Unpredictable Love
12 Never gonna be easy, was it?
Notas iniciais
A bagunça já estava feita. Eu tinha colocado o meu nome no Cálice de Fogo sem pensar duas vezes, e isso com certeza vai entrar para a minha lista chamada de “As coisas mais idiotas que Thomas Hale já vez”. Okay, isso não significa que vai ser o meu nome o escolhido para participar do Torneio, há só uma pequena chance de ser ele, na verdade. Não sei o porquê de eu ter colocado o meu nome no Cálice (mentira).
As coisas nunca vão ser fáceis para mim.
Enfim, eu queria muito saber quais são os critérios usados pelo Cálice para escolher uma pessoa, pois se você por coragem, com certeza alguém da Grifinória iria ser o escolhido. Falando em Grifinória, Beatrice e seus cúmplices acabaram de entrar no Grande Salão. George, o menino dos bacons, parece bem animado com a possível ideia de o seu nome ser o escolhido, ao contrário de mim, que agora que percebi que estou dando uma chance para a morte me levar.
Como era previsto, Beatrice também iria colocar o seu nome no Cálice, mas como todo mundo sabe e como James vive falando, ela é completamente maluca.
–Olha que está ali, Tommy – disse-me James.
–Eu já vi – eu respondi a ele.
–Duvido você ir lá falar com ela – falou James em um tom realmente desafiador.
–Você falando assim parece até que eu nunca falei com ela – respondi um tanto ofendido – E eu vou falar com ela agora!
–Ui! Ficou com raivinha foi – James estava literalmente rindo da minha cara. – É isso aí, garoto!
Eu só não bato hoje nesse desgraçado por que ele me colocou no time de Quadribol, porque senão haveria um James a menos nesse mundo, por Merlin, esse menino sabe como tirar uma pessoa do sério!
–Oi, Beatrice – falei, meio baixo e com vergonha, eu só queria chamar a atenção dela, depois eu inventava algo para nós conversarmos.
–Casal favorito! Aê garoto! – James gritou, antes de ela responder, eu não acredito que ele fez isso, eu quero me enterrar vivo, não acredito que ele vez isso.
Por favor, que ela não tenha ouvido. Por favor, que ela não tenha ouvido.
–Oi – ela me disse no mesmo tom, acho que ela ouviu.
Eu mato esse desgraçado. Porque a vida é tão difícil?
–Ai Tommy, você deveria ter visto a sua cara! Foi ótima! – James estava rindo da minha cara (de novo)
–Cala a boca – eu disse a ele com raiva.
Saí andando, como se nada tivesse acontecido, o que era muito difícil. Também estava ignorando o James, era uma coisa que eu nunca tinha feito antes, e eu estava sentindo uma sensação ótima, para falar a verdade.
–Ei Tommy, me espera! Tommy! Thomas desculpa! Espera cara! – ele estava implorando.
Eu não o esperei é obvio, ele não merecia minha atenção.
–Aí James, que saco! – ele havia pulado nas minhas costas.
–Desculpa Tommizinho, desculpa, por favor! – ele estava desesperado, sério.
–Se eu aceitar as desculpas, você cala a boca, por sei lá, até nós termos que voltar ao salão comunal? – eu perguntei.
–Não, mas prometo falar menos, bom isso? – ele me indagou, admiro a capacidade dele. – Desculpa por fazer sua vida ficar mais difícil a cada momento, cara.
–Tudo bem, trolho. – eu disse por fim. É claro que eu ia acabar aceitando as desculpas dele, fazer o que, ele é meu melhor amigo.
–Eu sei que você me ama, e que não iria conseguir ficar sem falar comigo por dez minutos! – ele disse do jeito James de se falar.
–Vai achando isso, vai achando. – eu disse inicialmente sério, mas depois não conseguir não rir.
Pelo caminho que nós estávamos tomando, nós estávamos indo para a nossa sala comunal, o que eu achava o maior desperdício de tempo, já que daqui a menos de uma hora nós teríamos que voltar para o grande salão para receber as escolas rivais (ops, escolas participantes, pois estamos todos criando novos laços de amizade, segundo o Dumbledore).
