Notas iniciais
Feche os olhos e imagine tudo o que ler aqui...
Refletir é importante, mas esvaziar a mente e aproveitar o momento as vezes também é...

Estamos agora em um belo bosque a margem de um gigantesco lago. A imagem era digna das mais belas definições dos sonhos de bosques de outono. Várias árvores espalhadas e naturalmente afastadas alguns metros uma das outras pareciam vibrar alegre e calorosamente agitando suas folhas cujas cores pareciam variar a cada novo olhar. Era um local que parecia ser apenas um ser vivo, pois, mesmo as árvores, que estavam com troncos bastante afastados uns dos outros, não permitiam que ficasse afastadas umas das outras permanentemente e entrelaçavam seus galhos e folhas formando praticamente uma única copa que, sob ela, parecia permitir que apenas a luz passasse gentilmente para abençoar aqueles que estivessem sob elas com aquela visão. As folhas amarelas pareciam emitir luz própria como se fossem corpos celestiais luminosos enquanto as folhas vermelhas pareciam pulsar calorosamente como se por elas fluísse o mais forte e quente sangue humano. É verdade também que algumas várias folhas verdes ainda resistiam e destacavam-se no cenário, mas a verdade é que tudo pulsava em um laranja vivo. E o as árvores não limitavam expandir sua cor viva apenas por sua copa. Incontáveis folhas alaranjadas pareciam ter soltado-se de suas árvores em um ato de auto-sacrifício e coberto a grama verde sobre o solo com uma gentil camada de folhas.

Sob o brilho dos raios do pôr-do-sol o cenário parecia cada vez mais uma pintura. Logo após o Lago que brilhava com gentis águas verdes, aquela floresta alaranjada ainda se estendia vibrante e, sobre ela no céu, o sol terminava a pintura. Em meio a nuvens, ele parecia esconder-se timidamente enquanto emitia raios solares rubros e alaranjados que, mesmo que momentaneamente, parecia fazer do céu uma extensão da copa da floresta no mais puro laranja. E não era só o céu parecia perpetuar a copa das árvores: as próprias árvores pareciam perpetuar o céu de modo que ele chegasse a tocar o próprio solo. E, como o sol, a própria floresta tinha calor. Um calor vivo e humano que corria de árvore em árvore, de folha para folha... do mundo para o coração de todos aqueles que tinham o privilégio de ver àquilo...

Tudo na vida pulsa. O calor do próprio bosque pulsava como o sangue que pulsa em nossas artérias. Ele pulsa energia. Ele pulsa calor... ele pulsa como sangue quente pulsa em nossos corações, como pulsa em nossos cérebros... ele pulsa como nos pulsamos... o bosque pulsa calorosamente a vida sob forma de calor... e o seu próprio calor é parte de sua vida...

Você também tem vida... mas consegue ver tudo isso?

Notas finais
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