Until The End
5 Detenção
Notas iniciais
ok:/
Não tenho recebido reviews...ms td bem, vou continuar a postar mesmo assim...
u.Ú
mas se alguém aí tiver gostando podia se manifestar....
A profª Sprout era a diretora da Lufa-lufa. Uma senhora muito agradável, assim como a aula dela.
Herbologia passou muito rápido, afinal, todas as boas aulas são assim.
Enquanto saíamos das estufas, Sev contou à Lílian o que aconteceu na sala do Prof. Slughorn.
—VOCÊ O DESARMOU????Sev, você não podia ter feito isso... E se você fosse expulso???
—É, eu sei... Mas não pensei nisso, agi por impulso... E como o próprio professor disse, Potter fez por merecer...
—Será que ele já saiu da enfermaria? – perguntei, saindo dos meus devaneios.
—Preocupada, senhorita Russel? –Severus disse carregado de sarcasmo.
—Não, senhor Severus, é só que...
Bem, sem ele, a detenção pode não ser tão ruim...
—É... verdade.
Ai, vocês dois não têm jeito mesmo, viu... – Lílian resmungou enquanto chegávamos ao salão principal. Despedimos-nos e sentamos em nossas respectivas mesas.
—Pelo visto conseguiu falar com Severus, Elizabeth. O que aconteceu?
—Arrumamos detenção até sexta, Lucius – eu respondi a meu amigo loiro.
— Os dois? – perguntou Ciça.
—Sim, eu dei um jeito de nos encrencar ainda mais – Sev bebericava seu suco de abóbora.
—Ora, o que você fez?
—Promete na espalhar pra ninguém?
—É claro – Malfoy sorria.
—Eu... eu...desarmei e derrubei Potter...
Narcisa quase derramou seu suco e Malfoy olhava admirado para ele.
—Isso é verdade?
—Sim, perguntar ao professor Slughorn.
—Bom, como monitor-chefe, devo lhe dizer que isso é errado – Disse fingindo uma expressão de desaprovação – porém, como amigo lhe digo que fez muito bem. Esses Grifinórios...
E continuamos a conversar enquanto almoçávamos. À tarde tínhamos aula de defesa Contra as artes das trevas. A aula foi uma entediante apresentação sobre o conteúdo estudado no 1º ano. Potter, infelizmente, aparecera na aula.
Ainda tivemos dois horários de trato das criaturas mágicas, onde ficamos classificando vermes. Finalmente, ao término das aulas, nós três nos sentamos num corredor vazio batendo papo.
—Então Sev, como conseguiu fazer sua poção ficar tão boa? – Lily dava continuidade ao assunto da aula de poções.
—Eu não sei, Black e Patrícia estavam me irritando, então foquei no que estava fazendo. No final, achei que precisava de mais casca de Wiggentree, então coloquei mais. Só isso, simplesmente soube.
—Você é muito bom nisso! E você Liza, o que achou do Lupin?
—Ele é bem divertido, e o achei extremamente inteligente. Mas ele anda meio cansado a meu ver... você reparou nas cicatrizes que ele tem no rosto?
—Sim, sim... mas isso é problema dele, né...
Tirei do bolso um relógio com o Brasão da Sonserina que meu pai me mandara. Vi que já era hora do jantar.
—É melhor irmos. Não é bom nos atrasarmos em nosso primeiro encontro com James...
Jantamos, nos despedimos de Lílian e fomos para a sala do Professor. Batemos na porta, ouvimos um som, abriu uma pequena fresta e vimos os olhos de Slughorn.
—Ah, sim claro. – Fechou a porta. Ouvimos correntes e a mesma se reabriu. O professor Nos mandou entrar e esperar até que Potter chegasse. Passaram se alguns instantes e um garoto magricela entrou.
—Bom, hoje vocês vão me ajudar a catalogar alguns ingredientes que chegaram.
Ele deu uma grande caixa pra cada um de nós e pediu para que fôssemos vendo o que continha cada pote e para colocar nos respectivos lugares no armário.
A princípio, pensei que seria uma tarefa fácil, pois eram apenas três caixas, e elas não pareciam tão cheias. Quando abri, porém, percebi que estava abarrotada e havia mais umas cinco pilhas nos esperando.
Terminávamos a 3ª caixa, quando Potter abriu a boca.
—Ei, Ranh... Snape – corrigiu-se percebendo que o professor nos olhava por cima da escrivaninha – E aquela sua amiga...Lilian, poderia me apresentar melhor a ela – Ele atrapalhou os cabelos mais ( como se fosse possível)
—Ela já conhece suficiente de você, e, aliás, deveria chamá-la de Evans.
—Hunff... Ranhoso – ele falou alto o suficiente para nós dois e baixo demais para Slughorn,
—Ora, seu... —os pulsos de Severus apertavam um pequeno frasco. Rapidamente coloquei a mão sobre seus ombros, querendo evitar que ele fizesse besteira, sussurrei em seus ouvidos:
—Calma Sev. Não vale a pena. Não agora.
