Notas iniciais
Oi gente obrigada por terem tirado tempo pra ler nossa fanfic, vcs não têm ideia de como estamos felizes de finalmente ter postado o primeiro cap. Já tinhamos escrito ha bastante tempo, mas estávamos um pouco inseguras.Isso é só uma mera introdução, esperamos q gostem XD

Éponine acordou com raios de sol batendo timidamente em seu rosto. Por breves segundos, esqueceu-se de que dia era aquele e se virou na cama, pronta para voltar a dormir. De repente, tomou um susto, se lembrando que era o primeiro dia de aula e pulou imediatamente da cama.

Saiu de seu quarto e foi correndo para o de Emma. Ao ver como a amiga se encontrava, não pode evitar e caiu na gargalhada, o que fez com que a outra soltasse um grunhido. Emma estava com a cabeça pendendo para fora da cama, seus cabelos todos desarrumados, uma perna de cada lado e o lençol há muito que já havia caído no chão.

– EMMA!! EMMA, ACORDAAA!!!!- gritava Éponine, sacudindo-a com um sorriso enorme.

Emma, que era simplesmente impossível de ser acordada de manhã cedo, teve que se controlar para não dar um tapa em Éponine, que a estava irritando com todo aquele entusiasmo. Finalmente, após muitos gritos e sacudidas, a amiga se levantou da cama ainda com os olhos fechados, sem dizer nada à Ponine. Emma não conseguia entender o porque dela estar tão animada. Afinal, já não era seu primeiro ano de faculdade.

(…)

Do outro lado de Paris, uma garota saíra de suas luxuosas cobertas cor-de-rosa. Penteara delicadamente seus longos cabelos, enquanto os prendia em um rabo-de-cavalo alto. Estava pronta. Se olhou no espelho: usava sua meia-calça branca por baixo de uma saia rosa clara e seu típico casaquinho bege abotoado até o último botão.

Deus, como ela odiava tudo aquilo!

– Claire!- chamou sua mãe- O café está servido.- Claire revirou os olhos e abriu a porta- Estou indo mamãe- falou com voz forçada, descendo as escadas lentamente rumo a cozinha.

Sentou-se na mesa e olhou ao redor: seu pai lia o jornal, que quase lhe cobria todo o rosto; a mãe e os irmãos comiam calmamente e a empregada colocava, em silêncio, a comida na frente de Claire.

O clima de tensão predominava no ar, era sempre assim, todos os dias.

–Vou para a faculdade- anunciou assim que terminou de comer.

Ninguém se manifestou.

Ela tinha carro, um bem extravagante que seus pais haviam comprado. Porém a garota preferia ir andando, ou até mesmo de ônibus. Já bastava ter que se vestir e agir como aquelas patricinhas superficiais que ligam apenas para as aparências.

(…)

Enjolras, como sempre, já estava acordado bastante tempo antes de o despertador tocar. Era o primeiro dia de seu quarto ano de faculdade. Não havia dormido direito, sua cabeça, como sempre, estava mergulhada em seus intermináveis discursos por igualdade e em maneiras de atrair o maior número de pessoas possível para sua causa.

Como não tinha nada para se fazer se não esperar a hora de sair, começou a ler pela milionésima vez “Le rouge et le noir”, de Stendhal.

Às sete em ponto, Enjolras fechou o livro e foi para o quarto de Combeferre.

– Sete horas- anunciou ao amigo.- Temos de sair daqui a exatamente…trinta minutos. – disse conferindo o relógio.

Combeferre se sentou na cama, resmungando.

– Por quê você sempre tem que ser tão pontual?

Enjolras deu um sorrisinho irônico e saiu do quarto, deixando a porta aberta.- Vinte e nove minutos!- gritou da sala.

Combeferre riu de como seu amigo continuava previsível.

(…)

Emma e Éponine andavam pelas ruas de Paris. O outono parecia ter chegado mais cedo aquele ano, estava bastante frio e a névoa pairava no ar.

Assim que avistaram a silhueta de Sorbonne em meio ao ar carregado da manhã, Éponine soltou um gritinho e correu em direção à faculdade. Diante deste gesto tão súbito, Emma riu e começou a correr também, alcançando a amiga.

Sorbonne era um misto de alegria e emoção. Se viam pessoas abraçadas, risos ecoavam pelo pátio e todos ostentavam um enorme sorriso no rosto. Porém, regras têm excessões, e com esta não era diferente: a menina baixinha com cara emburrada, batendo o pé no meio de toda aquela gente. Emma a reconheceu de imediato.

–CÉCILE!!!!!-gritou Emma, entusiasmada. A loira garrou o braço de Éponine e saiu puxando-a por entre a multidão. Quando as viu, Cécile abriu pela primeira vez naquele dia, um largo sorriso.

– Vocês viram quanta melação aí na frente?!- ela perguntou, fazendo cara de nojo. As duas riram chegando à feliz conclusão de que a amiga não tinha mudado nada.

Pondo a conversa em dia, chegou a hora em que Cécile já estava bastante bem-humorada, e ela e Emma contavam suas habituais piadas, que faziam Éponine cair de tanto rir. Foi aí que o tão conhecido toque estridente ressoou pelos corredores, acabando um pouco com a alegria de todos. Como se fosse a realidade puxando-os de volta.

Cécile e Emma se despediram de Éponine, indo em direção à sala de Geometria Avançada. Elas detestavam a matéria, mas reconheciam que era muito importante para Arquitetura. Enquanto isso, Ponine ia saltitando para a sala de Literatura Francesa séc. XIX.

Notas finais
por favor nao desistam da gente, realmente estamos nos esforçando e acreditem vai melhorar! Por favor, comentem para sabermos o que acharam e em que forma podemos melhorar XD um grande beijo a todos e mais uma vez mto obrigada por terem lido.