Unspoken Words. - kth
1 meu coração é teu.
Notas iniciais
unspoken words foi uma das primeiras histórias que eu escrevi, então peço desculpas se ela não estiver a par das espectativas do(a) leitor(a). essa obra está disponível no meu perfil do wattpad também, já que havia postado lá antes (=
boa leitura, gente! espero que essa shot traga bons sentimentos a vocês ♥
Eu ainda me pergunto porque decidi escrever essa carta. A resposta, por enquanto, é um singelo não sei, mas o meu coração implora que eu te escreva algo, já que não disse tudo o que deveria quando pude.
Conhecer você foi definitivamente algo do destino. Não pode ser coincidência ter parado meus olhos nos seus no exato momento em que você comprava a edição nova do seu livro preferido na pequena livraria que tínhamos na faculdade. Trocamos olhares por alguns minutos e você voltou a ver seu livro. Percebi suas bochechas ficarem vermelhas e você morder o interior delas.
Tu havias me deixado intrigado.
Algumas semanas depois, descobrimos que íamos à mesma cafeteria todos os dias. Demorou um pouco para que começássemos a conversar, mas a primeira de nossas conversas é algo que nunca irei esquecer.
Você me pediu se eu gostava de chocolate quente. Disse que sim, e seu rosto corou de novo.
Achei fofo, então eu puxei um assunto, e passamos a tarde inteira conversando. Trocamos telefones, e a partir daí começamos a marcar encontros e conversar por vídeo-chamadas toda noite — exceto as que tínhamos de estudar para algum tipo teste.
Nos tornamos amigos até que rápido. Nossos santos bateram, nossos papos também, e nossos gostos eram os mesmos em quase tudo.
As discussões que tive contigo sobre música foram inesquecíveis. Igualmente sobre as de dança, arte, televisão, geopolítica... acho que todas as conversas que tive contigo foram memoráveis.
Teu ponto de vista do mundo me intrigava, e eu adorava te ouvir falar sobre.
O único problema é que, conforme os anos foram passando, decidi largar o curso que fazia na faculdade e seguir meu sonho: me tornar um idol.
Não lembro quando foi que comecei a treinar tanto. Ainda conversávamos, e nada mudou nos primeiros meses — pelo menos era o que eu pensava, até começar a perceber que os meus dedos poderiam fazer o encaixe perfeito nos teus, que os todos os teus detalhes pareciam se harmonizar perfeitamente, que toda vez que eu pensava em te ver meu coração acelerava, que eu não queria te soltar quando te abraçava, que minha xícara da lufa-lufa poderia combinar com a sua da corvinal, que toda vez que eu passava em uma cafeteria e via um chocolate quente me lembrava de ti, que a minha estante poderia ser mais cheia se os teus livros estivessem ali.
Eu percebi que te amava. Com todas as minhas forças, eu te amava. Ainda amo.
Eu sabia que não iria durar, que eu poderia ser aceito nas audições e teria de ir embora, e por isso, tentei me afastar. Sim, fiz a mesma coisa que os protagonistas de romances românticos idiotas fazem. Me afastei para não te machucar, para não me machucar.
Após algum tempo, recebi uma mensagem de texto sua pedindo o que estava acontecendo. Disseste que não entendias o que se passava, que me afastar de você estava doendo demais, e que querias conversar comigo.
Eu aceitei quase que imediatamente.
Nos encontramos na cafeteria de sempre, e você, sem eu esperar, se declarou, por assim dizer. Eu disse que era totalmente recíproco — já não sabia o que fazer com meu coração —, mas que não teríamos muita chance, as audições estavam perto e eu não teria muito tempo, mas você ainda assim quis ficar.
Eu continuava sem entender o porquê de, mesmo com todas as pessoas que conheceste, tu foste se apaixonar justo por mim.
Eu não podia ficar, você sabia disso, eu havia te dito, mas disseste que queria que eu continuasse preenchendo seus dias com boas vibras.
Foi ali que tive certeza que te amava.
