dia de vocês!

Luke abriu os olhos, incomodado com os raios de sol que adentravam a janela. Olhou para baixo, vendo uma Thalia calma dormindo em seu peito.

Sem pressa de se levantar, ele acariciou o rosto dela. Luke pensou que esse dia nunca fosse chegar. Demorou tanto, ele pensou. Luke queria logo sua memória, não sabia por que Zeus ainda não a tinha devolvido.

Por um lado, Luke tinha medo de ter sua memória de volta. E se o “outro Luke” não amasse a Thalia? E se o outro Luke tivesse outras prioridades, outros caminhos, outros problemas? Luke balançou a cabeça, tentando espantar esses pensamentos.

Luke lembrou que Thalia estaria com fome quando acordasse. Ele se levantou da cama com o máximo de cuidado que conseguiu e saiu da enfermaria, seguindo para o pavilhão, onde os campistas já estavam.

– Luke! – Gritou Amy – Deuses, onde você estava?

– Ah – Luke sentiu seu rosto enrubescer um pouco – Eu dormi com Thalia – Amy deu um sorriso malicioso – Não! Não, não nesse sentido!

– Eu não acredito que você está corado! – Amy riu.

Luke revirou os olhos.

– Tenho que levar alguma coisa para ela comer, viu o Ryan? Eu não sei se posso levar qualquer coisa...

– Ele está na mesa de Apolo – Amy apontou para Ryan, que conversava com Will Solace.

– Ok, obrigado.

Luke seguiu até a mesa de Apolo, onde Ryan logo o cumprimentou.

– Hey! Como está Thalia?

– Bem – Luke sorriu – O que eu posso levar para ela comer?

– Ah, eu já separei a comida dela, ia levar daqui a pouco – ele foi até o fundo do pavilhão e Luke o seguiu. Em cima de uma mesa, coberto por um pano, Ryan pegou um prato com sopa. – Estava esperando esfriar um pouco, as ninfas acabaram de preparar especialmente para Thalia. Elas usaram algumas ervas curativas e energéticas do Acampamento.

– Hmm, diga obrigado a elas – Luke pegou o prato e uma colher – E obrigado.

Ryan sorriu com uma careta, o que Luke não entendeu na hora, mas depois viu que Amy havia dado outro sorriso malicioso na direção de Luke. Luke olhou para Amy, sibilando um “você é uma idiota” e voltou para a enfermaria.

Ele ficou com certa dificuldade para abrir a porta com uma mão só, afinal, a porta era feita de bronze celestial e não era muito leve para quem carregava um prato de sopa na outra mão, mas Luke conseguiu abri-la sem fazer – muito – barulho.

Luke andou até a cama de Thalia e colocou o prato no criado mudo. Observou Thalia mais uma vez antes de sentar-se na cama e acordá-la.

– Thalia – ele chamou baixo enquanto passava a mão por seu cabelo.

Thalia se mexeu na cama, mas não havia acordado. Luke riu quando ela ficou de costas para ele.

– Ei, Thalia – ele chamou um pouco mais alto.

Dessa vez funcionou, porque ela se virou para ele novamente e abriu seus olhos elétricos.

– Bom dia – ela sorriu, tentando se sentar, mas apenas deitou novamente reclamando de dores.

– Está com fome?

– Muita – ela riu.

– Que bom, porque eu trouxe sopa! – Luke ergueu o prato como um prêmio, o que fez Thalia rir – Mas... eu vou te dar na boca.

Thalia o olhou incrédula.

– Você não está falando sério, está?

– É claro que estou!

Thalia olhou para o teto e respirou fundo, como quem pensa em aceitar uma proposta.

– Certo – ela disse por fim – Mas só se você passar o dia comigo.

– Eu já ia fazer isso de qualquer jeito – Luke deu de ombros.

Thalia lhe deu um tapa fraco no braço e Luke a ajudou a se sentar sem sentir muita dor. A cada colher de sopa que Luke colocava em sua boca, Thalia ou revirava os olhos, ou ficava levemente vermelha.

– Você comeu alguma coisa? – Thalia perguntou.

– Ah, não, mas tudo bem – Luke ia colocar outra colher de sopa em sua boca, mas Thalia não deixou.

– Você tem que comer, Luke.

– Eu como depois, sério. Agora quem tem que comer é você.

Thalia olhou para o prato, onde ainda havia metade da sopa.

– Coma – ela apontou para a sopa.

– O quê? Não! Você precisa comer, eu não.

– É claro que você também precisa! Nós dois precisamos, eu comi metade, agora você come a outra metade.

– Eu não vou comer, Thalia.

– Nem eu, Luke.

Os dois se encararam por alguns segundos antes de caírem na gargalhada.

– Eu não acredito que discutimos por causa de uma sopa – Luke ria.

– Sério, você tem que comer.

Luke suspirou.

– Tudo bem, eu como.

– Mas só com uma condição!

– Que condição?

– Que eu te dê na boca – Thalia sorriu vitoriosa.

– Ah, sério?

– Muito sério.

Luke respirou fundo enquanto Thalia lhe dava o resto da sopa na boca.

– Você está me sujando – Luke riu com a boca suja de sopa.

– Eu sei – Thalia riu junto.

Luke revirou os olhos, ainda rindo.

Depois de Thalia lhe dar a última colher de sopa, Luke colocou o prato novamente no criado mudo e limpou sua boca com alguns lenços umedecidos que havia na enfermaria.

– Posso te fazer uma pergunta que provavelmente vai fazer com que eu me odeie? – Luke a olhou.

– Não, eu não quero que você se odeie.

– Eu disse que provavelmente vai fazer com que eu me odeie, não que vai fazer com que eu me odeie.

– Tudo bem, pode.

– O que você sentiu na hora do ritual?

Thalia engoliu em seco e olhou para a frente, como quem se lembrava da cena.

– Doeu. Muito – Ela suspirou – Foi como se todos os meus ossos houvessem sido quebrados ao mesmo tempo. Mas foi só uma sensação, e bem real.

Luke apenas assentiu, desviando o olhar de seu rosto.

– Viu? Eu não deveria ter falado nada.

– Deveria sim! – Luke a olhou novamente – Eu pensei que você não fosse resistir, eu fiquei desesperado.

Thalia deu um sorriso fraco e o olhou, como se tentasse gravar cada traço do rosto de Luke. Thalia passou uma mão pelo seu rosto enquanto se aproximava. Luke envolveu sua cintura com seus braços e sentiu Thalia colar seus lábios num beijo calmo antes de Luke pedir passagem com a língua, que Thalia cedeu na hora.

Luke nunca se sentiu tão completo. Thalia estava com ele e isso era tudo o que mais importava naquele momento. Ele não queria que aquilo acabasse nunca e ele sentia que não acabaria.

Notas finais
E então, pessoal? Vocês gostaram?