Ele se virou pra mim. Olhei nos olhos dele, querendo dizer “Espera, você sabe do que eu estou falando”. Ele acenou com a cabeça e pareceu relaxar.
Por duas ou vezes, vi James cutucar meu amigo. Finalmente estávamos no fim. Sev pegou o último recipiente e foi em direção à prateleira. Eu me sentei num banquinho e olhei para sala. Meus olhos se encontraram com os de James. Ele me fitou e deu um sorriso, o mesmo sorriso maroto. Compreendi na hora o que ele iria fazer.
—Sev, cuida–BAM!
Tarde demais. Potter colocou a perna pra frente e Severus tropeçou, caindo em cima do armário e derrubando todo nosso trabalho. Frascos e mais frascos de todos os tipos se espatifaram no chão.
Corri para ajudá-lo e me ajoelhei ao lado dele, tinha pequenos cortes no rosto e nas mãos.
—Sev, você está bem?
—Reparo! – Ouvi Slughorn dizer. —O que aconteceu?
—Snape tropeçou e caiu – disse James num tom falso de preocupação.
Olhei pra ele querendo matá-lo.
—O que aconteceu? – O professor se dirigiu a nós. Abri a boca pra responder, mas Severus foi mais rápido do que eu.
—Tropecei no meu próprio pé e cai, senhor. Me desculpe
—Ora, não foi nada, não foi nada. Já dei um jeito nisso.
Olhei pra cima e vi que tudo já estava no lugar.
Você está bem, meu rapaz?
—Sim professor, obrigado.
—Então, acho que já podem ir. Aguardo vocês aqui na mesma hora amanhã. Srta. Russel, leve Snape para enfermaria, sim. Madame Pomfrey pode dar um jeito nesses cortes.
Ajudei Sev a se levantar. Subimos as escadas e quando chegamos ao topo, James que estava à nossa frente, desacelerou e ficou ao nosso lado.
—Parabéns, Ranhoso, aprendendo a ser homem! Finalmente!
—Cala a boca Potter – vociferei.
—Cale a boca você, garota. Ninguém aqui está falando com você, cuide da sua vida!
—Não... Levante... a voz...pra...ELA – gritou Severus, muito vermelho. Não vou negar que uma luzinha se acendeu dentro de mim, ao ver ele me defendo, e não o contrário.
—É assim que se fala, Ranhoso! Está começando a deixar de ser uma garotinha medrosa!
—Como ousa...
—Sev, já chega, temos que passar na enfermaria – Puxei seu braço.
—Isso mesmo Ranhoso, fuja de novo. Um dia, talvez, você me enfrente cara-a-cara. Mas por enquanto, pode se esconder atrás dela.
.—Não dê ouvidos a ele. Vamos.
Severus bufava, eu não sabia se devia ficar calada ou se falava alguma coisa. Quando viramos o corredor, ouvi:
—Então até amanhã! Sr e Srª ranhoso!
Meu sangue ferveu ainda mais. Peguei o braço dele de novo e puxei em direção à enfermaria.
—Severus, me desculpe por me intrometer de novo.
—Eu não vou ficar parado se ele gritar com você de novo, não tente me impedir.
Aquela luzinha se acendeu novamente. Meu coração acelerava, mas não de raiva... era bom saber que ele se importava comigo.
Entramos na enfermaria. Madame Pomfrey perguntou o que tinha acontecido e por que estávamos fora de cama tão tarde. Explicamos e ela passou uma pomada nos ferimentos de meu amigo.
Saímos e descemos em direção à entrada de nosso salão comunal, viramos um corredor, avistei cabelos prateados. Alguém se virou e vi os lindos olhos acinzentados de Lucius. Ele era namorado de Ciça, mas não podia negar que era lindo.
—Ora, ora, ora. O que os pombinhos fazem aqui a essa hora? – sua voz era grave e arrastada – Sabem que posso tirar pontos de vocês – disse sarcástico – Mas, sério, onde estavam?- seu tom ficou extremamente malicioso.
—Já se esqueceu Lucius? – falei – Detenção...
—Ah, é. Então vão logo. Boa Noite!
—Boa Noite.
Chegamos ao quadro e dissemos a senha. Entramos. Sentamos numa poltrona. Ainda havia bastante gente por lá.
—Por que você não contou a verdade ao Professor?
—Não sei – ele falava, mas não prestava atenção, estava viajando – talvez eu não quisesse mais confusão. Pelo visto não deu certo.
—É.
Fizeram-se alguns minutos de um silêncio constrangedor. Levantei-me para ir embora, ele me chamou.
—Aquela história de vingança... era sério?
Assenti e ele voltou ao estado de transe.
—Boa Noite, Sev. Até amanhã.
—Boa noite! Ele se levantou e me deu um abraço.
Subi para meu dormitório, coloquei a cabeça no travesseiro e apaguei. Naquela noite, sonhei com Sev e com Potter.
Notas finais
E sim, Potter continua cruel...ahsuhasuhasuhsuah
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