Unpredictable Love
7 There’s just something about the boy
Notas iniciais
Os dias de terça-feira serão os piores do ano. As aulas vão começar sempre com Adivinhação, que é uma matéria extracurricular, porém eu preferi fazer. O pior disso tudo é que a aula é com a Sonserina e só George, dos meus amigos, está inscrito para fazer a aula. Bom, pelo menos eu o tenho, já que nessa aula a professora Trelawney nos coloca em duplas.
–Bacons, eu amo bacons – disse George com a boca cheia deles.
–Nós já sabemos disso, inteligência – respondeu Ruby.
–Você acorda com um humor ótimo, hein Ruby, é de admirar – continuo George.
–I daí, eu não sou obrigada a acordar e ficar vendo um porco comer partes de um porco igual a um trasgo logo de manhã cedo – instigou Ruby. – Aliás, acho que você deveria se transformar em um, já que ama tanto eles. – concluiu a garota.
–Eu continuaria sendo lindo – George falou cínico
–Ah claro, com essa sua cara de anêmico linda que você tem iriam achar você era um porco albino e acabar te matando antes de todo o resto. – disse Crystal entrando na conversa.
–Eu admiro a disposição que vocês têm para discutir logo de manhã cedo – comentei algo finalmente.
–É uma honra saber que o meu trabalho é admirado – George continua sendo cínico.
Depois de acabar o café-da-manhã, George e eu nos encaminhamos para a sala de Adivinhações, porém nós andamos de vagar para chegar lá, porque ainda faltava muito tempo para aula começar e ninguém ali estava a fim de ficar encarando sonserinos. Enquanto isso, as meninas iriam ter um horário livre para fazer tudo o que elas quisessem neste lindo dia Setembro.
–Depois disso, nós temos aula de quê? – perguntou-me George
–Herbologia – eu respondi – Com a Lufa-Lufa – continuei.
–Eu gosto da Lufa-Lufa, acho que eu seria lufano se não fosse grifinórios – comentou ele – E você, para que casa você iria se não fosse para a Grifinória?
–Eu iria para a Corvinal, com certeza – respondi segura de que isso era uma verdade.
–Sério?! Sempre te achei com uma cara de Sonserina – disse o garoto.
–George! Que ideia menino, eu hein... – eu falei um pouco irritada
–Brincadeira, brincadeira, Bea claro que você iria para Corvinal, você só tira notas excelentes. – ele me disse.
Ao chegarmos à sala de Adivinhações, a sala estava quase toda cheia. Eu e ele sentamos atrás de um grifinórios, mais ou menos na fileira do meio.
–Sejam bem-vindos, sejam bem-vindos a primeira aula de Adivinhação do ano! – iniciou a professora – Vocês sabem quem eu sou e eu sei quem são vocês, ah sim... Grifinórios e sonserinos, o leão e a cobra – continuo ela. – Posso ver que vocês já estão sentados em duplas, mas o que acham de misturar?
Ela estava com dois sacos na mão e dentro provavelmente teriam os nossos nomes, no vermelho o nome dos da Grifinória e no verde os da Sonserina.
–Formar duplas mistas, é isso o que eu vou fazer, um grifinórios e um sonserino – disse ela lunaticamente – Peço que todos se levantem e parem de se entreolhar, até parece que vocês nunca fizeram isso antes!
Não, nunca fizemos isso é absurdo. Ela quer que a sala exploda? Só pode...
Olhei para George, ele estava com uma expressão tão confusa quanto a minha, mas eu estava mais que confusa, eu estava indignada.
–Bom isso, agora além de suportar teremos que interagir com esses malditos grifinórios – ouvi falando um garoto sonserino que eu não sei o nome.
–Respeito, que respeito ao próximo, senhor... Qual é o seu sobrenome querido? – falou Trelawney.
–Evans – disse o garoto apático
–Sim, senhor Evans... Já tive uma grande aluna com esse sobrenome. Parentes? Talvez...talvez – Vou sortear a primeira dupla... – Senhor Poulter da Sonserina com a senhorita Martin da Grifinória.
Um pensamento me ocorreu: Ele estava lá, e eu não podia fazer dupla com ele de jeito algum. Seria o fim.
–Senhor Evans! E o senhor Edwards da Grifinória serão a segunda dupla – continuou a professora com as sua loucura – Sentem, sentem queridos podem sentar na segunda mesa...
Após um tempo, ela já deveria ter chamado mais três duplas com ouvi meu nome ser chamado.
–Senhorita Woddley e o senhor Argent – anunciou a professora.
Amém, não fiquei com ele
–Hm... Professora, Josh Argent foi transferido para Durmstrang – disse uma garota Sonserina;
–Tudo bem... Então será a senhorita Woodley com o senhor Hale! – disse Trelawney;
Não. Acabou. Fim. Era ele, não podia ser, mas era. Olhei com um desespero mudo para George, mas depois lembrei que ele não sabia de nada, então obviamente não entenderia o meu olhar.
