Until The End
11 Capítulo 11 - A Festa
Notas iniciais
Pov. Snape
Tomei banho e coloquei minhas novas vestes. Só Merlin sabe a alegria que senti por me olhar no espelho e não me achar ridículo.
Saí do meu quarto e parei no corredor para esperar pelas duas. Para minha surpresa, elas demoraram pouco menos que 10 minutos e quando a pesada porta de madeira do quarto se abriu meus olhos brilharam diante da visão que eu tinha.
Lílian estava encantadora, um vestido rosa claro, todo bordado a mão com pequenas pérolas na parte superior. A parte da saia tinha um acabamento rodado em renda de um tom um pouco mais escuro. Nos pés, um par de sandálias prateadas, muito delicadas. No pescoço, o cordão que ganhara. Lílian era tão linda... Tão delicada... Tão doce...
Elizabeth, por sua vez estava radiante. Poucas vezes eu a vira tão bonita, seu cabelo estava com a lateral trançada e o resto solto, ainda preto e liso, com uma franjinha cobrindo a testa. O vestido era roxo avermelhado, de uma manga só, que ia até a ponta dos dedos, tinha detalhes em tecido preto e uma saia mais comprida na parte de trás. Colocara uma sapatilha preta com tachinhas e na mão livre, o meu presente.
Fiquei felicíssimo em vê-la usando, afinal, extremamente rica como era, não pensei que talvez ligasse pra uma bijuteria como aquela.
—Nossa Sev!!! Você ficou lindo!!! – Lílian sorriu para mim, senti meu estômago revirar um milhão de vezes, meu rosto deve ter corado, pois o senti muito quente, sorri sem graça e disse:
—Você está encantadora, aliás, as duas estão incrivelmente lindas! – De onde eu estava tirando isso??? Senti algo estranho entre minhas pernas... Dificilmente eu faria um elogio daqueles fácil como dessa vez...
—Obrigada Sev, vamos descer?
—Vamos.
Fomos para o saguão e ficamos esperando os convidados. As famílias Evans e Russel estavam todas à caráter, Petúnia estava ridícula com um enorme laçarote rosa-choque na cabeça. Os convidados foram chegando aos poucos, muitos traziam presentes para Liza, e ela era forçada pela educação a ir recebê-los. Por volta das nove horas, achou que todos já tinham chegado e resolveu ir para a sacada no segundo andar. Haviam algumas presenças ilustres, como Batilda Bagshot, famosa historiadora, Dâmocles Belby, parceiro de Camilo no estudo de poções, Slughorn e Dumbledore também não estavam de fora. Até mesmo o Ministro da Magia esteve lá por algum tempo.
Ficamos tomando vento no rosto por um bom tempo. Ouve um momento em que Lily reclamou do frio, e eu tive vontade de tirar minha capa e coloca-la em seus ombros, como num desses filmes de romance de trouxas, mas o Prof. Slughorn apareceu e ficou lá puxando conversa e só saiu quando fomo cantar parabéns.
Um bolo de três andares de chocolate foi cortado e fiquei extremamente feliz, pois Liza quis que eu e Lily ficássemos do lado dela na mesa, junto de seus pais. Me senti acolhido naquele momento. E na hora em que ela devia fazer o pedido, eu o fiz entrementes. Desejei com toda a força que momentos como aquele fossem eternos, que nossa amizade fosse sempre assim e que nós três estivéssemos sempre unidos.
À meia-noite a ceia foi servida e a surpresa foi que mesmo depois de tudo, todos ainda conseguiram se fartar dela, e finalmente, pouco a pouco, os convidados foram se retirando e logo eu e Lily pudemos subir. Liza, no entanto, teve de ficar mais um pouco lá embaixo. Paramos em frente ao quarto dela.
—Aqui é lindo, não é, Sev?!- Sua voz suave e perguntava.
—É sim, esse é o melhor Natal que eu tive em muitos anos... Aliás, esse é meu primeiro Natal, pra te falar a verdade.
—Não fale assim, Sev! Boa Noite! Feliz Natal- me deu um forte abraço e um beijo na testa. Senti aquela sensação estranha de novo. Entrei no meu quarto, deitei e fiquei olhando para o nada. Passei a noite pensando em Lílian.
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