Until The End
2 Hogwarts...
Notas iniciais
Aproveitem, desculpem qualquer erro aí...
Até lá embaixo...
Atravessando a parede na estação de King’s Cross entre as plataformas 9 e 10, me vi na plataforma 9 e meia. Faltavam 5 minutos para as onze. O Expresso de Hogwarts sairia em breve. Me despedi de meu pai e de minha mãe que me prometeram mandar doces sempre que possível. Antes de embarcar, meus olhos corriam pela estação a procura dos rostos familiares de Lily e de Sev. Em, vão. Embarquei e me sentei em uma cabine vazia no fim do trem. Continuava a ler Hogwarts – Uma História. Já havia passado um bom tempo desde o começo da viagem e resolvi colocar minhas vestes. Retornei a cabine, assim que me sentei ouvi uma voz familiar ao longe.
— Eles não passam de idiotas— A voz se aproximou e Severus Snape se materializou na porta, atrás dele vinha Lily:
— Ah, Sev, não seja tão rabugento...
Ele abriu a porta com receio e perguntou num tom quase inaudível se eles poderiam se juntar a mim, respondi que sim.
—O que aconteceu? —Perguntei.
—É o Sev, não para de implicar com uns 4 garotos que estavam com a gente antes — Bufou Lílian.
—Tem certeza que sou eu que implico?—Snape parecia irritado, seu tom de voz finalmente não parecia o de um garotinho. —Aqueles idiotas, “Grifinória é melhor que Sonserina”, ah me poupe.
— Não liga pra ele Liza— disse Lílian, quase com um sussurro— Só está assim por que implicaram com o cabelo dele...
Severus olhou feio pra ela, que suspendeu as risadas.
Tentei mudar de assunto, voltando para as casas:
—Eu realmente quero ir pra Sonserina, e provavelmente eu vou... Geralmente bruxos da mesma família vão pra mesma casa, não é mesmo?
—É, vão... Mas espero que aquele Black não siga a linhagem da família e vá para a Sonserina. Seria uma desonra para a Casa. Eu também gostaria de ir pra lá. E você, Lily, já sabe pra qual você gostaria de ir?
—Não sei, Corvinal, talvez...
— É a Corvinal seria legal também— disse eu.
A velha com o carrinho de doces passou e comprei sapos de chocolates e feijõezinhos de todos os sabores. Sev e Lily saíram com sabores “normais” e eu peguei um de mofo... argh!
Conversamos animadamente até chegarmos a Hogwarts, quando um meio-gigante nos acompanhou até os barcos para atravessarmos o lago. Eu, Sev e Lílian ficamos no mesmo barco, e conosco entrou um menino alto magricela e de cabelos desgrenhados. Severus olhava para ele com uma cara nada boa.
—E aí Ranhoso, e aí Lily!!! Como vão—e deu um tapa um tanto quanto forte demais nas costas de Sev, cumprimentando-o.
—Pra você é Evans, Potter. —Cortou Lily.
—E, você quem é?
—Russel, Elizabeth Russel. E você é Potter o que?
—James. Você sabia que você é linda?
—Obrigada, é uma pena não poder dizer o mesmo de você— disse gélida, não queria esse cara me atormentando. Sev deu uma risada divertida... Acho que foi a primeira vez que eu o vi rir...
—Tá rindo do que Ranhoso?—E com um sorriso maroto desprezível, deu mais um tapa nas costas de Sev, que desta vez perdeu o equilíbrio e caiu no lago... Aquilo me deixou muito irritada...e meus cabelos devem ter ficado vermelho berrante. (eu adoro meus cabelos azuis e cor de rosa, mas odeio quando ele muda involuntariamente, preciso aprender a controlá-los).
—Cara de Lesma!— Exclamei apontando para Potter e me virei para ajudar Snape. Ele não sabia nadar e estava desesperado. Lily gritava para Hagrid pedindo ajuda, mas ele estava muito na frente e não ouviu. Sem pensar duas vezes pulei no lago e mergulhei, ele estava afundando. Tentei puxá-lo pelo braço, mas era muito pesado. Peguei pela cintura e consegui levá-lo pra cima. Lily me ajudou a coloca-lo no barco. James ainda vomitava lesmas. Ele estava acordado, mas tossia e tremia bastante. Tirei minha capa e o enrolei. Parecia desesperado, mas com certeza eu estava mais. Finalmente Hagrid nos ouviu e transferiu Sev pra seu barco. Ele nos deixou com a profª. McGonagal e levou Snape e Potter para a enfermaria...
Ouvimos a professora dizer algumas instruções, mas eu e Lílian não prestávamos atenção. Estávamos realmente preocupadas com nosso amigo. Entramos no salão Principal haviam quatro mesas enormes lotadas de alunos, cada uma com as cores de sua respectiva casa. Um velho barbudo com sorriso dócil e óculos meia-lua que estava sentado na mesa dos professores se levantou e se apresentou (como se precisasse?!) como diretor Alvo Dumbledore. Nos deu boas-vindas , nos desejou sorte e avisou que a floreta proibida era proibida (ah, sério?!).
Então um chapéu começou a cantar uma música sobre a fundação da escola. Eu não ouvia, olhava toda hora para a porta. Meus cabelos tinham voltado ao normal, mas uma ou dias mechas ainda estavam rubi. Foi quando a Profª. Minerva começou a chamar os novatos para a seleção.
—Allurn, Katherine.
Uma garota morena de cabelos cacheados se sentou no banco, a professora pôs o chapéu em sua cabeça e ele começou a pensar. Alguns segundos depois, gritou “CORVINAL!!!”.
A menina foi saltitando para a mesa da Corvinal, onde foi muito bem recebida.
E assim continuou:
—Black, Sirius.
“Ora, ora, ora... mais um Black! Deveria por você na Sonserina. Mas acho que ficará melhor na GRIFINÓRIA!!!”
Sirius foi acolhido em sua mesa e de repente Hagrid entrou no salão com Sev e Potter, o último ainda com um balde cheio de lesmas. Snape estava mais branco que o normal e parecia muito abatido. Ficou entre mim e Lílian. Perguntamos se estava bem, ele disse que ficaria.
—Obrigado, Liza – disse abrindo um sorriso com o canto da boca.
Me senti muito envergonhada, sorri e sussurrei um “não foi nada”.
—Evans, Lílian.
Ela estava muito nervosa, e sentou-se.
O chapéu murmurava “Hum... onde coloco você? É muito inteligente, e muito carinhosa também, mas sua coragem é muito maior... GRIFINÓRIA!!!”.
A mesa da casa vibrou. Snape estava muito decepcionado, e com os olhos um pouco vermelhos, confesso que também fiquei triste, Lily era minha 1ª amiga.
Chamaram mais alguns alunos e então ouvi:
—Russel, Elizabeth.
Sentei-me e olhei para Sev, que piscou pra mim como se dissesse “relaxa, vai dar tudo certo!” O chapéu mal entrou na minha cabeça e berrou “SONSERINA!!! SONSERINA!!!”.
Fiquei extremamente feliz e fui me sentar. Potter se juntou à Grifinória e se sentou do lado de Lílian, ainda vomitando. Me perguntei quanto tempo ele ainda ia ficar assim,torci pra ser pelo menos um mês.
Finalmente foi a vez de Snape. Ele se sentou. O chapéu ficou muito mais tempo com ele do que com qualquer outro aluno. Finalmente disse: “SONSERINA”!
Ele sorria muito e sentou do meu lado e de um tal de Lucius Malfoy, me cumprimentou e os pratos se encheram com o estalar dos dedos de Dumbledore.
Notas finais
2bjs
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