–Sentem queridos sentem! – falou a professora que me colocou numa situação um tanto complicada.
Caminhei para a sétima mesa da sala, que ficava na ponta da segunda fileira de mesas. Era longe de George. Eu estava praticamente sozinha.
–Oi... – disse Thomas Hale – Nós não precisamos ser amigos, mas também não precisamos nos odiar.
Pensei um pouco, não sabia o que responder.
–Tudo bem, vamos fazer as coisas profissionalmente – eu disse finalmente.
–Bom isso – ele disse com um olhar estranho meio desapontado.
O que ele queria? Ser meu amigo? Tudo bem que ele é muito lindo e parece ser até legal, mas apesar de tudo ele é sonserino.
–Agora, vocês podem ver que há duas xícaras de chá na mesa, bebam elas até sobrar somente à borra. Depois interpretem os desenhos formados por ela na xícara da sua dupla, comparando-os com os da página cinco de seus livros. Se não conseguirem eu os ajudarei – instruiu a professora.
Odeio chá, mas fui obrigada a tomar. Thomas parece não gostar de chá também, pois estava tomando o dele tão rápido que parecia que ele não queria sentir o gosto.
–Você, querido! Sim, você mesmo! – Sibila Trelawney estava apontando para George que ficará vermelho – O que diz o futuro do seu companheiro?!
–Hm... Ah... James tem um tipo de estrela, que significa sucesso, mas também tem um pouco de manchas em cima dela, o que pode significar dificuldade, ou seja, você vai sofrer cara, mas vai alcançar seu sucesso – disse George concluindo a interpretação da xícara de James.
–Sua vez, Evans. O que o futuro reserva para Edwards? – perguntou a professora
–Bom Edwards tem um círculo, o que pode representar o ciclo da vida, mas ele tem várias linhas dividindo a circunferência, o que eu acho que significa escolhas. Então ele terá uma vida cheia de coisas. – terminou James.
–E você novato, senhor Hale! – chamou Sibila – O que vai acontecer no futuro dessa linda donzela?
Ai caramba.
–Ela... Ela tem um coração, que significa amor, paixão ou carinho, manchado, que significa dificuldade, mas também tem uma linha dividindo-o na horizontal, o que pode significar frente, óbvias ou várias outras coisas. Então acho que Beatrice vai demorar a achar seu amor verdadeiro mesmo ele estando bem à frente dos seus olhos. – concluiu Thomas.
–Perfeito, perfeito! – exclamou a tutora.
O que isso queria dizer? Que eu conheço a pessoa com quem eu vou me casar? Ah enfim acho que isso não significa droga nenhuma.
–Ela é meio doidinha – sussurrou Thomas mais para si mesmo do que para mim ou qualquer outra pessoa.
–É verdade – respondi mesmo assim.
–Você acredita em alguma coisa que ela diz? – ele me perguntou me pegando de surpresa.
–Às vezes, mas na maioria das vezes não – comentei minha opinião.
–Estão dispensados! – anunciou Sibila Trelawney.
–Hum... Tchau até a próxima – Thomas disse se despedindo,
–Quem disse que vai ter próxima – falei brincando.
Ele sorriu (afinal, que sorriso lindo), e depois foi embora junto com a dupla do George, James. Até que não foi tão ruim como eu imaginei, pelo menos ele não ficou me olhando pelo canto do olho como faz às vezes. Ele apesar de tudo é um cara legal. É ele é legal, eu gostei dele.
–Eu pensava que eu ia morrer nessa aula! Já estava mais que na hora de acabar! – reclamou George – O que ela pensa que é?
–A professora talvez – eu disse ironicamente
–Rá rá engraçadinha – ele disse irritado. –Até parece que você gostou... Ah não, não acredito você gostou dessa tortura.
–Claro que não, não seja besta George. – eu disse imediatamente.
–Espero que isso não aconteça de novo. – falou ele concluindo o assunto.
Tínhamos vinte minutos entre a aula de Adivinhação e a aula de Herbologia. Aproveitamos para pegar alguns doces na sala comunal, pois após dessa aula teríamos aula de História da Magia com a Corvinal.
–Adorei essa ideia de sempre ter sapos de chocolate na sala comunal – falou George- Acho que nós deveríamos ouvir mais os alunos do primeiro ano.
–Realmente essa foi uma ideia ótima, não custa nada arrumar o dormitório de manha para os elfos em troca disso – eu disse.
–Bom talvez – disse George – Odeio arrumar o dormitório.
Tínhamos chegado um pouco atrasados nas estufas para o começo da aula de Herbologia, mas por sorte a professora ainda não tinha chegado.
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