A sala comunal estava quase vazia, com exceção de nós e de umas meninas. A propósito, James colocou os horários dos treinos de Quadribol no nosso mural de informativos.
–Ei cara, você já percebeu que aquela menina ali vive te olhando? Sério, isso me agonia – eu perguntei ao James sem compromisso.
–Já, ao contrário de você, eu percebo quando garotas bonitas estão me olhando, Tommy – ele respondeu que “sim”, me pegando se surpresa.
–Quem é ela final? – eu estava curioso para saber quem era a “namora” do James
–Alyssa Mason, do quinto ano, eu coloquei ela no time de Quadribol, realmente muito talentosa – eu disse.
–James isso é pedofilia, dando em cima de garotas mais novas, que feio, olha estou te vendo! – eu o instiguei.
–Querido, que eu saiba a sua querida Beatrice também é mais nova que você alguns anos e é claro que você está me vendo, eu não sou invisível! – disse um James raivoso.
–Okay, Okay – falei por fim.
–Ouviu esse barulho?! – James me perguntou, realmente havia um barulho muito estranho ecoando na nossa sala.
–Claro eu não sou surdo, mas o que é isso? – eu perguntei
–Sei lá, parece vir do lago – concluiu o garoto.
–Já sei o que é! – eu disse – É o barco da Durmstrang!
–Mas eles já chegaram?! Que horas são? – James ficou animado de uma hora para outra.
–Vamos lá ver! – eu disse.
Realmente o grandioso barco da Durmstrang, que eu já tive infelizmente a infelicidade usar, havia chegado. Isso significa que vou rever alguns ex “amigos” (não estou preparado para aguentar tanta babaquice). Acho que as dificuldades são apaixonadas por mim, porque elas não me largam, sério.
Bom isso, pelo menos também quer dizer que a qualquer momento a Beauxbatons iria chegar.
E chegou a carruagem da Beauxbatons era de um tom azul celeste, era bem bonita também.
–Acho melhor nós irmos logo para o salão, cara. – James avisou.
Seguimos rumo ao salão comunal o mais rápido possível, estávamos atrasados, quase ninguém mais vagava pelos corredores de Hogwarts. Quando chegamos, Dumbledore estava fazendo um discurso (como sempre), quando nós entramos todos olharam para nós, pois o professor parou de falar. Que vergonha.
–Pontualidade é uma coisa que nós admiramos em Hogwarts, senhor Evans e senhor Hale – falou o professor e depois voltou a discursar.
James me olhou com uma cara estranha, do tipo “droga”.
–Por favor, alunos de Hogwarts, deem as boas vindas aos alunos de Durmstrang! – Dumbledore anunciou.
Um grupo de homens, que não parecem alunos (bem vindo ao meu ex mundo), entraram com tudo no Grande Salão batendo pedaços de madeira no chão e gritando gritos de guerra. O menino que estava na frente do grupo, era ninguém menos que a estrelinha de Durmstrang, Louis Elliot, o cara era até legal, mas enchiam muito o saco dele, tipo como James disse que faziam com a Beatrice.
–Excelente entrada! – exclamava Dumbledore. – Agora é a vez das adoráveis moças da Beauxbatons!
Agora o grupo era composto por garotas meigas e doces, do tipo que se você passar muito tempo com elas, você acaba enlouquecendo de tão perfeitinhas que elas querem ser. Elas entraram fazendo uma coreografia suave, algo como balé. A garota líder era uma menina, loira e alta, é evidente que eu não sei o nome dela.
–Sejam bem vindas! – disse Dumbledore.
Todos aplaudiram, o grande salão estava mais barulhento que nunca. Todas as casas estavam festejando e gritando, como eu nunca havia visto antes, até mesmo a Corvinal estava festejando, minha irmã que odeia barulho, estava gritando.
–Agora anuncio oficialmente que o torneio começou! – anunciou Dumbledore.
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