Unreality
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Troca de cidade nunca foi fácil pra mim, meus pais se separaram há pouco tempo, na verdade meu pai me abandonou para ficar com uma amante ridícula. Ela não é ridícula de beleza, mas de espírito. Sempre pensei que o casamento dos meus pais ia durar, mas não.
– Kinberlly Bennett pegue essa mala no chão. – disse minha mãe
Peguei a mala que estava jogada no meio da casa nova. Minha mãe comprou esse apartamento depois que se divorcio do meu pai, e mandou arrumar ele antes de vim morar.
Peguei a mala e subi para meu quarto, ele estava do jeito que eu queria. As paredes pretas, com um espelho em uma parede, e uma cama confortável, e uma instante de livros. Parei na frente do espelho e fiquei me observando
Sou uma garota anormal com cabelo preto, branca... Que ama preto, quero dizer tento ser durona, e me visto como uma rockeira, eu curto rock, sou um pouco rebelde, mas é tudo culpa do Raphael, o meu pai.
– Filha?
– Oi mãe
– Vamos ao mercado a dispensa esta vazia. – disse entrando no quarto bagunçado. – E quero que arrume isso.
– Estou ansiosa para isso
– Não quanto eu, vai comigo sim ou não?
– Vou, por que não quero ficar aqui.
Minha mãe comprou um apartamento, que fica do terceiro andar, o bom é que tem elevador.
Quando chegamos ao supermercado, estava completamente cheio, tinha até uns garotos bonitos, que nem olhava pra mim, e se olhavam, era com uma olhar de ´´que aberração é essa?´´
– Ola – disse uma senhora aparentando uns 50 anos
– Oi. – disse minha mãe
– Moro em frente ao seu apartamento, vi vocês chegarem hoje de manhã. – disse a senhora sorrindo.
– O povo daqui gosta da vida dos outros. – disse e minha mãe me olhou com um olhar mortal
– Me desculpe minha filha e muito... Sou Laura Bennett e a senhora?
– Tudo bem, garotas na adolescência fica rebelde mesmo, eu sou Tereza Bruce, pode me chamar de Dona Tereza.
– Ok dona Tereza, essa é minha filha Kinberlly
– Oi – disse a velha
– Oi. – dei um sorriso falso
***
Quando voltamos para casa minha mãe parou no caminho para comprar um chá de ervas em uma pequena casa com o nome escrito na sacada casa de ervas. Desci do carro, e fui andando pelas ruas, um barulho estava saindo de um beco próximo ao carro da minha mãe. Andei ate ele. Tinha três garotos batendo em alguma coisa. Dois dele tinha cabelos pretos, e o outro era loiro, eles aparentavam ter 18 anos, o beco estava imundo, tinha uma lata de lixo que estava trasbordando de comida jogada fora. Cheguei mais perto para ver o que ele estava fazendo. Eles estavam maltratando o gato. Peguei uma barra de ferro que tinha perto do lixo.
– Parem. – Gritei com a barra de ferro na mão
– Sai daqui garota. – disse o menino loiro
– Deixa o gato em paz. – gritei novamente.
– Você que o gato? –disse outro garoto
– Quero. –Disse sem pensar
– Então toma. – ele jogou o gato em mim. Fazendo o mesmo me arranhar, peguei o gato com cuidado, e eles saíram correndo e rindo.
– Idiotas
Quando voltei para o carro com o gato na mão minha mãe já estava dentro do mesmo.
– O que isso?
– Um gato
– Gatos pretos dão azar
– Não acredito, vou ficar com ele.
– Vai ficar coisa nenhuma, tira isso do meu carro.
– Você vai expulsar o Jeremy manma
– Quem é Jeremy? – disse ela confusa
– O gato.
– Você já deu um nome pra essa coisa.
– É um gato e não uma coisa. – minha mãe não gosta de animais
– Você sabe que odeio animais, a única coisa que eles servem é para fazer coco, em qualquer lugar.
– Nossa como você... Esquece. – o gatinho parecia ter nascido há pouco tempo, ele e pequeno e fofo, apesar do machucado na patinha. – Não podia deixar ele, tinha uns garotos maltratando ele.
– Desde quando você tem coração garota? – ela levantou a sobrancelha
– Na verdade eu tinha, mas você e o papai o quebraram. – disse olhando para o gato
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