Saímos da cafeteria logo após essa conversa, e você me beijou assim que pôde olhar com clareza para os meus olhos.
Seus globos oculares exalavam euforia, e a tua boca tinha gosto de chocolate quente com marshmallows. Era viciante, e não queríamos parar tão cedo.
Parecíamos fazer o encaixe perfeito. Eu comecei a passar finais de semana no teu apartamento, até que minha caneca da lufa-lufa ficou no teu armário. Passamos a aumentar a frequência de nossos encontros, mesmo com os meus treinos, e eu passei a te escrever poesias. Ninguém sabia que eu fazia isso, mas bem, eu fazia. Era um hobbie.
Tua cintura cabia perfeitamente nas minhas mãos. Teu converse azul combinava muito com o meu preto. Meus livros estavam na tua estante e eu havia quase me mudado para o teu apartamento.
Conheci tua família seis meses depois. Aquele dia foi icônico, mas muito bom. Tua vó é uma das pessoas mais engraçadas que eu já conheci, tua mãe um anjo, teu pai é sério, mas mesmo assim parece ter muito a dizer, e a tua irmã caçula, por fim, era um bebezinho, a coisa mais fofa que eu já vi. Eu sempre amei crianças, você sabe.
Após isso, passei a visitar tua família junto de ti.
Quando você conheceu minha família, foi maravilhoso. Minha mãe te amou, meu pai mais ainda, e meus irmãos queriam que casássemos o mais rápido possível para que você os levasse até o Rio Han sempre que quisessem. Eles tinham oito anos, então acho que podemos relevar esta parte.
Ainda me lembro dos pequenos selares que dávamos em segredo, para não desrespeitar nossas famílias, das mãos entrelaçadas abaixo da mesa, dos olhares carinhosos e orgulhosos que dávamos quando qualquer membro de nossas famílias dizia algo sobre um de nós... Esses momentos permanecerão para sempre em minha memória.
Completamos um ano de namoro e foi aí que você me mostrou suas composições. Ah, se você soubesse o quanto eu amava ouvir suas músicas, o quanto amava tua voz... ainda tenho lembranças disso.
Você me completou de um jeito que eu nunca vi. Eu me encontro total e completamente apaixonado por cada detalhe de você, cada qualidade, cada defeito, tudo em ti me encanta.
O dia de nossa despedida foi um dos piores. Gostaria de poder apagá-lo de minha memória. Foram lágrimas demais saindo dos seus preciosos olhos, e os meus se encheram com elas também.
Você disse que não conseguiria manter um relacionamento à distância, e eu concordei. Ambos éramos inseguros nessa parte, tínhamos medo de acontecer algo e não estarmos lá para o outro. Era algo que sabíamos que iria acontecer, mesmo que evitássemos pensar nisso a qualquer custo.
O que me deixou mais feliz nisso tudo é que você sempre me apoiou, e disse que continuaria apoiando. Eu te agradeço com todas as minhas forças, e isso só me faz te amar mais.
O tempo que eu passei contigo foi mágico. Nunca me esquecerei de nossos beijos, as vezes em que nossas mãos pareciam formar o encaixe perfeito, em que fomos ver as estrelas enquanto conversávamos sobre a vida, em que nos abraçamos por trás, em que tentamos cozinhar e falhamos miseravelmente... Nunca esquecerei os momentos com você. Eu te amo e meu coração será sempre teu, mas eu preciso ir. Eu preciso seguir meus sonhos, apesar da dor.
Eu desejo tudo de bom pra você. Amo-te com todas as minhas forças, e torço pra que nos encontremos no futuro.
Com isso, eu apenas deixo aqui a minha esperança de te encontrar de novo, viver nossa história inteirinha de novo, e, desta vez, poder cumprir minhas promessas.
Ainda não adotamos um gato, não te levei pra' ver o pôr do sol, não compramos uma cafeteria, fizemos cookies e demos para as crianças dos orfanatos, e ainda não te levei num show do nosso grupo preferido. Tenho certeza que faremos tudo isso um dia, meu amor.
Te amo com todo meu ser.
Fale com o autor