Unsaid Things.
3 Capítulo 3
- Você ainda vai me arranjar confusão, Lucas. – Falei rindo, depois que desviei o olhar do Gabriel.
- Por que, amor ? – O que ? Repete, Lucas ?! Pode parecer bobagem, mas ao escutar ele me chamar daquela pequena palavra, senti um arrepio.
- Ér... Por que ? Você simplesmente rouba um beijo meu, e acha que seu fandom não vai me condenar ? – Falei enquanto ria.
- Meu o que ?
- Seu fandom, e não se faça de idiota. – Ele começou a rir.
- Uma hora elas terão que entender quem eu escolhi.
Tentei mudar o rumo da conversa. Também tentei procurar meu Gabriel no olhar daquele garoto que se parecia tanto fisicamente com ele. Ambos não aconteceram.
- Ufa, salva pelo gongo. – Usei aquela frase ultrajante.
- Você precisa andar com gente mais nova, Amanda. – Ele se levantou da mesa, rindo. O acompanhei.
- Ah, claro... Me desculpe, vovô. – Fingi decepção, mas logo ri e fui acompanhada por Lucas.
- Vem...
- Onde ?
- Pra sua sala.
Apenas sorri e o acompanhei. A maioria da minha turma já estava na sala.
- Boa aula... E tente não ser expulso nos últimos horários. – Falei rindo, dando de costas pra entrar na sala.
- Espera. – Ele me segurou pelo braço e me puxou contra si.
- O que ?
- Não se despediu direito. – Disse e mais uma vez colou nossos lábios.
Fiz questão de separar aquele pequeno beijo com rapidez.
- Tchau, Lucas. – Falei me afastando.
Eu sentia o olhar rancoroso das meninas da minha turma sobre mim. Qual é, o Lucas não era o único menino bonito daquela escola. O que ele tinha demais ?
- Amanda Holfmann, desde quando você e o Lucas estão ficando ? – Bia começou o escândalo.
- Cala a boca, Bianca. – Taquei meu estojo nela, rindo. – Não to ficando com o Lucas. – Dei de ombros.
- Não... Ele simplesmente quase enfiou a língua na sua garganta porque vocês são melhores amigos.
- Credo, Bianca... Fala sério, sua nojenta.
- Por favor, todos em silêncio. – O diretor do colégio entrou na sala. Todos nos sentamos rapidamente. – Teremos um teste que será aplicado em toda a escola nos três últimos horários. O aluno que terminar, será dispensado. Obrigado.
Em plena segunda-feira. Agora tá explicado o motivo de eu odiar segunda.
- Preciso te falar uma coisa depois. – Bianca cochichou em meu ouvido antes de distribuírem os testes.
Droga, odiava ficar curiosa.
...
Terminei a prova e ia deixando a sala, aliviada.
- Amanda ! – Bianca me puxou pelo braço e ia me arrastando pelo pátio. Já tinham alguns alunos espalhados pelo pátio.
- Que foi, menina ? – Me soltei das mãos dela e parei para encará-la.
- Preciso muito da sua ajuda. – Ela disse juntando as mãos e com os olhos brilhando.
Tinha coisa aí...
- Fala, pedinte. – Falei rindo, sendo acompanhada por ela.
- Eu to muito afim de um menino, e...
- O que eu tenho a ver com isso, Bianca ? – A interrompi.
- Me deixa terminar, peste. – Ela riu, e eu a acompanhei. – Ai meu Deus, ele tá ali. – Ela falou olhando para a direção contrária de onde eu estava.
- Ali onde, criatura ?
- Ali. – Ela apontou e eu me virei. Não deveria o ter feito.
“Ele ? Tinha que ser ele ?” Era o que rondava minha cabeça.
Gabriel saia da sala dele conversando com alguns meninos, todos rindo alto e fazendo comentários ao mesmo tempo. Naquele sorriso sim, eu via meu Gabriel.
- Amanda ? – Bianca ficou em minha frente.
- Ér... Desculpa. – Sorri forçado.
- Então, vai me ajudar, né ?! – Ela falou pulando em minha frente.
- Bianca, não sei se é... – Fui interrompida pelo olhar duro e gélido que Gabriel me deu.
- O que ?
- Tem que ser eu ? – A olhei e fiz bico.
- Qual é, Amanda. Você é minha melhor amiga...
- Vou ver o que posso fazer, mas não prometo nada. – Bianca pulou em cima de mim e me abraçou, quase me tirando do chão.
- Bianca, para, por favor. – Falei rindo e me afastando.
Gabriel me olhava de longe, e eu correspondia aquele olhar, mesmo que soubesse o que significava.
- Ei meu amor, vamos ? – Lucas chegou por trás de mim, me abraçando e me levantando.
- Você tem que parar com essa mania de chegar do nada, Lucas. – Falei rindo e, automaticamente, procurando por Gabriel.
Quando vi, ele estava perto demais, rápido demais.
- Vem. – Ele me segurou pelo braço e começou a me arrastar pelo pátio.
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