Unsaid Things.
11 Capítulo 11
Pegamos nossos sorvetes e estávamos voltando pra nossa mesa rindo, como se nada tivesse acontecido.
Bianca nos viu voltando e sorriu para nós. Lucas olhou em nossa direção, e ao contrário de Bianca, Lucas franziu o senho.
Talvez porque ao contrário de Bianca, ele soubesse que eu era totalmente dependente de algo que viesse do Gabriel.
Gabriel sentou do lado da Bianca como antes, e eu ao lado do Lucas, que não estava com uma cara agradável.
- Que foi, hein? – Disse baixo assim que sentei ao lado dele.
- Nada. – Ele não me olhava.
- Lucas. – Puxei o rosto dele pra que me olhasse. – Fala.
- Não vou falar, Amanda. – Ele disse alto, fazendo Gabriel e Bianca nos encararem.
- Tá tudo bem ? – Bianca perguntou preocupada.
Olhei pra Lucas, mas ele não me encarava. Ele nunca havia falado daquele jeito comigo, e pra ser sincera, magoou.
- Sim... tá tudo bem. – Sorri pra Bianca, que entendeu e deu o assunto por encerrado.
Depois disso, não conversamos mais. Tomamos nossos sorvetes em silencio.
- Vou pagar a conta. – Lucas disse e levantou da mesa. Apenas suspirei.
- Vai ficar tudo bem ? – Gabriel perguntou.
- Sim. – Sorri, sem ter muita certeza do que aconteceria.
Lucas voltou e apenas me chamou com a cabeça. Me despedi com um sorriso incerto pra Bianca e pro Gabriel e segui atrás do Lucas.
Não dissemos nada o caminho todo, só caminhávamos um ao lado do outro.
- Tá, para. – Parei no meio da rua e puxei Lucas pelo braço. – O que foi, agora ?
- Então você tava comigo só pra substituir ele ?
- O que ? – O encarei confusa. – Do que você tá falando ? Eu nunca faria isso.
Era verdade. Até porque ele nunca seria como o Gabriel. Ele nunca teria efeitos que o Gabriel tinha em mim apenas em sorrir pra mim. Ele nunca poderia substituir os braços do Gabriel quando me abraçavam.
Lucas apenas riu irônico.
- Quer saber ? Dane-se. Não vou ficar me justificando ou correndo atrás. – Me afastei do Lucas. – Você que ficou estranho quando eu e ele voltamos. Não fiz nada errado. Tchau, Lucas.
Dei as costas e caminhei sozinha até em casa.
Bati a porta de casa e subi as escadas correndo. Não queria conversar com ninguém. Eu não estava chateada pelo Lucas, mas precisava dele, ele era uma boa companhia apesar de tudo, e era bom tê-lo
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